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Maioria dos atiradores de crimes em escolas não é psicopata, diz estudo

Classificá-los sempre como psicopatas é simplista e incorreto, afirma professor

ubiie Redação

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Planejar por meses ou anos um ato cruel, ter o sangue frio de atirar contra crianças e adolescentes indefesos de forma aleatória, e terminar o crime com suicídio. Para a maioria das pessoas que assistem a um massacre em escolas ou ouvem relatos de casos do tipo, como o ocorrido em Suzano na semana passada, é difícil não associar o atirador a um psicopata, de perfil cruel, frio e sádico.

Estudos científicos internacionais feitos com base na análise do perfil de dezenas de atiradores no mundo, no entanto, trazem conclusões intrigantes: na maioria dos casos, não havia sinal de psicopatia nos atiradores, o que leva os pesquisadores a acreditarem que experiências de vida, como traumas, abusos ou outros fatores sociais, possam desenvolver um comportamento agressivo em uma pessoa sem sinais de doença mental.

“O que sabemos é que mesmo pessoas biologicamente saudáveis podem desenvolver problemas assim quando submetidas a condições adoecedoras, ou quando inseridas numa cultura doente, pelo fato de que nossas crenças, nosso modo de interpretar e compreender a realidade não é algo imutável, fixo, rígido”, explica o doutor em Psicologia e professor do Instituto Federal de Goiás Timoteo Madaleno Vieira, autor de um artigo em que revisou dezenas de estudos internacionais sobre o perfil dos atiradores e concluiu que classificá-los sempre como psicopatas é simplista e incorreto.

“No senso comum, a ideia de um monstro, um psicopata tresloucado, é muito usada para dar a resposta que procuramos (para esses atos). Isso simplifica as coisas. Explicações assim falsificam a realidade e nos ajudam a evitar a percepção de que podemos ter responsabilidade na expansão desse fenômeno”, diz.

Características comuns

Se os atiradores têm perfis psicológicos diferentes entre si e motivações diversas, eles reúnem, por outro lado, algumas características em comum: a grande maioria é homem, branca e obteve a arma usada no ataque em casa, utilizando armamento de posse dos próprios pais, segundo estudos do FBI e do psicólogo americano Peter Langman, um dos maiores estudiosos do assunto no mundo, que levantou dados sobre 150 ataques em escolas em dez países, incluindo o Brasil.

Análise feita pelo Estado na base de dados do pesquisador, disponível no site schoolshooters.info, mostra que, dos 150 atiradores analisados, 94% era do sexo masculino, 63%, branco, 42% não sobreviveram ao ataque – a maioria porque cometeu suicídio -, e 38% era menor de idade ao cometer o ataque homicida.

O psicólogo criou ainda uma tipologia para o perfil psicológico dos atiradores, os dividindo em três grupos: traumatizados, psicóticos e psicopatas (em tradução livre).

Os traumatizados tinham histórico de abuso por parentes ou famílias desestruturadas, com casos de violência ou dependência química. Os psicóticos apresentavam sinais de esquizofrenia ou algum transtorno de personalidade. Entre os sinais estavam alucinações, delírios ou paranoias. Por fim, os psicopatas tinham os sintomas clássicos do quadro, como narcisismo, ausência de empatia e sadismo.

Na análise dos 150 atiradores, o pesquisador conseguiu informação suficiente de 81 deles para traçar o perfil e chegou a conclusão de que 49% eram psicóticos, 32% eram psicopatas e 19% eram traumatizados.

Dificuldade

Segundo o estudioso, nem sempre é fácil para as famílias identificar esses perfis previamente. “Entre os atiradores traumatizados, os pais são os principais problemas na vida dos filhos. Para os outros perfis, não é que os pais estejam falhando. Muitas vezes eles escondem deliberadamente os seus pensamentos e sentimentos dos pais. Mesmo quando os atiradores estiveram em psicoterapia, ocultaram suas intenções violentas”, disse ao Estado.

Há sinais, no entanto, demonstrados previamente pelos atiradores que podem servir de alerta para pais e docentes, como obsessão por armas ou mídias violentas, postagens sobre ataques, comportamento agressivo ou depressivo, entre outros.

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Historiador determina local onde Shakespeare teria escrito ‘Romeu e Julieta’ (FOTO)

Após uma década de pesquisa, um historiador foi capaz de identificar a localização exata da casa londrina onde o dramaturgo William Shakespeare escreveu um dos maiores clássicos da literatura – a obra “Romeu e Julieta”.

ubiie Redação

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O especialista em arte Geoffrey Marsh afirma ter descoberto que a residência onde o prestigiado poeta viveu entre 1597 e 1598 fica hoje no número 35 da rua londrina chamada Great St Helen’s, informou o The Independent.

