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Angola Cables investe US$ 300 milhões para ligar Brasil e África

A Angola Cables está investindo US$ 300 milhões na operação de um cabo submarino que irá ligar Luanda à Fortaleza. Este é o primeiro cabo de fibra ótica a atravessar o Oceano Atlântico pelo hemisfério Sul.

ubiie Redação

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A maior novidade do mercado de telecomunicações brasileiro vem da África. Apoiada fortemente pelo governo angolano, a Angola Cables está investindo US$ 300 milhões na operação de um cabo submarino chamado SACS que irá ligar Luanda à Fortaleza, onde está sendo construído um data center que irá melhorar o acesso dos internautas nordestinos a conteúdos internacionais. Este é o primeiro cabo de fibra ótica a atravessar o Oceano Atlântico pelo hemisfério Sul. A Angola Cables já opera no Brasil outro cabo, o Monet, em parceria com o Google, a Algar Telecom e a uruguaia Antel.

“Quando decidimos investir no Monet, os preços cobrados pela transmissão internacional de dados no Brasil eram absurdos”, diz Antonio Nunes, CEO da Angola Cables. “Foi só começarmos a operar em 2017 que eles caíram rapidamente. Podemos dizer que já trouxemos um grande benefício para o mercado de telecomunicações brasileiro. Foi ruim para nós, mas foi bom para o mercado”, complementa.

Nunes, além de CEO, é um entusiasta da navegação a vela. A Angola Cables patrocina um veleiro de competição, o Mussulo III, que participou de uma regata na Semana da Vela em Ilhabela, tendo o CEO na tripulação. Após a regata, onde o Mussulo III chegou em primeiro lugar em sua categoria, conversamos com Nunes sobre a estratégia da empresa no Brasil, tecnologia, geopolítica e cinema.

Uma conversa com o CEO da Angola Cables

Showmetech: Porque a Angola Cables está investindo no Nordeste brasileiro e não no Sul, onde se concentram os grandes investimentos em tecnologia?

Nunes: “Estamos entrando pelo Nordeste porque é onde nossos cabos chegam e, do ponto de vista da conectividade internacional, é uma região mais estratégica na distribuição do tráfego. Somos uma empresa mais voltada para a internacionalização, não para o mercado interno.“

Showmetech: O usuário final vai sentir alguma mudança de preço ou qualidade de conexão com a entrada do cabo SACS em funcionamento?

Nunes: “O usuário final, em grandes centros urbanos, talvez não sinta nenhuma diferença, mas o de regiões afastadas com certeza terá um acesso melhor. Os provedores de internet pequenos vão crescer bastante e comer fatias dos maiores. Nas cidades grandes, nosso cabo não irá trazer grandes diferenças por dois motivos.

O primeiro é que o consumo de internet no Brasil é prioritariamente local. Mesmo empresas mundiais como Google e Netflix possuem cache local que não exigem que sua conexão dê a volta ao mundo em busca de um conteúdo.O outro motivo é que o drama do consumidor está ligado a quem domina a rede ‘de última milha’, aquela que chega na casa do usuário. É ele quem define o preço. Mas essa não é nossa área de negócios, estamos mais no atacado. Não temos estrutura para atuar no varejo da telecomunicação”.

Showmetech: Dessa forma, quem será o maior beneficiário do projeto?

Nunes: “O maior beneficiário será o país, que ganha maior capacidade para se internacionalizar. O SACS não vai atender uma demanda direta do cliente final brasileiro, porque ele não vê conteúdo africano. Mas as telenovelas brasileiras são populares no mundo inteiro.

O conteúdo brasileiro é muito rico e até agora tinha dificuldades para ser transmitido para a África e Ásia. Não só novelas. Conteúdo sobre agricultura, por exemplo. Todos os canais rurais só não são vistos lá fora porque a ligação via satélite é muito cara. Com nosso cabo, eles podem ser transmitidos para a África, onde há muita demanda por esse tipo de conteúdo. O e-learning também é um nicho onde há muito conteúdo que os países de língua portuguesa têm interesse.

A internacionalização é uma via de mão dupla. Uma empresa chinesa que está no Brasil vai sentir uma grande diferença com o SACS, porque essa vai ser a rota mais eficiente para a Ásia. A qualidade de serviço desses clientes vai ser maior.”

Showmetech: Qual a estratégia da Angola Cables para competir com empresas muito maiores e já estabelecidas no mercado, como Vivo e Embratel?

Nunes: “Nossa estratégia é sermos inovadores. A inovação não está apenas em criar novos produtos. Ela pode estar apenas em ser mais eficiente. Ser pequeno é uma vantagem, porque temos mais flexibilidade. Hoje temos como clientes operadoras regionais e locais ISPs, provedores de conteúdo e podemos oferecer tipos de conexão personalizados que as grandes não oferecem”.

