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Cresce número de blogueiros assassinados no país, aponta relatório

O estudo apresenta o monitoramento dos 22 assassinatos de comunicadores no país no período de 2012 a 2016

ubiie Redação

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Ítalo Diniz, 30, era blogueiro em Governador Nunes Freire, cidade de 25 mil habitantes no oeste do Maranhão. Sem filiação partidária, ele escrevia artigos denunciando políticos da região e recebia ameaças públicas, como a de um ex-prefeito que prometeu sua morte e a de um guarda municipal que o ameaçou durante sessão da Câmara de Vereadores, fatos que relatou à polícia.

No dia 13 de novembro de 2015, Ítalo foi atingido por quatro disparos feitos por dois homens em uma motocicleta, que fugiram. Morreu antes de receber atendimento médico.

Na véspera do crime, ele havia relatado a colegas de imprensa ameaças feitas por “prefeitos, vereadores, capachos e seguranças”, sem citar nomes. Uma semana antes a mãe dele também fora ameaçada.

Passados quase três anos, o inquérito sobre a morte de Ítalo não foi concluído e mandantes e executores não foram identificados. A investigação é acompanhada pelo Judiciário, uma vez que um dos suspeitos tem foro privilegiado.

O caso faz parte do relatório “O ciclo do silêncio: impunidade em homicídios de comunicadores”, lançado nesta quinta-feira (8) pela ONG Artigo 19. De acordo com o documento, metade dos profissionais de comunicação assassinados no país nos anos de 2015 a 2016 atuava como blogueiro.

O estudo apresenta o monitoramento dos 22 assassinatos de comunicadores no país no período de 2012 a 2016. Doze deles constavam na análise anterior, apresentada há dois anos, sobre mortes no período de 2012 a 2014 de 3 blogueiros, 3 radialistas, 4 jornalistas, 1 proprietário e 1 fotógrafo.

Dos dez novos casos, 5 eram blogueiros, 3 radialistas, 1 jornalista e um proprietário de veículo de comunicação, crimes praticados em cidades que tinham em média 50 mil habitantes.

“Faz sentido que os blogueiros sejam os mais atacados, porque em boa parte das cidades menores do Brasil não existem jornais impressos estruturados. Nesses locais, quem acaba fazendo a comunicação são os blogueiros e radialistas comunitários, só que esses perfis de profissionais acabam ficando mais vulneráveis à lógica da violência”, afirma o coordenador do relatório e assessor do programa de Proteção e Segurança da Artigo 19, Thiago Firbida.

Segundo ele, uma característica comum entre os crimes é o planejamento e a participação de intermediários na execução. Cerca de metade dos casos envolve ainda agentes do Estado, como políticos, policiais e funcionários públicos, o que dificulta a investigação. Além disso, muitas delegacias não têm estrutura para fazer as perícias necessárias.

“Essa falta de estrutura é um grande problema não só nos crimes contra comunicadores, mas em todo o processo de investigação de homicídios no Brasil. O que é diferente nesses casos é que, como os mandantes são pessoas poderosas, além da falta de estrutura das polícias, [a impunidade] também é influência dessas pessoas”, diz.

Firbida aponta que mais da metade das investigações (59%) teve andamento insatisfatório, ou seja, após anos o inquérito não foi aberto, foi arquivado ou não concluído. Em 41% o andamento foi satisfatório, com a abertura da ação penal e sentença. Em apenas um caso, porém, houve condenação do mandante, caso da morte do blogueiro Décio Sá, em São Luís (MA), em 2012.

Os casos também revelam a falta de ação diante das ameaças sofridas pelos comunicadores, relatadas por 77% deles. “Se as autoridades não respondem a ameaças consideradas mais leves, o que a gente percebe é um agravamento até um grau extremo, que é o homicídio”, afirma.

A organização também monitora ameaças a profissionais e aponta que elas podem gerar autocensura, mudança da área de cobertura e até abandono da profissão.

Para evitar o cenário de impunidade, o relatório aponta um conjunto de medidas, como a proteção efetiva dos comunicadores pelo governo federal, o acompanhamento dos casos pelo Ministério Público e o investimento prioritário pelos governos estaduais nas polícias para investigar os crimes.

“São casos que não têm só uma dimensão individual, mas social, porque quando um comunicador é assassinado você está atingindo o direito da sociedade de se informar. Essa é uma dimensão coletiva que os governos atuais precisam ter em mente”, diz Firbida.

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Brasil

Falha em sistema da Caixa faz dinheiro de clientes ‘sumir’ da conta

Nas redes sociais, dezenas de correntistas relataram o problema

ubiie Redação

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Uma falha no sistema da Caixa Econômica Federal fez o dinheiro de clientes “desaparecer” da conta desde a manhã desta sexta-feira (18). Nas redes sociais, dezenas de correntistas relataram o problema. Por meio de nota, o banco afirmou que “alguns créditos em conta foram processados com atraso, e já estão sendo regularizados, sem prejuízos aos clientes”. As informações são do G1.

Em um dos relatos, um correntista disse que três transferências via TED da conta realizadas no dia anterior sumiram “como num passe de mágica”. Ao contatar o SAC, funcionários pediram prazo de 48 horas para que a situação fosse normalizada. Um correntista comentou no perfil da Caixa que um funcionário disse a ele que era “um problema do sistema”.

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Política

Em carta a Jean Wyllys, Lula pede ‘enfrentamento’ a Bolsonaro

O deputado conta que enviou o seu livro ‘Tempo bom, tempo ruim’, escrito por ele, ao ex-presidente e recebeu carta em resposta

ubiie Redação

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Da prisão em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua se mostrando um dos principais opositores ao presidente Jair Bolsonaro. Em carta divulgada nessa quinta-feira (17) pelo deputado Jean Wyllys, o petista pediu “forte enfrentamento político” ao novo governo.

Wyllys contou que enviou o seu livro “Tempo bom, tempo ruim”, escrito por ele, a Lula. Em resposta, ele recebeu uma carta feita à mão pelo ex-presidente, em que ele agradece o presente e a dedicação do deputado à política e pede oposição ao governo de Bolsonaro:

“Eu estou convencido que temos que consolidar um forte enfrentamento político com o governo, e ao mesmo tempo, tratar de organizar politicamente o nosso povo”, escreveu Lula.

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Brasil

Assassino de Marielle seria ex-policial do Bope

Segundo seis testemunhas, o assassino da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, é um ex-policial do Bope. A informação foi publicada pelo The Intercept Brasil nesta quinta-feira (17).

ubiie Redação

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De acordo com a publicação, o policial foi expulso da corporação por sua ligação com grupos criminosos. Desde então, ele trabalha como assassino de aluguel.

O The Intercept Brasil diz ter conseguido acesso ao inquérito que apura a morte da vereadora, o mesmo que a Justiça proibiu a Rede Globo de noticiar, e afirma ter optado em manter em sigilo o nome do suspeito para não atrapalhar as investigações.

O grupo do principal suspeito do crime conta com dois outros policiais do Bope, a tropa de elite da polícia carioca. Eles também teriam participação no assassinato de Marielle e podem estar ligados a outros homicídios de grande repercussão, como a morte do ex-presidente da escola de samba Portela, Marcos Vieira de Souza.

O inquérito aponta que o Cobalt prata utilizado na execução de Marielle foi flagrado em imagens de câmeras de segurança em Rio das Pedras, bairro na zona oeste do Rio de Janeiro, na véspera do crime.

A principal linha de investigação é de que o assassinato da vereadora tenha ligação com grupos milicianos cariocas.

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