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Criminoso ou vítima? Cientistas revelam segredo da pedofilia

Especialistas da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM) e cientistas do Centro Nacional Serbsky de Pesquisa Médica de Psiquiatria e Narcologia revelaram os mecanismos de perversão da percepção de estados emocionais em pessoas que sofrem de pedofilia, mostrando sua relação com os defeitos de regulação da atividade.

ubiie Redação

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Os resultados da pesquisa, publicados na revista Klinicheskaya i Spetsialnaia Psikhologia (Psicologia Clínica e Especializada), podem ser usados tanto no tratamento médico, como no desenvolvimento de medidas preventivas contra o crime sexual.

As pesquisas sobre pedofilia têm, às vezes, sido contraditórias. Há umas que relacionam o fato de o criminoso negar os danos infligidos com a falta de compaixão nele. Outras indicam um defeito na resposta emocional e compaixão. Em suma, estes dados testemunham que a pessoa que perpetra um crime sexual não se dá conta do estado da vítima e não se preocupa com ele.

Os especialistas apontam para um fator importante que é alexitimia forte. Isto é, a impossibilidade de identificar e descrever os seus próprios sentimentos. Isso não permite ao criminoso comparar os sentimentos de outrem com o seu padrão interior, o que o conduz a compreender de maneira incorreta os sinais emocionais da vítima.

A sugestão inicial da pesquisa feita pela equipe da UEPPM foi esta: que os criminosos sexuais apresentam capacidade reduzida de compreenderem os estados emocionais e que esta redução é relacionada à pedofilia de que padecem; já os defeitos de percepção emocional têm a ver com mecanismos de regulação de interesse sexual anômalo.

A pesquisa centrou-se no exame de vários grupos: um, composto de pessoas acusadas de crimes sexuais e que foram diagnosticadas com pedofilia, outro, composto de pessoas acusadas de crimes sexuais, mas sem tal diagnóstico, e o terceiro, um “grupo comparativo”. Os cientistas compararam, dentro do grupo pedofílico, as pessoas com atitudes egodistônicas (ou seja, que se dão conta da anormalidade do seu desejo sexual) e egosintônica (que aceitam completamente sem criticar os seus desejos deviantes) para com o seu desejo sexual.

A pesquisa se realizou usando várias metodologias, todas voltadas ao reconhecimento de emoções com base na expressão mímica e na avaliação da capacidade de dar-se conta dos próprios sentimentos e verbalizá-los.

Os cientistas insistem em terem resolvido as contradições das pesquisas anteriores. O trabalho mostrou que em pessoas sujeitas a pedofilia, a capacidade de compreender estados emocionais parece permanecer intata (em comparação com a falta desta capacidade em acusados não pedófilos). Porém, os pedófilos costumam sofrer de forte alexitimia, o que leva à conclusão sobre a presença de um defeito de regulação emocional em pessoas que sofrem de forma egosintônica deste transtorno mental.

“Este resultado parece importante, já que uma pessoa que não se dá conta das próprias emoções perde toda uma camada de informação sobre o estado da sua esfera de motivações e necessidades; informação essa que é necessária para a tomada de decisões adequadas. Com forte alexitima, não é só a capacidade de avaliar os seus próprios motivos que sofre, senão também o estado emocional de outros permanece incompreendido ou é compreendido tão só formalmente”, comenta a pesquisa o chefe da Faculdade de Psicologia Jurídica da UEPPM, Nikolai Dvoryanchikov.

Os resultados obtidos pela UEPPM podem ser usados em avaliações de diagnósticos diferenciais de pessoas com pedofilia, ajudar no desenvolvimento de programas de profilaxia e terapêuticos, de medidas de prevenção do crime sexual e de modelos de regulação na prática de peritos.

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Espaço

Cientistas desvendam mistério dos cânions de Marte

Uma equipe de pesquisadores descobriu como os cânions na superfície de Marte foram formados.

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O resultado da pesquisa foi publicado em um artigo na revista Geology.

Resumindo o estudo liderado pelo especialista em geociências Tim Goudge, o portal Phys.org explica que, há bilhões de anos, a água fluía através da superfície marciana, formando rios que desaguavam em crateras e vastas depressões, dando origem a lagos e mares. Às vezes os lagos recebiam tanta água que transbordavam e causavam “inundações catastróficas”, levando à formação rápida de cânions, provavelmente em questão de semanas.

O portal observa que os cientistas já sabiam que as centenas de crateras marcianas estiveram em certa época cheias de água e que elas têm cânions de saída com centenas de quilômetros de extensão. No entanto, ainda não se sabia se os cânions foram esculpidos gradualmente ou se foram formados de modo repentino por causa das inundações.

