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Se querem isolar Ciro é porque ele tem algo a dizer, diz Kátia Abreu

A senadora, que avaliava disputar o governo do Tocantins, conta que recebeu a proposta de seu partido na quinta-feira (2)

ubiie Redação

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“O jogo foi muito bruto em cima do Ciro”, diz a senadora Kátia Abreu (PDT), anunciada neste domingo (5) como vice na chapa do presidenciável Ciro Gomes (PDT). No entanto, para ela, a ação dos adversários para isolar o pedetista na eleição “não deixa de ser um bom sinal”.

“Se eles estão preocupados em esvaziar o tempo de TV, é porque ele tem algo a dizer”, afirmou Abreu à reportagem neste domingo, por telefone.

A senadora, que avaliava disputar o governo do Tocantins, conta que recebeu a proposta de seu partido na quinta-feira (2), um dia depois de o PSB, cortejado pelo PDT, anunciar a neutralidade na disputa presidencial, em um acordo com o PT.

Ela conta que torcia, junto com a legenda, para ter mais alianças que fossem “boas para todo mundo”. Não foi desta vez, e Abreu teve de abrir mão de se sua candidatura a governadora. “Se não tiver jeito de salvar o Brasil, não tem como salvar o Tocantins”, argumentou.

“É público e notório que Michel Temer está apoiando o Alckmin e lutou para que o centrão permanecesse no mesmo grupo. Não deixa de ser uma continuidade coordenada”, ela afirma. “E o próprio PT não quer dividir o topo.”

Abreu foi expulsa do MDB de Temer em 2017, devido aos ataques que fez à sigla e ao governo do emedebista. Ela se recusou a deixar o Ministério da Agricultura, que ocupava no governo de Dilma Rousseff (PT). Amiga de Dilma, a senadora tornou-se uma de suas defensoras mais aguerridas. Ela votou contra o afastamento da petista no Senado e a consequente ascensão de Temer ao Planalto.

O apoio à ex-presidente não passou em branco para Ciro Gomes. “Ela é uma mulher de honra e que foi firme contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff”, disse o presidenciável.

Ex-presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), a tocantinense se filiou ao PDT em abril, para disputar o governo nas eleições suplementares de junho. Chegou a liderar as pesquisas, mas acabou ficando de fora do segundo turno.

Parte de uma chapa de centro-esquerda, a pecuarista -que, além do MDB, já foi filiada ao PFL, DEM e PSD- diz que continua com a mesma posição política de sempre: o centro.”Mesmo na CNA, que é uma casa muito radical e de direita, eu tinha um trabalho duro lá dentro para mudar essa imagem. A produção não tem que ter lado, radicalismo. A gente precisa buscar o equilíbrio, sempre no centro”, afirma a congressista.

Pesou na escolha de Kátia Abreu para acompanhar Ciro Gomes nas urnas a interlocução da senadora com o agronegócio. “Se me escolheram, é por conta dos meus atributos. E não é de beleza, que não tenho nenhuma, mas de conhecimento”, ela diz.

Em discursos e entrevistas, Ciro Gomes defende uma agenda nacionalista, com presença do estado na economia e críticas a banqueiros. “Sou liberal, democrata e acredito na força da iniciativa privada. Mas acredito também que, nos piores momentos, o governo é uma força fundamental para agilizar processos, como a redução da pobreza”, comenta a candidata a vice.

A ex-ministra oferecerá ao presidenciável suas propostas para o agronegócio. Antes da proposta para integrar a chapa, ela conta que já tinha sido convidada para integrar a equipe que definirá o plano de governo pedetista para o setor.

“Não me dediquei a nada na minha vida mais do que à produção agropecuária, buscando exportações, eficiência e competitividade. Pode ter uns nervosos aí porque apoiei a Dilma no impeachment, mas ninguém pode dizer que eu atrapalhei o setor um dia na vida”, diz Abreu.

A senadora ainda discute suas “propostas ousadas” para o setor com Gomes e não quis detalhar o que irão propor. Serão “poucas atitudes, firmes” para tentar impulsionar a exportação.”A agricultura familiar está muito empobrecida e a comercial só veio até aqui muito pela sua própria eficiência em exportar. Nessa área, o governo não tem colaborado em abrir mercado. A agricultura tem feito isso sozinha”, afirma a ex-ministra.

Kátia Abreu é investigada em razão de uma acusação de delatores da Odebrecht, que disseram que ela recebeu R$ 500 mil da empresa em caixa dois na campanha de 2014.”Passou-se quase um ano, não conseguiram prova nenhuma”,ela diz. “Não tem denúncia, tem uma investigação em curso. Se todo mundo que a mídia denunciar e todo mundo que delatou já é culpado, fica difícil pensar pela democracia.”

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Política

Bolsonaro e filhos reagem às denúncias de fake news nas redes sociais

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários

ubiie Redação

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou nesta sexta(19) para os filhos Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, e Carlos, deputado federal eleito por São Paulo, as reações às denúncias de disseminação de fake news anti-PT nas redes sociais e aplicativo. Somente no começo da tarde o candidato respondeu às suspeitas com acusações.

“Apoio às ditaduras venezuelana e cubana; ex-presidente, tesoureiros, ministros, parlamentares, marqueteiros, presos e investigados por corrupção… quem precisa de fake news quando se tem esses fatos?.”‬

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários. A novidade é que o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, amanheceu hoje com grades cercando a portaria principal. Não houve explicações. Suspeita-se que a medida foi tomada em decorrência da presença constante de jornalistas e simpatizantes no local.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo nome aparece como futuro ministro da Casa Civil, visitou Bolsonaro. Ao chegar, ele não concedeu entrevistas. Apoiadores e cabos eleitorais do candidato ao governo do Rio Wilsoin Witzel (PSC) também estão em frente ao condomínio.

No final da manhã, Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais ao informar que sua conta no WhatsApp tinha sido bloqueada. Ele postou mensagens de alerta e queixas, afirmando que havia sido banido sem explicações, inclusive afetando sua participação em “milhares de grupos”.

No começo da tarde, o senador eleito informou que o seu aplicativo havia sido desbloqueado. Não detalhou o que ocorreu. “Agora já foi desbloqueado, mas ainda sem explicação clara sobre o por quê da censura.”

Ontem (18) durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que ele e seus correlegionários não precisavam “fazer fake news para combater o Haddad” e desafiou para que apresentassem provas.

Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira (18) com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a candidatura de Jair Bolsonaro seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

No dia em que ativistas fizeram um protesto em Brasília com críticas às suas propostas sobre meio ambiente, o candidato optou por destacar que as nações “subdesenvolvidas crescem sua economia com a exploração turística”.

“A falta de infraestrutura, a visão geral que o Brasil tem devido à violência e o desinteresse pela especialização da língua inglesa são outros problemas”, lamentou Bolsonaro nas redes sociais.

O candidato criticou ainda os valores cobrados para o turismo no Brasil. “Você sabia que atracar um navio, como os de cruzeiro, num porto brasileiro custa cerca de 20 vezes mais que em qualquer lugar do mundo, fora o problema da violência que desencadeia todo um processo de desconfiança e esvaziamento turístico?”

Para Bolsonaro, as soluções estão ligadas à desburocratização, ao combate ao crime e às indicações técnicas sem o viés meramente político. “Não há mágicas. Precisamos principalmente de um governo sério e comprometido com quem realmente interessa.”

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Política

Haddad acusa Bolsonaro de organização criminosa e vai à Polícia Federal

Declaração se refere à suposta campanha contratada por apoiadores do candidato do PSL, no WhatsApp, contra o PT

ubiie Redação

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O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, publicou uma sequência de tuítes repercutindo a manchete da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18), que informa que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno.

A Folha de S.Paulo apurou que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan, cujo o dono, Luciano Hang, é amigo e apoiador de Jair Bolsonaro (PSL). Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens. Questionado, Hang disse que não sabe “o que é isso”.

As empresas apoiando Bolsonaro compram um serviço chamado “disparo em massa”, usando a base de usuários do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Isso também é ilegal, pois a legislação eleitoral proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato (números cedidos de forma voluntária).

“A Folha hoje comprova que o deputado Bolsonaro criou uma verdadeira organização criminosa com empresários que, mediante caixa 2, dinheiro sujo, estão patrocinando disparos de mensagens mentirosas no WhatsApp. Meu adversário está usando crime eleitoral para obter vantagem. Ele, que dizia que faz a campanha mais pobre, foi desmentido hoje. Ele faz a campanha mais rica do país com dinheiro sujo”, afirma Haddad.

O candidato diz ainda que a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral serão acionadas para “impedir o deputado Bolsonaro de agredir violentamente a democracia como ele tem feito. Fazer conluio com dinheiro de caixa 2 pra violar a vontade popular é crime. Ele que foge dos debates, não vai poder fugir da Justiça.”

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Política

Maioria defende participação de Bolsonaro em debates no segundo turno

Apenas 23% dos entrevistados defendem que o candidato não se submeta a esse tipo de confronto com Fernando Haddad (PT)

ubiie Redação

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A participação do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em debates na TV ou outras mídias é defendida por 73% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha publicada nesta quinta (18).

Em contraposição, 23% dos entrevistados defendem que o candidato não se submeta a esse tipo de confronto com Fernando Haddad (PT), seu adversário na corrida presidencial. Quatro por cento não souberam responder.

A questão foi levantada pela pesquisa após as ausências de Bolsonaro em cinco dos sete debates realizados no primeiro turno, justificadas pela condição médica do candidato, que fora esfaqueado durante ato público no início de setembro.

Mesmo liberado por seus médicos, Bolsonaro diz que não irá a nenhum programa ao lado de Haddad também agora no segundo turno.

Entre os entrevistados pela pesquisa, 67% acham que é muito importante que sejam realizados debates, 13% dizem que é um pouco importante, 19% não veem importância na realização dos programas, e 2% não souberam responder a questão.

O número dos que acham muito importantes os debates entre os candidatos no segundo turno cai entre aqueles que pretendem votar em Bolsonaro -para 53%. Já entre os eleitores de Haddad, 86% avaliam que o confronto público entre eles, bem como a apresentação de seus programas é muito importante.

Quando questionados se há chance de mudança de voto por causa de debates, 76% dos eleitores dizem que não, 8%, que essa chance é pequena, 8%, que é média, e 6%, que é grande.

Para os que declaram voto em Bolsonaro, 84% não veem chance de mudar o voto após um confronto público de ideias. Diante da mesma questão, 76% dos que declaram voto em Haddad dizem que não considerariam o conteúdo do debate para mudar o voto.

Para 35% dos entrevistados que declaram voto no candidato do PSL, ele não deveria ir a debates, mas 62% que acham que sim -e 4% não sabem. Para 86% dos que votam em Haddad, Bolsonaro deveria ir a debates; 11% acham que ele não deveria ir, e 3% responderam que não sabem.

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