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PSDB discute descriminalização das drogas

A descriminalização das drogas é um tema que divide os tucanos

ubiie Redação

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Coordenador do capítulo de saúde do programa de governo do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência, o médico infectologista David Uip incluiu a descriminalização das drogas entre as possíveis propostas a serem apresentadas ao tucano.

Filiado ao PSDB e ex-secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Uip é cuidadoso ao tratar do tema, mas admitiu que a ideia entrou no radar de sua equipe. “Dentro do grupo do plano de governo há uma proposta de aceitar isso. Estamos discutindo internamente. Quando eu me sentir confortável, vou apresentar para o governador. Estamos na fase de aprofundar o programa”, afirmou Uip ao Estado.

O médico reconhece que esse é uma tema polêmico dentro do PSDB e entre os partidos que formam a coligação que apoia Alckmin. “É por isso que temos todo esse cuidado. Estou fazendo o levantamento extenso de toda a literatura sobre o tema: onde deu certo, onde não deu e quais são os limites. É um assunto extremamente polêmico. Quando chegarmos a um consenso entre nós, vamos levar ao candidato. Quem vai ser eleito é ele. A decisão final é do Alckmin”, afirmou Uip.

A proposta ainda não estará entre as diretrizes gerais do programa que serão apresentadas na convenção do PSDB no próximo domingo, em Brasília. A descriminalização das drogas é um tema que divide os tucanos. Alckmin faz parte do grupo que resiste à ideia e costuma dizer que não conhece um lugar onde tenha sido provado que a experiência deu certo.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um entusiasta da proposta e faz campanha por ela. FHC considera que o assunto deve ser tratado pela perspectiva da saúde pública, com redução de danos, sem criminalizar o usuário.

Redução de danos

A proposta de redução de danos no tratamento de dependentes também está no radar de Uip. “Tenho muita experiência nisso. Eu trabalho com binômio das doenças sexualmente transmissíveis, especialmente aids, as hepatites e o uso de drogas. É uma questão extremamente delicada e difícil. É um desafio”, afirmou o infectologista.

Adotada em vários países da Europa, a estratégia da redução de danos é um contraponto à política de abstinência total. O objetivo desses programas é diminuir os danos à saúde e oferecer kits seguros para reduzir a transmissão, entre dependentes, de doenças como leptospirose, tuberculose, hepatite B, hepatite C e aids.

Durante o governo Alckmin em São Paulo, Uip foi o responsável pelo programa Recomeço, de combate à dependência química, que ampliou o número de leitos para tratamento de casos graves e agudos de dependência química.

O médico, no entanto, é crítico a alguns pontos do programa paulistano Braços Abertos. Criada na gestão de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo, a medida visava à ressocialização dos usuários de drogas com ações que os incentivam a reduzir o consumo e a aumentar sua autonomia, sem internação, pela oferta de emprego e moradia. O programa foi interrompido na gestão João Doria (PSDB).

“O programa do Haddad tinha coisas muito boas e outras que não deram tão certo, como todo programa”, disse. O principal ponto negativo, afirmou o ex-secretário, foi a contratação de dependentes pela Prefeitura para execução de serviços gerais, como limpeza. Uip, porém, não considera o usuário de drogas e o dependente químico um criminoso, mas um doente crônico que pode ter a doença que pode se tornar aguda. “É assim que ele tem que ser visto.”

Mais Médicos

Principal referência do PSDB na área da saúde, Uip disse que não tem “nada contra” o programa Mais Médicos, mas afirmou que os estrangeiros precisam entrar “pela porta da frente” para atuar no Brasil. O programa federal foi criado em 2013, no governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). O modelo prevê convênios com governos de outros países, como Cuba e Venezuela, para levar profissionais de saúde até regiões onde há escassez ou ausência de médicos.

“Eu não tenho nada contra, pelo contrário. Mas acho que os médicos têm que entrar pela porta da frente. Ou seja: fazer o programa de revalidação do diploma e ser remunerado de forma adequada. Os atuais médicos do programa não entraram pela porta da frente”, afirmou.

O programa Mais Médicos está previsto para terminar em 2019, e caberá ao próximo presidente decidir seu futuro. Quando foi aprovado, em 2013, governo e oposição divergiram quanto à forma de registro provisório dos profissionais vindos do exterior. Coube ao Ministério da Saúde a incumbência de fazer a oficialização dos médicos inscritos no programa. Com isso, os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) ficaram sem autoridade.

Exonerado

Questionado sobre o motivo que resultou na sua exoneração da Secretaria de Saúde do governo paulista após a posse do governador Márcio França (PSB), que é aliado de Alckmin, Uip afirmou que a decisão não foi dele. “Saí porque fui exonerado. Foi uma decisão do Márcio França.”

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Política

Bolsonaro e filhos reagem às denúncias de fake news nas redes sociais

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários

ubiie Redação

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou nesta sexta(19) para os filhos Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, e Carlos, deputado federal eleito por São Paulo, as reações às denúncias de disseminação de fake news anti-PT nas redes sociais e aplicativo. Somente no começo da tarde o candidato respondeu às suspeitas com acusações.

“Apoio às ditaduras venezuelana e cubana; ex-presidente, tesoureiros, ministros, parlamentares, marqueteiros, presos e investigados por corrupção… quem precisa de fake news quando se tem esses fatos?.”‬

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários. A novidade é que o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, amanheceu hoje com grades cercando a portaria principal. Não houve explicações. Suspeita-se que a medida foi tomada em decorrência da presença constante de jornalistas e simpatizantes no local.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo nome aparece como futuro ministro da Casa Civil, visitou Bolsonaro. Ao chegar, ele não concedeu entrevistas. Apoiadores e cabos eleitorais do candidato ao governo do Rio Wilsoin Witzel (PSC) também estão em frente ao condomínio.

No final da manhã, Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais ao informar que sua conta no WhatsApp tinha sido bloqueada. Ele postou mensagens de alerta e queixas, afirmando que havia sido banido sem explicações, inclusive afetando sua participação em “milhares de grupos”.

No começo da tarde, o senador eleito informou que o seu aplicativo havia sido desbloqueado. Não detalhou o que ocorreu. “Agora já foi desbloqueado, mas ainda sem explicação clara sobre o por quê da censura.”

Ontem (18) durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que ele e seus correlegionários não precisavam “fazer fake news para combater o Haddad” e desafiou para que apresentassem provas.

Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira (18) com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a candidatura de Jair Bolsonaro seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

No dia em que ativistas fizeram um protesto em Brasília com críticas às suas propostas sobre meio ambiente, o candidato optou por destacar que as nações “subdesenvolvidas crescem sua economia com a exploração turística”.

“A falta de infraestrutura, a visão geral que o Brasil tem devido à violência e o desinteresse pela especialização da língua inglesa são outros problemas”, lamentou Bolsonaro nas redes sociais.

O candidato criticou ainda os valores cobrados para o turismo no Brasil. “Você sabia que atracar um navio, como os de cruzeiro, num porto brasileiro custa cerca de 20 vezes mais que em qualquer lugar do mundo, fora o problema da violência que desencadeia todo um processo de desconfiança e esvaziamento turístico?”

Para Bolsonaro, as soluções estão ligadas à desburocratização, ao combate ao crime e às indicações técnicas sem o viés meramente político. “Não há mágicas. Precisamos principalmente de um governo sério e comprometido com quem realmente interessa.”

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Política

Haddad acusa Bolsonaro de organização criminosa e vai à Polícia Federal

Declaração se refere à suposta campanha contratada por apoiadores do candidato do PSL, no WhatsApp, contra o PT

ubiie Redação

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O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, publicou uma sequência de tuítes repercutindo a manchete da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18), que informa que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno.

A Folha de S.Paulo apurou que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan, cujo o dono, Luciano Hang, é amigo e apoiador de Jair Bolsonaro (PSL). Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens. Questionado, Hang disse que não sabe “o que é isso”.

As empresas apoiando Bolsonaro compram um serviço chamado “disparo em massa”, usando a base de usuários do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Isso também é ilegal, pois a legislação eleitoral proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato (números cedidos de forma voluntária).

“A Folha hoje comprova que o deputado Bolsonaro criou uma verdadeira organização criminosa com empresários que, mediante caixa 2, dinheiro sujo, estão patrocinando disparos de mensagens mentirosas no WhatsApp. Meu adversário está usando crime eleitoral para obter vantagem. Ele, que dizia que faz a campanha mais pobre, foi desmentido hoje. Ele faz a campanha mais rica do país com dinheiro sujo”, afirma Haddad.

O candidato diz ainda que a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral serão acionadas para “impedir o deputado Bolsonaro de agredir violentamente a democracia como ele tem feito. Fazer conluio com dinheiro de caixa 2 pra violar a vontade popular é crime. Ele que foge dos debates, não vai poder fugir da Justiça.”

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Política

Maioria defende participação de Bolsonaro em debates no segundo turno

Apenas 23% dos entrevistados defendem que o candidato não se submeta a esse tipo de confronto com Fernando Haddad (PT)

ubiie Redação

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A participação do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em debates na TV ou outras mídias é defendida por 73% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha publicada nesta quinta (18).

Em contraposição, 23% dos entrevistados defendem que o candidato não se submeta a esse tipo de confronto com Fernando Haddad (PT), seu adversário na corrida presidencial. Quatro por cento não souberam responder.

A questão foi levantada pela pesquisa após as ausências de Bolsonaro em cinco dos sete debates realizados no primeiro turno, justificadas pela condição médica do candidato, que fora esfaqueado durante ato público no início de setembro.

Mesmo liberado por seus médicos, Bolsonaro diz que não irá a nenhum programa ao lado de Haddad também agora no segundo turno.

Entre os entrevistados pela pesquisa, 67% acham que é muito importante que sejam realizados debates, 13% dizem que é um pouco importante, 19% não veem importância na realização dos programas, e 2% não souberam responder a questão.

O número dos que acham muito importantes os debates entre os candidatos no segundo turno cai entre aqueles que pretendem votar em Bolsonaro -para 53%. Já entre os eleitores de Haddad, 86% avaliam que o confronto público entre eles, bem como a apresentação de seus programas é muito importante.

Quando questionados se há chance de mudança de voto por causa de debates, 76% dos eleitores dizem que não, 8%, que essa chance é pequena, 8%, que é média, e 6%, que é grande.

Para os que declaram voto em Bolsonaro, 84% não veem chance de mudar o voto após um confronto público de ideias. Diante da mesma questão, 76% dos que declaram voto em Haddad dizem que não considerariam o conteúdo do debate para mudar o voto.

Para 35% dos entrevistados que declaram voto no candidato do PSL, ele não deveria ir a debates, mas 62% que acham que sim -e 4% não sabem. Para 86% dos que votam em Haddad, Bolsonaro deveria ir a debates; 11% acham que ele não deveria ir, e 3% responderam que não sabem.

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