O local é atualmente ocupado por um edifício de escritórios e fica ao lado da Igreja de Santa Helena.

Segundo o jornal, Shakespeare era inquilino da Companhia de Vendedores de Couro, que era na época uma organização londrina de mercadores especializados em artigos de couro.
O historiador explica que a paróquia da igreja de Santa Helena, que foi patrocinada pela companhia e deu nome à atual rua, era uma das mais ricas da cidade.

“O lugar onde Shakespeare viveu em Londres nos dá uma compreensão mais profunda das inspirações de seu trabalho e de sua vida”, diz o especialista.

Marsh conta que os comerciantes e os médicos tinham amplas ligações em toda a Europa e que podiam transmitir ao dramaturgo as ideias mais progressistas do seu tempo, além de supor que a localização da casa do dramaturgo tenha certamente melhorado sua posição social.


Local atualmente ocupado por edifício de escritórios ao lado da Igreja de Santa Helena, em Londres, Inglaterra
CC BY-SA 3.0 / ELISA ROLLE / IGREJA DE SANTA HELENA

“Poucos anos depois de se mudar de Stratford para Londres, ele já vivia em uma das paróquias mais ricas da cidade, ao lado de figuras públicas poderosas, comerciantes internacionais ricos, médicos da sociedade e músicos especialistas”, destaca o historiador.
Foi nesse local que o poeta provavelmente criou sua obra “Romeu e Julieta”, comunica a mídia.

Shakespeare nasceu na cidade britânica de Stratford, mas era obrigado a passar longos períodos em Londres, onde havia mais oportunidades no que respeita ao teatro.

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Maior avião do mundo efetua 1º voo (FOTOS, VÍDEOS)

Na Internet surgiram as imagens do primeiro voo de uma aeronave de fuselagem dupla e seis motores da empresa Stratolaunch Systems.

ubiie Redação

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A aeronave decolou a partir de um aeródromo perto de Los Angeles, EUA.

Hoje o avião da #Stratolaunch voou durante 2,5 horas sobre o deserto de Mojave, atingindo a velocidade máxima de 189 mph (304,2 km/h). Confira o voo histórico aqui!

De acordo com o astrofísico da NASA Thomas Zurbuchen, este é um evento histórico para a equipe de desenvolvimento.

“É sobre enviá-lo para o limite do espaço e mais além”, escreveu.

Durante seu primeiro voo, a maior aeronave do mundo, desenvolvida pela empresa Stratolaunch Systems, atingiu uma velocidade de 304 quilômetros por hora e uma altitude de mais de cinco quilômetros, relata o comunicado de imprensa publicado no site da empresa.

O maior avião do mundo levanta voo!

No total, o voo durou duas horas e meia. Durante os testes, os pilotos avaliaram as capacidades de voo do avião e testaram vários sistemas de controle.

Roc aterrissou! Meus sinceros parabéns a todos na @Stratolaunch

A Stratolaunch Systems é uma empresa aeroespacial americana estabelecida para desenvolver um sistema aeroespacial para enviar cargas ao espaço. A envergadura da maior aeronave é de 117 metros, está equipada com seis motores Boeing 747. A empresa planeja que a aeronave lance o primeiro satélite em 2020.

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Descubra quais são as possibilidades de encontrar vida alienígena nos próximos anos

As possibilidades de encontrar vida alienígena nos próximos anos continuarão sendo mínimas, apesar de que as tecnologias vão continuar avançando, afirma Doug Millard, chefe-adjunto do departamento de tecnologia e engenharia do Museu da Ciência em Londres.

ubiie Redação

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Nos próximos 10 anos a humanidade irá viajar ao espaço com mais frequência, as naves espaciais vão ser parecidas com aviões, os veículos-robôs espaciais de pesquisa científica que são enviados para outros planetas vão diminuir de tamanho, prevê o investigador.

“Pequenos drones-helicópteros destinados a trabalhos de investigação em Marte estão sendo elaborados atualmente”, acrescentou Millard em entrevista à Sputnik.
Entre as tecnologias mais prometedoras estão os motores de foguetes que funcionam com oxigênio atmosférico, criação de componentes minúsculos para execução de tarefas em satélites miniaturizados e sondas espaciais. Nos próximos tempos, a humanidade continuará explorando Marte e a Lua, destacou o britânico.

“A busca de formas de vida inteligente foi sempre de grande interesse para os astronautas, mas, por enquanto, não há quaisquer provas de existência deste tipo de formas de vida. O Espaço é tão vasto que, se estas formas existirem, é pouco provável que alguma vez saibamos disso”, opinou o especialista do Museu da Ciência.

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