Showmetech: Recentemente surgiu uma ótica muito peculiar sobre a relação entre alta tecnologia e o continente africano como um todo, através da popularização do filme Pantera Negra. O que você achou disso?

Nunes: “É uma ilusão. Uma utopia bonita de se ver. Como no Amazonas, temos em Angola regiões que ainda vivem na Idade do Bronze. Esta defasagem histórica tem muito a ver com a abundância de recursos. Populações que pararam em termos evolutivos porque não tiveram necessidade de evoluir. O ser humano é muito preguiçoso.

A África, além disso, ainda teve um momento histórico de opressão colonial muito forte e nunca teve uma oportunidade para evoluir por ela própria. Isso faz com que não possamos ter os níveis de evolução almejados no filme Pantera Negra, o que seria interessantíssimo.

Porém, o filme pode ser um bom ponto de partida para se discutir a situação na realidade. O minério que se usa para fazer o display dos celulares vem do Congo e a população de lá vive de forma miserável. Será que não seria responsabilidade do mundo desenvolvido garantir que, no local de onde se busca essa matéria prima, as pessoas tenham um mínimo de dignidade?”

Showmetech: Você acha que há a possibilidade da África saltar da Idade do Bronze para a Era Digital?

Nunes: “Esse não vai ser um salto, vai ser o grande pulo do gato, como vocês dizem. Os africanos não tem nenhum legado tecnológico. Assim, investimos sempre no mais moderno. Quando eu trabalhava com celulares, mandei meus engenheiros para Europa e eles reclamaram que os equipamentos utilizados lá eram muito antigos. Como não temos nada do passado, nossa adoção de novas tecnologias é mais rápida. O que nos falta hoje é estabilidade e conhecimento. Isso é uma questão de tempo”.

Angola na corrida digital

Assim, terminamos nossa conversa com Antônio Nunes. Deu para perceber que o Brasil é um parceiro estratégico para a Angola Cables atingir seus objetivos mundiais. Além disso, as falas do CEO a respeito do crescimento de países do continente africano no ramo tecnológico foi incrível, afinal, o que será que nos espera nas próximas décadas?

E vocês, leitores? Gostaram da entrevista? Concordam com as opiniões expressas pelo Antônio Nunes? Deixe seu comentário abaixo.

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Maioria dos atiradores de crimes em escolas não é psicopata, diz estudo

Classificá-los sempre como psicopatas é simplista e incorreto, afirma professor

ubiie Redação

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Planejar por meses ou anos um ato cruel, ter o sangue frio de atirar contra crianças e adolescentes indefesos de forma aleatória, e terminar o crime com suicídio. Para a maioria das pessoas que assistem a um massacre em escolas ou ouvem relatos de casos do tipo, como o ocorrido em Suzano na semana passada, é difícil não associar o atirador a um psicopata, de perfil cruel, frio e sádico.

Estudos científicos internacionais feitos com base na análise do perfil de dezenas de atiradores no mundo, no entanto, trazem conclusões intrigantes: na maioria dos casos, não havia sinal de psicopatia nos atiradores, o que leva os pesquisadores a acreditarem que experiências de vida, como traumas, abusos ou outros fatores sociais, possam desenvolver um comportamento agressivo em uma pessoa sem sinais de doença mental.

“O que sabemos é que mesmo pessoas biologicamente saudáveis podem desenvolver problemas assim quando submetidas a condições adoecedoras, ou quando inseridas numa cultura doente, pelo fato de que nossas crenças, nosso modo de interpretar e compreender a realidade não é algo imutável, fixo, rígido”, explica o doutor em Psicologia e professor do Instituto Federal de Goiás Timoteo Madaleno Vieira, autor de um artigo em que revisou dezenas de estudos internacionais sobre o perfil dos atiradores e concluiu que classificá-los sempre como psicopatas é simplista e incorreto.

“No senso comum, a ideia de um monstro, um psicopata tresloucado, é muito usada para dar a resposta que procuramos (para esses atos). Isso simplifica as coisas. Explicações assim falsificam a realidade e nos ajudam a evitar a percepção de que podemos ter responsabilidade na expansão desse fenômeno”, diz.

Características comuns

Se os atiradores têm perfis psicológicos diferentes entre si e motivações diversas, eles reúnem, por outro lado, algumas características em comum: a grande maioria é homem, branca e obteve a arma usada no ataque em casa, utilizando armamento de posse dos próprios pais, segundo estudos do FBI e do psicólogo americano Peter Langman, um dos maiores estudiosos do assunto no mundo, que levantou dados sobre 150 ataques em escolas em dez países, incluindo o Brasil.

