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Força Espacial: Musk defende que os EUA tenha bases na Lua e em Marte

O empreendedor, que também fundou a Tesla, mergulhou em seus planos de negócios para o próximo ano em uma entrevista no podcast Recode Decode. Enquanto conversava entre Tesla e SpaceX, Musk expôs sua admiração pela Força Espacial provisória de Trump.

ubiie Redação

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“Isso pode ser um pouco controverso, mas eu gosto da ideia. Eu acho que é legal”, disse Musk.

“Quando a Força Aérea foi formada, havia muita besteira — que bobagem — porque as aeronaves na Segunda Guerra Mundial eram gerenciadas pelo Exército. Mas ficou bastante óbvio que você precisava de uma divisão especializada. Eu acho que vai ficar óbvio que devemos ter uma Força Espacial também”, acrescentou.

Quando perguntado sobre exatamente para que, Musk disse sem rodeios: “Você sabe, é basicamente defesa no espaço”, rapidamente acrescentando que “eu acho que também pode ser muito útil para talvez expandir nossa civilização […] Você sabe, expandindo as coisas além Terra”.

A proposta de Trump de um exército no espaço trouxe ridicularização generalizada quando ele sugeriu no início deste ano.

“Na verdade, estamos pensando em um sexto [ramo militar], e isso seria a Força Espacial”, disse o líder dos EUA durante uma cerimônia na Casa Branca em março deste ano. “O espaço é um domínio de combate, assim como a terra, o ar e o mar. Podemos até ter uma Força Espacial, desenvolver outra, temos Exército, a Marinha”, Trump mais tarde seguiu.

Para Musk, a ideia parece ir bem com sua visão futurista da humanidade espacial — e a de uma base marciana em particular.

“Acho que devemos ter uma base na Lua, por exemplo. Uma base em Marte. Seria ótimo expandir a ideia de uma Força Espacial”, acrescentou ele. “A ideia de estar entre as estrelas é muito excitante”.

Enquanto uma perspectiva intrigante, Musk e Trump teriam que contornar o Artigo IV do Tratado do Espaço, assinado primeiro pelos EUA, Reino Unido e então União Soviética em 1967. Ele impede que armas e bases militares sejam construídas na Lua e em outros corpos celestiais.

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Astrônomos detectam ‘superterra’ a apenas 6 anos-luz de distância

A descoberta foi feita pelo método de velocidade radial

ubiie Redação

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SALVADOR NOGUEIRA – Com muito processamento e cerca de 20 anos de dados de observações, um grupo internacional de astrônomos detectou evidências de um planeta orbitando a Estrela de Barnard, localizada a apenas 6 anos-luz de distância.

Trata-se da estrela solitária mais próxima do Sol, que só não está mais perto que o sistema trinário Alfa Centauri (4,3 anos-luz). Isso anima os pesquisadores quanto às possibilidades de fazer observações diretas da luz do planeta com a próxima geração de telescópios e caracterizá-lo detalhadamente.

O planeta é uma superterra -com porte um pouco maior que o do nosso- e completa uma volta em torno de sua estrela a cada 233 dias. Se fosse no Sistema Solar, sua órbita seria um pouquinho maior que a de Vênus. Mas a Estrela de Barnard é bem menor e menos brilhante que o Sol, o que significa que, a essa distância, o mundo recém-descoberto deve ser um deserto gélido e hostil à vida, com temperatura estimada em -170 °C.

A descoberta foi feita pelo método de velocidade radial, também conhecido como o do “bamboleio gravitacional”. A lógica é que, conforme um planeta gira ao redor da estrela, ele induz um suave movimento na estrela, para lá e para cá, que altera o comprimento de onda da luz que emana dela. Ao monitorar um padrão repetitivo, os pesquisadores podem deduzir a distância e um valor mínimo da massa do planeta responsável.

Na teoria é simples. Na prática é mais complicado, porque a atividade estelar pode ser confundida com o padrão induzido pelo planeta.

“É, foi difícil”, diz Guillem Anglada-Escudé, pesquisador da Queen Mary University, de Londres, e coautor do trabalho, publicado nesta semana na revista Nature. “E a detecção não é tão limpa quanto gostaríamos. Mas é hora de reportar, já que as evidências são muito fortes.”

Além de vasculhar a base de dados com cerca de 20 anos de observações da Estrela de Barnard, com sete instrumentos diferentes, a equipe lançou mão de uma temporada de novas observações com os espectrógrafos Harps, do ESO (Observatório Europeu do Sul), e Carmenes, do Observatório de Calar Alto, na Espanha.

Com uma análise cuidadosa dos dados, antigos e novos, os pesquisadores calculam a chance de um falso positivo em menos de 1%.

Para os fissurados por astronomia, não passará despercebido o fato de que há muito tempo já se fala em planetas orbitando a Estrela de Barnard.

O astro ganhou esse nome graças às observações reportadas em 1916 pelo astrônomo americano Edward E. Barnard. Ele notou que a estrela, localizada na constelação de Ofiúco, estava mudando de lugar no céu em alta velocidade, deslocando-se depressa com relação a nós.

Mas o bicho pegou mesmo nos anos 1960, quando o holandês Peter van de Kamp disse ter descoberto evidências de planetas gigantes gasosos ao redor da estrela.

Ué, mas o primeiro exoplaneta descoberto ao redor de uma estrela ativa não veio só em 1995? Pois é. Embora tenha passado duas décadas reportando esses planetas gigantes gasosos ao redor da Estrela de Barnard, no fim ficou demonstrado que as “descobertas” de Van de Kamp eram falsos positivos, causados por efeitos induzidos por algo tão trivial quando o processo de manutenção do telescópio.

Fato é que, desde então, cientistas têm procurado os “verdadeiros” planetas de Barnard. Agora acharam o primeiro. E, veja só, talvez exista também um gigante gasoso ao redor dela, como sugeria – por motivos errados – Van de Kamp.

“Há evidências muito fortes de um padrão que tipicamente indicaria a presença de um planeta gigante gasoso – maior que Netuno – com período orbital muito longo, mas o conjunto de dados não é ainda suficiente para dizer muito mais que isso”, diz Anglada-Escudé.

Em artigo científico, os cientistas sugerem que esse gigante gasoso, se existir, deve completar uma volta ao redor da Estrela de Barnard a cada 18 anos. Mas, com os dados à disposição, ainda é cedo para afirmar que ele realmente esteja lá.

E planetas interiores, mais próximos da estrela? Poderia haver algum? Improvável, mas não impossível.

“Parece não haver nenhum planeta ‘significativo’ dentro da órbita do Estrela de Barnard b”, diz Anglada-Escudé. “Poderíamos ter detectado coisas tão pequenas quanto a Terra e não vimos nada até agora. Isso não significa que eles não estão lá – poderia haver planetas numa órbita inclinada que não teríamos como detectar –, mas não há evidências para qualquer mundo como a Terra, ‘ameno’, até agora.”

Ou seja, diferentemente do Sol e de Proxima Centauri, a Estrela de Barnard parece não ter ganho na loteria cósmica dos planetas potencialmente habitáveis. Mas isso não torna a atual descoberta menos importante.

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Pesquisadores russos trabalham em foguete nuclear que pode ir a Marte em breve (VÍDEO)

Um importante centro russo de pesquisa espacial publicou um vídeo de seu foguete nuclear, que poderá pousar em Marte depois de 7 meses, e pode ser relançado no espaço apenas 48 horas após o pouso.

ubiie Redação

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“Uma missão a Marte é possível em um futuro muito próximo, mas isso não é um objetivo em si. Nossos motores podem ser a base para uma série de missões espaciais que atualmente parecem ficção científica”, disse Vladimir Koshlakov, chefe do Centro de Pesquisas Keldysh, em Moscou.

O instituto, famoso por desenvolver o foguete Katyusha lançado durante a Segunda Guerra Mundial, vem trabalhando no que diz ser um sistema de propulsão “único” desde 2009. A partir de descrições anteriores, ele é composto por um reator de fissão refrigerado a gás que alimenta um gerador, que por sua vez alimenta um propulsor de plasma.

Vários reatores nucleares foram instalados no espaço pelos soviéticos e pela NASA entre as décadas de 1960 e 1980, mas, embora Koshlakov tenha se recusado a nomear uma data para quando os novos motores estarão prontos, ele diz que “ultrapassará o nível atual de tecnologia e tecnologia e desenvolvimento científico”.

“A reutilização é a prioridade”, afirmou Koshlakov, um pesquisador científico especializado em transferência de calor e modelagem matemática.

“Precisamos desenvolver motores que não precisem ser aperfeiçoados ou reparados mais de uma vez a cada 10 voos. Além disso, 48 horas após o foguete retornar do espaço, ele deve estar pronto para ser usado novamente. É isso que o mercado exige”, acrescentou.

Questionado sobre se poderia ser atacado por empresas estrangeiras, particularmente corporações privadas mais ágeis, como a SpaceX, de Elon Musk, que está planejando sua missão em Marte, Koshlakov não se preocupou.

“Elon Musk está usando a tecnologia existente, desenvolvida há muito tempo. Ele é um homem de negócios: ele pegou uma solução que já estava lá e a aplicou com sucesso. Notavelmente, ele também está fazendo seu trabalho com a ajuda do governo”, concluiu Koshlakov.

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A Terra é única? Galáxia parece inundada por planetas parecidos com nosso

Ainda recentemente os cientistas acreditavam que a Terra não tinha análogos fora do Sistema Solar.

ubiie Redação

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Ainda recentemente os cientistas acreditavam que a Terra não tinha análogos fora do Sistema Solar. Entretanto, graças às duas missões da NASA, ou seja, ao telescópio Kepler e à sonda Dawn, estas suposições foram descartadas.

Assim, de acordo com William Borucki, primeiro cientista chefe da missão Kepler, o aparelho virou do avesso as suas ideias sobre o que está além do Sistema Solar. Hoje em dia, se sabe que o número de planetas na nossa galáxia é maior que o de estrelas.

Até o fim do século passado, a imagem da galáxia era muito simples. Os astrônomos acreditavam que nela havia bilhões de estrelas, alguns buracos negros, nebulosas de gás, bem como milhares de pulsares e outras estrelas “queimadas”.
A ausência de evidências sobre outros mundos fazia os astrônomos pensarem que as condições no Sistema Solar eram de tal maneira únicas que acarretaram o aparecimento de nove planetas ao mesmo tempo.

Entretanto, no fim do século os cientistas inesperadamente acharam uma anomalia estranha nas cercanias do pulsar PSR B1257+12, na Constelação de Virgem. A investigação posterior mostrou que a fonte dessas anomalias eram dois planetas rochosos que rodeavam o pulsar.

Esta descoberta colocou perante os astrônomos toda uma série de perguntas novas: quantos planetas tem na Via Láctea? Será que existem diferenças entre os planetas das estrelas comuns e dos pulsares? Como apareceram estes corpos celestes e será que há vida neles?

Ciclope espacial

Os métodos antigos de pesquisa espacial, que se baseavam em pequenas variações no espetro de cintilação estelar ou na frequência de iluminação dos pulsares, eram pouco adequados para buscar novos exomundos. Mas depois, graças aos computadores e novas tecnologias, os cientistas inventaram um novo método — chamado “de trânsito”, que aumenta extremamente a velocidade e a cobertura territorial de tais descobertas.
Trata-se não apenas de computadores mais potentes, mas também de sensores de imagem supersensíveis e supercompactos, capazes de funcionar no espaço — para capturar o brilho das estrelas distantes, que diminui um pouco quando seu disco é percorrido por um ou vários planetas. Estes casos são difíceis de serem fixados, mas o potencial enorme dos computadores modernos ajuda a fazê-lo.

Foi isso que fez o Kepler, posto em serviço em março de 2009, sendo de fato uma câmera enorme feita de 42 sensores de imagem totais. O volume total dos dados coletados foi tão grande que o telescópio conseguiu enviar apenas 5% deles à Terra no regime de transmissão ao vivo.

Em todo o período do seu funcionamento, que acabou em outubro do ano corrente, o telescópio, chamado de “caçador de planetas”, analisou ao menos 530 mil corpos celestes.

Sombra de mil planetas

O que Kepler conseguiu descobrir? De fato, revelou que quase todas as ideias dos astrônomos sobre a aparência dos planetas e seu número em geral eram erradas.

Primeiro, frisou Borucki, até os primeiros anos de funcionamento do aparelho mostraram que na galáxia existem bilhões de planetas, e, de acordo com as avaliações existentes da NASA, na Via Láctea o número deles é ainda maior que o das estrelas. Assim, ao longo dos 9 anos de trabalho, o Kepler encontrou cerca de 5.500 “candidatos” ao papel do planeta, inclusive dezenas de análogos da Terra, que ficam dentro da “zona vital”. Aproximadamente metade deles hoje em dia é reconhecida como verdadeiros exoplanetas.
Segundo, a investigação mostrou que os exomundos parecidos com a Terra são muito mais frequentes em nossa galáxia do que os cientistas costumavam pensar. No entanto, esses planetas são de fato “super-Terras”, ou seja, 3-4 vezes mais pesados que o nosso planeta, e ainda temos pouco conhecimento sobre sua estrutura, composição e características.

A terceira surpresa foi a zona de localização destes planetas — a maioria deles fica em sistemas estelares duplos ou até triplos, uma espécie de análogo do Tatooine, universo inventado da película Guerra nas Estrelas.

O telescópio achou também várias outras famílias de planetas exóticos, que solaparam significativamente a crença dos cientistas em relação ao caráter único do nosso Sistema Solar. Um desses sistemas, por exemplo, chamado Kepler-90, consiste de oito grandes e pequenos planetas, tal como o Sistema Solar, mas caberia todo no espaço entre o Sol e a Terra.

Terra única

A descoberta destes sistemas exóticos e a ausência de análogos completos do nosso sistema nos dados coletados pelo Kepler fez os cientistas se perguntarem até que ponto a Terra, Vênus, Marte e outros são únicos.
Infelizmente, o Kepler, bem como outros telescópios orbitais, não é capaz de responder a essa pergunta — primeiro, ele pode descobrir novos planetas, mas não logra ver como é que são, se têm vida. Segundo, ainda não é possível para ele calcular quantas “super-Terras” e outros mundos “exóticos” há na galáxia. Pode ser que o aparelho tenha descoberto muito mais e, nesse caso, o Sistema Solar deixará mesmo de ser único.

Por outro lado, uma parte dessas perguntas complexas já foi respondida pela sonda Dawn, primeira estação interplanetária da NASA lançada ao espaço em 2007. Os dados coletados por ela mostraram que os planetas anões eram uma espécie de “embriões” dos planetas que no passado poderiam ter se convertido em “Terras”, suas “irmãs mais velhas” ou até planetas-gigantes.

Milhares de tais “fetos” da Terra apareceram nas primeiras etapas da formação do Sistema Solar e outras famílias dos planetas. Seu destino dependia de uma série enorme de parâmetros, inclusive do distanciamento da estrela, composição química e muitos outros fatores.

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