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Coreia do Norte acusa Japão de ter ‘ambições nucleares’

Apesar de ter sido vítima de bombardeamentos nucleares na Segunda Guerra Mundial, o Japão continua desenvolvendo suas ambições atômicas, afirmou o Comitê Norte-Coreano para a Paz na Ásia-Pacífico neste domingo (5).

ubiie Redação

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“O Japão se apresenta como única vítima de bombardeamentos nucleares no mundo, se manifestando contra a posse e o uso de armas nucleares. Entretanto, ao longo dos anos, o Japão tem tentado realizar suas ambições de [possuir] armamento nuclear, tendo começado as pesquisas neste campo ainda na década de 30”, diz-se no documento divulgado pela Agência Central de Notícias da Coreia, KCNA, nas vésperas do aniversário de bombardeamento norte-americano de Hiroshima, ocorrido em 6 de agosto.

O comitê também sublinha que o Japão é único país no mundo, além dos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, que produz plutônio através da reciclagem de combustível nuclear.
“Hoje em dia, no mundo há 518 toneladas de plutônio, 47 das quais cabem ao Japão. O arsenal nuclear japonês e uma catástrofe nuclear global são apenas uma questão de tempo”, adianta-se no comunicado norte-coreano.

Além disso, as autoridades norte-coreanas criticaram o acordo assinado entre o Japão e os EUA sobre o uso de energia atômica com fins pacíficos que foi automaticamente prorrogado em julho deste ano.

“Ao prolongar o acordo nuclear, o Japão e os EUA prorrogaram deste modo seus crimes contra a humanidade”, conclui-se no documento.

A parte norte-coreana sublinha que, se os EUA realmente querem realizar a desnuclearização da península coreana, têm que resolver o problema do plutônio acumulado por Tóquio.

“A Coreia do Norte se mantém em uma posição firme de defender de boa fé a paz e a segurança na península coreana, estando igualmente disposta a conseguir o uso pacífico da energia atômica”, lê-se no comunicado divulgado pela agência.
Vale ressaltar que o respectivo tratado nipo-americano, assinado em 1956 e prolongado várias vezes, constitui uma das pedras angulares no relacionamento entre Tóquio e Washington.

Em 12 de junho, Singapura acolheu a cúpula histórica entre Kim Jong-un e Donald Trump, que culminou com a celebração da declaração conjunta sobre a desnuclearização completa da península da Coreia em troca de garantias de segurança pelo lado norte-americano. Porém, as cláusulas do acordo não estão sendo realizadas.

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Cuidador morre após ser atacado por urso doméstico no Japão

No Japão, um urso-negro-asiático doméstico matou um cuidador, relata o jornal Bangkok Post.

ubiie Redação

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O incidente aconteceu em Tóquio no domingo (2). Vizinhos ouviram Soichiro Mori gritar e pedir ajuda. Ao entrarem na residência, eles viram um homem ferido na gaiola do urso e, em seguida, acionaram médicos e policiais.

O cuidador, de 56 anos, foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Posteriormente foi relatado que o urso, de 15 anos, que mede 1,3 metro e pesa 50 quilos, pertencia ao dono da casa que contratou Mori para cuidar do animal. Segundo a polícia, o homem tinha permissão para manter o urso em sua residência.

Os ursos-negros-asiáticos, que habitam por toda a Ásia, pesam de 40 a 200 quilos e crescem de 120 a 190 centímetros de comprimento. Na China, Vietnã e Mianmar os animais são criados em fazendas para a extração da bile para fins farmacêuticos.

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Japão construirá 1º porta-aviões desde Pearl Harbour: contra quem é dirigida a medida?

O Japão planeja construir o primeiro porta-aviões do país na história do pós-guerra. O navio será uma ampliação do maior porta-helicópteros da Marinha japonesa da classe Izumo. Será que estes planos correspondem à Constituição pacifista do país e contra quem poderão ser dirigidos? Analistas explicam.

ubiie Redação

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Segundo informou o canal japonês NHK, a construção do porta-aviões faz parte do programa de defesa do Japão de médio prazo, que deverá ser aprovado em dezembro.

O programa abrange o período até 2024 e se tornará o primeiro passo no afastamento da atual Constituição, que proíbe o país de ter um exército pleno, indica o especialista em assuntos japoneses do Instituto do Extremo Oriente da Academia de Ciência da Rússia, Valery Kistanov.

No âmbito do mesmo programa, o governo japonês decidiu comprar aos EUA 42 caças F-35B e está planejando adquirir mais 100 destes aviões por um valor de quase US$ 9 bilhões, segundo relatos da edição Nikkei Asian Review.

Neste contexto, já ficam mais compreensíveis os planos de Tóquio de construir um porta-aviões: ele deverá abrigar os caças furtivos americanos, sublinhou o analista no jornal russo Vzglyad. A construção do navio deverá se iniciar em 2020.

O porta-helicópteros que será transformado em porta-aviões é um navio bastante novo, tendo sido incorporado na Marinha em 2015. No momento, as forças japonesas têm dois navios da classe Izumo, os maiores da moderna frota do país. Porém, o porta-aviões a construir a partir do Izumo não será muito grande.

Apesar de, na mídia, o futuro porta-aviões ser chamado de primeiro navio deste tipo, o jornal russo lembra que, no início da Segunda Guerra Mundial, a frota japonesa contava com 10 porta-aviões, comparados com 7 dos EUA. Seis destes navios participaram do ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor.
Um ano depois de Pearl Harbor, os Estados Unidos afundaram a maioria dos porta-aviões japoneses na batalha naval de Midway, recordou o ex-embaixador da Rússia no Japão, Aleksandr Panov, e desde então o país asiático não voltou a construí-los.

O artigo do Vzglyad frisa que a remilitarização do Japão não é dirigida contra os EUA nem a Rússia, mas se deve às crescentes atividades da Marinha chinesa na região, incluindo o programa de porta-aviões do país.

Para Kistanov, os japoneses previram a expansão militar chinesa e construíram seus porta-helicópteros, pensando na sua futura evolução.

“Pelas dimensões, estes navios eram comparáveis com os porta-aviões ligeiros dos países europeus, como Itália e Espanha […] Desde logo estava claro que a estrutura dos porta-helicópteros permitiria instalar no futuro aviões de decolagem e aterrissagem vertical e curta. […] Chegou a hora de transformá-los em porta-aviões porque acabou de aparecer um avião adequado, ou seja, o caça F-35 para o Corpo de Fuzileiros Navais”, explicou o analista russo Vasily Kashin.

Os planos de construir porta-aviões contradizem a Constituição japonesa, que proíbe o país de ter um exército pleno, incluindo armas ofensivas.

Porém, assinala Kashin, “as alterações na legislação introduzidas pelo governo de [Shinzo] Abe dão ao Japão o direito de autodefesa coletiva”.

Trata-se de ações militares de defesa e apoio aos aliados, isto é, aos EUA. Assim, se se desencadear um conflito em torno de Taiwan ou no mar do Sul da China, o Japão poderia tomar parte como aliado de Washington, acrescenta Kashin.

O analista acredita que Pequim não deixará sem atenção o aumento das capacidades militares pelo país vizinho: “Veremos uma reação negativa da China e o aumento de investimentos nas suas forças navais”, concluiu.

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Japão e EUA se preparam para proteger ilhas disputadas em caso de invasão chinesa

Em janeiro do ano corrente, o Japão e os EUA realizaram pela primeira vez na história exercícios teóricos “à mesa” sediados no Ministério da Defesa do Japão, em Tóquio, com a participação de três tipos de tropas, comunica a mídia japonesa.

ubiie Redação

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De acordo com a agência Kyodo, o tema do encontro foi “Defesa das Ilhas Senkaku”, o que significa que os dois países estão desenvolvendo um plano para proteger o respectivo território de uma possível invasão chinesa. Adianta-se que os exercícios contaram com a participação de funcionários da Marinha dos EUA nos oceanos Índico e Pacífico. Esta foi a primeira vez que o respectivo tema é discutido.

Segundo o cenário elaborado para os exercícios, os territórios disputados com a China são invadidos por barcos “de pesca” armados chineses. As forças policiais japonesas são insuficientes para expulsá-los e as Forças de Autodefesa do Japão entram em ação. A China reage imediatamente enviando suas tropas, isso provoca um confronto militar.

Este não é o primeiro evento visando o estreitamento dos laços militares entre os dois países — em 27 de setembro, o Japão e os EUA realizaram pela primeira vez exercícios conjuntos envolvendo um bombardeiro estratégico B-52 sobre o mar da China Oriental.

As Ilhas Senkaku são objeto de disputa entre a China e o Japão. Enquanto Tóquio afirma que tem ocupado o território desde 1895, Pequim faz lembrar que nos mapas japoneses datados de 1783 e 1785 as ilhas são marcadas como território chinês. Após a Segunda Guerra Mundial, as ilhas eram controladas por Washington e depois foram entregues ao Japão, em 1972.

Entretanto, Taiwan e a China continental consideram que ocupação japonesa das ilhas é ilegal, enquanto Tóquio considera que o governo chinês passou a se interessar por esses territórios apenas a partir da década de 70, quando se revelou que eles eram ricos em recursos minerais.

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