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Sonda japonesa vai aterrissar em asteroide para recolher amostras

Objetivo é obter pistas sobre as origens do sistema solar e da vida na Terra

ubiie Redação

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A sonda japonesa Hayabusa-2 deverá aterrissar no asteroide Ryugu na sexta-feira (hora local) para recolher amostras do corpo rochoso, estima a agência espacial japonesa Jaxa.

A aterrissagem está prevista para as 8h15 em Tóquio (20h15 desta quinta no Brasil).

Depois de tocar o solo do asteroide, a sonda irá disparar um projétil sobre o corpo rochoso. Ao todo, serão feitas três tentativas de aterrissagem breve para recolher amostras do solo, na expectativa de se obter pistas sobre as origens do sistema solar e da vida na Terra.

Se a missão da Hayabusa-2 for bem-sucedida, a nova sonda espacial japonesa será a primeira do mundo a regressar à Terra, em 2020, com amostras de um asteroide.

A aterrissagem da sonda no asteroide esteve prevista para outubro, mas foi descoberto que a superfície de Ryugu estava coberta por pedra, mais do que era suposto ter.

Para haver a certeza de que o sistema de recolha de amostras do asteroide irá funcionar nestas condições, a equipa científica da missão fez testes prévios na Terra.

Lançada para o espaço em dezembro de 2014, a Hayabusa-2 é a sucessora da sonda Hayabusa, cuja missão terminou em 2010 sem recolher amostras do asteroide Itokawa.

Em setembro e outubro de 2018, a sonda Hayabusa-2 largou sobre o asteroide Ryugu três pequenos robôs que obtiveram imagens e dados sobre a sua superfície.

Em 2016, a Nasa lançou a sonda OSIRIS-REx, que chegou em dezembro passado perto do asteroide Bennu, do qual pretende recolher amostras e enviá-las para a Terra, em 2023, sem aterrar o aparelho na superfície do corpo rochoso, rico em carbono, elemento básico da vida tal como se conhece.

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Japão

Japão confirma e detalha projeto do caça de 6ª geração

Recentemente, um relatório divulgado pelo Japão revelou que o país decidiu desenvolver seu próprio caça furtivo de sexta geração, o Mitsubishi F-3.

ubiie Redação

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O desenvolvimento e a produção do novo caça furtivo F-3, que faz parte do Programa de Defesa de Médio Prazo (MTDP, na sigla em inglês) será liderado pela indústria aeronáutica do país com a possível colaboração de parceiros externos, incluindo a BAE Systems, Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman.

Tanto é que a equipe liderada pela Mitsubishi Eletronics já realizou testes com seu radar de varredura eletrônica ativa (AESA) baseado no caça F-2 e que, segundo a mídia, deve ser similar ao NA/APG-81 fabricado nos EUA e utilizado pelo caça F-35 Lightning II.
Além dos testes de radar, a empresa também apresentou imagens do protótipo de teste de um motor turbofan de by-pass baixo, chamado de XF9-1, equipado com pós-combustores desenvolvidos pela IHI Corporation.

Com relação a uma possível colaboração, a Lockheed Martin recentemente apresentou uma proposta de projeto para um jato bimotor de superioridade aérea utilizando a estrutura do F-22 com a suíte eletrônica do F-35. Entretanto, a proposta foi descartada pelo Ministério das Finanças do Japão por ser muito cara, conforme cita a revista The National Interest.

O Ministério da Defesa do Japão pretende obter aproximadamente 100 novas aeronaves de superioridade aérea até o final da década de 2030, ressaltando que os japoneses também aprovaram a compra de 147 jatos furtivos F-35A Lightning II, com a possibilidade de incluir aeronaves da versão para pouso vertical, F-35B.

O programa F-3 custará aproximadamente R$ 174 bilhões, ou seja, mais de R$ 694 milhões por aeronave.

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Tribunal aprova prisão de Ghosn até 14 de abril

Executivo brasileiro é alvo de nova acusação no Japão

ubiie Redação

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Um tribunal do Japão aprovou nesta sexta-feira (5) o pedido de prisão preventiva do ex-presidente da Nissan, da Mitsubishi e da Renault Carlos Ghosn até 14 de abril.

O executivo brasileiro havia passado 108 dias na cadeia e sido libertado em 6 de março, mediante pagamento de fiança de 1 bilhão de ienes (equivalente a mais de R$ 33 milhões), mas acabou detido novamente nesta quinta (4), após mais uma acusação de má conduta financeira.

Segundo a nova denúncia, US$ 5 milhões enviados por uma subsidiária da Nissan para uma distribuidora de veículos em Omã foram desviados para uma companhia controlada por Ghosn. Antes disso, ele já era acusado de ter subnotificado rendimentos e de ter transferido recursos ilegalmente para a Arábia Saudita.

A Corte Distrital de Tóquio aprovou nesta sexta o pedido do Ministério Público para colocar o executivo em prisão preventiva por 10 dias, período que pode ser prorrogado por mais 10 antes da formalização da denúncia.

Ghosn, 65 anos, alega inocência e havia acabado de anunciar que faria uma coletiva de imprensa em 11 de abril para “contar toda a verdade sobre o que está acontecendo”. No pedido de prisão, o Ministério Público argumenta que o executivo poderia adulterar provas ou fugir.

Em função do escândalo, o brasileiro foi demitido da presidência da Nissan e da Mitsubishi e renunciou ao comando da Renault – as três montadoras formam uma aliança automotiva. Ele alega inocência e diz ser vítima de “complô” e “traição” por parte dos executivos da Nissan, que planejam mudar os termos da parceria com a Renault.

Atualmente, a montadora francesa tem 43% das ações do grupo japonês, com direito a voto, enquanto a Nissan, que é mais lucrativa, possui 15% da Renault, sem direito a voto.

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Após pagar fiança, Carlos Ghosn deixa a prisão em Tóquio

Ex-presidente da Nissan é acusado de fraude e aplicação indevida de recursos

ubiie Redação

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O Tribunal Distrital de Tóquio, no Japão, autorizou a libertação e o executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, ex-presidente da Nissan, deixou a prisão nesta quarta-feira (6). A Justiça rejeitou o recurso impetrado pelos promotores que tentaram reverter a concessão da fiança e as exigências impostas.

Acusado de fraude e aplicação indevida de recursos, a fiança imposta a Ghosn é no valor de US$ 9 milhões. Ele está proibido de deixar o Japão.

A Justiça determinou a instalação de uma câmera na entrada de sua residência, o uso de um computador no escritório de seu advogado e a utilização de celular desde que a internet bloqueada.

Ghosn foi preso em novembro do ano passado e indiciado por suspeita de fraudes e violação de instrumentos legais da empresa. A pena foi agravada pela quebra de confiança por transferir inadequadamente os fundos da Nissan.

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