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Economia

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Dólar corre risco de perder hegemonia global, adverte financista

ubiie Redação

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Nos mercados financeiros se observa uma queda drástica na demanda por títulos do Tesouro dos EUA. Analistas explicam por que os títulos da dívida pública norte-americana se tornaram menos atraentes para investidores estrangeiros.

Segundo economistas, há vários fatores que contribuem para uma queda na procura por títulos do Tesouro norte-americano. Primeiro, os investidores esperam que os bancos centrais de outros países adotem uma política monetária mais restritiva, o que significa a subida das taxas de juro em países fora dos EUA e, como consequência, aumento de rendimentos dos seus títulos da dívida pública.

Outro fator que deixa os investimentos nos títulos da dívida dos EUA menos atraentes é, ironicamente, o crescimento estável da economia norte-americana. Para os investidores, os EUA poderiam vir a enfrentar uma deflação em breve.

Embora o rendimento dos títulos da dívida pública dos EUA tenha crescido e já tenha atingido 2.829% (o ponto máximo desde abril), investidores estrangeiros não se mostram empenhados em financiar a dívida norte-americana.

Aleksei Antonov, analista da corretora russa Alor Broker, disse à revista russa Expert que os principais detentores da dívida pública dos EUA, a China e o Japão, também reduziram demanda por títulos do Tesouro norte-americano. Nos últimos tempos, a China realizou a venda de seus títulos do Tesouro dos EUA no valor de 7,7 bilhões de dólares (R$ 32 bilhões), enquanto que o Japão se livrou dos títulos no valor de 72 bilhões de dólares (R$ 290 bilhões).

Para o analista, as ações dos principais atores globais foram provocadas pela política agressiva dos EUA, bem como pelas decisões das autoridades financeiras norte-americanas, inclusive o aumento gradual das taxas de juro pela Reserva Federal (banco central dos EUA).

A moeda norte-americana começa a perder status de única moeda de reserva confiável e atualmente o dólar forte não é o argumento principal que determina as decisões de investidores, que estão optando por investir em ativos com mais risco. Por isso, há grandes chances de os detentores da dívida pública dos EUA continuarem se livrando dos títulos do Tesouro norte-americano.

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Economia

Trabalhador pode ter de contribuir por 49 anos, alerta Paulo Paim

Paulo Paim criticou também a reforma trabalhista

ubiie Redação

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O senador Paulo Paím (PT-RS) disse, nesta segunda-feira (18), que, pela proposta de reforma previdenciária a ser encaminhada ao Congresso Nacional pelo Poder Executivo, o trabalhador vai precisar contribuir durante 49 anos para conseguir se aposentar aos 65 anos, no caso dos homens, caso não perca o emprego nesse período.

— Fala-se em uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com contribuição de 40 anos. Não são 40 anos! Sabem quantos são? São 49 anos! Por que 49? Quem começa com 16 se aposenta com 65. Portanto, 16 para 65 são 49 anos. Quem é que começa mais cedo? É o filho de pobre — advertiu.

Paulo Paim criticou também a reforma trabalhista, que resultou na Lei 13.467, de 2018. Ele afirmou que essa reforma retirou recursos da Previdência por estimular a informalidade. Com base em estudos feitos por pesquisadores da Unicamp, Paim afirmou que as perdas previdenciárias com a reforma trabalhista, sobretudo com o estímulo à informalidade e à contratação de empregados como pessoas jurídicas, chegarão a R$ 30 bilhões por ano.

Sobre o projeto de estimular a capitalização individual como alternativa à Previdência, Paim observou que esse modelo já foi tentado no Chile, no México, no Peru e na Colômbia e os resultados não foram os esperados. Ele esclareceu que não é contra o debate sobre a reforma da Previdência e garantiu que é favorável que se chegue a um patamar comum de entendimento. Com informações da Agência Senado.

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Economia

Em discurso a ruralistas, Bolsonaro diz que país crescerá com reforma

Presidente disse que a medida não é de seu governo, mas de todo o país

ubiie Redação

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Na véspera do envio da proposta da reforma previdenciária ao Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta terça-feira (19) que o Brasil só crescerá caso ela seja aprovada.

Em discurso na posse da nova diretoria da Frente Parlamentar do Agronegócio, ele disse que a medida não é de seu governo, mas de todo o país e que o Brasil precisa de reformas para deslanchar economicamente.

Na breve fala, ele fez afagos aos produtores rurais e ignorou a crise de governo deflagrada após a revelação de um esquema de candidaturas laranjas do PSL, partido do presidente.

“Nós precisamos das reformas. O Brasil só poderá andar para frente de verdade se aprovarmos essas reformas. Essa reforma não é minha, é do Brasil, de todos nós. Com essas reformas, nós deslancharemos”, disse.

Nesta terça, um dia após ser demitido, o ex-ministro da Secretaria Geral Gustavo Bebianno divulgou áudios que reforçam a sua tese de que o presidente estava errado quando disse que ele havia mentido ao ter afirmado que ambos não tinham conversado.

O presidente não se manifestou sobre os diálogos revelados pela revista Veja. Ele, no entanto, orientou a equipe ministerial a não se manifestar publicamente sobre o tema e pediu a ela que tente ofuscar o assunto com a defesa da reforma previdenciária.

Bebianno caiu após uma crise instalada no Palácio do Planalto com a revelação pela Folha de S.Paulo da existência de um esquema de candidaturas laranjas do PSL para desviar verba pública eleitoral.

O partido foi presidido por ele durante as eleições de 2018, em campanha de Bolsonaro marcada por um discurso de ética e de combate à corrupção.

O presidente irá na manhã desta quarta-feira (20) à Câmara dos Deputados entregar pessoalmente o texto da reforma ao presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ). À noite, entrará em cadeia nacional de rádio e televisão para defender a medida em pronunciamento à população.

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Economia

Clima derruba safra de soja no Brasil

A quebra na safra 2018/19 pode chegar a 16 milhões de sacas

ubiie Redação

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O produtor de soja Antonio José Meireles Flores, de Naviraí (MS), viu a produtividade de suas terras despencar de um ano para o outro. Áreas que no ano passado produziam 61 sacas por hectare, este ano estão entregando 32 sacas. Na média, em seus 3 mil hectares de terra, a perda na produção está estimada entre 15% e 18%. E a culpa, segundo Flores, é do clima. “Foi um ano diferente, com setembro bastante chuvoso, quando fizemos o plantio”, disse. “Mas em novembro só tivemos chuvas isoladas e a soja já ficou manchada, castigada pela seca.”

A situação vivida por Flores se repete em outros pontos do País, e os especialistas fazem as contas das perdas que a soja – principal produto na pauta brasileira de exportações – terá este ano. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do governo federal, prevê, até o momento, uma quebra de 4 milhões de toneladas em relação à safra recorde do ano passado, de 119,3 milhões para 115,3 milhões de toneladas – semelhante à produção da safra 2016/2017.

Mas, para a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja Brasil), a quebra na safra 2018/19 pode chegar a 16 milhões de sacas, numa colheita esperada inicialmente de 117,2 milhões de sacas, por conta de problemas climáticos em 12 Estados. “Esse é o montante até o momento, mas a quebra pode ser ainda maior”, disse o presidente da associação, Bartolomeu Braz, com base em levantamentos encerrados no início deste mês. O Paraná apresentava perdas mais severas, de 30%, seguido da Bahia e Piauí (20%) e Goiás (17%). “Já estamos pensando numa estratégia para repactuação das dívidas dos produtores, inclusive pensando em securitização”, disse Braz.

Receita menor

Caso se confirme a previsão da Conab, tida como a mais conservadora, a perda de receita para os produtores está estimada em R$ 4,3 bilhões, levando em conta o preço médio de R$ 65 a saca. Se a quebra atingir o que preveem as consultorias, mais pessimistas, a perda no rendimento bruto da safra pode passar de R$ 7 bilhões.

De acordo com o engenheiro agrônomo Adriano Gomes, da consultoria AgRural – que projeta uma safra de 112,5 milhões de toneladas, quase 7 milhões a menos que no ano passado -, a falta de chuvas em dezembro afetou a produção de soja no oeste do Paraná, principalmente na faixa ao longo do Lago Itaipu, e na região de Dourados, em Mato Grosso do Sul. “No sul de Mato Grosso do Sul, vimos produtores colhendo de 15 a 30 sacas por hectare, quando deveriam colher o dobro.”

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