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São reveladas as armas mais ‘humanas’ do mundo

Hoje em dia as armas acústicas, de micro-ondas e de lazer são consideradas as mais promissoras entre os armamentos não letais, escreve o colunista da Sputnik Andrei Kots.

ubiie Redação

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O autor sublinha que, no início deste século, os EUA criaram um canhão acústico LRAD (Long Range Acoustic Device, ou seja, Aparelho Acústico de Longo Alcance) que atinge uma pessoa com uma onde de som de 150 decibéis, sendo que o barulho de um caça reativo é de 120 decibéis, o que ensurdece a pessoa e provoca um choque de dor.

O sistema LRAD é usado para dispersar manifestantes e proteger os navios de piratas.

Outro exemplo de armas não letais é o projeto norte-americano de canhão de micro-ondas ADS (Active Denial System, ou Sistema de Recusa Ativa), lançado nos fins da década de 90.
O aparelho, que emite ondas eletromagnéticas com frequência de cerca de 94 gigahertz, provoca um choque de curto prazo nas pessoas. Os indivíduos atingidos sentem forte comichão e sensação de queimadura por todo o corpo. Após cinco segundos, a dor se torna insuportável e, se for um soldado, este fica incapaz de combater.

Na Rússia hoje em dia também estão sendo elaboradas armas radioeletrônicas similares. Particularmente, a bomba eletrônica criada no âmbito do projeto Alabuga, que explode em uma altitude de 200-300 metros e não só desliga todos os equipamentos em um raio de três quilômetros e meio, mas também cega e ensurdece o inimigo, que acaba perdendo a comunicação, bem como os meios de controle e pontaria.

Entre as armas não letais estão também os lazeres de baixa potência. Por exemplo, nos EUA foi criado um protótipo de rifle de lazer PHASR (Personnel halting and stimulation response rifle, ou Rifle de Detenção de Pessoal e Estimulação de Resposta), capaz de cegar o inimigo por algum tempo. Um dos análogos desta arma é a pistola espacial de lazer criada ainda na época da URSS.

O colunista também mencionou as armas de eletrochoque entre as armas “humanas”. Em particular, a arma norte-americana Taser é de fato uma pistola que dispara dois pequenos elétrodos em cabos de cobre, cuja forte descarga neutraliza temporariamente uma pessoa.

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Espaço

Nasa detecta explosão de meteoro na atmosfera da Terra

É a segunda maior explosão deste tipo dos últimos 30 anos

ubiie Redação

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A Nasa detectou uma explosão de meteoro na atmosfera da Terra. Segundo a agência espacial norte-americana, a explosão aconteceu em uma área do mar de Bering, ao largo da península de Kamchatka, na Rússia. A potência, ainda de acordo com a Nasa, foi dez vezes superior ao da bomba atômica de Hiroshima, a ‘Little Boy’.

De acordo com a BBC, esta é a segunda maior explosão deste tipo dos últimos 30 anos. Lindsey Johnson, responsável de defesa planetária da agência espacial, afirmou que uma explosão com esta dimensão só acontece de duas a três vezes a cada cem anos.

A explosão teria acontecido no dia 18 de dezembro.

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Tecnologia

Sistemas de GPS podem parar de funcionar no dia 6 de abril

Erro na contagem do tempo está sendo comparado ao ‘bug do milênio’

ubiie Redação

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Um erro na forma como satélites e sensores GPS calculam o tempo poderá causar falhas em sistemas de localização no dia 6 de abril. O problema, que está sendo comparado ao “bug do milênio”, que assustou a indústria da tecnologia na virada para o ano 2000, não afetará os smartphones, pois esses equipamentos são recentes. Sistemas mais antigos de navegação de navios, carros e aviões podem estar suscetíveis a erros, além de redes de computadores, servidores, instalações elétricas, sites e outros equipamentos que dependam de satélites GPS para ajustarem seus relógios.

Como explica “O Globo”, o erro ocorre porque os dispositivos mais antigos começaram a contar o tempo em 6 de janeiro de 1980 e realizam esta tarefa verificando as semanas. Nos equipamentos mais antigos, o software destinava 10 bits para essa função. Dois elevado à décima potência é 1024, ou seja, esses equipamentos eram capazes de contar 1024 semanas, ou 19,7 anos.

Isso que dizer que o mesmo problema já aconteceu no dia 21 de agosto de 1999. Contudo, naquela época, dependíamos menos do GPS. Agora, 1024 dias depois, o bug volta a ocorrer.

A FalTech GPS, fabricante britânica de repetidores GPS, alertou em um blog que “mercados financeiros, companhias geradoras de energia, serviços de emergência e sistemas de controle industrial podem ser afetados”. No entanto, como trata-se da segunda ocorrência do erro, muitos fornecedores já devem ter resolvido esse problema.

Segundo o vice-presidente da Trend, Bill Malik, em entrevista ao site Tom’s Guide, “os efeitos devem ser mais difundidos hoje, porque muito mais sistemas integraram o GPS em suas operações”. “Portos carregam e descarregam contêineres automaticamente, usando GPS para guiar as gruas. Sistemas de segurança pública incorporaram o GPS, assim como sistemas de monitoramento do tráfego. Há 20 anos essas conexões eram primitivas, agora elas estão incorporadas. Então, qualquer impacto agora será substancialmente maior”, explicou.

Em abril do ano passado, o Departamento de Segurança Nacional dos EUA orientou “organizações federais, estaduais, locais e do setor privado” a verificarem a necessidade de atualização do firmware com fabricantes dos seus equipamentos GPS. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação emitiu um alerta semelhante.

O erro pode indicar que os aviões estão a quilômetros de distância da posição verdadeira, alguns equipamentos também podem ter ausência do horário, perda frequente do sinal de GPS ou impossibilidade da navegação.

“Eu não vou voar no dia 6 de abril”, afirmou Malik.

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Espaço

NASA observa moléculas de água em movimento na Lua

Os cientistas conseguiram observar moléculas de água em movimento no lado visível da Lua, utilizando um instrumento a bordo do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), uma sonda espacial de observação lunar.

ubiie Redação

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Um estudo publicado na Geophysical Research Letters descreve como as medidas feitas pelo o instrumento que permitiu a descoberta, o Lyman Alpha Mapping Project (LAMP), da camada de moléculas coladas à superfície ajudaram a caracterizar as mudanças de hidratação lunar ao longo de um dia.

“Este estudo é um passo importante para avançar no estudo sobre a história da água na Lua e o resultado de anos de dados acumulados da missão do LRO”, disse John Keller, cientista da NASA e responsável pelo projeto.

Até à última década, os cientistas pensavam que a lua era árida e que a água que poderia existir se encontraria em bolsas de gelo localizadas em crateras na proximidade dos pólos.

Recentemente, os cientistas identificaram águas superficiais em aglomerados esparsos de moléculas no solo lunar. Contudo, a quantidade e locais variam consoante a hora do dia. A água lunar é mais comum em latitudes mais elevadas e tende a mover-se à medida que a superfície aquece.

Sobre a possível origem da água lunar, os cientistas põem a hipótese de que o íons de hidrogênio no vento solar podem ser a origem da maior parte. Como resultado, quando a lua rotaciona atrás da Terra é protegida do vento solar e a “torneira da água” se fecha.

Esta água lunar pode ser potencialmente usada por humanos para criar combustível, como escudo contra a radiação ou para gestão térmica. Se estes materiais não precisarem ser transportados da Terra, as futuras missões ficam mais acessíveis”, constatou Amanda Hendrix, investigadora do Instituto de Ciência Planetária, e principal autora do artigo.

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