Siga-nos

Brasil

273

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 47segundo(s).

Após desabamento, SP interdita mais 2 prédios invadidos no centro

O desabamento no largo do Paissandu já aconteceu há três meses

ubiie Redação

Publicado

em

Três meses após o incêndio seguido de desabamento do prédio no largo do Paissandu, no centro de São Paulo, a prefeitura decretou a interdição de mais dois imóveis invadidos na região e ainda vai avaliar a regularização de outros 27 endereços.

As medidas são um dos desdobramentos da vistoria realizada pela gestão em 75 imóveis ocupados para avaliar as condições dos imóveis onde vivem cerca de 10 mil pessoas.

As visitas aos imóveis ocupados foram anunciadas pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no dia seguinte ao desabamento do edifício de 24 andares que abrigava uma ocupação irregular. O acidente deixou sete mortos e ao menos duas vítimas desaparecidas, além de dezenas de pessoas desabrigadas.

Segundo moradores, o incêndio começou com uma explosão no quinto andar, mas, de acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Mágino Alves, a causa foi um curto-circuito em uma tomada no quinto andar. O fogo se alastrou rapidamente devido ao material inflamável usado pelos ocupantes como divisórias entre os cômodos.

De acordo com a administração, das 75 propriedades visitadas, 51 estavam ocupadas de fato e, dessas, três tiveram a interdição decretada (sendo dois agora) por oferecer riscos iminentes aos moradores, como incêndio e desabamento. Um dos três endereços mais preocupantes, na rua do Carmo, foi fechado no início de julho. Conhecido como Caveirão, o edifício abrigava 79 famílias, que foram retiradas de lá e devem receber o auxílio-aluguel por um ano.

Além dos três interditados, outros dois endereços serão fechados parcialmente para receber reformas de segurança, como instalação de escadas de emergência.

Na lista dos endereços vistoriados, apenas 21 estão em vias de regularização. Há reintegração de posse prevista a dez imóveis privados, e 11 edifícios públicos ocupados vão receber intervenções para servir como moradia social.

A prefeitura recebeu, em fevereiro, verba de R$ 50 milhões do Ministério das Cidades para reformar nove prédios no centro a serem destinados à população de rua no âmbito da locação social.

O projeto, ainda em caráter piloto, prevê que os moradores de baixa renda contribuam com um percentual do salário ao aluguel como uma alternativa ao modelo de concessão de unidades habitacionais, que tem gerado enorme déficit habitacional na cidade.

O secretário de Habitação, Fernando Chucre, disse que ainda não há prazo para concluir a avaliação dos 27 imóveis ocupados pendentes de regularização por se tratar de locais privados. “Não fica claro o investimento que a prefeitura pode fazer sem incorrer em improbidade administrativa e gastar dinheiro público em uma propriedade privada.”

Ele ressalta que foram detectadas ao menos 15 situações jurídicas que demandam abordagens diferentes. Há desde ocupações onde há direito de posse por usucapião aos moradores que lá vivem há mais de dez anos até edifícios que devem ser desapropriados devido à alta dívida de impostos acumulada. “Há um universo cinza que vai precisar ser trabalhado semana a semana”, diz o secretário.

Segundo levantamento da prefeitura, 25 imóveis ocupados acumulam R$ 21,7 milhões de débitos de IPTU, entre outros tributos.

Além de propor ações de desapropriação aos devedores, a pasta pode obrigar os donos a requalificar a segurança dos imóveis ocupados, como determinar a instalação de equipamentos de combate a incêndio.

Segundo Chucre, essa notificação, porém, é difícil, por exemplo, nos casos em que os moradores mantêm um acordo com o proprietário que permite a permanência no imóvel em troca do pagamento das parcelas do IPTU.

A preocupação é ainda maior porque foi detectado que há idosos em 86% das ocupações e pessoas com alguma deficiência em 61% -moradores que têm dificuldade de locomoção em caso de acidente.

Há também endereços que devem ser notificados a pagar o IPTU progressivo, um percentual cobrado a mais no imposto para obrigar os proprietários a destinar imóveis ociosos à moradia social.

O levantamento da prefeitura chama atenção também para a alta concentração de ocupações na região da Sé, onde estão localizados cerca de 90% dos casos, sendo a maioria, em endereços privados.

O secretário atribui essa realidade, entre outros fatores, à alta incidência de imóveis tombados na região, que demandam mais custos de manutenção.

“Há também a fuga do centro para os bairros que têm concentrado nos últimos anos a maioria dos lançamentos imobiliários”, afirma o secretário municipal da Habitação.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Política

Trump: Brasil será principal aliado dos Estados Unidos fora da Otan

Trump e Bolsonaro se reuniram na Casa Branca. Para Trump, a reunião entre ele e o presidente brasileiro foi “excelente”

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Brasil será designado principal aliado dos Estados Unidos fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ainda deixou aberta a possibilidade de o Brasil integrar a Otan, que é uma organização militar formada por países da Europa e da América do Norte, com origem na oposição ao socialismo liderado, na época, pela União Soviética, hoje extinta.

“Como disse ao presidente [Jair] Bolsonaro, vou designar o Brasil como principal aliado que não é da Otan, e até possivelmente um aliado da Otan. Falei com muitas pessoas a respeito disso. Nossas nações trabalham juntas para proteger os nossos povos do terrorismo, do crime transnacional, das drogas, do tráfico de armas e de pessoas, que está agora na vanguarda do crime”, disse.

Trump e Bolsonaro se reuniram na Casa Branca. Para Trump, a reunião entre ele e o presidente brasileiro foi “excelente”.

Trump também afirmou que as empresas de seu país “estão prontas para entrar” no mercado brasileiro, aguardando mudança nas “regras do jogo”. Trump disse que “reciprocidade” é sua palavra favorita e afirmou que Brasil e Estados Unidos estão dispostos a reduzir as barreiras comerciais entre si.

“O presidente Bolsonaro e eu estamos comprometidos em reduzir as barreiras comerciais, facilitar o investimento e a inovação em uma série de indústrias – energia, agricultura, tecnologia. O presidente tem uma visão de liberar o setor privado, abrir a economia”, disse Trump, depois do encontro com o presidente Jair Bolsonaro.

“E esse é o caminho para que o Brasil tenha um crescimento econômico forte. Nossas empresas estão prontas para entrar quando essas regras do jogo forem iguais”, completou.

Trump acrescentou que uma eventual entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) fará com que o país “aumente seu status”. O presidente norte-americano já havia confirmado seu apoio à entrada do Brasil na organização.

Ele também elogiou o Centro Espacial de Alcântara, de onde os Estados Unidos poderão lançar foguetes após ratificação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, assinado ontem entre os dois países. A ratificação do acordo depende do congresso brasileiro.

“É um local extraordinário, não vamos entrar nos detalhes, mas devido à localização, muito dinheiro poderá ser poupado. Os voos serão muito mais curtos. A proximidade do Brasil com o Equador faz com que o lugar seja ideal”, argumentou.

Trump elogiou a postura do Brasil frente a crise na Venezuela. O presidente norte-americano lembrou que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e agradeceu o apoio brasileiro no envio de ajuda humanitária ao país vizinho.

Em seguida, Trump falou aos militares venezuelanos, pedindo para que eles deixem de apoiar o presidente Nicolás Maduro, a quem chamou de “uma marionete de Cuba”.

0
0
Continuar lendo

Brasil

Brasil dispensa visto para turistas dos EUA, Canadá, Japão e Austrália

Decisão foi publicada no Diário Oficial e entra em vigor em 17 de junho

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente Jair Bolsonaro dispensou os cidadãos dos Estados Unidos da necessidade de visto para visitar o Brasil.

A medida, um dos gestos que Bolsonaro pretende fazer ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante sua viagem oficial a Washington, consta em edição extra do Diário Oficial da União publicada nesta segunda-feira (18). A dispensa também vale para os visitantes da Austrália, do Canadá e do Japão.

A isenção do visto para esses países se aplica aos viajantes que cheguem ao Brasil para fins de turismo, negócios, trânsito e para aqueles que realizem atividades artísticas e esportiva. Também se estende para pessoas “em situações excepcionais por interesse nacional.”

Segundo o decreto publicado nesta segunda, a dispensa para o visto entrará em vigor em 17 de junho deste ano.

Antes, para visitar o Brasil, os cidadãos dos EUA, Austrália, Canadá e Japão precisavam pedir um visto nos consulados brasileiros em seus respectivos países. Isso ocorria pelo princípio de reciprocidade, uma vez que os brasileiros que viajam a essas nações precisam obrigatoriamente de um visto.

