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Trump admite que pode declarar emergência nacional para construir muro

A pressão está aumentando para procurar uma saída para o impasse, que já dura três semanas

ubiie Redação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ficou perto de declarar, nessa quinta-feira (10), uma emergência nacional nos EUA. O motivo seria a disputa que mantém com os democratas sobre o financiamento da construção de um muro na fronteira com o México. A pressão está aumentando para procurar uma saída para o impasse, que já dura três semanas e provocou o encerramento de vários serviços governamentais, deixando milhares de trabalhadores sem salário.

Durante uma visita a McAllen e Rio Grande, no Texas, para reforçar o que considera ser uma crise de drogas e crimes, o republicano Trump garantiu: “Declararei a emergência nacional”, caso não consiga a aprovação pela Câmara dos Representantes – dominada pelos democratas – do financiamento do muro, estimado em 5,7 mil milhões de dólares (R$ 18,1 milhões).

‘Shutdown’

Cerca de 800 mil funcionários públicos, mais de metade dos quais mantêm-se no ativo, não vão receber o cheque salarial nesta sexta-feira (11), e Washington está próximo de estabelecer um novo recorde de duração de ‘shutdown’ na história do país, que se situa em 21 dias.

Estes marcos, juntamente com os efeitos crescentes nos parques nacionais, nas inspeções alimentares e no conjunto da economia, estão incomodando cada vez mais republicanos no Congresso.

Questionado sobre a situação dos funcionários públicos que vão ficar sem salário, Trump respondeu que se sentia mal “pelas pessoas que têm familiares que foram assassinados” por criminosos que entraram na fronteira.

Construção de muro

Donald Trump tem avaliado com os advogados da Casa Branca e os seus aliados o uso dos poderes presidenciais de emergência para avançar de forma unilateral e construir o muro, independentemente das objeções do Congresso.

“Ou ganhamos (a disputa com os democratas), ou fazemos um compromisso – porque penso que um compromisso é uma vitória para todos – ou vou declarar uma emergência nacional”, afirmou Trump, antes de partir da Casa Branca para a fronteira.

Não está claro como se pode alcançar um compromisso e não há indícios que esteja algum em preparação.

Trump assegura que não reabre o governo enquanto não tiver o dinheiro para o muro. Os democratas dizem que favorecem medidas para reforçar a segurança fronteiriça, mas opõem-se ao muro.

Não há negociações em curso no congresso.

Visita a fronteira

Durante a visita a um posto fronteiriço, em McAllen, Trump viu mesas cheias com pilhas de armas e entorpecentes.

Assim como quase todos as drogas traficadas através da fronteira, om material tinha sido apreendido pelos agentes nos pontos oficiais de passagem de fronteira, e não nas áreas remotas para onde pretende estender o muro.

Mesmo assim, declarou: “Um muro funciona… Nada como um muro”.

Durante a estadia de Trump na zona fronteiriça, o México reagiu com desinteresse ao evento.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, qualificou como “assunto interno” dos EUA o tema do muro.

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Crítico das ‘aspirações nucleares’ do Irã, Israel tem até 90 ogivas atômicas, diz relatório

Israel, que rotineiramente acusa o Irã de tentar obter armas nucleares e promete usar a força para deter Teerã, mantém seu próprio arsenal nuclear não declarado, estimado entre 80 e 90 ogivas atômicas, segundo o último relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

ubiie Redação

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Existem nove nações no mundo que atualmente possuem armas nucleares, disse SIPRI em seu anuário recém-divulgado sobre o estado dos armamentos e segurança internacional. O estoque mundial de armas nucleares passou de 14.465 no início do ano passado para 13.865 este ano, estima o relatório, uma vez que os EUA e a Rússia cumpriram suas promessas sob o novo Tratado START, assinado em 2010.

Israel, que mantém uma política de não confirmar nem negar a posse de armas nucleares, tem entre 80 e 90 ogivas em seu estoque, o mesmo que no ano anterior, informou o instituto.

Isso acontece porque as tensões entre o Irã, de um lado, e os EUA e o aliado regional de Israel, do outro, continuam a subir. Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, tem empreendido durante anos uma campanha acusando os iranianos de terem ambições nucleares inabaláveis, independentemente das evidências, ou da falta delas.

Em 2012, Netanyahu trouxe um diagrama para uma sessão da Assembleia Geral da ONU, pretendendo mostrar o progresso do Irã na aquisição de um dispositivo nuclear, com uma linha vermelha literal desenhada nele.

Com o presidente estadunidense Donald Trump no Salão Oval, Israel dobrou a abordagem teatral, tratando o mundo de uma história alta sobre uma ousada operação de espionagem que conseguiu roubar documentos nucleares de um armazém secreto em Teerã. A apresentação pretendia provar a duplicidade de Teerã, embora especialistas apontassem que a maioria dos documentos revelados era antiga e conhecida pelos observadores do Irã.

Naquela época, o Irã reagiu dizendo que “nenhum show artístico ofuscará que Israel é o único regime em nossa região com um programa de armas nucleares ‘secreto’ e ‘não declarado'”.

O último ataque de Netanyahu ao Irã aconteceu na semana passada. O primeiro-ministro disse que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o Irã está “acelerando seu programa nuclear”, sugerindo que isso prova que Teerã representa uma ameaça.

A AIEA de fato confirmou que o Irã estava a caminho de exceder o limite de estoque de urânio estabelecido pelo acordo nuclear, exatamente como o Irã revelou que faria. Teerã disse que a medida foi em resposta à retirada dos EUA do acordo há mais de um ano, bem como ao fracasso da União Europeia (UE) em contornar as sanções americanas contra empresas que ousam fazer negócios no Irã.

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Triplo atentado suicida mata pelo menos 30 pessoas na Nigéria

Este é considerado um dos atentados mais graves praticados pelo grupo islamita naquela região

ubiie Redação

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Um triplo atentado suicida, atribuído ao grupo jihadista Boko Haram, nesse domingo (16), deixou pelos 30 mortos e mais de 40 feridos no nordeste da Nigéria, informaram hoje (17) os serviços de segurança do país.

De acordo com as mesmas fontes, este foi um dos atentados mais graves praticados pelo grupo islamita naquela região.

“Por agora, registramos 30 mortos e mais de 40 feridos”, disse à agência francesa AFP Usman Kachalla, responsável local pelos serviços de segurança.

Três suicidas acionaram explosivos ontem à tarde, em frente a um centro de futebol, onde dezenas de pessoas viam um jogo na aldeia de Konduga, a 38 quilômetros de Maiduguri, capital do estado de Borno.

O atentado ocorre quase uma semana depois de o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, ter prometido retirar da pobreza 100 milhões de pessoas e melhorar segurança do país, que sofre devido ao terrorismo jihadista do Boko Haram.

“Com liderança e motivação, podemos livrar da pobreza 100 milhões de nigerianos em dez anos”, disse Buhari, durante discurso em Abuja para comemorar a restauração da democracia em 1999 no país mais populoso da África, com quase 200 milhões de habitantes.

Buhari, que foi empossado no mês passado depois de ser reeleito nas eleições de 23 de fevereiro, chegou ao poder em 2015 com a promessa de acabar com o terrorismo do Boko Haram. Ele afirmou, na semana passada, que continuará a luta contra os jihadistas.

O presidente lembrou que, em 2015, o grupo terrorista “poderia atacar qualquer cidade, incluindo a capital federal”, Abuja, ao contrário de que ocorre hoje.

Ele admitiu, no entanto, que “alguns desafios” persistem nas áreas rurais, onde os jihadistas cometem ataques e sequestros.

O grupo Boko Haram foi criado em 2002, no nordeste da Nigéria, por Mohameh Yusuf, após o abandono do norte do país pelas autoridades.

Inicialmente, seus ataques eram dirigidos à polícia nigeriana, uma vez que representava o Estado. No entanto, desde a morte de Yusuf, em 2009, o grupo passou a ter uma abordagem mais radical.

Desde então, o Boko Haram matou mais de 20 mil pessoas e deixou mais de 2 milhões de deslocados, de acordo com as Nações Unidas.

Em 2015, com a filiação ao autoproclamado Estado Islâmico, o grupo adotou também a denominação Estado Islâmico na África Ocidental.

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Senadora dos EUA pode ter sido morta por antiga colega de campanha

A suspeita trabalhou com a senadora Linda Collins-Smith numa das suas últimas campanhas

ubiie Redação

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A senadora do Arkansas, nos EUA, Linda Collins-Smith, que foi encontrada morta em casa, poderá ter sido assassinada pela sua antiga colega de campanha, Rebecca Lynn O’Donnell [à direita na foto].

A notícia foi divulgada pela Fox News, que informou que a mulher de 48 anos foi detida e é agora a principal suspeita do crime, que aconteceu na terça-feira, dia 4 de junho.

Embora a Polícia do Estado do Arkansas não tenha revelado a relação que une as duas mulheres, mais tarde um antigo diretor de comunicação republicano revelou que a suspeita trabalhou com a senadora Linda numa das suas últimas campanhas e que as duas eram amigas.

As circunstâncias da detenção ou os motivos do crime ainda não foram divulgados.

A senadora do Arkansas foi encontrada morta em sua casa, estando o seu corpo enrolado num cobertor. A mulher de 57 anos representou o distrito de Arkansas entre 2014 e 2019.

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