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O que está por trás do rastro de matéria escura no centro da Via Láctea?

ubiie Redação

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O telescópio orbital Fermi encontrou mais uma prova de que supostos rastros da matéria escura no centro da Via Láctea foram gerados por estrelas ordinárias, e não por desintegrações de partículas desta misteriosa substância. As conclusões científicas foram publicadas na revista Nature Astronomy.

“Para nós é muito importante saber como funciona essa área de excesso de radiação gama e onde se situa, bem como qual é o seu espectro. Sem isso não podíamos entender o que exatamente gera essa radiação — desintegração de partículas ou processos astrofísicos habituais no centro da Via Láctea”, disse Christophe Weniger da Universidade de Amsterdã, Holanda.

A matéria escura é uma substância invisível, cuja presença somente pode ser notada pelos seus efeitos gravitacionais. Não interage com ondas eletromagnéticas, ou seja, não emite, absorve ou reflete nenhuma radiação. A matéria comum representa 4,9% da massa do Universo, já a escura — 26,8%. A maioria dos físicos hoje em dia considera que a matéria escura possa consistir em partículas pesadas que interagem fracamente, as assim chamadas WIMP.
O telescópio Espacial de Raios Gama Fermi detectou em 2009 os primeiros rastros de matéria escura em forma de uma grande quantidade de radiação gama no centro da Via Láctea, cujo brilho na parte de alta energia superou significativamente os valores teoricamente previstos. Na época, cientistas acreditaram que a fonte dessa radiação seriam as desintegrações das WIMP.

As observações posteriores com ajuda do Fermi, bem como os dados do telescópio espacial de raios X NuSTAR, fizeram com que cientistas questionassem hipótese. Os excessos foram distribuídos pelo núcleo da galáxia de maneira “pontual”, indicando possível fonte — pulsares de milissegundos, estrelas jovens de nêutrons.

Se pulsares e buracos negros realmente gerassem este sinal, então ele seria mais forte em lugares onde estrelas se agrupam, e mais fraco onde não há ou há pouquíssimas estrelas. Apesar da simplicidade da ideia, cientistas passaram oito anos observando o centro da Via Láctea para conseguir um número satisfatório de dados.
Os investigadores processaram as imagens do Fermi com um algoritmo especial para comparar as massas de estrelas em diferentes partes do centro da galáxia e quão brilhantes pareciam ser na faixa de gama.

No fim das contas, foi descoberto que existia uma relação entre o número de estrelas e a força de luminescência da galáxia, sendo ela muito forte.

Cientistas esperam que os dados coletados pelo telescópio Fermi facilitem recebimento das primeiras fotos de pulsares para que, assim, existência seja comprovada.

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Alienígenas existem, mas ‘não querem entrar em contato’?

ubiie Redação

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“Eu admito a existência de civilizações inteligentes extraterrestres. Afinal, se a nossa civilização existe, por analogia pode haver outras, e, provavelmente, muitas delas”, comentou Bisikalo.

Segundo ele, o astrônomo e astrofísico norte-americano, Frank Drake, em 1960, desenvolveu uma fórmula permitindo calcular o número de civilizações extraterrestres com as quais poderíamos entrar em contato.
“De acordo com esta fórmula, há inúmeras delas”, destacou.

Bisikalo observou que a humanidade ainda não encontrou evidências de existência extraterreste, porque os alienígenas “não querem entrar em contato”. A segunda razão é por causa de um possível curto período de vida da civilização.

“Por exemplo, até o começo do século XX, nossa civilização não irradiava nada. Agora, a Terra está repleta de sinais eletrônicos em diferentes intervalos, mas a tendência geral é reduzir as perdas e, consequentemente, diminuir o nível do sinal”, disse.

O diretor do instituto acrescentou que o raciocínio sobre a existência de outras civilizações se transformou em um plano experimental prático depois da descoberta dos exoplanetas. Ele salientou que agora uma das tarefas principais é identificar e procurar possíveis biomarcadores no espaço – evidências da existência da vida. Esses marcadores biológicos são oxigênio, ozônio, metano, mas sua presença no exoplaneta não garante a existência de vida, indicou.

