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Economia

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Turquia taxa EUA e volta a azedar mercado

Mas Erdogan tenta dar à disputa um tom de luta pela soberania

ubiie Redação

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Um novo episódio da disputa política e comercial entre Turquia e Estados Unidos mergulhou os principais mercados em mais um dia de perdas.

Nesta quarta-feira (15), o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou a imposição de tarifas sobre alguns produtos americanos, em retaliação a sanções recentes adotadas pelo governo de Donald Trump.

Na sexta, o republicano anunciou que dobraria as tarifas sobre aço e alumínio importado da Turquia.

A retaliação turca é vista como simbólica, porque os valores são baixos se comparados à guerra comercial que opõe EUA e China. Mas Erdogan tenta dar à disputa um tom de luta pela soberania.

A medida voltou a azedar o humor dos investidores.

Bolsas globais reagiram ao aumento da aversão a risco e fecharam em baixa. O Ibovespa, principal índice brasileiro, recuou 1,94%, para 77.077,99 pontos. Os indicadores americanos Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram, respectivamente, 0,54%, 0,76% e 1,23%.

Das 24 moedas emergentes, 18 perderam força em relação à divisa americana. No Brasil, o dólar fechou em alta de 0,87%, para R$ 3,901.

“A imposição de tarifas comerciais não traz vantagem a ninguém, não é positivo para o sentimento ou a tomada de risco em emergentes”, diz Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs.

Após cair mais de 8% na segunda (13), a lira turca conseguiu emendar mais um dia de alta e subiu 6%. No ano, a moeda ainda perde 36%. O movimento de recuperação isolado reflete em parte as medidas de liquidez anunciadas pelo banco central turco.

“A Turquia está nessa situação porque, além das tarifas americanas, tem baixas reservas internacionais, inflação alta, déficit em conta corrente de 5% do PIB [Produto Interno Bruto]. Já estava vulnerável, e as sanções do Trump foram o gatilho para agravar a crise”, afirma Ramos.

O economista avalia que o Brasil não está imune, mas tem mais resiliência em contas externas do que outros emergentes como a Argentina e África do Sul.

William Jackson, economista para mercados emergentes da Capital Economics, vê a piora do sentimento dos investidores como o pior impacto para o Brasil. Para a Turquia, as perspectivas não são boas.

“Os custos de empréstimos subiram bastante, vamos ver uma inflação de 20% [hoje está em 16%] e provavelmente a economia em recessão nos próximos trimestres”, afirma.

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Economia

Bolsonaro diz que acordo Mercosul-UE trará benefícios à economia

Bolsonaro lembrou que, juntos, “Mercosul e UE representam 1/4 da economia mundial” e que pode ser bom para o Brasil

ubiie Redação

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O presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para comemorar o acordo fechado nesta sexta-feira, 28, entre Mercosul e União Europeia. “Histórico! Nossa equipe, liderada pelo Embaixador Ernesto Araújo, acaba de fechar o Acordo Mercosul-UE, que vinha sendo negociado sem sucesso desde 1999”, disse. “Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia”, afirmou o presidente na rede social.

Bolsonaro lembrou que, juntos, “Mercosul e UE representam 1/4 da economia mundial”. “E agora os produtores brasileiros terão acesso a esse enorme mercado”, enfatizou. “Parabenizo também os Ministros Paulo Guedes e Tereza Cristina, bem como as equipes de seus ministérios, pelo empenho neste objetivo. GRANDE DIA!”, finalizou o presidente.

Em seguida, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, respondeu ao presidente Bolsonaro, também no Twitter. “Momento aguardado há 20 anos! Um grande dia para todos nós! Obrigada, presidente!”

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Economia

Governo diz que até 2021 venderá 44 aeroportos

O ministro Tarcísio de Freitas avaliou que a abertura do mercado de aviação para empresas estrangeiras ajuda a criar concorrência também para os aeroportos

ubiie Redação

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O governo quer repassar todos os aeroportos da Infraero para a iniciativa privada até 2021, inclusive Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, informou na última segunda, 24, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Segundo ele, o Brasil está na mira dos investidores estrangeiros e a abertura do setor de aviação para o capital estrangeiro, já aprovada pelo Congresso, vai ajudar a fazer crescer o setor.

“Já fizemos 12 leilões de aeroportos. Houve interesse da iniciativa privada. Em outubro, vamos leiloar 22 aeroportos. E depois outro leilão de mais 22 aeroportos, incluindo Santos Dumont e Congonhas. Será até o fim de 2021, ou no mais tardar no início de 2022. Mas a ideia é passar tudo para a iniciativa privada até 2021”, disse Freitas em evento promovido pela Lide, Conselho de Líderes Empresariais, no Rio de Janeiro.

O ministro avaliou que a abertura do mercado de aviação para empresas estrangeiras ajuda a criar concorrência também para os aeroportos. “Tivemos uma vitória que vai impulsionar o mercado de aviação que é o capital estrangeiro. Depois da Air Europa, tem mais três ou quatro empresas estrangeiras interessadas em vir para o Brasil”, afirmou o ministro, explicando que a Infraero passará a se dedicar aos voos regionais.

A maior dificuldade apontada pelos investidores, segundo Freitas, é o ambiente regulatório brasileiro, altamente complexo, e o preço do combustível, “o mais caro do mundo”, disse em referência ao querosene de aviação.

Discursando para empresários, Freitas defendeu a manutenção da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), criada no governo Dilma, do qual fez parte, argumentando que “lá dentro não existe mais trem-bala”, referindo-se ao projeto do governo petista para ligar Rio a São Paulo, mas que nunca saiu do papel. Segundo ele, a EPL está se tornando uma estruturadora de projetos e será fundamental para os planos do governo na infraestrutura, que conta ainda com o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal.

Os bancos públicos serão parceiros também no processo de privatização de todas as docas que administram os portos do País. A primeira será a do Espírito Santo, a mais saudável (poucos passivos e conflitos trabalhistas), segundo o ministro, e em seguida a Docas de São Sebastião, em São Paulo.

As ferrovias também estão na lista do ministro, que pretende mudar o marco regulatório para permitir autorizações para a construção das malhas, sem necessidade de leilão. Outra aposta são as negociações que estão sendo feitas com as empresas que adquiriram concessões ferroviárias na década de 90 e que agora estão se encerrando, como ocorreu na semana passada com a Vale. A mineradora renovou as concessões das ferrovias de Carajás e Vitória-Minas por mais 30 anos. Em troca, ainda dependendo de autorização do Tribunal de Contas da União (TCU), vai construir a ferrovia de integração Centro-Oeste (Fico). Depois de finalizada, a ferrovia passará a ser da União e vendida. Outro trecho, de Cariacica e Anchieta, no Espírito Santo, também está sendo negociado com a mineradora, informou Freitas.

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Economia

Clima gera prejuízo de US$ 1 trilhão para grandes empresas

O estudo foi realizado pela Organização Não Governamental CDP

ubiie Redação

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Mais de 200 das maiores empresas do mundo deverão perder 1 trilhão de dólares por causa das mudanças climáticas, grande parte disso apenas nos próximos cinco anos, informa um relatório divulgado em Berlim.

O estudo – realizado pela Organização Não Governamental CDP – sugere que muitas empresas ainda subestimam os perigos relacionados ao fenômeno, enquanto os cientistas alertam que o clima da terra se encaminha para limites catastróficos caso não haja reduções nas emissões de carbono na atmosfera.

“A maioria das empresas ainda tem muito a caminhar em termos de avaliar adequadamente os riscos relacionados ao clima”, afirmou Nicolette Bartlett, diretora para Mudanças Climáticas da CDP e autora do relatório.

Fundada no ano 2000, a CDP (antigamente chamada de Projeto de Transparência do Carbono – nome que originou a sigla em inglês) é um organismo respeitado dentro de uma crescente coalizão de grupos de lobby, administradores de fundos, bancos centrais e políticos que acreditam que as mudanças climáticas representem um risco sistêmico para o sistema financeiro.

Ao forçar as empresas a enfrentar os riscos às suas operações, os defensores de mais transparência esperam fazer avançar investimentos suficientes na indústria para reduzir as emissões, a tempo de cumprir as metas climáticas.

O CDP analisou dados de 215 das maiores indústrias do mundo, como Apple, Microsoft, Nestlé, Unilever, China Mobile, Infosys, UBS, Sony e BHP.

Essas empresas já teriam tido prejuízos de 970 bilhões de dólares em custos adicionais devido a fatores como o aumento das temperaturas, clima caótico e o preço colocado sobre as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Cerca de 50% desses custos são considerados prováveis ou praticamente certos.

Segundo o relatório, as companhias poderiam obter amplas vantagens com um mundo descarbonizado a tempo de evitar os cenários climáticos mais tenebrosos, que os cientistas acreditam representar um risco existencial para a civilização industrial.

As preocupações com os riscos representados pelo clima aumentaram de modo acentuado, paralelamente ao crescimento do ativismo ecológico em muitos países, enquanto ondas de calor, secas, incêndios florestais e tempestades reforçadas pelo clima se tornam cada vez mais difíceis de serem ignoradas.

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