Siga-nos

Política

229

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 42segundo(s).

Dilma avalia que aceitar indicação de Janot foi um erro de seu governo

Dilma participo de um evento na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais

ubiie Redação

Publicado

em

“Mas a Dilma vai entrar por aqui?”, perguntava um jovem entre as dezenas deles que se amontoavam na porta do auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais na noite desta terça-feira (7).

À espera de uma palestra da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que inaugura o curso “O impeachment de Dilma Rousseff como golpe de estado”, os jovens pressionavam para entrar no auditório lotado, obstruindo completamente a circulação e a passagem.

“Só se ela passar pela janela”, respondeu outro. A ex-presidente entrou por uma porta lateral e somente depois que a confusão do lado de fora se resolveu. Para ocupar corredores do local, público precisou forçar a abertura da porta.

Outras três salas com telas para transmissão da palestra também lotaram. A fila chegou a dar volta no prédio da faculdade.

Foi o primeiro evento público de Dilma após ter sua candidatura ao Senado confirmada em convenção no domingo (5). Ela integra a chapa do governador Fernando Pimentel (PT), que tenta reeleição em Minas.

“Não imaginava que teria um público tão grande”, disse o professor Thomas Bustamente, da Faculdade de Direito, responsável pelo curso. Os cerca de 130 matriculados tiveram preferência para entrar no auditório, que comportou cerca de 500 pessoas.

O curso vale créditos de disciplina optativa para alunos da UFMG, mas é aberto ao público em geral. Serão 30 palestras com professores de direito, sociologia, educação e economia da UFMG para dar a resposta científica, segundo Bustamante, de por que o impeachment foi um golpe.

“Não encontrei até agora nenhum argumento jurídico, teórico e moral para dizer que não foi golpe”, disse o professor, justificando a falta de opiniões contrárias em seu curso. “As justificativas jurídicas do impeachment são inexistentes. Estamos a um passo de perder a democracia. É preciso evitar que aconteça de novo.”

Após ser ovacionada em sua chegada, Dilma discursou por uma hora e vinte minutos, sendo vez ou outra interrompida por aplausos e risadas, num discurso repleto de ironias.

Mesmo tratando de temas sérios, ela arrancava risos. “O golpe foi misógino. O homem é uma pessoa forte. Eu não, eu era dura. Eu era uma mulher também frágil, porque eles não têm o menor compromisso com a lógica”, disse. A plateia gargalhou. “E era uma pessoa obsessiva e compulsiva que obrigava todo mundo em volta de mim… a trabalhar”, completou em tom de sarcasmo.

Afirmando ter sido condenada por mudanças em 0,3% do Orçamento, Dilma criticou a mídia e a Operação Lava Jato. Nesse momento, sem mencionar o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, disse ter sido um erro nomeá-lo.

“Eu acredito que talvez nós tenhamos cometido um erro, que foi aceitar a indicação, pelo Ministério Público, de tês candidatos a procurador e, entre os três, o mais votado nós indicaríamos”, disse.

Dilma afirmou também que o impeachment teve o objetivo de enquadrar o Brasil, inclusive geopoliticamente, porque era um país com condições de desenvolvimento, estatais fortes e política externa independente, próxima da América Latina, da África e dos BRICS.

“Ou seja, na contramão de tudo que é o receituário do processo de hegemonia dos Estados Unidos e mesmo da Europa”, disse.

A petista voltou a condenar as reformas e o teto de gastos do governo Michel Temer (MDB) e defendeu a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ela, o povo percebeu que o novo governo, de homens ricos e brancos, era um retrocesso: “uma parte da derrota deles é que não provaram que não era golpe”.

Falando sobre a necessidade de subsídios e enveredando por explicações econômicas, Dilma foi aplaudida novamente ao dizer que “se existe uma coisa fake news no Brasil é a meritocracia”.

Certa hora, após algumas digressões e esquecimentos, Dilma mencionou até o ator Danny Glover, tentando lembrar o nome de outra pessoa. “É um grande ator, fez Máquina Mortífera, né? Mas o que vocês não sabem é que ele é assessor do Bernie Sanders [político americano progressista].” A plateia se divertiu.

Ao final, Dilma foi cercada por estudantes em busca de uma selfie e, apesar dos esforços de sua equipe, foi perseguida por eles até entrar no carro e bater a porta, carregando flores.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Política

‘Sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda’

Frase foi dita por Bolsonaro na abertura do jantar oferecido a ele, no domingo, em Washington

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente Jair Bolsonaro fez um breve discurso no início do jantar oferecido a ele, na noite de domingo (17), na embaixada do Brasil em Washington.

Ele começou dizendo que há quatro anos, quando decidiu se candidatar à Presidência da República, não foi levado a sério nem pela esposa. Exaltou o escritor Olavo de Carvalho, “um dos grandes inspiradores meus e o inspirador de muitos jovens no Brasil, a quem devemos a evolução que estamos vivendo”, e fez um ataque à esquerda.

“Sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda. (…) O Brasil não é um terreiro aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos que desconstruir muita coisa, desfazer muita coisa, para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que pelo menos eu possa ser um ponto de inflexão já estou muito feliz. O nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo.”

Confira o discurso:

1
0
Continuar lendo

Política

Campanha ‘Lula Livre’ é relançada em ato com Haddad e Boulos em SP

A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural

ubiie Redação

Publicado

em

A campanha “Lula Livre”, pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou uma nova fase neste sábado (16). No sindicato dos metroviários, em São Paulo, o “Encontro Nacional Lula Livre” relançou a campanha e reuniu, segundo a organização, cerca de 1.500 participantes.

té então, o Comitê Nacional Lula Livre reunia líderes de partidos e de movimentos de esquerda numa grande assembleia, mas sem capacidade organizativa e com ações pontuais. A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural.

Segundo o petista Fernando Haddad, derrotado por Jair Bolsonaro (PSL) nas últimas eleições, o comitê está repensando a estratégia de comunicação “uma vez que nós estamos muito seguros que a Lava Jato não conseguiu demonstrar no que o presidente Lula contrariou o interesse do país”.

“Nós queremos lembrar a sociedade brasileira de que uma injustiça foi cometida e que nós vamos continuar na luta por justiça”, disse no evento.

Guilherme Boulos (PSOL), que também esteve no evento com Haddad e Manuela Dávila (PCdoB), disse que atos nas ruas e um “trabalho de diálogo e de convencimento da população” são importantes para fortalecer o movimento.

“Nesse momento onde as contradições da Lava Jato começam a vir à tona de outras maneiras, é importante reforçar que o Lula é um preso político e de fazer a luta pela sua libertação”, disse o candidato do PSOL à presidência na última disputa.

Enquanto as mesas discutiram as novas diretrizes do movimento e abriam o microfone para recolher ideias dos participantes para a campanha, na frente do sindicato dos metroviários, cartazes, broches e camisetas com o slogan da campanha eram vendidos.

Em contraste com os materiais da campanha que levam um tom mais sóbrio, a nova arte da campanha, exibida nas paredes do ginásio, apresenta tons coloridos.

Os participantes sugeriram ações capilarizadas e citaram a vigília que tem sido feita em Curitiba desde que o ex-presidente foi preso como parte importante do movimento–a carta enviada neste sábado (16) por Lula ao comitê também os agradece.

A primeira iniciativa após a reunião será a Jornada Lula Livre, de 7 a 10 de abril. Para marcar um ano da prisão do petista e também o julgamento de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prisão em segunda instância, a campanha prevê atos, seminários e shows pelo país.

Como mostrou reportagem da Folha, o relançamento da campanha ocorre na esteira da frustração com a não participação de Lula nas eleições e com a derrota do PT nas urnas, o que, considerando a visão da esquerda de que o petista é um preso político, poderia ter sido suficiente para sua soltura.

Ao contrário, as eleições consolidaram no poder a direita antipetista representada por Jair Bolsonaro, que tem como ministro o algoz de Lula, o ex-juiz Sergio Moro.

A partir da reunião deste sábado (16), a ideia é criar comitês pelo país para espalhar a narrativa de que democracia e direitos estão em risco e, assim, criar um novo ambiente político que pressione pela revisão da prisão pelo Judiciário.

PRISÃO DE LULA

Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril de 2018 após condenação em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do tríplex de Guarujá (SP), da Operação Lava Jato.

Em fevereiro, Lula foi condenado novamente a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em outra ação, a do sítio em Atibaia (SP). Caso a soma das duas penas de Lula seja mantida em 25 anos, ele, que tem 73 anos, poderia ir para o semiaberto após, no mínimo, quatro anos de prisão.

O petista recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Também tem dois habeas corpus pendentes no STF, mas não há prazo para esses três julgamentos. Em 10 de abril, serão julgadas as ações que discutem a prisão em segunda instância e podem beneficiá-lo.

Após as eleições, foram criados uma comissão executiva de 29 membros e um secretariado de sete pessoas para colocar de pé as iniciativas. No grupo, que se reúne ao menos mensalmente, estão integrantes do MST, MTST, CUT, UNE, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, além de dirigentes do PT, PSOL, PC do B e PCO.

0
0
Continuar lendo

Política

Eduardo Bolsonaro diz que brasileiros ilegais são ‘vergonha nossa’

Deputado disse que os EUA precisam exigir vistos para evitar que brasileiros se passem por turistas para emigrar

ubiie Redação

Publicado

em

O deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou na noite deste sábado (16), em Washington, que os brasileiros que estão em situação migratória irregular fora do país são “vergonha nossa”.

Segundo o jornal “O Globo”, a declaração foi feita quando o deputado comentava a possibilidade de o governo isentar americanos da exigência de vistos para entrar no Brasil, sem a contrapartida do governo americano para liberação de vistos para brasileiros.

“Quantos americanos vão vir morar ilegalmente no Brasil, aproveitar essa brecha para entrar aqui como turista e passar a viver ilegalmente? Agora vamos fazer a pergunta contrária: se os EUA permitirem que o brasileiro entre lá sem visto, quantos brasileiros vão para os Estados Unidos se passando por turistas e vão passar a viver ilegalmente aqui?”, afirmou à imprensa que estava no local.

O deputado, que na quinta-feira foi eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, falou sobre o governo se preocupar com a situação dos brasileiros que entram de maneira irregular nos EUA: “Um brasileiro ilegalmente fora do país é problema do Brasil, isso é vergonha nossa, para a gente. Uma pessoa, um brasileiro que vai para o exterior e comete qualquer tipo de delito, eu me sinto envergonhado. Por exemplo, quando foram para a Indonésia e condenados à morte aqueles traficantes, eu fiquei com vergonha, poxa.”

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
111,37
JPY –0,02%
3,79
BRL –0,06%
1EUR
Euro. European Union
=
126,44
JPY +0,13%
4,30
BRL +0,09%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
446.761,24
JPY +0,58%
15.200,53
BRL +0,54%

Tokyo
12°
Sunny
WedThuFri
20/12°C
19/13°C
21/7°C

São Paulo
22°
Light Rain
TueWedThu
min 20°C
26/19°C
21/17°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana