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Mais de 50 suspeitos são presos após chegada da Força Nacional ao Ceará

O estado já contabiliza 90 ataques, que começaram na noite do último dia 2, em 26 cidades cearenses

ubiie Redação

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Após a chegada da Força Nacional no Ceará, nesse sábado (5), 53 pessoas foram presas, afirmou a Secretaria da Segurança do estado. No total, as autoridades já prenderam 103 suspeitos de cometerem uma sequência de atos violentos, coordenados por facções criminosas. Depois do reforço militar, conforme a pasta, não houve mais ataque a ônibus – 18 transportes públicos foram incendiados em menos de 24 horas.

O estado já contabiliza 90 ataques, que começaram na noite do último dia 2, em 26 cidades cearenses. A atuação das tropas nacionais está sendo vista em abordagens de motoristas e motociclistas, já que a maior parte da violência é praticada por homens em veículos, segundo informações do G1. Ainda de acordo com a reportagem, as equipes estarão em “vias estratégicas”.

Moro autoriza reforço

O novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio de tropas da Força Nacional para atuar no combate a violência e do crime organizado no estado do Ceará. As tropas devem atuar em policiamento ostensivo e outras operações de segurança em conjunto com às forças policiais já em operação no estado. O período de atuação das tropas estipulado por Moro é de 30 dias. Moro havia negado envio imediato de tropas federais para o estado.

Entenda o caso

Ceará sofre uma onda de ataques criminosos que estariam sendo coordenados por facções do crime organizado em vários pontos de Fortaleza, e no interior do estado. Os atos violentos acontecem desde a última quarta-feira. A motivação seria por represália à diretriz anunciada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária de remanejar e juntar presos independente das facções.

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Política

Bolsonaro: ‘Também não tenho apego ao cargo, mas Moro não sai’

O presidente voltou a falar das mensagens atribuídas à Moro divulgadas pelo The Intercept

ubiie Redação

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Horas depois de o ministro da Justiça, Sergio Moro, ter dito durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que não tem apego ao cargo e, se cometeu irregularidade, deixaria o Ministério, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa enfática do ex-juiz da Lava Jato. “Eu também não tenho apego ao meu cargo. O ministro é livre para tomar as decisões que bem entender. O Sergio Moro é patrimônio nacional e, se depender de mim, não sai”, disse.

Em entrevista coletiva, após solenidade militar de formatura de sargentos da Aeronáutica, em Guaratinguetá, interior de São Paulo, ele disse que, “até agora”, não viu nada de mais nas supostas conversas atribuídas a Moro, divulgadas pelo site The Intercept Brasil.

Questionado se poderia demitir Moro como fez com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, ele disse que não demitiu Levy, mas foi ele quem pediu para sair. “Não posso casar pensando em separar um dia. Não vi nada de anormal até agora (nas conversas de Moro). Querem tentar me atingir atacando quem está do meu lado. O Sergio Moro é patrimônio, podem procurar outro alvo porque esse já era. Ele fica.”

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Política

Sergio Moro diz que abandona Governo caso se provem irregularidades

O ministro disse que “não se lembra” das mensagens trocadas através aplicativo de conversa

ubiie Redação

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O ministro da Justiça Sergio Moro afirmou hoje que deixa o cargo caso se provem irregularidades suas nas mensagens trocadas com procuradores da Operação Lava Jato, no âmbito das denúncias do ‘site’ The Intercept, mas reiterou a sua inocência.

“Estou absolutamente convicto das minhas ações como juiz. (…) Que o ‘site’ [The Intercept] apresente tudo, para que a sociedade veja se houve alguma incorreção. Não tenho nenhum apego pelo cargo em si. Se houve irregularidade de minha parte, eu saio. Mas não houve. Eu sempre agi na lei, de maneira imparcial”, declarou Moro, em audiência pública no Senado, em Brasília.

Por várias vezes, ao longo da audiência, o atual ministro da Justiça acusou o portal de investigação jornalística The Intercept de ser “sensacionalista”, apelando ainda a que o ‘site’ divulgue integralmente o conteúdo das mensagens a que teve acesso.

Em resposta às acusações de sensasionalismo, o senador do Partido dos trabalhadores (PT) Jaques Wagner relembrou que o jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do The Intercept, já foi distinguido com um prêmio de jornalismo Pulitzer pelas suas reportagens que revelaram os programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA, na sigla em inglês).

“O ministro insiste em desqualificar o ‘site’ e chamá-lo de sensacionalista. O ‘site’ já ganhou o ‘Óscar do jornalismo’ com a revelação dos ‘wiki-leaks’. O combate à corrupção é um pré-requisito para qualquer pessoa na vida pública. A melhor forma é responder ao que está sendo revelado”, defendeu o senador do PT.

Jaques Wagner aproveitou ainda para questionar o atual ministro se também considerava sensacionalismo a divulgação das conversas entre os ex-Presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff, quando Moro ainda era magistrado na Operação Lava Jato.

“Foi uma medida sensacionalista divulgar conversas grampeadas [sob escuta] de Dilma? Colocar no pelourinho a dignidade de pessoas que deveria ser mantida em sigilo?”, reforçou o deputado, numa alusão à decisão de Moro, enquanto juiz, retirou em 2016 o sigilo e divulgou conversas telefônicas entre os dois ex-chefes de Estado.

Por outro lado, a ex-juíza e senadora Selma Arruda, do Partido Social Liberal (PSL), composição política do Presidente Jair Bolsonaro, defendeu a atuação de Moro na Lava Jato, acrescentando que magistrados que trabalham com pessoas envolvidas na política são frequentemente acusados de parcialidade.

Desde o dia 09 de junho, o portal jornalístico The Intercept tem publicado uma série de reportagens sobre mensagens secretas obtidas de uma fonte anônima, que terão sido trocadas por Moro com procuradores da Operação Lava Jato, quando era o juiz responsável por analisar os processos da investigação em primeira instância.

Segundo o Intercept, as conversas lançam dúvidas sobre o desempenho de Moro nos processos da Lava Jato, como no julgamento que levou à prisão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na audiência de hoje, Moro voltou a negar que tenha agido de modo parcial ou que tenha combinado ações com promotores responsáveis pelas investigações, embora tenha admitido que usava a aplicação Telegram para falar com procuradores, alegando que é normal os juízes conversarem com as partes fora dos autos do processo.

Em relação às mensagens obtidas pelo The Intercept, o ministro insistiu que “não se lembra”, e que não reconhece a sua autenticidade, porque não foram alvo de perícias e poderão ter sido “total ou parcialmente editadas”.

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Brasil

PF descobre grupo que vazava informações secretas de operações

Agentes cumprem 30 mandados, sendo 23 de busca e apreensão e sete de prisão temporária

ubiie Redação

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 18, a Operação Chabu para desarticular uma organização que violava sigilo de operações policiais em Santa Catarina. O grupo contava com uma rede de políticos, empresários e agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além de vazar informações, o grupo contrabandeava equipamentos de contra inteligência.

Agentes cumprem 30 mandados, sendo 23 de busca e apreensão e sete de prisão temporária, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Os crimes foram descobertos a partir da análise dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018.

A PF identificou que a organização criminosa teria formado uma rede de políticos, empresários e servidores da própria corporação e também da PRF lotados em órgão de inteligência e investigação.

Segundo a PF, o grupo “embaraçava investigações policiais em curso e protegia o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas”.

A investigação apurou ainda que a quadrilha vazava sistematicamente informações sobre operações policiais que ainda seriam deflagradas e também contrabandeava equipamentos de contra inteligência para montar “salas seguras”, à prova de monitoramento, em órgãos públicos e empresas.

A PF investiga associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa e tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

‘Falha’

A Polícia Federal ressaltou que o nome da operação, “Chabu”, significa “dar problema, dar errado, falha no sistema”. “O termo é utilizado em festas juninas quando falham fogos de artifício e era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a acontecer”, destacou a PF.

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