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Economia

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Baixa atividade econômica afeta indústria da construção, revela CNI

A Sondagem da Indústria da Construção mostra que o indicador de atividade atingiu 44,5 pontos em março, um acréscimo de apenas 0,2 ponto em relação a fevereiro

ubiie Redação

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A indústria da construção continua enfrentando os problemas ocasionados pela baixa atividade econômica do Brasil. A Sondagem da Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira, 26, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que o indicador de atividade atingiu 44,5 pontos em março, um acréscimo de apenas 0,2 ponto em relação a fevereiro. Numa escala que varia de 0 a 100, valores abaixo de 50 indicam queda no nível de atividade. “Assim, apesar da leve melhora, os indicadores ainda refletem dificuldade de recuperação”, diz a CNI.

O índice de número de empregados aumentou 0,8 ponto na comparação com fevereiro, chegando a 43,7 pontos. Mas ainda está abaixo dos 50 pontos.

“A indústria da construção tem enfrentado problemas que são reflexo da baixa atividade econômica do Brasil. Com expectativas frustradas, os empresários se tornaram menos dispostos a assumir riscos, o que comprometeu os investimentos na indústria da construção”, afirma Dea Fioravante, economista da CNI.

Esse fraco desempenho acabou reduzindo o apetite dos empresários do setor para investir nos próximos seis meses. A Sondagem mostra queda no indicador de intenção de investimento, que passou de 34,0 pontos em fevereiro para 32,8 pontos em março. Dentro da metodologia usada na pesquisa, numa escala que vai de 0 a 100, quanto menor o índice, menor é a disposição para investir.

A CNI destaca que o índice de investimento vem em queda desde janeiro, quando ele atingiu 38,0 pontos, o maior valor dos últimos quatro anos.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) atingiu 57% em março, mesmo porcentual registrado há um ano e uma alta de um ponto porcentual em relação a fevereiro. Segundo a CNI, a permanência desse indicador no mesmo patamar de um ano atrás evidencia a estagnação da construção.

A entidade avalia ainda que a baixa utilização da capacidade operacional significa máquinas paradas e trabalhadores produzindo menos do que poderiam.

A Sondagem divide a indústria da construção em setores: construção e edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados. Dentre esses, o de obras de infraestrutura é o que apresenta o pior desempenho, tanto em nível de atividade esperada quando em ociosidade. “Como esse setor reúne grandes obras de longo prazo, com alto grau de empregabilidade, o fato de seu desempenho estar comprometido afeta de modo expressivo toda a indústria da construção”, ressalta Dea Fioravante em nota divulgada pela CNI.

Com relação às condições financeiras, a pesquisa aponta que a satisfação, que havia melhorado, regrediu em março. O índice de situação financeira registrou 38,9 pontos no fechamento do primeiro trimestre. O indicador de satisfação com a margem de lucro operacional sofreu queda de 3,3 pontos, fechando o trimestre com 33,2 pontos. O indicador de facilidade de acesso ao crédito também caiu, atingindo 31,7 pontos no primeiro trimestre do ano. Em todos os casos, dentro da escala que varia de 0 a 100, valores abaixo de 50 indicam insatisfação.

Expectativas

A Sondagem revela também que os empresários da indústria da construção estão menos otimistas em relação aos próximos seis meses. Todos os índices de expectativas apresentaram queda e se aproximaram da linha divisória dos 50 pontos.

Os indicadores de expectativa de nível de atividade e novos empreendimentos e serviços caíram 2,5 e 2,9 pontos, atingindo 53,6 e 53,2 pontos, respectivamente.

As expectativas de compras de insumos e matérias-primas e do número de empregados tiveram queda de 2,1 e 2,4 pontos, registrando 52,4 e 52,1 pontos, respectivamente.

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Economia

Guedes: Brasil evitou virar uma Venezuela, mas não uma Argentina

“Ainda não estamos salvos de ir para o caminho da Argentina”, disse o ministro

ubiie Redação

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira, 23, que o Brasil evitou se transformar em uma Venezuela, mas não em uma Argentina, onde a vitória da ex-presidente Cristina Kirchner, que anunciou que vai concorrer nas eleições em outubro, pode trazer de volta medidas que aumentem o tamanho do Estado na economia, o que seria um retrocesso na agenda liberal de Mauricio Macri. “Fomos salvos disso (de virar uma Venezuela). Estávamos indo para um caminho estranho. Mas ainda não estamos salvos de ir para o caminho da Argentina”, disse em sua apresentação, que durou cerca de 45 minutos.

Guedes disse que o apoio formal declarado hoje pelos Estados Unidos à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi resultado da visita que Bolsonaro fez a Donald Trump este ano. “É a primeira divisão”, disse ele, ressaltando que o Brasil precisa agora avançar nos rankings de facilidade de se fazer negócios, onde o País está acima da centésima posição.

“Vamos abrir a economia, mas aos poucos.” Guedes ressaltou que o Mercosul está prestes a fechar com a União Europeia o maior acordo comércio que o Brasil já fez. “Está tudo acertado, os europeus cederam em tudo, os argentinos cederam em tudo”, afirmou.

Guedes usou o exemplo do Chile em sua apresentação para falar do sucesso da agenda liberal e da adoção do sistema de capitalização na previdência chilena. Ele destacou que o país vizinho saiu da miséria, acelerou o crescimento econômico e hoje tem renda per capta mais alta que a do Brasil. “O Brasil está parado há oito anos.”

