Siga-nos

Política

154

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 20segundo(s).

Não me arrependi, diz Barroso sobre bate-boca com Gilmar Mendes

Em março, ambos se envolveram em uma discussão ferrenha durante sessão no plenário do STF

ubiie Redação

Publicado

em

Logo ele, um sujeito que medita, não se reconheceu ao ver a TV. Assim o ministro Luís Roberto Barroso narrou como se sentiu após a desavença que teve com o colega do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, a quem acusou de ter “pitadas de psicopatia” em março.

“Não vou explorar esse assunto. Quando vi na TV pensei, ‘essa pessoa não sou eu, eu sou um sujeito que medita todos os dias, vivo de bem com a vida'”, disse o ministro em debate na Casa Época/Voque, neste sábado (28), durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty).

A plateia gargalhou quando Barroso logo emendou: “Não me arrependi, não”.

Referia-se ao bate-boca que teve na corte, cinco meses atrás, com Gilmar. “Me deixa de fora desse seu mau sentimento. Você é uma pessoa horrível. Isso não tem nada a ver com o que está sendo julgado. É um absurdo Vossa Excelência aqui fazer um comício cheio de ofensas, grosserias. Já ofendeu a presidente, já ofendeu o ministro Fux, agora chegou a mim”, interrompeu Barroso naquela sessão.

E mais: “O senhor é a mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia”, disse Barroso a Gilmar. “A vida para Vossa Excelência é ofender as pessoas. Qual a sua ideia? Qual sua proposta? Vossa Excelência é uma vergonha, é uma desonra para o tribunal. Vossa Excelência, sozinho, desmoraliza o tribunal. Está sempre atrás de algum interesse que não o da Justiça”.

Em Paraty, Barroso disse não ter “interesse em estimular isso”. Mas continuou falando do assunto.

“Imagina você trabalhando num lugar onde um colega seu extremamente agressivo, grosseiro, que ofenda pessoas e plante notas falsas sobre você nos jornais. Tudo isso a meditação absorveu. Um dia [a briga] aconteceu, foi um acidente da estrada.”

O ministro afirmou que ficou “chateado” com a reação da mídia e do público à contenda. “Porque o modo como penso a vida… Ninguém deve ter esse poder de tirar você do seu centro. Mas o que é pior: os editoriais trataram como se fosse episódio de dois brigões, não de alguém que depois de anos absorvendo golpes um dia reagiu.”

JUDICIALIZAÇÃO

O ministro discutiu a judicialização da política no evento. Falou que o Supremo é responsável por questões vitais na democracia: pesquisas com células-tronco, uniões homoafetivas, questões religiosas, cotas raciais, financiamento eleitoral, impeachment de Dilma Rousseff… Até “questões lúdicas”, lembrou Barroso.

Como episódio anedótico, citou a “decisão dizendo que o colarinho do chope faz parte da bebida” e deve ser considerado, portanto, parte integrante da bebida. Um restaurante catarinense chegou a ser multado pelo Inmetro em R$ 1.512, acusado de entregar ao cliente um chope caprichado no colarinho e ferir, assim, o Código de Defesa do Consumidor.

Barroso colocou à plateia questões que o STF tem de lidar: “Pode uma mulher engravidar do sêmen do marido morto que ficou congelado em banco?” Há uma fila de transplante de fígado. Uma senhora ganha um fígado. A fila anda, um cavalheiro é o próximo. “A senhora que recebeu o fígado anterior tem rejeição e pede o fígado. Aí você tem a judicialização, algo macabro, pela disputa pelo fígado.”

“Pra nenhuma deles havia uma solução pré-pronta para o ordenamento jurídico.”

Ele contou, em outra anedota, que essa era uma das primeiras vezes que fala em público desde que deu uma palestra em uma universidade no Maranhão.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Política

Missão de Bolsonaro é manter país unido e pacificado, diz Temer

Declaração foi dada durante pronunciamento, em cadeia nacional, em comemoração à Proclamação da República

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (15) que a principal missão de seu sucessor no Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, será manter o país unido e pacificado.

Em pronunciamento em cadeia nacional, em comemoração à Proclamação da República, ele defendeu que, passada a eleição presidencial, “a hora da divisão passou” e que torce pelo sucesso do capitão reformado.

“Agora, a missão é manter o país unido e pacificado. A transição de governo que estamos fazendo é das mais civilizadas e cordiais. Torço pelo sucesso do novo presidente. Quero que o Brasil cresça e avance ainda mais do que no período em que estive à frente da administração federal”, disse.

Em um recado ao militar, o presidente lembrou a importância do regime democrático e pregou que todos devem ter compromisso com “o bem estar da nação” e com a “valorização da mulher”.

“Vivemos um dos mais longos ciclos democráticos de nossa história que, na verdade, sempre foi repleta de interrupções na normalidade institucional. Nossa Constituição Federal comemorou 30 anos em outubro, provando a vitalidade de nossas instituições”, afirmou.

Temer avaliou que o processo eleitoral deste ano ocorreu com “vigor extraordinário” e que o país ainda tem desafios imensos a superar.

“Ainda há muito a fazer. Trabalharei todos os dias para deixar a casa em ordem e tudo preparado para avançar ainda mais. Afinal, o sucesso do presidente Bolsonaro será o sucesso de todo nosso país”, ressaltou.

BOLSONARO

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, passou o feriado em sua casa no Rio, sem compromissos oficiais.

Durante a tarde, ele recebeu visita do pastor Silas Malafaia, um dos líderes evangélicos mais alinhados à candidatura do militar reformado.

0
0
Continuar lendo

Política

Confederação Nacional dos Municípios pede manutenção do Mais Médicos

Entidade alerta que é preciso substituí-los sob o risco de mais de 28 milhões de pessoas ficarem desassistidas

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, divulgou hoje (15) nota na qual ressalta a preocupação dos prefeitos das cidades com menos de 20 mil habitantes com a saída dos 8,5 mil profissionais cubanos que atuam no programa Mais Médicos. A entidade alerta que é preciso substituí-los sob o risco de mais de 28 milhões de pessoas ficarem desassistidas.

“A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo”, diz a nota. “Acreditamos que o governo federal e o de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do programa.”

O Ministério de Saúde Pública de Cuba informou ontem (14) que retiraria os profissionais do programa no Brasil por divergir das exigências feitas pelo governo do presidente eleito Jair Bolsonaro e em decorrência das críticas mencionadas por ele. Para o governo Bolsonaro, os médicos cubanos devem se submeter ao Revalida – prova que verifica conhecimentos específicos na área médica.

Ontem, o presidente eleito levantou dúvidas sobre a capacidade profissional dos cubanos e anunciou o rompimento do acordo com Cuba no Mais Médicos. No entanto, assegurou que o programa será mantido e que as vagas ocupadas por cubanos serão substituídas.

Na nota, a CNM apelou para a ampliação do programa para municípios e regiões que “ainda apresentam a ausência e a dificuldade de fixação do profissional médico”. Segundo a entidade, um estudo apontou que o gasto com o setor de saúde sofreu uma defasagem de 42% na última década, o que sobrecarregou os cofres municipais.

Ainda de acordo com a confederação, os municípios, que deveriam investir 15% dos recursos no setor, ultrapassam, em alguns casos, a marca de 32% do seu orçamento, não tendo condições de assumir novas despesas. Para a CNM, o caminho é de negociação e diálogo.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) também manifestou-se sobre a questão. Em comunicado, a entidade assegurou que existem profissionais brasileiros em número suficiente para substituírem os cubanos.

0
0
Continuar lendo

Política

Ernesto Araújo será ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro

Diplomata é diretor do departamento responsável por relações com os EUA no Itamaraty

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou que o embaixador Ernesto Araújo será seu ministro das Relações Exteriores.

“A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores”, escreveu Bolsonaro em uma rede social.

Araújo é diretor do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos.

A escolha de um chanceler era vista como prioridade da semana para a equipe de transição.

Bolsonaro já coleciona algumas polêmicas em Relações Exteriores. A primeira delas se deu após ter anunciado que transferiria a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

A promessa de campanha acabou sendo revista pelo presidente eleito, que disse semana passada que isso ainda não está definido.

Porém, a intenção de fazer o mesmo que o governo dos EUA de Donald Trump já trouxe impacto negativo para o Brasil. A comunidade árabe, com quem o país tem estreita relação comercial, especialmente na exportação de carnes, mostrou preocupação.

A viagem de uma comitiva brasileira ao Egito foi cancelada de última hora. No meio diplomático, isso foi visto como retaliação às declarações de Bolsonaro.

O presidente eleito também teve de rever declarações que fez sobre a China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ele vinha dizendo que os chineses queriam comprar todo o território brasileiro e ameaçou interromper os negócios com o país asiático.

Depois de encontro com embaixador chinês, ele deu entrevistas dizendo que manteria os negócios, mas sem viés ideológico.

Houve ainda um impasse com a Noruega depois que seu futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o país escandinavo tinha muito a aprender com o Brasil sobre preservação.

A Noruega é o principal financiador internacional para a preservação da floresta amazônica. As declarações do aliado de Bolsonaro levaram à reação do embaixador norueguês no Brasil que, pelo Twitter.

Nils Martin Gunneng disse ter orgulho da parceria com o Brasil, que dura dez anos.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
112,83
JPY 0,00%
3,75
BRL +0,06%
1EUR
Euro. European Union
=
128,84
JPY –0,02%
4,28
BRL +0,04%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
620.263,48
JPY –0,68%
20.589,88
BRL –0,62%

Tokyo
13°
Mostly Cloudy
SatSunMon
min 10°C
16/11°C
16/9°C

São Paulo
27°
Fair
SatSunMon
27/18°C
31/19°C
21/15°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana