Siga-nos

Beleza e Saúde

113

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 42segundo(s).

Perigo ou benefício? Cientista revela papel dos micróbios na nossa vida

A quantidade de células de micro-organismos no organismo humano é dez vezes maior do que todas as outras células devido ao tamanho menor, o que corresponde a 1-2 quilos de peso em cada pessoa. É difícil imaginar um ser humano sem esse conjunto de micro-organismos, que cumpre funções importantíssimas no corpo.

ubiie Redação

Publicado

em

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o cientista em microbiologia da Universidade Estatal de Moscou Ilia Serezhkin respondeu às perguntas sobre as espécies e funções dos micróbios, busca de novos antibióticos e muito mais.

Os últimos estudos mudaram o paradigma tradicional de que os micróbios são ruins. Hoje em dia, a maioria dos micróbios é considerada benéfica para as pessoas e o planeta em geral, ressaltou Ilia Serezhkin.

A chamada microbiota tem um papel fundamental para a nossa imunidade, produção de vitaminas e outras substâncias úteis. A influência negativa aparece quando há um desequilíbrio da microbiota e no organismo aparecem microrganismos que não devem lá estar ou apenas devem existir em quantidades mínimas.
A base da flora microbiana do homem é constituída pelos microrganismos que são transmitidos na altura do nascimento pela mãe. Entre eles estão o lactobacilos e as bifidobacterias, que fazem parte da flora intestinal. A microbiota se forma e muda até aos 7 anos e depois permanece mais ou menos estável por toda a vida, excluindo os períodos de infeções e toma de antibióticos.

A vacinação contribui um pouco para a formação da microbiota, mas não significativamente. O quadro microbiano da pessoa depende em primeiro lugar da alimentação, amamentação e do fator externo de limpeza, assinalou o cientista russo.

Considera-se que um ambiente esterilizado, completamente livre de micróbios, é contraindicado as para pessoas, já que a pele perfeitamente limpa logo é ocupada por microrganismos patogénicos. A presença de micro-organismos na pessoa é um fato de treinamento permanente da imunidade, produção de anticorpos e outras proteínas que destroem os micro-organismos patogénicos. Além disso, a microbiota ocupa toda a superfície do corpo humano e não deixa as bactérias se prenderem à nossa pele.

Por essa razão, o cientista não aconselha a usar gel anticéptico se tiver oportunidade de lavar as mãos com água e sabão, já que as substâncias do gel liquidam toda a microbiota, a boa e a má.

Micróbios novos e antibióticos

No século XX, os cientistas pensavam que no intestino humano havia 300-700 tipos de micróbios, mas agora já se conhecem 15-20 mil microrganismos e se descobrem cada vez mais novos tipos e géneros.

Às vezes aparecem notícias sobre descobertas de novas bactérias resistentes a antibióticos. Serezhkin afirma que isso não significa que tais espécies saiam totalmente fora de controlo e que matem todos os pacientes. Tal microrganismo pode ser eliminado por uma ou outra substância.

Desde o século passado a comunidade científica busca novos antibióticos. Apesar de ser um processo difícil, as pesquisas científicas permitem lutar contra os microrganismos patogénicos ou pelo menos prevenir a sua proliferação.
Papel dos micróbios na descontaminação do meio ambiente

A microbiota desempenha um papel importante na degradação de resíduos, tais como produtos petrolíferos e plásticos. Os micróbios são usados em vazamentos de petróleo, pois alguns micro-organismos se alimentam de hidrocarbonetos, principal constituinte dos produtos petrolíferos, transformando-os em água, dióxido de carbono e biomassa.

A eficácia de tal método de liquidação de vazamentos atinge 80-90%, mas é usado apenas nas etapas finais de limpeza das áreas poluídas, por ser um método que leva mais tempo em comparação com os métodos tradicionais.

Onde há mais micróbios em casa?

Os cientistas calcularam que o campeão quanto ao número de micróbios em qualquer casa é a esponja da louça. Ela tem as condições perfeitas para a existência e crescimento de micróbios, havendo restos da comida na sua superfície e sendo um lugar quente e húmido. É desejável mudá-la o mais frequentemente possível, pelo menos uma vez por semana.

Percentagem de micróbios controlados

O cientista russo opina que apenas 10% dos micróbios do “exército microbiano” estão sob controle. A humanidade conseguiu submeter em certo nível os micro-organismos patogênicos, diminuindo a sua quantidade, inclusive no organismo humano. Mas o homem ainda não é capaz de determinar o “quadro microbiano” completo de um determinado lugar, não conseguindo sequer descrever todos os micróbios que habitam o nosso planeta.

1
0
Clique para comentar
Publicidade

Beleza e Saúde

Três semanas sem fumar já traz benefícios para pulmão e circulação

O tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo

ubiie Redação

Publicado

em

O tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o hábito de fumar mata mais de sete milhões de pessoas por ano. Para diminuir este número, a OMS idealizou, em 1987, o Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado em 31 de maio.

Uma pesquisa do Institute for Health Metrics and Evaluation aponta que, de 1980 a 2015, a população de fumantes no Brasil reduziu de 25% para 10%. Isso porque, até 1990, havia propagandas que relacionavam o cigarro à sofisticação, à liberdade e ao status social. A aceitação social e o fácil acesso a essa droga são fatores que, até hoje, influenciam pessoas a aderir ao hábito de fumar.

“As chances de desenvolver câncer de pulmão para pessoas que fumam de um a nove cigarros por dia, ou seja, fumante leve, são seis vezes maior do que para os não-fumantes”, explica o Dr. Hercílio Pereira Junior, psiquiatra e gerente médico da NotreDame Intermédica. Quem convive com tabagistas também é exposto a riscos e tem 30% de chances de desenvolver a doença, mesmo não fumando. Já o risco de doenças respiratórias em crianças é de 50%. “Parar de fumar sempre vale a pena, em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro”, reforça o especialista.

Segundo a psicóloga Anay Arraiol, do Grupo NotreDame Intermédica, fumar é um comportamento aprendido e reforçado diariamente, e pode ser desencadeado e mantido por determinadas situações e emoções. “Para deixar este vício é preciso ficar atento aos gatilhos e evitá-los quando possível. Se o tabagista fuma toda vez que toma café, ele pode cortar essa bebida do cotidiano ou tomar um copo d’água bem gelada em vez de fumar. Mascar uma folha de hortelã ou um cravo, definir metas e iniciar atividades físicas são ações que também podem ajudar. É preciso força de vontade porque a abstinência dura de duas a quatro semanas, mas parar de fumar já traz benefícios a curto prazo. Ficar longe do tabaco por 3 semanas melhora a respiração e a circulação, e já um ano sem fumar diminui pela metade o risco de morte por infarto do miocárdio”, revela a profissional.

O uso de medicamentos pode ajudar com os sintomas da abstinência, mas não é recomendado como único tratamento. Os métodos contra o tabaco mais indicados são aqueles que promovem a desconstrução de práticas vinculadas ao ato de fumar e são feitos por meio de intervenções cognitivas, ou seja, mudanças nos pensamentos e treinamentos comportamentais.

“Prepare sua mente para o primeiro dia do resto da sua vida. Você poderá até fazer uma pequena cerimônia quando fumar o último cigarro”, indica a psicóloga.

0
0
Continuar lendo

Beleza e Saúde

Combinação de tratamentos controla câncer sem causar efeitos negativos

Terapia gênica aumenta eficiência da quimioterapia e reduz dosagem de droga no tratamento

ubiie Redação

Publicado

em

A quimioterapia, que é o uso de fármacos para controlar tumores cancerígenos, possui muitos efeitos adversos que debilitam o paciente e prejudicam as defesas naturais do organismo. Pensando em contornar esses efeitos, pesquisadores da USP combinaram a quimioterapia com a terapia gênica, que utiliza vírus para levar até as células dos tumores um gene capaz de alterar seu funcionamento, tornado-as mais sensíveis ao efeito dos fármacos e impedindo que cresçam e se multipliquem.

Experimentos com animais mostraram que a combinação aumenta a eficácia da quimioterapia para bloquear o crescimento de tumores de próstata, permitindo a redução da dosagem das drogas usadas no tratamento e a eliminação dos efeitos negativos. As pesquisas foram realizadas no Laboratório de Vetores Virais do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Testes em pacientes com câncer vão definir como prever a utilização da terapia combinada com a imunoterapia, tratamento que estimula as defesas naturais do organismo.

A terapia gênica utiliza vírus como veículos de entrega de genes que, ao chegarem às células dos tumores, impedem seu crescimento. “Os vírus são modificados em laboratório por meio de engenharia genética”, afirma o pesquisador Bryan Eric Strauss, que coordena o estudo. “Eles perdem a capacidade de se multiplicar e recebem o gene p53, conhecido como ‘guardião do genoma’, pois atua na eliminação de células que ameaçam o organismo.”

Conduzindo genes

De acordo com o pesquisador, o câncer elimina o gene de proteção das células, que ficam vulneráveis, levando ao surgimento de tumores. “Na terapia gênica, o vírus é injetado diretamente na massa tumoral do paciente, onde penetra nas células, introduzindo o p53, o qual ativa outros genes, que irão causar a morte da célula, inibindo o crescimento do tumor”, destaca. “Pesquisas anteriores do Laboratório aprimoraram a terapia gênica, modificando o vírus para que entre com mais facilidade, em um maior número de células, e atue com mais eficiência.”

O estudo combinou a terapia gênica com o vetor do p53 à quimioterapia, realizada com o fármaco cabazitaxel. “O grande problema da quimioterapia é a toxicidade do fármaco no organismo”, aponta Strauss. “Em experimentos com camundongos, a droga controla o tumor, no entanto os animais perdem peso, glóbulos brancos do sangue (leucopenia) e células de defesa (neutrófilos e linfócitos), ficando muito debilitados.”

Em testes com animais, os cientistas descobriam que o p53 colabora com a quimioterapia, parando o crescimento do tumor sem gerar efeitos negativos no organismo. “Quando o gene é introduzido nas células dos tumores, ele coordena a morte celular e sensibiliza as células para o feito da droga”, conta o pesquisador. “Com a terapia gênica, é possível reduzir a dosagem do fármaco a um nível subterapêutico [ou seja, que isoladamente não seria suficiente para controlar o crescimento do tumor] e dessa forma evitar os efeitos adversos.”

Terapias combinadas

Strauss destaca que o próximo desafio dos pesquisadores do laboratório é juntar a imunoterapia à combinação de tratamentos, de modo a ativar as defesas naturais do organismo. “A terapia gênica e a quimioterapia são tratamentos pontuais, e algumas células dos tumores não recebem o vírus com o p53. A ideia é que o próprio sistema imunológico cuide dessas células”, afirma. “A imunoterapia faria esse sistema ‘acordar’, reconhecendo e destruindo células tumorais, e oferecendo uma proteção duradoura contra a progressão de tumores.”

Os pesquisadores avaliam se a terapia combinada é capaz de estimular a resposta imune, funcionando também como imunoterapia. Os testes em seres humanos incluem experimentos utilizando quimioterapia com outras formas de imunoterapia (como, por exemplo, vacinas, introdução de anticorpos ou de proteínas), terapia gênica com quimioterapia ou imunoterapia, e até combinações de imunoterapias. “Os resultados são promissores, mas vai levar um tempo para entender como prever qual tratamento seria o melhor para cada paciente”, conclui o pesquisador.

Os estudos do laboratório tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio de um projeto temático e bolsas de estudo. A pesquisa com cabazitaxel contou com a colaboração da empresa Sanofi, produtora do fármaco, que o forneceu para os experimentos. Os cientistas possuem também o apoio da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

0
0
Continuar lendo

Beleza e Saúde

Hematoma que surge espontaneamente pode ser sinal de doenças

Angiologista Dra. Aline Lamaita explica o que são as marcas arroxeadas que surgem em nosso corpo, geralmente após uma pancada, e aponta quando devemos começar a nos preocupar e procurar ajuda médica

ubiie Redação

Publicado

em

Não há quem já não tenha se deparado com uma marca roxa na pele após ter batido a região em algum lugar ou então depois de ter passado por um procedimento ou cirurgia. Essas marcas arroxeadas são chamadas de hematomas.

“Os hematomas ocorrem quando o sangue, que circula dentro de veias e artérias, deixa o interior dos vasos sanguíneos devido a algum tipo de trauma e acumula-se em outras partes do corpo, como sob a pele, em torno dos olhos ou até mesmo dentro de órgãos importantes como o cérebro, deixando assim de exercer sua função”, explica a angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

O problema é que, dependendo da gravidade do hematoma, ou seja, conforme seu local e tamanho, a marca pode comprometer o bom funcionamento de outros órgãos. E, se surgir espontaneamente, pode ser indicio de doenças ainda mais sérias.Segundo a médica, os hematomas que observamos na pele após pancadas ou coletas de sangue, por exemplo, são formados pelo sangue que extravasa de pequenos vasos sanguíneos e não apresentam riscos a saúde, pois, geralmente, são pequenos, restritos ao local do trauma e deixam de crescer sozinhos, já que ocorre a coagulação.

“Este sangue que deixou os vasos não volta a circular normalmente e só desaparece alguns dias depois, quando for completamente absorvido pelas células de defesa do organismo. Esta reabsorção envolve uma série de reações químicas que modificam a cor do sangue e de seus metabólitos, o que explica o porquê de os hematomas clarearem com o tempo”, afirma.

Mas se os hematomas começam a surgir espontaneamente em vários locais do corpo, sem que necessariamente tenha ocorrido um trauma na região, é preciso começar a se preocupar e procurar um médico, pois podem significar que as plaquetas ou os fatores de coagulação do sangue podem estar alterados. “Outro sinal de alarme é quando, além dos hematomas, há sangramento em outras partes do corpo, como gengiva e nariz, assim como febre, fraqueza ou perda de peso”, alerta a angiologista.

“Para determinar se um hematoma representa risco é preciso levar em consideração também o histórico do paciente, pois algumas pessoas apresentam uma tendência maior a formarem hematomas, e se ele faz uso de medicamentos como aspirina, que também aumentam a chance de formação de hematomas.”

Além das causas citadas acima, os hematomas espontâneos podem ainda indicar outras doenças, como leucemia aguda (um tipo de câncer que leva à produção anormal de células sanguíneas), aplasia de medula (quando há uma produção menor de células do sangue) e outras doenças infecciosas, incluindo dengue e febre amarela. “Algumas dessas doenças, como as leucemias agudas, são muito graves e devem ser diagnosticadas o quanto antes, para início imediato do tratamento.

Por isso, ao perceber o surgimento aleatório de hematomas, o recomendado é que você consulte um médico assim que possível. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e diagnosticar o problema corretamente”, finaliza a Dra. Aline Lamaita.

1
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
109,32
JPY +0,01%
4,02
BRL 0,00%
1EUR
Euro. European Union
=
122,50
JPY +0,02%
4,51
BRL +0,01%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
873.361,18
JPY –0,20%
32.138,96
BRL –0,21%

Tokyo
28°
Sunny
SatSunMon
min 18°C
32/19°C
31/21°C

São Paulo
12°
Fair
SatSunMon
20/13°C
22/12°C
26/16°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana