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‘Mentalidade colonial’: líderes mundiais questionam predominância do dólar

ubiie Redação

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Está cada vez mais frequente o desuso do dólar entre os países que buscam se distanciar da moeda norte-americana e usar o dinheiro local, ou o euro, em suas transações com outras nações. No sábado (1º), Irã eliminou o dólar da lista de moedas utilizadas em transações comerciais com o Iraque.

Em ocasiões diversas, muitos líderes mundiais já comentaram os perigos que suscitam o domínio do dólar no comércio internacional.

Enquanto que no domingo (2), o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, falou sobre a necessidade de pôr fim ao predomínio da moeda estadunidense no comércio mundial.

“Agora temos que acabar gradualmente com o domínio do dólar, de uma vez por todas, e utilizar dinheiro nacional entre nós”, ressaltou o líder turco no âmbito do foro empresarial entre Turquia e Quirguistão, celebrado na capital quirguiz, Bishkek, onde afirmou que a dependência do dólar no comércio mundial se transformou em um grande problema.

O presidente russo, Vladimir Putin, discutiu em maio a crise econômica e destacou que o monopólio do dólar é fraco, por isso ameaça não apenas a Rússia, mas também muitos jogadores internacionais.
“O mundo vê que o monopólio do dólar é frágil, é perigoso para muitos”, afirmou o líder russo. “Nossas reservas de ouro e câmbio estão se diversificando, e continuaremos fazendo ainda mais.”

“Enquanto os nossos parceiros americanos e suas restrições impostas, suponho que seja um grande erro estratégico, já que dessa forma eles minam a confiança no dólar como moeda de reserva”, declarou o presidente.

A América Latina compartilha a mesma opinião. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou em setembro do ano passado que seu país tem a intenção de quebrar a dependência do dólar e fazer suas transações no exterior em yuanes, rublos, euros, rúpias e outras moedas. “Vamos nos libertar da chantagem do dólar”, disse o presidente venezuelano.
O Irã também eliminou o dólar americano da lista de moedas utilizadas em suas transações comerciais com o Iraque, de acordo com o presidente da Câmara de Comércio entre Irã e Iraque, Yahya Ale Eshaq. Ele adicionou que a moeda dos EUA será substituída pelo euro e pelas moedas iraquiana e iraniana nos acordos financeiros.

Em agosto, o ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, escreveu no Twitter que “o uso do dólar como moeda padrão em mercados globais e o sistema bancário global é a força fundamental do Império Americano”.

“Esta situação deve mudar, as encomendas atuais devem ser reordenadas”, concluiu Ahmadinejad.
O domínio do dólar também foi questionado pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, além de apoiar a criação de uma moeda única para países africanos.

“Temos que nos livrar de uma mentalidade colonial que exige que dependamos de moedas que pertencem a outras pessoas”, finalizou Ramaphosa.

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Economia

Congresso aprova R$ 18,9 bilhões em créditos para diversas áreas

Os projetos serão enviados para sanção presidencial. As medidas foram aprovadas na noite de ontem (13)

ubiie Redação

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Em sessão do Congresso Nacional, que reúne deputados federais e senadores, foi aprovado um total de R$ 18,9 bilhões em projetos de créditos orçamentários para diversas áreas, principalmente segurança pública, Justiça. Há verbas para aperfeiçoar o sistema carcerário, o combate ao crime, o policiamento nas estradas, além da preservação do patrimônio público e programas de apoio à criança e ao adolescente.

Os projetos serão enviados para sanção presidencial. As medidas foram aprovadas na noite de ontem (13). O maior crédito aberto foi de R$ 9,86 bilhões para transferência a estados, Distrito Federal e municípios (R$ 8,4 bilhões de royalties, fundos de participação dos estados e municípios – FPE e FPM – e Fundeb) e para compensar a Previdência Social por perdas com a desoneração da folha de pagamentos (R$ 1,2 bilhão).

Esses recursos vêm de concessões do setor público (R$ 1,23 bilhão) e de excesso de arrecadação (R$ 8,63 bilhões), dos quais R$ 4 bilhões de transferências constitucionais devidas pela União relativas ao Imposto sobre a Renda (IR) e sobre produtos industrializados (IPI) e R$ 4,6 bilhões de royalties do petróleo.

Há ainda a garantia de repasse de R$ 435 milhões para ações em seis ministérios: Justiça, Segurança Pública, Direitos Humanos, Defesa, Cultura e Planejamento. Justiça e Segurança Pública receberão R$ 196,2 milhões que deverão ser aplicados no combate à criminalidade e R$ 15 milhões para o fortalecimento e modernização das instituições de segurança. Também estão previstos recursos para o policiamento das estradas, Polícia Rodoviária Federal e repressão ao tráfico de drogas.

Foi aprovado também crédito especial de R$ 372 milhões para Fazenda, Justiça e Segurança Pública para os mais diversos fins: Casa da Moeda e Fundação Nacional do Índio (Funai) estão entre os beneficiados. Houve liberação de R$ 40,8 milhões para construção e aprimoramento da Penitenciária Federal em Itaquitinga (PE).

Para a área de Direitos Humanos, serão R$ 176,3 milhões que serão aplicados na promoção dos direitos da criança e do adolescente, infraestrutura de unidades de atendimento especializado a crianças e adolescente.

O Ministério da Defesa receberá R$ 40 milhões que serão investidos na modernização operacional do Exército e no Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). Mais R$ 20 milhões serão repassados para o Ministério da Cultura para fomento de atividades culturais.

Também para Defesa foi aprovado um crédito suplementar de R$ 81,4 milhões para contratar serviços especializados de manutenção e funcionamento das Organizações Militares da Marinha e a aquisição de objetos de reposição e de viaturas do Corpo de Fuzileiros Navais, no Comando da Marinha, além de R$ 140 milhões para equipamentos para a Aeronáutica.

Para o Ministério do Planejamento, serão repassados R$ 2,5 milhões que deverão ser investidos na gestão do patrimônio imobiliário da União.

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Bolsonaro diz que conversará com Temer sobre reforma da Previdência

“Semana que vem estaremos em Brasília”, disse o presidente eleito, que quer tentar aprovar ‘parte’ da reforma da Previdência

ubiie Redação

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Nesta segunda (29), em sua primeira entrevista à imprensa após a eleição, para a TV Record, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que vai conversar com o presidente Michel Temer para tentar aprovar “ao menos parte” da reforma da Previdência ainda em 2018, antes de assumir o cargo.

“Semana que vem estaremos em Brasília e tentaremos junto ao atual governo de Michel Temer aprovar alguma coisa. Senão toda a reforma da Previdência, ao menos parte, para evitar problemas para um futuro governo”, afirmou.

Bolsonaro afirmou ainda que vai pedir ao atual Congresso que evite “pautas bobas que aumentem ainda mais esse déficit, sob o risco de o Brasil entrar em colapso”.

“As conversas já conversaram. Muitos partidos vieram conversar comigo”, acrescentou.

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Economia

Mutirão para destravar acordo da poupança começa dia 22

O local de atendimento será o Cejusc central de São Paulo, que é o estado com a maior parte dos poupadores que serão reparados

ubiie Redação

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O mutirão para adesão de poupadores ao acordo para receber perdas ocorridas nas cadernetas na implantação dos planos econômicos Bresser, Verão e Collor 2 será realizado em São Paulo, do dia 22 de outubro até 17 de dezembro. A informação foi divulgada pela AGU (Advocacia-Geral da União), após reunião com representantes de instituições financeiras e dos poupadores.

O local de atendimento será o Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) central de São Paulo, que é o estado com a maior parte dos poupadores que serão reparados.

A AGU informou que se trata de um calendário inicial, cujo objetivo é facilitar e agilizar os pagamentos devidos aos aplicadores. O poupador poderá receber o dinheiro em até 15 dias, segundo a AGU.

O órgão também informou que os representantes dos bancos se comprometeram a disponibilizar para o mutirão funcionários que ficarão responsáveis por conferir a documentação apresentada pelo poupador para solicitar o pagamento. De acordo com nota divulgada à imprensa, a ideia é realizar audiências de 20 em 20 minutos.

A partir de novembro, outras cidades além de São Paulo devem receber os mutirões. O calendário ainda será divulgado.

A opção de adesão pelo site pagamentodapoupanca.com.br continuará disponível. A plataforma tem apresentado falhas técnicas, como dificuldade para reconhecer documentos inseridos no sistema pelos usuários e para confirmar, por email, a adesão do poupador ao acordo.

De acordo com a Febraban, 89.532 pessoas haviam se cadastrado na plataforma referente ao acordo dos planos econômicos até a manhã de terça-feira (9).

A entidade informou, ainda, que também foram discutidas melhorias feitas na plataforma digital de adesão ao acordo que incluem a possibilidade de utilizar uma conta de pessoa jurídica para a realização do cadastro e recebimento dos honorários advocatícios.

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