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Vice de Alckmin acumula críticas ao PT e votou para afastar Aécio

Em abril deste ano, Ana Amélia disse que a emissora de TV do Catar Al-Jazeera era o ‘Exército islâmico’

ubiie Redação

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Gaúcha de Lagoa Vermelha, Ana Amélia Lemos, de 73 anos, deixou em 2010 o jornalismo para disputar uma vaga no Senado pelo PP. Foi eleita com 29,54% dos votos, ficando com a segunda vaga.

No Senado, votou a favor da PEC do Teto de Gastos e da reforma trabalhista. A parlamentar aceitou nesta quinta-feira, 2, o convite para ser a vice na chapa do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB).

Em 2014, apoiou o nome de Aécio Neves à Presidência, mas votou agora pelo afastamento do senador. Em abril deste ano, trocou acusações com a senadora Gleisi Hoffmann, após a petista gravar um vídeo para a emissora de TV do Catar Al-Jazeera pedindo campanha pela liberdade do ex-presidente Lula.

Disse que “esperava que a convocação não fosse pedido para o Exército islâmico atuar no Brasil”, o que gerou críticas de organizações de cultura árabe. Ainda este ano, ela elogiou cidades gaúchas “que botaram para correr” a caravana promovida por Lula a cidades do Estado.

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Política

Bolsonaro: ‘Daqueles governadores de ‘Paraíba’, o pior é do Maranhão’

O presidente criticou Flávio Dino (PCdoB) e orientou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni a “não dar nada” a ele

ubiie Redação

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O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira, 19, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e orientou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a “não dar nada” a ele. A conversa foi captada por microfones segundos antes de Bolsonaro sentar à mesa com jornalistas de veículos estrangeiros, recebidos em café da manhã no Palácio do Planalto.

“Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada para esse cara”, afirmou o presidente, sem saber que estava sendo gravado. Procurados, o Palácio do Planalto e a Casa Civil não quiseram comentar o episódio.

O áudio foi captado pela TV Brasil, emissora pública ligada ao governo, que transmitiu o café da manhã na íntegra. Há trechos inaudíveis da conversa e não é possível entender o contexto.

Em carta divulgada na noite desta sexta, governadores do Nordeste consideram a fala uma forma de retaliação. Em nota distribuída pela assessoria de Dino, eles afirmam que receberam “com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional”.

“Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população”, diz a nota.

Em sua rede social, Dino sugere que Bolsonaro cita Paraíba para se referir a todos os nordestinos, o que não fica claro no trecho em que é possível ouvir a conversa. O termo “paraíba” é uma forma pejorativa usado principalmente no Rio para se referir a migrantes nordestinos.

“Parece chamar todos os nordestinos de “paraíba” e me ameaça, com estranha raiva. Lamento e espero explicações, pois isso é algo realmente inédito e incompatível com a Constituição”, diz o governador do Maranhão.

Bolsonaro tem viagem prevista para o Nordeste na próxima semana. Ele participará da inauguração de um aeroporto em Vitória da Conquista, na Bahia.

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Política

Carlos Bolsonaro critica evento feito por porta-voz

O filho do presidente voltou a criticar integrantes do governo

ubiie Redação

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O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, voltou ontem ao Twitter para criticar integrantes do governo. Na rede social, Carlos disse que os eventos que têm reunido o presidente e jornalistas durante café da manhã são usados pela imprensa para “prejudicá-lo”. A agenda é organizada pela equipe do porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, e já foi alvo de críticas públicas do secretário especial de Comunicação Social, Fabio Wajngarten.

“Por que o presidente insiste no tal café da manhã semanal com ‘jornalistas’? Absolutamente tudo que diz é tirado do contexto para prejudicá-lo. Sei exatamente o que acontece e por quem, mas não posso falar nada porque senão é ‘fogo amigo’. Então, tá, né?! O sistema não parará!”, publicou o vereador, depois do primeiro encontro do presidente com correspondentes estrangeiros.

O café da manhã tem sido realizado desde fevereiro, em geral às sextas-feiras. Wajngarten não participa. O porta-voz, sim, inclusive dividindo a mesa com o presidente, ministros palacianos e os jornalistas. Ontem, correspondentes de veículos de imprensa estrangeiros participaram do encontro.

No fim de maio, o chefe da Secom fez críticas públicas ao encontro e disse que ainda pretendia corrigir equívocos na comunicação. “Esses cafés da manhã, que eu herdei, não participei de nenhum ainda, a gente poderia otimizar e diminuir o quórum para o presidente ter contato mais próximo com todos os jornalistas. Entendo que fazer um café da manhã com 12, 14 jornalistas fica muito vazio, não dá para ele interagir e as pautas não têm objetivo”, afirmou Wajngarten durante audiência no Senado.

O gabinete do porta-voz assumiu a liderança dos encontros por um vácuo na Secretaria de Imprensa do Planalto. Procurado, Rêgo Barros não quis se manifestar sobre a postagem de Carlos.

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Bolsonaro diz que governo bloqueará “merreca” de R$ 2,5 bi no Orçamento

O governo ainda está decidindo qual ministério terá suas despesas bloqueadas

ubiie Redação

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (20) que haverá um “novo corte” no Orçamento de R$ 2,5 bilhões. Segundo o presidente, o governo ainda está decidindo qual ministério terá suas despesas bloqueadas.

“Estamos no sufoco queremos evitar que o governo pare dado ao Orçamento nosso completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora. O que deve acontecer, não quer dizer que vai acontecer. O novo corte agora é R$ 2,5 bilhões”, disse o presidente na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

O Orçamento já está sob forte contingenciamento de R$ 30 bilhões. Esse bloqueio é feito como medida para que o governo cumpra a meta fiscal ao fim do ano. Este ano, a meta permite rombo de até R$ 139 bilhões.

“Uma merreca. Concorda que é uma merreca perto do orçamento trilionário nosso. É pouca coisa num Orçamento de trilhão. Dois bilhões e meio é pouco, o que estamos decidindo com a equipe econômica. Em vez de cortar de seis ou sete ministérios, todo mundo morrer, mata um ministério só. Estou sendo obrigado a decidir”, afirmou.

Em maio, o governo anunciou um bloqueio de 30% no orçamento de todas as universidades e institutos federais. O bloqueio atingiu 3,4% do orçamento total das universidades, segundo o Ministério da Educação.

O Broadcast informou nesta semana que números preliminares analisados na reunião de quinta-feira, 18, da Junta de Execução Orçamentária (JEO), órgão que reúne Casa Civil e Ministério da Economia, apontam para a necessidade de corte entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,5 bilhões.

No entanto, havia intenção de não fazer o novo bloqueio e usar a reserva de contingência de R$ 1 bilhão, além do cancelamento de cerca de R$ 2 bilhões de despesas previstas no Orçamento para o pagamento do subsídio do diesel concedido pelo governo Michel Temer.

“O que está sendo estudado, que deve ser anunciado, é infelizmente daqui uns dias mais um corte. Caso contrário eu pedalo, entro na Lei de Responsabilidade Fiscal. É o impeachment contra mim”, justificou o presidente.

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