Bolsonaro decidiu isentar os visitantes desses países da obrigação de forma unilateral. Ou seja, os cidadãos brasileiros continuam precisando de um visto para viagens internacionais a esses países.

O argumento do governo é que o turismo brasileiro deve se beneficiar com a medida. Americanos, australianos, canadenses e japoneses são considerados turistas de alto poder aquisitivo e de baixo risco migratório.

Uma dispensa da necessidade de visto para os cidadãos desses quatro países chegou a vigorar durante as Olimpíadas de 2016, também para estimular o fluxo de turistas internacionais.

No entanto, a isenção unilateral de visto sempre sofreu resistências dentro do Itamaraty, já que muitos diplomatas argumentam que esse tipo de facilitação deve vir acompanhada de um gesto semelhante pelo país beneficiado.

A dispensa unilateral do visto para os americanos é defendida pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República. Ele faz parte da comitiva que está em Washington nesta semana para acompanhar o encontro de Bolsonaro com Trump.

“Nós, brasileiros, é que vamos ser espertos e vamos pegar os dólares dos turistas americanos, japoneses, australianos e canadenses”, disse o parlamentar, na capital dos EUA, neste sábado (16).

Na mesma ocasião, Eduardo Bolsonaro afirmou que os brasileiros que vivem ilegalmente no exterior são uma preocupação do governo porque são “uma vergonha” para o país.

0
0
Continuar lendo

Brasil

Após massacre, escola Raul Brasil volta a receber alunos nesta terça

Não foi definida uma programação específica e horários para o recebimento dos alunos durante os próximos dias

ubiie Redação

Publicado

em

Seis dias após o ataque que deixou oito mortos e 11 feridos na escola Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, a unidade volta a receber alunos nesta terça (19). Assim como ocorreu com funcionários e professores nesta segunda (18), a participação dos estudantes será facultativa.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, ainda não há uma data definida para o retorno oficial das aulas. Enquanto isso, quem quiser comparecer à escola poderá receber apoio psicológico e participar de ações individuais e coletivas com a presença de equipes especializadas.

Nesta segunda compareceram ao colégio profissionais de várias instituições, entre elas, da Universidade de São Paulo (USP), dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) da Prefeitura de Suzano, e de secretarias do governo paulista.

No primeiro dia de abertura da escola após o massacre da semana passada, cerca de 30 professores e dez funcionários foram até o local. O grupo foi recebido com flores e teve o apoio de uma equipe multidisciplinar.

“O objetivo é criar entre os profissionais uma rede de apoio e cuidado mútuo, e ajudar os envolvidos a lidar com a dor da perda”, informou a secretaria da Educação em nota.

Alguns alunos também passaram pela unidade nesta segunda para buscar materiais e outros pertences que foram deixados para trás durante a fuga no dia do ataque.

Não foi definida uma programação específica e horários para o recebimento dos alunos durante os próximos dias. Segundo o governo, os profissionais estarão à disposição e tudo vai depender da quantidade de alunos, professores e funcionários presentes. O clima do momento também será levado em consideração para a escolha das atividades.

Além do trabalho das instituições públicas e de voluntários, alunos e profissionais de outras escolas estaduais também estão promovendo atos para auxiliar os jovens da Raul Brasil. Um grupo da escola estadual Jandyra Vieira Cunha Barra, localizada no Jardim Sapopemba, em São Paulo, preparou cartazes com desenhos e cartas com mensagens de paz, amor e esperança, que serão entregues aos colegas de Suzano.

A estrutura interna da Raul Brasil está sendo revitalizada pela secretaria estadual com o apoio da comunidade local. O órgão já havia dito que revisará a segurança nas escolas.

Três vítimas do massacre receberam alta do hospital no sábado (16). Quatro adolescentes continuam internados no Hospital das Clínicas e no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. Os assassinos morreram no atentado.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
110,67
JPY 0,00%
3,78
BRL +0,01%
1EUR
Euro. European Union
=
126,51
JPY +0,03%
4,32
BRL +0,03%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
448.746,57
JPY +0,16%
15.310,40
BRL +0,16%

Tokyo
17°
Showers in the Vicinity
ThuFriSat
20/13°C
19/7°C
9/3°C

São Paulo
20°
Mostly Cloudy
WedThuFri
min 18°C
20/17°C
23/17°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana