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Avanço inédito: surge 1ª FOTO do polo norte do Sol

Embora existam muitas missões enviadas pela ESA para análise do Sol, a maioria das sondas tem focado observações nas regiões equatoriais, deixando os polos relativamente inexplorados, algo que levou os cientistas à ideia de usar criatividade e tirar imagens de uma região remota solar.

ubiie Redação

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A imagem apareceu graças às observações feitas pela Proba-2 que finalmente conseguiu reconstruir uma visão do polo norte. Embora os polos não possam ser vistos diretamente, quando a espaçonave observa a atmosfera do Sol, coleta dados de tudo o que entra em sua linha de visão, incluindo a atmosfera que se estende ao longo do disco solar. A partir desses dados, os cientistas podem deduzir a aparência das regiões polares.


Polo norte solar fotografado pela sonda Proba-2 da Agência Espacial Europeia (ESA)

Na imagem, que inclui dados do SWAP (câmera ultravioleta extrema da Proba-2), é possível observar os traços deixados por montagem. A linha que cruza o centro apareceu devido às pequenas mudanças na atmosfera solar que ocorreram durante o tempo necessário para criar a imagem. Sem contar na protuberância brilhante na parte superior direita do Sol que surgiu devido a um buraco coronal de baixa latitude que gira em torno do disco solar.

A região do buraco coronal polar, que pode ser vista como uma mancha escura no centro do disco solar, é uma fonte de vento solar rápido. É possível notar que há uma rede sutil de estruturas claro-escuras, que podem causar variações na velocidade do vento solar.

“Esse tipo de visão contribui significativamente para desvendar os segredos dos polos, bem como a forma em que as ondas se propagam pela nossa estrela ou de que se originam tais fenômenos como buracos e ejeções coronais que afetam o clima espacial ao redor da Terra”, sublinha a ESA.

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Mistério de Encélado: lua de Saturno pode abrigar vida em seu oceano?

Além de possuir criovulcões, gêiseres e um oceano muito antigo, o Encélado, que é uma das luas de Saturno, também oculta mistérios ainda não decifrados, afirma o especialista em Vulcanologia Experimental Robin Andrews em seu artigo publicado na revista Forbes.

ubiie Redação

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Até agora, os cientistas têm se focado no estudo do oceano do sexto maior satélite de Saturno, acreditando que possivelmente há algum tipo de vida nele, pois seu leito marítimo é semelhante ao da Terra.

Não obstante, “há muito ainda a saber sobre Encélado — seu oceano interior, seus gêiseres lançando material no espaço e até mesmo o motor que impulsiona toda essa atividade”, disse Paul Byrne, professor assistente de Geologia Planetária da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA).

Uma equipe de cientistas norte-americanos, de que Byrne faz parte, tenta decifrar a evolução geológica e as características criosféricas do satélite. Para isso, precisam analisar as estrias e fendas que se estendem na superfície do Encélado, que são influenciadas por muito fatores, principalmente pelas forças gravitacionais extremas de Saturno.

Essas forças geram calor na crosta do satélite e provocam um tipo de maré geológica, o que explicaria os movimentos subjacentes do oceano e do criovulcanismo no polo sul dessa lua.

Para Mallory Kinczyk, assistente de pesquisa em Ciências Planetárias da universidade já citada, o Encélado possui uma grande atividade geológica com placas tectônicas ativas, apesar de ser pequeno em comparação com outras luas muito maiores do planeta Saturno (como Dione e Tetis).

As crateras de cerca de 7 quilômetros de diâmetro dos criovulcões do Encélado têm relação com as rachaduras que as atravessam, pois essas fissuras se ramificam ou se transformam em crateras, segundo os cientistas. É provável que a concentração de crateras sob alta pressão determine a orientação das rachaduras, porém, grande parte do mecanismo de sua formação continua sendo um mistério.

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Conheça cinco missões que saem em breve para o Planeta Vermelho

A mais grandiosa, comandada por Elon Musk, quer desenvolver uma possível nova civilização auto-sustentável em Marte

ubiie Redação

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Agências espaciais ao redor do mundo planejam explorar Marte. E podem estar muito mais próximas de concretizar as suas missões do que imaginamos. Conheça cinco desses planos grandiosos listados pelo ‘The Guardian’:

InSight Lander da Nasa: com a sonda InSight devidamente pousada na superfície do planeta vermelho desde a semana passada, a Nasa quer estudar as profundidades de Marte para, em 2020, retornar para investigar sinais de vida e coletar dados para futuras missões.

ExoMars 2020: a Agência Espacial Europeia e a russa Roscosmos se uniram para uma missão em meados de 2020. Com uma sonda europeia e uma plataforma de superfície russa, o projeto quer estudar os gases atmosféricos de Marte em busca de evidências de atividade biológica ou geológica.

Sonda chinesa: a primeira missão independente da China, planejada para 2020, já está em fase de testes. Esta é uma das quatro missões de exploração espacial planejadas pela Administração Espacial Nacional da China.

Missão Emirates Mars: a nave Hope da Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos deve ser lançada em julho de 2020 e também será a primeira comandada pelo país. Ela deve chegar à atmosfera marciana em 2021, no dia do 50º aniversário da fundação dos Emirados Árabes.

Foguete Big Falcon da SpaceX: a empresa de Elon Musk está desenvolvendo um sistema de lançamento espacial totalmente reutilizável, que deve partir para a sua primeira missão de carga em 2022. Dali dois anos, em 2024, está programada a primeira missão tripulada, criando uma base que o milionário vai usar para desenvolver uma possível nova civilização auto-sustentável.

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Sob Trump, EUA estimulam missões privadas à Lua

Primeira missão nos novos moldes poderia já sair em 2019

ubiie Redação

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A Lua vai ser o lugar mais agitado do Sistema Solar nos próximos anos. Na última quinta-feira (29), a Nasa anunciou um programa para estimular missões privadas à superfície do satélite natural. A estratégia é replicar o sucesso obtido com o envio comercial de carga e, em breve, tripulações à Estação Espacial Internacional, agora para promover missões lunares.

Nove empresas foram selecionadas, num grupo que inclui tanto gigantes da indústria aeroespacial, como a Lockheed Martin, quanto recém-chegadas ao mercado, como a Astrobotic e a Moon Express. Cada uma dessas companhias está desenvolvendo seu próprio módulo de pouso e a Nasa espera poder contratar o envio de equipamentos à superfície lunar por meio delas, com um orçamento de US$ 2,6 bilhões em dez anos. A primeira missão nesses moldes poderia já sair em 2019, embora 2020 seja mais realista.

Trata-se do primeiro movimento claro de realinhamento do programa espacial americano após a diretriz estabelecida por Donald Trump para tornar a Lua o alvo prioritário da agência espacial, em preparação para o futuro envio de astronautas.

Com a iniciativa, os EUA começam a recuperar o tempo perdido e se recolocar nesta nova corrida lunar, que tem até o momento a China como maior expoente. Por sinal, nos próximos dias deve partir a sonda Chang’e 4, que fará algo jamais antes realizado na história da exploração lunar: um pouso no lado afastado da Lua. No começo de 2019, será a vez dos indianos, com sua segunda missão científica à Lua, a Chandrayaan-2.

O projeto americano, ao despertar o poderio da iniciativa privada em torno do processo de ocupação lunar, pode tornar o jogo ainda mais interessante. Não é loucura imaginar que teremos ao menos uma tentativa de pouso lunar por ano.

Em paralelo, a Nasa projeta liderar a construção de um complexo orbital lunar para astronautas, chamado de Gateway. A previsão no momento é de que o primeiro voo tripulado ao redor da Lua possa acontecer em 2023, numa arquitetura que depende do sucesso da futura cápsula Orion e do foguete de alta capacidade SLS.

Isso, claro, sem falar no rinoceronte solto na loja de cristais: a SpaceX. A companhia de Elon Musk está desenvolvendo a Starship, uma nave de alta capacidade que poderia promover missões tripuladas à superfície da Lua a um custo muito inferior. Se ficar pronta em coisa de cinco anos, como sugere Musk, isso pode tornar a arquitetura da Nasa embaraçosamente ultrapassada.

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