Análise feita pelo Estado na base de dados do pesquisador, disponível no site schoolshooters.info, mostra que, dos 150 atiradores analisados, 94% era do sexo masculino, 63%, branco, 42% não sobreviveram ao ataque – a maioria porque cometeu suicídio -, e 38% era menor de idade ao cometer o ataque homicida.

O psicólogo criou ainda uma tipologia para o perfil psicológico dos atiradores, os dividindo em três grupos: traumatizados, psicóticos e psicopatas (em tradução livre).

Os traumatizados tinham histórico de abuso por parentes ou famílias desestruturadas, com casos de violência ou dependência química. Os psicóticos apresentavam sinais de esquizofrenia ou algum transtorno de personalidade. Entre os sinais estavam alucinações, delírios ou paranoias. Por fim, os psicopatas tinham os sintomas clássicos do quadro, como narcisismo, ausência de empatia e sadismo.

Na análise dos 150 atiradores, o pesquisador conseguiu informação suficiente de 81 deles para traçar o perfil e chegou a conclusão de que 49% eram psicóticos, 32% eram psicopatas e 19% eram traumatizados.

Dificuldade

Segundo o estudioso, nem sempre é fácil para as famílias identificar esses perfis previamente. “Entre os atiradores traumatizados, os pais são os principais problemas na vida dos filhos. Para os outros perfis, não é que os pais estejam falhando. Muitas vezes eles escondem deliberadamente os seus pensamentos e sentimentos dos pais. Mesmo quando os atiradores estiveram em psicoterapia, ocultaram suas intenções violentas”, disse ao Estado.

Há sinais, no entanto, demonstrados previamente pelos atiradores que podem servir de alerta para pais e docentes, como obsessão por armas ou mídias violentas, postagens sobre ataques, comportamento agressivo ou depressivo, entre outros.

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Aurora ‘de outro mundo’ é registrada no céu noturno (FOTO, VÍDEO)

O fotógrafo Valentin Zhiganov se tornou testemunha de pilares de luz, fenômeno ótico formado pelo reflexo da luz do Sol ou da Lua pelos cristais de gelo, gravando imagens espetaculares.

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O fenômeno extraordinário foi avistado na região russa de Murmansk a —30°C. O homem fotografou duas mulheres em uma banheira de água quente com aurora ao fundo, enquanto reparavam os raríssimos pilares de luz, declarou ele à edição Daily Mail.

“Essa ilusão de ótica é conhecida como pilares de luz. É uma espécie de aurora e é bem rara, especialmente quando os pilares são muito altos”, ressaltou o fotógrafo, acrescentando que foi a primeira vez ele viu o fenômeno e que ficou feliz de vê-lo e tirar fotos.

Valentin Zhiganov capturou pilares de luz com uma galera superfeliz, casas tradicionais do norte russo, floresta e ferrovia perto de casa na cidade de Apatity.

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Mensagem de Deus? Mexicanos estão preocupados por Menino Jesus ‘chorar sangue’ (VÍDEO)

Habitantes de uma zona rural do México, localizada a 42 quilômetros de Acapulco, dizem que a figura de cerâmica do Menino Jesus chora sangue pela situação da localidade, uma das mais perigosas do mundo, indica a mídia mexicana.

ubiie Redação

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De acordo com uma habitante local, Soledad Natividad Flores, primeiramente o fenômeno ocorreu em 1º de janeiro de 2019. Muitos espectadores deste acontecimento inusitado atribuem-lhe um mau presságio, caracterizando isso como uma manifestação “do diabo”.

Mensagem divina? Asseguram que este Menino Deus chora sangue

​”Muitos dizem que é uma coisa má, outros dizem que é uma mensagem de Deus, cada um com sua própria fé, mas a verdade é que muitos de nós estamos convencidos de que ele chorou sangue inclusive nos braços das pessoas quando o carregam”, disse a mulher.

Vários moradores da área disseram que testemunharam da vez mais recente. De acordo com os seus testemunhos, no dia 4 de março um líquido marrom saiu dos olhos da figura pelo menos cinco vezes.

No entanto, Juan Carlos Flores Rivas, pároco da Igreja de São Judas Tadeu, disse ao jornal El Sol de Acapulco que representantes da Igreja Católica no município estão investigando o caso para proteger os paroquianos de serem enganados por sua fé.

O padre assegurou que este evento poderia “ter uma explicação racional, porque nem tudo corresponde a um fenômeno do tipo espiritual, às vezes há coisas que são meramente naturais e que as pessoas comuns não têm visto”.

Quem sabe se estamos diante da presença de um verdadeiro milagre ou de mais um esquema para enganar os moradores desavisados de uma das povoações mais perigosas do mundo, com uma média de 110,5 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo o Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Criminal do México.

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