O ministro disse que as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2019 foram sendo revisadas para baixo por conta de expectativas de avanço mais lento da Previdência. “Aprova a reforma para você ver como volta muito rápido. Achamos que em dois ou três meses as expectativas vão ser revistas para cima.”

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Economia

Governo usa reserva para reduzir bloqueio de recursos da Educação

A pasta continuará com R$ 5,4 bilhões contingenciados

ubiie Redação

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Após protestos contra cortes na Educação se alastrarem por diversas cidades do País, o governo decidiu reduzir em R$ 1,59 bilhão o bloqueio de recursos para a pasta. O dinheiro sairá da reserva que a equipe econômica vinha mantendo para fazer frente a emergências ou a novas frustrações na arrecadação, diante do cenário pessimista para a economia neste ano.

A medida não tornou o Ministério da Educação (MEC) imune ao arrocho orçamentário. A pasta continuará com R$ 5,4 bilhões contingenciados. Houve, na verdade, um alívio no contingenciamento que já estava programado desde março e a pasta ficou livre de bloqueio adicional.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, admitiu que a medida foi fruto de “decisão política”, mas evitou carimbá-la como reflexo das manifestações ocorridas na semana passada.

Segundo ele, o fôlego dado ao MEC e ao Ministério do Meio Ambiente (de R$ 56,6 milhões) foi baseado em critérios técnicos e ratificado pelo conselho de ministros. “Governar é estabelecer prioridades”, disse Rodrigues. “O cobertor é curto.”

Em março, o governo anunciou que R$ 29,8 bilhões do Orçamento teriam de ser contingenciados. A medida atingiu todas as pastas e colocou a máquina pública sob risco de apagão nos serviços. Apesar disso, o governo identificou a necessidade de bloquear outros R$ 2,2 bilhões para assegurar o cumprimento da meta fiscal deste ano, que permite déficit de R$ 139 bilhões.

Isso ocorreu porque a equipe econômica reduziu a estimativa de alta no PIB de 2,2% para 1,6% – o mercado está ainda mais pessimista, esperando avanço de apenas 1,24%. Quando o País cresce menos, entram menos receitas com tributos nos cofres do governo. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que, caso haja risco de descumprimento da meta fiscal, o governo deve contingenciar recursos para segurar gastos.

Lideranças políticas chegaram a relatar que o presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, para reverter a situação e não impor novos bloqueios à área. À época, Casa Civil, MEC e Economia negaram solicitação nesse sentido.

Em meio ao desgaste político provocado pelas manifestações, a Junta de Execução Orçamentária (formada pelos ministros da Economia e da Casa Civil) decidiu barrar o aperto adicional a órgãos públicos como um todo, numa decisão chancelada pelos demais ministros.

Para isso, o “colchão de segurança” que até então contava com R$ 5,4 bilhões, foi reduzido. Foi dessa reserva que “saíram” recursos para desafogar MEC e Meio Ambiente. A reserva ficou com margem menor, de só R$ 1,56 bilhão, para emergências e absorver nova baixa das expectativas de arrecadação.

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Economia

Após reforma da Previdência governo quer avançar em privatizações

Segundo Paulo Guedes, com a reforma os investimentos vão voltar a crescer

ubiie Redação

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Após a aprovação da reforma da Previdência, o governo vai acelerar as privatizações para travar despesas com juros da dívida, anunciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, hoje (22), em palestra de abertura do seminário Previdência: por que a reforma é crucial para o futuro do país?, organizado pelos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas.

Segundo o ministro, com a reforma os investimentos vão voltar a crescer, devido à previsibilidade para a economia de duas décadas. Assim, para o ministro, o país poderá crescer entre 2,5% e 3,5% por ano. “Com essa reforma, abrimos os portões para uma fase nova”, disse.

Guedes disse que as duas grandes despesas do país atualmente são com a Previdência, em cerca de R$ 750 bilhões, este ano, e os gastos com juros, em cerca de R$ 350 bilhões. Para conter essas despesas com juros, o ministro disse que fará privatizações.

Segundo o ministro, a meta é gerar US$ 20 bilhões em receitas com as privatizações, sendo que o governo já gerou mais de US$ 11 bilhões. A maior parte são de concessões. “Por enquanto não tem peixe grande. Daqui a pouco vão entrar os grandes também. Com as privatizações, vamos travar essa despesa que é uma vergonha para o Brasil”, afirmou Guedes.

O ministro comparou a reforma da Previdência a uma cirurgia, que ninguém gosta de fazer, mas é necessária.

Paulo Guedes argumentou que a reforma é necessária devido ao envelhecimento da população, com menos jovens no mercado de trabalho contribuindo no futuro, por haver privilégios no sistema atual, e por considerar que a forma de financiamento é uma “bomba-relógio”. “A forma de financiamento da Previdência é uma arma de destruição de emprego. O trabalhador ganha pouco e custa muito, custa o dobro para a empresa”, disse.

Guedes reafirmou ainda que será necessário aprovar a reforma com economia de pelo menos R$ 1 trilhão, para que se possa implementar o sistema de capitalização para os jovens que entrarem no mercado de trabalho. “No regime de poupança garantida [capitalização], o jovem está levando poupança para o futuro. O custo de transição não é para todo mundo. É só para os jovens. Vamos democratizar a poupança, vamos levar o país a crescer. As vantagens são extraordinárias. O Brasil vai crescer mais rápido, quando se acumula capital, se aumenta produtividade da mão de obra”, disse.

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