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Política

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Bolsonaro deve manter foco nas redes e no antipetismo para o 2º turno

Conselheiros da campanha afirmam que não é o momento de apresentação de propostas

ubiie Redação

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A equipe de Jair Bolsonaro (PSL) decidiu que manterá no segundo turno o que fez até agora: apostar nas redes sociais como principal forma de comunicação e manter o antipetismo como discurso.

Conselheiros da campanha afirmam que não é o momento de apresentação de propostas. Na avaliação da equipe do presidenciável, o eleitorado busca um antagonista à velha política e que faça oposição aos investigados na Lava Jato.

“Mais propostas que os marqueteiros do Alckmin fizeram? Que a campanha do Ciro fez? Impossível”, afirma o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil num governo do PSL.

Segundo ele, a eleição no dia 28 de outubro será definida entre “o passado do Lula e a a esperança de um futuro, que o Bolsonaro representa”.

Lorenzoni avalia que vencerá aquele que tiver o melhor conceito, imagem, e não o melhor plano de governo.

“[Programa de governo] é uma empulhação que marqueteiro ensinou para todos no Brasil. Marqueteiro não compreende questões conceituais de gestão, porque ele sabe vender sabonete. Diante disso, o que ele faz? Ele precisa de um programa porque o programa se assemelha ao sabonete”, diz.

Bolsonaro pretende participar de debates presidenciais para confrontar Haddad. Ele deve explorar as visitas semanais que o petista faz ao ex-presidente Lula, na carceragem em Curitiba.

A ida do presidenciável aos debates dependerá de autorização médica. Ele será submetido a uma avaliação nesta semana.

O primeiro duelo entre os presidenciáveis no segundo turno está marcado para quinta-feira (11), na TV Bandeirantes.

Filho do capitão reformado, Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) comemorou nesta segunda-feira (8) o resultado das urnas e, em especial, destacou o crescimento da bancada do PSL no Legislativo. A legenda passou de 8 para 52 cadeiras na Câmara e de 0 para 4 assentos no Senado.

“Isso significa que o Jair Bolsonaro já iniciará o próximo governo, se Deus quiser, com a grande e ampla base de apoio e mostra que o lado oposto, o lado das trevas, dificilmente terá governabilidade. É mais um ingrediente para que todos avaliem que o caminho melhor é com Bolsonaro na Presidência”, afirmou Flavio, que foi eleito no domingo (7) senador pelo Rio de Janeiro.

A campanha tem minimizado a importância de alianças para o segundo turno e os líderes afirmam que todo apoio que não vier da esquerda será bem-vindo.

Ao contrário de Haddad, que deve fazer um aceno ao centro, Bolsonaro não deve mudar muito o discurso.

Embora alguns de seus aliados defendam que ele suavize o tom, outros acreditam que isso poderia alterar justamente o que ajudou a conquistar eleitores: a polarização com o PT.

“A gente não precisa conquistar voto de ninguém, a gente só precisa mostrar quem é o PT”, afirma Gustavo Bebianno, presidente do PSL.

“A verdade vai ser esfregada na cara do PT, e nós vamos ter a oportunidade de esclarecer aqueles que ainda estão se deixando enganar por um projeto de poder falacioso, mentiroso e corrupto, que é do PT”, afirmou Flavio Bolsonaro.

No último enfrentamento entre os postulantes ao Palácio do Planalto, Bolsonaro foi criticado por seus concorrentes por sua ausência.

A exposição do candidato em eventos públicos ainda é avaliada. Enquanto um grupo defende que ele volte às ruas, a saída do deputado federal para votar na manhã de domingo (7) causou preocupações.

Ele se queixou de desconforto relacionado à bolsa de colostomia após ter sido cercado por jornalistas e apoiadores na saída da seção eleitoral. Bolsonaro ainda está em processo de recuperação após ter sido esfaqueado no início de setembro e passar por duas cirurgias.

“Defendo o Jair com o foco, usando o seu forte, que são as redes sociais. Ele vai ter uma visita dos médicos dele para determinar se ele vai poder ir para a rua em algum momento, se ele vai poder sair de casa”, disse Flavio Bolsonaro.

Caso a avaliação seja de que o candidato do PSL tem condições de fazer viagens, deve ser priorizada a região Nordeste, única não visitada por ele durante a campanha e reduto de voto tradicionalmente petista.

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Política

Bolsonaro e filhos reagem às denúncias de fake news nas redes sociais

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários

ubiie Redação

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou nesta sexta(19) para os filhos Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, e Carlos, deputado federal eleito por São Paulo, as reações às denúncias de disseminação de fake news anti-PT nas redes sociais e aplicativo. Somente no começo da tarde o candidato respondeu às suspeitas com acusações.

“Apoio às ditaduras venezuelana e cubana; ex-presidente, tesoureiros, ministros, parlamentares, marqueteiros, presos e investigados por corrupção… quem precisa de fake news quando se tem esses fatos?.”‬

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários. A novidade é que o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, amanheceu hoje com grades cercando a portaria principal. Não houve explicações. Suspeita-se que a medida foi tomada em decorrência da presença constante de jornalistas e simpatizantes no local.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo nome aparece como futuro ministro da Casa Civil, visitou Bolsonaro. Ao chegar, ele não concedeu entrevistas. Apoiadores e cabos eleitorais do candidato ao governo do Rio Wilsoin Witzel (PSC) também estão em frente ao condomínio.

No final da manhã, Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais ao informar que sua conta no WhatsApp tinha sido bloqueada. Ele postou mensagens de alerta e queixas, afirmando que havia sido banido sem explicações, inclusive afetando sua participação em “milhares de grupos”.

No começo da tarde, o senador eleito informou que o seu aplicativo havia sido desbloqueado. Não detalhou o que ocorreu. “Agora já foi desbloqueado, mas ainda sem explicação clara sobre o por quê da censura.”

Ontem (18) durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que ele e seus correlegionários não precisavam “fazer fake news para combater o Haddad” e desafiou para que apresentassem provas.

Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira (18) com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a candidatura de Jair Bolsonaro seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

No dia em que ativistas fizeram um protesto em Brasília com críticas às suas propostas sobre meio ambiente, o candidato optou por destacar que as nações “subdesenvolvidas crescem sua economia com a exploração turística”.

“A falta de infraestrutura, a visão geral que o Brasil tem devido à violência e o desinteresse pela especialização da língua inglesa são outros problemas”, lamentou Bolsonaro nas redes sociais.

O candidato criticou ainda os valores cobrados para o turismo no Brasil. “Você sabia que atracar um navio, como os de cruzeiro, num porto brasileiro custa cerca de 20 vezes mais que em qualquer lugar do mundo, fora o problema da violência que desencadeia todo um processo de desconfiança e esvaziamento turístico?”

Para Bolsonaro, as soluções estão ligadas à desburocratização, ao combate ao crime e às indicações técnicas sem o viés meramente político. “Não há mágicas. Precisamos principalmente de um governo sério e comprometido com quem realmente interessa.”

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Política

Haddad acusa Bolsonaro de organização criminosa e vai à Polícia Federal

Declaração se refere à suposta campanha contratada por apoiadores do candidato do PSL, no WhatsApp, contra o PT

ubiie Redação

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O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, publicou uma sequência de tuítes repercutindo a manchete da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18), que informa que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno.

A Folha de S.Paulo apurou que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan, cujo o dono, Luciano Hang, é amigo e apoiador de Jair Bolsonaro (PSL). Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens. Questionado, Hang disse que não sabe “o que é isso”.

As empresas apoiando Bolsonaro compram um serviço chamado “disparo em massa”, usando a base de usuários do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Isso também é ilegal, pois a legislação eleitoral proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato (números cedidos de forma voluntária).

“A Folha hoje comprova que o deputado Bolsonaro criou uma verdadeira organização criminosa com empresários que, mediante caixa 2, dinheiro sujo, estão patrocinando disparos de mensagens mentirosas no WhatsApp. Meu adversário está usando crime eleitoral para obter vantagem. Ele, que dizia que faz a campanha mais pobre, foi desmentido hoje. Ele faz a campanha mais rica do país com dinheiro sujo”, afirma Haddad.

O candidato diz ainda que a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral serão acionadas para “impedir o deputado Bolsonaro de agredir violentamente a democracia como ele tem feito. Fazer conluio com dinheiro de caixa 2 pra violar a vontade popular é crime. Ele que foge dos debates, não vai poder fugir da Justiça.”

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Política

Maioria defende participação de Bolsonaro em debates no segundo turno

Apenas 23% dos entrevistados defendem que o candidato não se submeta a esse tipo de confronto com Fernando Haddad (PT)

ubiie Redação

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A participação do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em debates na TV ou outras mídias é defendida por 73% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha publicada nesta quinta (18).

Em contraposição, 23% dos entrevistados defendem que o candidato não se submeta a esse tipo de confronto com Fernando Haddad (PT), seu adversário na corrida presidencial. Quatro por cento não souberam responder.

A questão foi levantada pela pesquisa após as ausências de Bolsonaro em cinco dos sete debates realizados no primeiro turno, justificadas pela condição médica do candidato, que fora esfaqueado durante ato público no início de setembro.

Mesmo liberado por seus médicos, Bolsonaro diz que não irá a nenhum programa ao lado de Haddad também agora no segundo turno.

Entre os entrevistados pela pesquisa, 67% acham que é muito importante que sejam realizados debates, 13% dizem que é um pouco importante, 19% não veem importância na realização dos programas, e 2% não souberam responder a questão.

O número dos que acham muito importantes os debates entre os candidatos no segundo turno cai entre aqueles que pretendem votar em Bolsonaro -para 53%. Já entre os eleitores de Haddad, 86% avaliam que o confronto público entre eles, bem como a apresentação de seus programas é muito importante.

Quando questionados se há chance de mudança de voto por causa de debates, 76% dos eleitores dizem que não, 8%, que essa chance é pequena, 8%, que é média, e 6%, que é grande.

Para os que declaram voto em Bolsonaro, 84% não veem chance de mudar o voto após um confronto público de ideias. Diante da mesma questão, 76% dos que declaram voto em Haddad dizem que não considerariam o conteúdo do debate para mudar o voto.

Para 35% dos entrevistados que declaram voto no candidato do PSL, ele não deveria ir a debates, mas 62% que acham que sim -e 4% não sabem. Para 86% dos que votam em Haddad, Bolsonaro deveria ir a debates; 11% acham que ele não deveria ir, e 3% responderam que não sabem.

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