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Maduro diz que ‘Trump persegue os venezuelanos assim como Hitler perseguiu os judeus’

O presidente venezuelano Nicolas Maduro comparou o presidente dos EUA, Donald Trump, com Adolf Hitler dizendo que o estadunidense “persegue os venezuelanos como Hitler perseguiu os judeus”.

ubiie Redação

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Em um comunicado à nação, Nicolas Maduro, ao anunciar um aumento de 150% no salário mínimo, disse que o “modelo de guerra econômica brutal está sendo aplicado à Venezuela”.

O estado atual em que se encontra a Venezuela foi descrito como um “bloqueio econômico”, criado para “tirar o direito (venezuelano) de felicidade, prosperidade e estabilidade econômica”.

Ele também acusou os EUA de serem “manipuladores de mercado” do petróleo, que provocaram a queda de quase 70% nos preços do petróleo.

Maduro saudou o aumento do salário mínimo como o primeiro “fator corretor” do plano econômico nacional lançado há 100 dias; ao mesmo tempo, tornou-se o décimo segundo ajuste nos últimos 23 meses, de acordo com El Imparcial.

O salário mínimo mensal passou de 1.800 para 4.500 bolívares (de US$ 11 para US$ 50).

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Crise obriga venezuelanos a enterrar parentes em casa

O relato comovido de Willy Olmedo, 25, do município de Sucre, na região metropolitana de Caracas, à Folha de S.Paulo, resume a crise humanitária no país

ubiie Redação

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Reflexos da crise humanitária em que está mergulhada a Venezuela são sentidos até na hora de os venezuelanos enterrarem os parentes.

“Levei cinco dias para juntar dinheiro para recolher o corpo do meu pai do necrotério, outros sete para achar um espaço no cemitério. Quando não tinha mais como pedir dinheiro a parentes e amigos para mais nada, decidi que faríamos, com meus irmãos, um caixão com cartolina. Mas foi tudo com muito amor e oração, sei que ele agora finalmente está em paz.”

O relato comovido de Willy Olmedo, 25, do município de Sucre, na região metropolitana de Caracas, à Folha de S.Paulo, resume alguns desses percalços.

“Aqui mesmo já vi alguns sendo enterrados em lençóis, coisa que só tinha escutado que estava acontecendo no interior, agora chegou aos subúrbios de Caracas”, diz.

Se entre os estratos mais pobres da população falta dinheiro para tirar o corpo de um necrotério público – trâmite antes gratuito, mas hoje sujeito à cobrança de subornos -, conseguir espaço num cemitério e até comprar um caixão simples, entre os de classe média ou mais endinheirados o problema passa também por outros procedimentos, como cremar ou embalsamar. Muito comum também se tornaram as profanações de sepulturas, atrás de objetos de valor, e o roubo das placas de ouro ou bronze.

“Tiraram as placas com o nome de todos os meus familiares. Tivemos de reunir os parentes aqui para fazer um mapa baseado em nossas lembranças para lembrar quem está onde. Foi muito doloroso, como reviver cada funeral”, diz Norma Herrera, 52, ao mostrar à reportagem o lote da família, com buracos nos locais das placas, no tradicional Cementerio del Este.

Se no começo as cremações passaram a ser comuns, por conta dos custos de um funeral tradicional, agora nem estas podem ser feitas em todos os estados do país. Em Zulia, por exemplo, como reportou a Reuters, Angelica Vera, 27, não pôde cremar o pai, por falta de gás no cemitério local.

“Essas coisas fazem que a tragédia da morte continue acentuando a tristeza da ausência de um parente”, conta Herrera, enquanto mostra, caminhando pelo cemitério caraquenho, algumas sepulturas com o cartaz: “Esta aqui já foi violada”.

“Quase coloquei um cartaz assim na nossa. Porque não basta recolocar as placas, reformar sepulturas, se você pode ter de enfrentar isso tudo de novo”, disse Herrera.

Com a inflação projetada pelo FMI em 1.000% para este ano e a crise gerada pela falta de papel-moeda no mercado, há uma busca extra por metais e pedras preciosas.

Além da migração para as regiões de mineração do país, outra fonte para obtê-los é por meio do roubo de joias, pedras preciosas, bancos que guardam ouro e, por que não, violação de sepulturas e roubos de placas em lápides.

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Brasileira é agredida por quatro portugueses em Lisboa: ‘Impunidade’

“Isso nunca tinha acontecido comigo, mas já presenciei agressões contra brasileiros” conta a jovem

ubiie Redação

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A estudante Sophia Velho, de 26 anos, relatou uma agressão que sofreu no último dia 28 de novembro em Lisboa, Portugal. A jovem contou ao O Globo que devido ao trauma sofrido, demorou uma semana para conseguir falar sobre o episódio.

Sophia levou uma amiga que viajava pela europa para um bar que já tinha frequentado algumas vezes ‘Loucos e Sonhadores’, na Rua da Rosa, no Bairro Alto. Ao chegar no local ela escutou uma portuguesa que criticava as brasileiras, dizendo vários xingamentos. Mesmo depois de reclamar das ofensas, a portuguesa teria continuado a falar mal das brasileiras, dizendo que são ‘vadias’ e que vão a Portugal para ‘roubar os homens’ das portuguesas. Segundo o relato alguns amigos que estavam com ela riam da situação.

“Numa hora minha amiga foi levantar e a menina começou a proferir várias ofensas. Eu então intervi: “Como é que é? Eu sou brasileira!”. Ela disse que não imaginou que eu fosse brasileira, pensou que fosse inglesa. Continuou rindo e falando mal dos brasileiros, fazendo piadas sobre como as brasileiras querem roubar os homens das portuguesas, coisas horríveis. Eu levantei e fui até funcionários avisar que ela me xingou, mas nada aconteceu. Peguei meu casaco e saí com minha amiga” disse a estudante ao O Globo.

Ela conta que em seguida a portuguesa que fazia os xingamentos foi atrás dela e lhe acertou um soco, fazendo com que caísse no chão.

“Outros garotos me seguraram, eram três ou quatro que estavam com ela. Eu disse: “Me larga!”, mas eles começaram a bater em mim e caí de novo. Depois vi que estavam levando minha amiga de volta pro bar. Entrei de novo no bar, mas um garçom me jogou para fora, bati com o rosto numa pedra de paralelepípedo e ficou roxo” continuou.

A polícia foi chamada ao local, mas Sophia Velho conta que não recebeu nenhuma assistência por parte deles. A estudante conta ainda ter recebido dois pontos no rosto feitos por uma amiga médica. Ela conta que não fez o boletim de ocorrência, já que os policiais nem a escutaram.

“Isso nunca tinha acontecido comigo, mas já presenciei agressões contra brasileiros e muitos angolanos e brasileiros vieram me contar outros casos. Quando contei para minha mãe, ela ficou desesperada, queria eu pegasse um voo para Porto Alegre logo no dia seguinte. Mas estou a um mês de terminar a graduação, então continuei. Acho que estar prestes a voltar para o Brasil me motivou a falar sobre o que aconteceu. Levei uma semana para falar, mas foi preciso. A sensação que passa de um episódio como esse é de impunidade total.”

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Itália: seis morrem e mais de 100 ficam feridos após confusão em boate

O incidente ocorreu em uma casa noturna, em Corinaldo, na costa central do Adriático, onde um rapper italiano se apresentava

ubiie Redação

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inco pessoas, que se acredita serem adolescentes, estão entre os seis mortos após um tumulto em uma boate italiana, na madrugada deste sábado (8), segundo a polícia. O incidente ocorreu em uma casa noturna, em Corinaldo, na costa central do Adriático, onde um rapper italiano se apresentava, disse o chefe de polícia Oreste Capocasa.

Autoridades disseram que as pessoas correram para as saídas depois que alguém borrifou uma substância nociva semelhante ao spray de pimenta à 1h, horário local (12h no horário de Brasília).

Três meninas, dois meninos e uma mãe, que acompanhava a filha, foram mortos em pânico, disse Capocasa. O jornal italiano La Repubblica diz que cerca de 120 pessoas ficaram feridas, incluindo 35 que foram levadas para o hospital com cerca de dez em uma condição com risco de morte.

As idades das vítimas ainda não foram reveladas. Relatórios locais sugerem que cerca de mil pessoas estavam na boate Lanterna Azzurra para uma apresentação da rapper italiana Sfera Ebbasta.

O serviço de bombeiros disse no Twitter: “A causa pode ter sido a dispersão de uma substância pungente, os jovens fugiram e pisotearam uns aos outros. “Infelizmente, seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas”.

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