Siga-nos

Economia

110

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 19segundo(s).

Inflação de 1.000.000% na Venezuela? Analistas põem em dúvida última previsão do FMI

ubiie Redação

Publicado

em

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a inflação na Venezuela chegará a 1.000.000% até ao final deste ano. A organização internacional compara a situação venezuelana com a da Alemanha logo após o fim da Primeira Guerra Mundial ou à do Zimbábue no fim dos anos 2010. Analistas russos comentam essa situação.

Segundo o relatório publicado no site do FMI, “a Venezuela continua atolada em uma profunda crise econômica e social. De acordo com as projeções, o PIB real será reduzido em aproximadamente 18% em 2018 (…) projetamos que a inflação chegue a 1.000.000% até o final de 2018”.

Lazar Jeifets, da Universidade Estatal de São Petersburgo e especialista em assuntos americanos, disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que, para ele, a situação econômica na Venezuela é muito difícil, as autoridades venezuelanas não o negam. Há muitas razões para os problemas econômicos de Caracas, entre eles a queda dos preços do petróleo, as consequências das reformas econômicas realizadas pelo governo de Chávez e continuadas pelo presidente Maduro, bem como as sanções adotadas contra o país.

“Os países que apostam nos programas sociais como base para sua atividade econômica têm um problema sério: todos esses programas são muito interessantes e importantes para a população, para as pessoas mais pobres, mas custam muito caro”, explicou ele.

Para Egor Lidovskoy, especialista em assuntos da América Latina e diretor do Centro Latino-Americano Hugo Chávez, as previsões do FMI são uma medida de pressão psicológica sobre as pessoas que planejam investir na economia venezuelana.

“Sem dúvidas, não podemos ignorar que a Venezuela tem uma taxa de inflação muito alta, mas não devemos esquecer que todas as estruturas financeiras ligadas aos EUA ou seus parceiros sempre realizaram uma política destinada a agravar a situação econômica na Venezuela. Planejam derrubar Maduro, mas ainda não conseguiram fazê-lo. Houve até uma tentativa de enviar tropas à Venezuela […]”, revelou ele.

“As declarações sobre uma taxa de inflação irrealisticamente alta [de 1.000.000%] mostra o aumento da pressão sobre a Venezuela. A Venezuela está atravessando uma crise econômica ligada a vários problemas, mas não se trata de fome, falta de comida”, sublinhou ele, acrescentando que no país existem programas sociais de apoio às pessoas mais pobres.

Além disso, nos últimos tempos Caracas tem realizado uma política de substituição de importações, o que também deveria dar resultados positivos.

O analista político Mikhail Belyaev declara que a taxa de inflação prevista pelo FMI testemunha que a circulação monetária no país está em colapso.
“A política econômica de Nicolás Maduro sofreu uma grande derrota, apesar das jazidas de petróleo e tentativas de encontrar algumas formas incomuns de solucionar os problemas, incluindo o lançamento do petro [criptomoeda venezuelana respaldada por petróleo]”, afirmou ele.

Para Belyaev, o colapso da circulação monetária, por sua vez, testemunha o colapso de toda a economia e sistema financeiro do país. Ele sublinha que parcialmente os EUA, com sua política de sanções, são responsáveis pelo colapso da economia, mas se o governo atual realizar uma política econômica razoável, as consequências das medidas restritivas não seriam tão graves.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Economia

Mercado mantém estimativa de inflação em 3,71% este ano

Para 2019, a projeção também não foi alterada em relação à semana passada: 4,07%

ubiie Redação

Publicado

em

Depois de sete reduções consecutivas, a estimativa de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central para a inflação este ano ficou estável. A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) permanece em 3,71%, em 2018, de acordo com boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17). As informações são da Agência Brasil.

Para 2019, a projeção também não foi alterada em relação à semana passada: 4,07%. Em 2020, a expectativa é que a inflação fique em 4% e em 2021, 3,75%. As estimativas estão abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Para este ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Já para 2020, a meta é 4%. Para 2021, 3,75%. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para os dois anos. Para as instituições financeiras consultadas, a taxa básica de juros, a Selic, deve subir em 2019, encerrando o período em 7,5% ao ano. A primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2019 ocorrerá em fevereiro.

Já a projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 1,30%. Para 2019, a estimativa foi ajustada de 2,53% para 2,55%. As instituições financeiras projetam crescimento de 2,50% do PIB em 2020 e 2021. Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de R$ 3,78 para R$ 3,83 no fim deste ano e para 2019 permanece em R$ 3,80.

0
0
Continuar lendo

Economia

Inflação na Venezuela ultrapassa 1.000.000% em 12 meses

É a primeira vez que a marca é rompida desde o início da crise no país

ubiie Redação

Publicado

em

A inflação acumulada em 12 meses na Venezuela ultrapassou 1.000.000%, segundo cálculos divulgados nesta segunda (10) pela Assembleia Nacional, de maioria opositora. É a primeira vez que a marca é rompida desde o início da crise no país.

Entre novembro de 2017 e de 2018 o índice foi de 1.299.724%, disse o deputado Rafael Guzmán, que integra a comissão de Finanças da Casa.

No acumulado de 2018 apenas, o valor ficou em 702.521%, com um índice de 144,2% em novembro.

De acordo com o último relatório Focus do Banco Central, a previsão de inflação para o Brasil em 2018 é de 3,71% –próximo, assim, da inflação diária na Venezuela, de 3%.

No balanço anterior, relativo a setembro, a inflação diária na Venezuela era de 4% e, a mensal, de 233%.

Parlamentares da Assembleia Nacional, que teve seus poderes anulados pela Assembleia Constituinte chavista, se tornaram a única fonte confiável de indicadores econômicos depois que o regime do ditador Nicolás Maduro deixou de publicar dados há cerca de três anos, quando a economia do país começou a entrar em colapso.

Ao jornal local El Universal, Guzmán criticou o governo por não divulgar oficialmente o índice de preços e disse que a culpa da crise é da “opacidade e obscurantismo do Banco Central da Venezuela, que não apenas segue emitindo dinheiro sem valor, mas também esconde as cifras dos venezuelanos e do mundo”.

“Nunca em um país da América Latina chegou a este número, nunca uma hiperinflação atingiu 1.300.000%. Estes são os registros de Nicolás Maduro: tragédia e miséria”, disse o deputado.

Os números divulgados coincidem com a estimativa do FMI (Fundo Monetário Internacional), de que a inflação em 2018 no país iria ultrapassar 1.000.000% –a previsão mais recente é que feche o ano em 1.370.000%.

Para 2019, a entidade prevê que a crise vai continuar no país e que o índice pode chegar a 10.000.000%.

O ano de 2013, em que morreu o presidente Hugo Chávez e o primeiro de Nicolás Maduro no comando do país, foi a última vez que o país registrou crescimento e o FMi prevê uma queda de 18% do PIB em 2018.

A queda do preço do petróleo e uma série de decisões do governo, como a impressão de dinheiro, aprofundaram a crise.

Em agosto de 2018, Maduro anunciou um pacote econômico para tentar conter o problema. A medida incluiu o corte de cinco zeros do bolívar e levou à desvalorização de 96% de seu valor em relação ao dólar, aproximando sua cotação da praticada no mercado paralelo.

O câmbio e outros preços fixos, como os salários e as taxas do governo, passaram a ser indexados ao petro, moeda virtual criada pelo regime com base no petróleo e que teve suas compras limitadas devido às sanções dos EUA.

Também mudou a política de preços da gasolina, a mais barata do mundo, flexibilizou o câmbio, controlado desde 2003, e chegou a fazer inspeções e prender gerentes de supermercado acusados de aumentar os preços. Economistas, porém, criticaram a medida e disseram que ela não seria suficiente para conter a hiperinflação que atinge o país.

A alta dos preços é um dos motivos que levaram a um desabastecimento em diversas regiões da Venezuela, com falta de energia, alimento e medicamentos. A crise fez milhões de pessoas deixarem o país em direção a vizinhos, dentre eles a Colômbia e o Brasil.

0
0
Continuar lendo

Economia

Juiz federal de SP suspende negócio bilionário da Boeing com a Embraer

Justiça afirma que, em razão da posse de Bolsonaro, intenção é evitar atos concretos que sejam impossíveis de serem revertidos

ubiie Redação

Publicado

em

A Justiça Federal de São Paulo suspendeu qualquer decisão do Conselho de Embraer que permita a segregação e transferência da parte comercial da empresa para a norte-americana Boeing.

O negócio criaria uma joint venture avaliada em US$ 4,8 bilhões, em que 80% das ações seriam da Boeing e 20% com a Embraer. A decisão foi tomada na quarta-feira, 5, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que ainda não foi notificada.

A decisão é do juiz Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, em uma ação movida pelos deputados federais do PT Paulo Pimenta (RS), Carlos Zarattini (SP), Nelson Pellegrino (BA) e Vicente Cândido (SP) contra a Embraer. No despacho, o juiz menciona a proximidade do recesso do Judiciário, a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro e de sua nova equipe, além da renovação do Congresso como motivos para justificar o deferimento da liminar.

O juiz destaca que haveria a possibilidade de que o Conselho da Embraer efetivasse a segregação no período de transição entre o governo do presidente Michel Temer e o futuro governo Bolsonaro. Segundo ele, o Conselho poderia criar uma “situação fática de difícil ou de impossível reversão” nesse período. Apesar disso, ele ressalta que não impôs nenhum obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas.

“Por derradeiro, o juízo não deixou de considerar que a presente decisão não provoca uma grave lesão à economia e ordem pública e se contém, exatamente, no objeto da ação popular no sentido de permitir que o cidadão atue de forma efetiva na proteção do patrimônio público que, no caso, é representado pela ação de classe especial de titularidade da União Federal na Embraer sob ameaça de reduzir-lhe a abrangência, limitando-a apenas a uma parte da Embraer a não ser segregada”, diz a decisão.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
112,34
JPY –0,16%
3,89
BRL –0,48%
1EUR
Euro. European Union
=
128,08
JPY +0,06%
4,44
BRL –0,26%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
436.131,61
JPY +4,94%
15.116,53
BRL +4,64%

Tokyo
Clear
WedThuFri
min 4°C
13/3°C
13/7°C

São Paulo
27°
Fair
WedThuFri
29/21°C
32/22°C
32/22°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana