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Por que Portugal exigiu ajuda financeira antecipada da UE para seus agricultores?

A Comissão Europeia anunciou, nesta quinta-feira (2), que vai antecipar pagamentos de subsídios para agricultores em países que enfrentam a seca.

ubiie Redação

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A medida corrobora o pedido feito pelo governo de Portugal, no mês de junho, diante da situação no arquipélago dos Açores, onde a perda das plantações tem feito até o gado ser abatido mais cedo.

“Está-se a tirar os animais mais novos, está-se a abater muito mais animais porque não há como salvaguardar a alimentação deles”, afirma à Sputnik Brasil o vice-presidente da Federação Agrícola dos Açores, José Azevedo.

As ajudas para os agricultores vão ser antecipadas de dezembro para o mês de outubro. “Serão adiantadas 70% das verbas relativas aos pagamentos diretos e até 85% dos pagamentos relativos ao desenvolvimento rural. Os pagamentos diretos são financiados através do Fundo Europeu de Garantia Agrícola (FEAGA) e os pagamentos relativos ao desenvolvimento rural são financiados através do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER)”, explica o Ministério da Agricultura português em resposta à Sputnik Brasil.

Prejuízos

De acordo com a Federação Agrícola dos Açores, já houve, neste ano, perdas de 50% na produção de culturas para a alimentação animal, como o milho, nas ilhas mais afetadas pela estiagem. “Este ano, a seca, principalmente nas ilhas Terceira, São Miguel, Graciosa e Santa Maria, chegou com dois meses de antecipação. Foi logo na fase em que se semeava. As plantações de milho não germinaram e as que germinaram não cresceram, algumas até morreram. Vai haver também queda na produção de leite”, diz o vice-presidente da entidade.

A medida da Comissão Europeia prevê, ainda, maior flexibilidade em algumas regras para que os agricultores utilizem terras que não seriam destinadas à produção para garantir a alimentação dos animais.

“A redução no nível de ração animal está afetando particularmente a renda dos criadores, uma vez que aumentará os custos de produção se houver escassez de ração no final do ano”, diz a nota oficial divulgada por Bruxelas com a decisão.

Diversificar a terra pode não ser a única mudança necessária para garantir comida para os rebanhos açorianos caso as condições climáticas continuem adversas. “No futuro, e a manter-se uma situação semelhante, há que alterar práticas de manejo de uso do solo, especificamente ajustar as culturas à disponibilidade de água”, explica à Sputnik Brasil o professor Alfredo Borba, da Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente da Universidade dos Açores. Além disso, a faculdade tem em andamento trabalhos para valorização nutritiva de forragens não convencionais, que poderiam ser alternativas para a alimentação dos animais.

PAC

Em nota divulgada para a imprensa, a Comissão Europeia também destaca que a Política Agrícola Comum (PAC) já contempla mecanismos de apoio para os agricultores que enfrentam as dificuldades da estiagem, o que levanta questionamentos entre a categoria diante dos cortes de recursos propostos por Bruxelas.

Para o próximo quadro financeiro plurianual, que começa em 2021, depois da saída do Reino Unido do bloco, Bruxelas propõe uma redução de 5% no orçamento total da PAC. “O que eram as desculpas, por assim dizer, do propósito para o corte da Política Agrícola Comum é o Brexit, mas não é. São investimentos que a Europa quer fazer em outras áreas. Nós entendemos que não deve ser o setor agrícola o prejudicado pelo investimento em outros setores, para isso tem que haver maior coparticipação dos países”, declara o vice-presidente da Federação Agrícola dos Açores.
O governo português também critica a proposta da União Europeia. “Portugal considera o envelope financeiro global da PAC insuficiente face às ambições de uma política agrícola europeia capaz de responder aos novos desafios e às elevadas expectativas da sociedade, nomeadamente em matéria de sustentabilidade ambiental, de combate às alterações climáticas e de proteção da biodiversidade e da saúde”, afirma o Ministério da Agricultura.

Ainda há negociações em curso e Portugal, aliado a outros países, quer minimizar o corte, principalmente do recurso destinado ao segundo pilar da PAC, que financia o desenvolvimento rural. “O Governo português discorda frontalmente dos critérios homogéneos de redução das verbas da PAC no II Pilar, que se revelam altamente injustos e desproporcionais, tendo em conta o peso variável destas verbas nos programas nacionais. No caso de Portugal, quase 50% dos apoios aos agricultores estão no II Pilar da PAC, enquanto noutros Estados-Membros esse valor é substancialmente menor”, justifica o Ministério da Agricultura.

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Helicóptero da Marinha dos EUA cai e colide com porta-aviões

Houve marinheiros feridos, mas nenhum com gravidade

ubiie Redação

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Um helicóptero da Marinha dos Estados Unidos colidiu com o convés de aterrissagem do porta-aviões, também norte-americano, USS Ronald Reagan ao tentar pousar. O incidente provocou ferimentos em alguns marinheiros, mas sem gravidade.

Em comunicado, citado pela ‘Associated Press’, a Marinha explica de que o aparelho, o MH-60 Seahawk, colidiu pouco depois de ter levantado voo, nesta sexta-feira (19), enquanto o porta-aviões se deslocava ao longo da costa Filipina.

A Marinha acrescentou ainda que todos os feridos estão em condição estável e não correm risco de vida. Não precisando, no entanto, o número de feridos.

Não foram revelados detalhes sobre os danos feitos ao helicóptero e ao porta-aviões. Contudo, segundo a Marinha, o navio foi perfeitamente capaz de continuar a sua missão no Pacífico.

As causas do incidente estão sendo investigadas.

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Trump pede áudios que podem provar morte de jornalista

Presidente ainda negou que está protegendo os líderes do país

ubiie Redação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira (17) para as autoridades da Turquia enviarem as gravações que fornecem evidências de que o jornalista Jamal Khashoggi foi morto no consulado saudita em Istambul.

“Se existir, pedimos. Eu não tenho certeza ainda que existe, provavelmente sim, possivelmente sim”, disse o republicano a jornalistas na Casa Branca. A Arábia Saudita é um dos aliados mais próximos de Washington e o desaparecimento de Khashoggi está colocando a administração em uma posição desconfortável.

Durante coletiva, Trump ainda disse esperar um relatório completo sobre o caso a ser apresentado pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, que acaba de chegar da Arábia Saudita e Turquia, onde se reuniu com líderes para debater o ocorrido.

Além disso, o magnata rejeitou a possibilidade de que estaria tentando acobertar o governo saudita. “Não, de forma alguma. Eu só quero descobrir o que está acontecendo”, disse. Segundo relatos na imprensa turca, há registros em áudio que provam que o crítico ao reino e ao príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, foi torturado e sedado no consulado saudita em Istambul, antes de ser morto e esquartejado. (ANSA)

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França declara estado de desastre natural devido a inundações

Chuvas deixaram pelo menos 14 pessoas mortas e outras 75 feridas

ubiie Redação

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O Governo francês reconheceu o estado de desastre natural em mais de 120 municípios no departamento de Aude, no sul de França, afetado no início da semana por graves inundações, que provocaram a morte de pelo menos 14 pessoas; outras 75 ficaram feridas.

A medida, publicada nesta quinta-feira (18) no Jornal Oficial francês, permite aos afetados serem recompensados rapidamente pelas seguradoras, sob o regime de “desastres naturais”, prometido na segunda-feira pelo primeiro-ministro Edouard Philippe.

De acordo com o novo balanço das autoridades, seis pessoas morreram em Trèbes, três em Villegailhenc, duas em Villaliers, uma em Villardonnel, uma em Carcassonne e uma em Saint-Couat d’Aude.

As fortes chuvas que atingiram o sul da França, na noite de domingo último, causaram uma subida de sete metros no rio Aude, que dá nome à região, algo que não ocorria desde 1891.

As chuvas causaram também danos elevados em Villardonnel, onde uma mulher perdeu a vida depois de ser arrastada pelas águas, existindo ainda relatos de pelo menos oito feridos graves devido à intempérie.

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