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Afinal, consumir pornografia influencia o comportamento sexual dos jovens?

ubiie Redação

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Já tem um tempo que se acredita que os nossos comportamentos sociais e as experiências vividas na adolescência influenciam a maneira como nos relacionamos também no futuro, especialmente no que diz respeito às relações amorosas.

Como lidar com o fato, então, de que cerca de 87% dos homens jovens consomem algum tipo de pornografia, e metade deles assistem a algo pornográfico pelo menos uma vez por semana? Essa informação já havia sido divulgada em pesquisas anteriores; porém, agora, um novo levantamento da Universidade de Nebraska-Lincoln — apresentado durante o congresso da Associação Americana de Psicologia, em Washington, capital do país — tentou entender como esse consumo influencia a forma como os jovens se relacionam para além dos vídeos de canais pornô e das edições de Playboy.

Nessa nova análise, 330 homens entre 17 e 54 anos foram entrevistados sobre como enxergam as mulheres, a sexualidade e suas principais experiências com pornografia.

A idade média da primeira exposição a produções pornô foi aos 13 anos — o que foi exposto mais cedo tinha apenas 5 anos, e o mais velho se deparou pela primeira vez com um produto do tipo aos 26.

Uma informação curiosa da pesquisa é a de que 43% deles dizem ter visto pornografia pela primeira vez por acidente, enquanto apenas 33% procuraram, e preocupantes 17% disseram que foram forçados por outra pessoa a ver. Outros 6% não quiseram responder.

Algumas surpresas

Ao contrário do que eles imaginaram, a relação entre a idade de início da exposição e o comportamento sexista não é tão clara assim. “Esperávamos que, quanto mais jovens fossem os meninos quando expostos à pornografia, maior a probabilidade de adotarem “normas playboy”, bem como normas de poder masculino sobre as mulheres”, explica uma das pesquisadoras envolvidas no levantamento, Alyssa Eischmann.

Segundo ela e seus colegas, esse comportamento baseado em “normas playboy” ou “atitudes playboy” seria algo como reproduzir na vida real o que se vê nos filmes pornôs, como sexualidade exacerbada, interesse em múltiplos parceiros sexuais, tentativa de dominação da parceira pela força, entre outros.

Eles perceberam que o principal ponto que a idade de início da exposição à pornografia influencia é se o homem vai ou não continuar consumindo produtos do tipo na vida adulta — a resposta, no caso, é que sim: há uma associação entre um consumo maior de pornografia se o início foi cedo.

Por outro lado, com relação à idade, o comportamento de dominação e as atitudes de playboy não são influenciados da mesma forma. Os pesquisadores descobriram que, quanto mais jovem o menino era exposto ao pornô, mais provável que acreditasse que os homens deveriam dominar as mulheres. Inesperadamente, o oposto se aplica a “atitudes playboy”. Quanto mais velho o garoto era quando olhava pela primeira vez para a pornografia, maior a probabilidade de ter sexualidade exacerbada e o interesse em múltiplos parceiros sexuais.

“Os resultados indicaram que não há diferenças na adesão a essas duas normas masculinas, dependendo do tipo de exposição (intencional, acidental ou forçada), sugerindo que o tipo de exposição não afeta significativamente a adesão ao poder sobre as mulheres e as normas masculinas da Playboy”, diz o resumo do estudo.

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Criminoso ou vítima? Cientistas revelam segredo da pedofilia

Especialistas da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM) e cientistas do Centro Nacional Serbsky de Pesquisa Médica de Psiquiatria e Narcologia revelaram os mecanismos de perversão da percepção de estados emocionais em pessoas que sofrem de pedofilia, mostrando sua relação com os defeitos de regulação da atividade.

ubiie Redação

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Os resultados da pesquisa, publicados na revista Klinicheskaya i Spetsialnaia Psikhologia (Psicologia Clínica e Especializada), podem ser usados tanto no tratamento médico, como no desenvolvimento de medidas preventivas contra o crime sexual.

As pesquisas sobre pedofilia têm, às vezes, sido contraditórias. Há umas que relacionam o fato de o criminoso negar os danos infligidos com a falta de compaixão nele. Outras indicam um defeito na resposta emocional e compaixão. Em suma, estes dados testemunham que a pessoa que perpetra um crime sexual não se dá conta do estado da vítima e não se preocupa com ele.

Os especialistas apontam para um fator importante que é alexitimia forte. Isto é, a impossibilidade de identificar e descrever os seus próprios sentimentos. Isso não permite ao criminoso comparar os sentimentos de outrem com o seu padrão interior, o que o conduz a compreender de maneira incorreta os sinais emocionais da vítima.

A sugestão inicial da pesquisa feita pela equipe da UEPPM foi esta: que os criminosos sexuais apresentam capacidade reduzida de compreenderem os estados emocionais e que esta redução é relacionada à pedofilia de que padecem; já os defeitos de percepção emocional têm a ver com mecanismos de regulação de interesse sexual anômalo.

A pesquisa centrou-se no exame de vários grupos: um, composto de pessoas acusadas de crimes sexuais e que foram diagnosticadas com pedofilia, outro, composto de pessoas acusadas de crimes sexuais, mas sem tal diagnóstico, e o terceiro, um “grupo comparativo”. Os cientistas compararam, dentro do grupo pedofílico, as pessoas com atitudes egodistônicas (ou seja, que se dão conta da anormalidade do seu desejo sexual) e egosintônica (que aceitam completamente sem criticar os seus desejos deviantes) para com o seu desejo sexual.

A pesquisa se realizou usando várias metodologias, todas voltadas ao reconhecimento de emoções com base na expressão mímica e na avaliação da capacidade de dar-se conta dos próprios sentimentos e verbalizá-los.

Os cientistas insistem em terem resolvido as contradições das pesquisas anteriores. O trabalho mostrou que em pessoas sujeitas a pedofilia, a capacidade de compreender estados emocionais parece permanecer intata (em comparação com a falta desta capacidade em acusados não pedófilos). Porém, os pedófilos costumam sofrer de forte alexitimia, o que leva à conclusão sobre a presença de um defeito de regulação emocional em pessoas que sofrem de forma egosintônica deste transtorno mental.

“Este resultado parece importante, já que uma pessoa que não se dá conta das próprias emoções perde toda uma camada de informação sobre o estado da sua esfera de motivações e necessidades; informação essa que é necessária para a tomada de decisões adequadas. Com forte alexitima, não é só a capacidade de avaliar os seus próprios motivos que sofre, senão também o estado emocional de outros permanece incompreendido ou é compreendido tão só formalmente”, comenta a pesquisa o chefe da Faculdade de Psicologia Jurídica da UEPPM, Nikolai Dvoryanchikov.

Os resultados obtidos pela UEPPM podem ser usados em avaliações de diagnósticos diferenciais de pessoas com pedofilia, ajudar no desenvolvimento de programas de profilaxia e terapêuticos, de medidas de prevenção do crime sexual e de modelos de regulação na prática de peritos.

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Cientistas desvendam mistério dos cânions de Marte

Uma equipe de pesquisadores descobriu como os cânions na superfície de Marte foram formados.

ubiie Redação

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O resultado da pesquisa foi publicado em um artigo na revista Geology.

Resumindo o estudo liderado pelo especialista em geociências Tim Goudge, o portal Phys.org explica que, há bilhões de anos, a água fluía através da superfície marciana, formando rios que desaguavam em crateras e vastas depressões, dando origem a lagos e mares. Às vezes os lagos recebiam tanta água que transbordavam e causavam “inundações catastróficas”, levando à formação rápida de cânions, provavelmente em questão de semanas.

O portal observa que os cientistas já sabiam que as centenas de crateras marcianas estiveram em certa época cheias de água e que elas têm cânions de saída com centenas de quilômetros de extensão. No entanto, ainda não se sabia se os cânions foram esculpidos gradualmente ou se foram formados de modo repentino por causa das inundações.

Para chegar a essas conclusões, a equipe examinou fotos de alta resolução capturadas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, com foco em 24 paleolagos e seus cânions de saída. Os cientistas descobriram uma correlação entre o tamanho do cânion e o volume de água que seria liberado durante uma grande inundação. Se o cânion tivesse sido esculpido gradualmente ao longo do tempo, provavelmente essa relação não se manteria, afirma o estudo.

Segundo Goudge, essas descobertas sugerem que uma série de processos geológicos catastróficos podem ter desempenhado um papel importante na formação da paisagem de Marte e de outros planetas.

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Equipe científica treina louva-a-deus a pescar, mas não esperava resultado mortífero(FOTO)

Apesar de ser um caso curioso e o primeiro desse tipo, o estudo demonstra que esses animais são capazes de aprender coisas complexas.

ubiie Redação

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De fato, já era de nosso conhecimento que o louva-a-deus pode devorar rãs, aves pequenas, tartarugas ou ratos, entretanto, nunca houve registros de que eles eram capazes de pescar, fato que foi demonstrado por um estudo recente publicado na revista Journal of Orthoptera Research.

O comportamento do inseto foi originado da manipulação da equipe de cientistas, liderada por Roberto Battiston dos Museus Canal de Brenta na Itália, no entanto, isso serviu para observar que um macho adulto da espécie era capaz de caçar e devorar peixes barrigudinhos em um lago privado na Índia. Além disso, o inseto esteve cinco dias em uma pequena piscina, onde capturou nove dos quarenta peixes. Durante a caçada, o inseto caminhou sobre folhas e plantas aquáticas, utilizando as mesmas como plataforma de pesca, onde esperava pacientemente pela aproximação das vítimas, fisgando e cravando suas poderosas patas dianteiras.

O estudo sugere que os louva-a-deus são capazes de aprender coisas complexas, já que os peixes não se movem como outros insetos ou animais que eles costumam caçar. Além disso, eles demonstraram ser capazes de desenvolver habilidades técnicas e estratégicas efetivas de pesca.


Louva-a-deus pesca e devora peixe

No entanto, o estudo ressalta que “a abundância da presa em um lugar particular relacionada à facilidade de capturar e suas propriedades nutricionais poderiam ser fatores importantes para essa escolha, podendo influenciar indiretamente na aptidão individual, o que deverá ser estudado posteriormente”.


Louva-a-Deus pesca e devora peixe

A espécie demonstrou habilidades visuais, visto que, evoluiu na captura na luz do dia e se tornou um excelente caçador na escuridão, fato registrado durante o estudo, pois a atividade aconteceu entre o fim do dia e a madrugada.

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