Para chegar a essas conclusões, a equipe examinou fotos de alta resolução capturadas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, com foco em 24 paleolagos e seus cânions de saída. Os cientistas descobriram uma correlação entre o tamanho do cânion e o volume de água que seria liberado durante uma grande inundação. Se o cânion tivesse sido esculpido gradualmente ao longo do tempo, provavelmente essa relação não se manteria, afirma o estudo.

Segundo Goudge, essas descobertas sugerem que uma série de processos geológicos catastróficos podem ter desempenhado um papel importante na formação da paisagem de Marte e de outros planetas.

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Equipe científica treina louva-a-deus a pescar, mas não esperava resultado mortífero(FOTO)

Apesar de ser um caso curioso e o primeiro desse tipo, o estudo demonstra que esses animais são capazes de aprender coisas complexas.

ubiie Redação

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De fato, já era de nosso conhecimento que o louva-a-deus pode devorar rãs, aves pequenas, tartarugas ou ratos, entretanto, nunca houve registros de que eles eram capazes de pescar, fato que foi demonstrado por um estudo recente publicado na revista Journal of Orthoptera Research.

O comportamento do inseto foi originado da manipulação da equipe de cientistas, liderada por Roberto Battiston dos Museus Canal de Brenta na Itália, no entanto, isso serviu para observar que um macho adulto da espécie era capaz de caçar e devorar peixes barrigudinhos em um lago privado na Índia. Além disso, o inseto esteve cinco dias em uma pequena piscina, onde capturou nove dos quarenta peixes. Durante a caçada, o inseto caminhou sobre folhas e plantas aquáticas, utilizando as mesmas como plataforma de pesca, onde esperava pacientemente pela aproximação das vítimas, fisgando e cravando suas poderosas patas dianteiras.

O estudo sugere que os louva-a-deus são capazes de aprender coisas complexas, já que os peixes não se movem como outros insetos ou animais que eles costumam caçar. Além disso, eles demonstraram ser capazes de desenvolver habilidades técnicas e estratégicas efetivas de pesca.


Louva-a-deus pesca e devora peixe

No entanto, o estudo ressalta que “a abundância da presa em um lugar particular relacionada à facilidade de capturar e suas propriedades nutricionais poderiam ser fatores importantes para essa escolha, podendo influenciar indiretamente na aptidão individual, o que deverá ser estudado posteriormente”.


Louva-a-Deus pesca e devora peixe

A espécie demonstrou habilidades visuais, visto que, evoluiu na captura na luz do dia e se tornou um excelente caçador na escuridão, fato registrado durante o estudo, pois a atividade aconteceu entre o fim do dia e a madrugada.

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Ativistas dos direitos humanos pedem proibição de ‘robôs assassinos’

ubiie Redação

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A ONG que defende os direitos humanos, chamada Anistia Internacional, apelou à comunidade internacional para proibir o uso de “robôs assassinos” na legislação internacional, segundo comunicou o site da organização.

O grupo fez esta declaração, na segunda-feira (27), no início das negociações da ONU em Genebra entre especialistas governamentais sobre sistema letal de armas autônomas (LAWS, na sigla em inglês).

“Robôs assassinos já não são ficção científica. O progresso tecnológico de armas, de drones com inteligência artificial a armas autônomas, que podem escolher seu alvo, está seriamente à frente da legislação internacional”, declarou o pesquisador em inteligência artificial e especialista da organização Abdul Rahim.

Ativistas dos direitos humanos assinalaram que o cumprimento da legislação internacional é garantido apenas se o “alvo” for identificado e tiver sido escolhido por uma pessoa.

“A proibição de sistemas autônomos de armas pode prevenir alguns cenários realmente apocalípticos, por exemplo, corrida armamentista de tecnologia de ponta entre superpotências, que pode levar à proliferação de armas autônomas. Nós apelamos para que os países, que estão presentes em Genebra nesta semana, ajam urgentemente”, anunciou o especialista.

A organização afirmou que embora a maioria dos participantes das negociações de abril de 2018 tenha se manifestado a favor do controle humano sobre as armas, alguns países estão impedindo criação da legislação, que proíba a elaboração de sistemas autônomos. Em particular, trata-se de países que, segundo as palavras dos ativistas dos direitos humanos, já estão elaborando armas autônomas, tais como França, Rússia, Coreia do Sul, Israel, Reino Unido e EUA.

As conversações dos especialistas governamentais na ONU sobre LAWS foram iniciadas hoje (27) e continuarão até 31 de agosto. Espera-se que o grupo de especialistas encontre soluções para problemas humanitários e para outros problemas de segurança, que podem surgir em relação às novas tecnologias na esfera de armas.

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