“É importante notar que muitos biomarcadores aparecem na região ultravioleta do espectro, os quais serão estudados pelo observatório espacial Spektr-UF, que será lançado em órbita em 2024. Provavelmente, com sua ajuda veremos algo realmente interessante”, concluiu Bisikalo.

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Cientistas explicam ausência ‘sinistra’ de civilizações extraterrestres

ubiie Redação

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Os astrônomos da universidade do estado norte-americano de Pensilvânia criticaram os argumentos em defesa do paradoxo de Fermi, segundo o qual a humanidade não observa vestígios da atividade das civilizações extraterrestes na Via Láctea, embora os devessem ter detectado se os alienígenas existissem.

De acordo com os cientistas, a parte do espaço estudado no âmbito do projeto SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre) é pequena demais para tirar quaisquer conclusões. A pré-publicação do artigo foi divulgada no portal cientifico Arxiv.org.

O paradoxo de Fermi é usado para descrever as discrepâncias entre as estimativas otimistas da probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência de tais civilizações. Os cientistas norte-americanos sugeriram várias explicações para o fenômeno. Por exemplo, extraterrestres podem morrer antes de serem detectados, ou podem não conseguir entrar em contato com a humanidade devido à gravidade forte demais ou a paragem no desenvolvimento tecnológico.

Uma das formulações do paradoxo de Fermi é o Fato A, que aponta que as naves extraterrestres devem frequentar o Sistema Solar e a Terra com grande frequência. Entretanto, os cientistas vieram criticar a formulação, já que até mesmo na Terra existem locais em que as tecnologias de ponta modernas não penetraram.

Além disso, os pesquisadores norte-americanos se mostraram céticos em relação à concepção do “silêncio sinistro” de Paul Davis, que aponta a ausência na Galáxia de “radiofaróis” de origem artificial. De acordo com as conclusões dos astrônomos, ainda pouco foi estudado para se afirmar sobre a ausência de radiofaróis. Os cientistas comparam isso com a afirmação sobre a ausência de animais marinhos com base em um copo d’água tirada do oceano.

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Cientistas acabam de descobrir novo perigo que ameaça vida de potenciais viajantes a Marte

Simulações em animais destinadas a entender os efeitos da radiação cósmica para a saúde dos astronautas provocaram alerta entre os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Georgetown, EUA.

ubiie Redação

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Segundo o estudo, publicado no portal Phys.org, “os íons pesados, como o ferro e o silício, são prejudiciais devido à sua maior massa em comparação com os fótons sem massa, como os raios X e raios gama que prevalecem na Terra, bem como os prótons de baixa massa no espaço exterior”.

“Com a tecnologia atual de blindagem, é difícil proteger os astronautas dos efeitos nocivos da radiação de íons pesados. Embora possa haver uma maneira de usar medicamentos para neutralizar esses efeitos, nenhum agente desse tipo foi desenvolvido até agora”, explicou Kamal Datta, que lidera o estudo.

“Enquanto viagens curtas, como quando astronautas viajaram a Lua, podem não expô-los a esse nível de dano, a preocupação real é a lesão duradoura em uma longa viagem, como a Marte ou outras missões ao espaço profundo, que seriam muito mais prolongadas”, revelou.
Para realizar o estudo, cientistas usaram o intestino delgado de ratos, que foram expostos a baixas doses de radiação geradas pela decomposição de isótopos de ferro-56. Outro grupo de ratos foi irradiado com gama quanta e o terceiro permaneceu intacto.

Como resultado, entre os ratos do primeiro grupo as chances de desenvolver câncer aumentaram, enquanto diminuiu a capacidade de seu trato gastrointestinal para absorver nutrientes. Além disso, a radiação durante a decomposição de isótopos causou o aparecimento de células com fenótipo senil.

Segundo cientistas, a quantidade de radiação usada no experimento era equivalente a um mês de permanência no espaço profundo.

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