Siga-nos

Espaço

124

Tempo estimado para a leitura: 2minuto(s) e 46segundo(s).

Se esta partícula existir mesmo, deveremos rever tudo o que sabemos sobre Universo

O Universo que nos rodeia é composto por 12 partículas elementares, além de quatro forças que mantêm a matéria unida: gravitacional, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca. Ao menos é isso que sugere o Modelo Padrão. No entanto, cientistas parecem ter encontrado uma peça que não se encaixa nessa teoria.

ubiie Redação

Publicado

em

Trata-se do neutrino inerte, uma partícula elementar cuja existência é assumida teoricamente, mas até agora não foi confirmada. No entanto, um projeto internacional, cujos resultados foram recentemente publicados na revista Physical Review Letters, parece ter encontrado um elemento escondido.

Pesquisadores da Universidade Nacional de Investigações Nucleares da Rússia (MePHi) e da Universidade do Havaí dos EUA, em colaboração com a NASA, levaram três anos trabalhando no projeto Antena Antártica de Impulso Transitivo (ANITA, na sigla em inglês). Anualmente, cientistas lançaram balões aerostáticos sobre o céu da Antártida para recolher dados sobre neutrino inerte de alta energia.
Esse tipo peculiar de neutrino faz com que não aconteçam as maiores explosões do Universo que ocorrem nos centros das galáxias. A baixa densidade dessas partículas literalmente levou os cientistas a transformar o continente congelado em um enorme detector de partículas.

De acordo com os dados analisados, em duas ocasiões, os detectores instalados nos balões conseguiram capturar um sinal estranho. Aparentemente, veio de neutrinos, mas com uma polarização incomum para esta partícula.

“Alguns especialistas sugerem que tais características de sinais incomuns possam ser explicadas pelo fato de serem geradas por neutrinos inertes, partículas absolutamente neutras que vão além do Modelo Padrão da física. Embora seja difícil conclui-lo ainda, já que apenas temos dois casos, vamos continuar tentando encontrar outros sinais”, explicou o astrofísico Peter Gorham, da Universidade do Havaí.
De acordo com o professor, caso a existência seja comprovada, os neutrinos inertes poderiam ser incluídos no Modelo Padrão com um mínimo de mudanças. Nas buscas entraram dezenas de detectores e grupos científicos por todo o mundo. No entanto, Gorham espera que seja o projeto ANITA que faça esta grande descoberta para mudança de todo o modelo do Universo moderno.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Espaço

Astrônomos se aproximam da descoberta histórica do ‘Planeta X’

Astrônomos receberam fotos detalhadas do céu onde pode estar o nono misterioso planeta gigantesco do Sistema Solar. Eles têm “80% de certeza” de que conseguirão encontrá-lo nas imagens caso exista realmente, declarou o astrônomo Michael Brown.

ubiie Redação

Publicado

em

“Pela primeira vez nós conseguimos passar sete dias observando sem parar. Penso que se encontrarmos o ‘Planeta X’, ele vai estar escondido justamente nestes dados. Eles cobrem uns 85% do céu onde deve estar. Se realmente houver algo lá, as chances da descoberta do planeta são de 95%”, afirmou.

No início de 2016, os astrônomos Michael Brown e Konstantin Batygin declararam ter conseguido calcular a localização do misterioso “Planeta X”, nono planeta do Sistema Solar, que estaria localizado a 41 bilhões de km do Sol e que pesa 10 vezes mais do que a Terra. O “nono” planeta passaria 14 mil anos para dar uma volta ao redor do Sol.

Até hoje não há informações concretas sobre a existência e localização exata do planeta, além do movimento estranho dos planetas anões no Cinturão de Kuiper. Há também alguns dados sobre possível órbita do corpo celeste, inclinado a 30 graus.
As buscas pelo planeta não trouxeram sucesso até então, mas a zona de busca já foi demarcada.

Um ano atrás, Brown e Batygin começaram a buscar “Planeta X” com ajuda do telescópio Subaru no arquipélago do Havaí, passando uma semana observando a suposta órbita.

As primeiras tentativas de receber fotos não deram frutos por causa das condições climáticas desfavoráveis e problemas no funcionamento do observatório. Agora a equipe de astrônomos procura encontrar nas imagens finalmente obtidas vestígios do nono planeta.

“O nosso problema principal, eu receio, será a própria Via Láctea […] que entra parcialmente na zona de busca onde há milhares de estrelas. O resplendor foi tão brilhante que nem tentamos procurar o ‘Planeta X’ nesta parte do céu”, explicou o pesquisador.

Entretanto, Brown e Batygin têm certeza de que as suas hipóteses sobre a localização do planeta misterioso são corretas, avaliando a possibilidade de existência do corpo celeste em 99,8%.

Segundo os dois cientistas, não há explicações razoáveis das anomalias no comportamento dos planetas anões do Cinturão de Kuiper a não ser a teoria deles.

Se eles não conseguirem encontrar o “Planeta X” nos dados recebidos, em fevereiro de 2019 será realizada mais uma rodada de observações, no decorrer da qual eles querem examinar a Via Láctea para encontrar o gigante gasoso em uma pilha de estrelas.

0
0
Continuar lendo

Espaço

Sonda da NASA captura som de vento e envia novas fotos de Marte

A sonda InSight conseguiu captar o som do vento na superfície de Marte e enviou uma dúzia de novas fotografias do lugar em que aterrisou, local onde analisará o interior do Planeta Vermelho. A informação foi compartilhada pela NASA.

ubiie Redação

Publicado

em

“Capturar este áudio foi um presente não planejado, mas uma das coisas que nossa missão se dedica é medir o movimento em Marte, e naturalmente isso inclui o movimento causado por ondas sonoras”, disse Bruce Banerdt, principal pesquisador da sonda InSight

Os sensores da sonda, que aterrissaram no planeta em 27 de novembro, captaram um som baixo causado pelas vibrações do vento, que soprou entre 16 e 24 quilômetros por hora no dia 1º de dezembro, de noroeste a sudeste.

A sonda começou a implantar seus sensores e medidores nesta semana para começar sua missão e enviou uma dúzia de fotografias para a Terra sobre como o processo estava se desenvolvendo.

O veículo robótico InSight, carregado com uma furadeira e um sismógrafo, iniciou uma missão de dois anos mapeando o interior do Planeta Vermelho, na tentativa de entender como os corpos celestes se formaram no Sistema Solar há mais de 4 bilhões de anos.

0
0
Continuar lendo

Espaço

Mistério de Encélado: lua de Saturno pode abrigar vida em seu oceano?

Além de possuir criovulcões, gêiseres e um oceano muito antigo, o Encélado, que é uma das luas de Saturno, também oculta mistérios ainda não decifrados, afirma o especialista em Vulcanologia Experimental Robin Andrews em seu artigo publicado na revista Forbes.

ubiie Redação

Publicado

em

Até agora, os cientistas têm se focado no estudo do oceano do sexto maior satélite de Saturno, acreditando que possivelmente há algum tipo de vida nele, pois seu leito marítimo é semelhante ao da Terra.

Não obstante, “há muito ainda a saber sobre Encélado — seu oceano interior, seus gêiseres lançando material no espaço e até mesmo o motor que impulsiona toda essa atividade”, disse Paul Byrne, professor assistente de Geologia Planetária da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA).

Uma equipe de cientistas norte-americanos, de que Byrne faz parte, tenta decifrar a evolução geológica e as características criosféricas do satélite. Para isso, precisam analisar as estrias e fendas que se estendem na superfície do Encélado, que são influenciadas por muito fatores, principalmente pelas forças gravitacionais extremas de Saturno.

Essas forças geram calor na crosta do satélite e provocam um tipo de maré geológica, o que explicaria os movimentos subjacentes do oceano e do criovulcanismo no polo sul dessa lua.

Para Mallory Kinczyk, assistente de pesquisa em Ciências Planetárias da universidade já citada, o Encélado possui uma grande atividade geológica com placas tectônicas ativas, apesar de ser pequeno em comparação com outras luas muito maiores do planeta Saturno (como Dione e Tetis).

As crateras de cerca de 7 quilômetros de diâmetro dos criovulcões do Encélado têm relação com as rachaduras que as atravessam, pois essas fissuras se ramificam ou se transformam em crateras, segundo os cientistas. É provável que a concentração de crateras sob alta pressão determine a orientação das rachaduras, porém, grande parte do mecanismo de sua formação continua sendo um mistério.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
113,58
JPY +0,01%
3,89
BRL –0,01%
1EUR
Euro. European Union
=
128,23
JPY –0,64%
4,39
BRL –0,66%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
371.586,68
JPY –0,17%
12.729,81
BRL –0,19%

Tokyo
Partly Cloudy
FriSatSun
min 3°C
9/1°C
11/5°C

São Paulo
20°
Fair
FriSatSun
33/21°C
32/21°C
31/22°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana