Siga-nos

Política

222

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 19segundo(s).

Doria quebra hegemonia de trio tucano

O ex-prefeito tem insistido na tese de que apenas um tucano pode continuar o legado de Alckmin

ubiie Redação

Publicado

em

A confirmação do ex-prefeito paulistano João Doria como candidato do PSDB ao governo de São Paulo – oficializada ontem na convenção estadual do partido – interrompe uma sequência de sete eleições consecutivas nas quais a candidatura tucana ao Palácio dos Bandeirantes ficou restrita a três líderes históricos da sigla. Pela primeira vez em 30 anos, o eleitor paulista não poderá votar em Geraldo Alckmin, José Serra ou Mário Covas para governador.

Ao lado de Alckmin, Doria poupou de críticas o atual governador de São Paulo e candidato à reeleição, Márcio França (PSB), reservando-as a outros concorrentes ao governo, como Paulo Skaf (MDB). “Quero deixar um recadinho ao Skaf: não há estafa com o PSDB no Estado”, disse, respondendo a críticas do emedebista à gestão tucana em São Paulo. Em seguida, acusou gestões petistas no governo federal pela crise econômica. “Quando fazem algo, é para roubar.”

Doria chegara à convenção no Expo Barra Funda às 11h30 – o ex-governador chegou às 14h. Foi a segunda vez que Alckmin, o pré-candidato tucano à Presidência, esteve ao lado de Doria em sua pré-campanha. A relação entre o ex-prefeito e o ex-governador havia esfriado, em meio às pretensões presidenciais alimentadas por Doria.

Assim como já havia ocorrido na eleição municipal há dois anos, a escolha de Doria dividiu o partido. O próprio Alckmin, que apadrinhou a campanha do empresário em 2016, chegou a articular uma candidatura única ao governo com o PSDB sendo vice na chapa de França.

Doria reverteu o cenário com o apoio de deputados e dirigentes da legenda, que veem o ex-prefeito como o nome mais forte da sigla para garantir a hegemonia do partido no Estado. O ex-prefeito tem insistido na tese de que apenas um tucano pode continuar o legado de Alckmin. A tática consiste em explorar o programa mais à esquerda do partido de França e tentar vincular o governador ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato.

O coordenador do programa de governo de Alckmin, Luiz Felipe d’Avila, negou desconforto entre os tucanos e o governador do PSB. “Não existe saia-justa nem com Alckmin nem com Doria. O França entende o jogo político”, disse ao Estado.

Críticas à união entre PSDB e Centrão (formado por PR, PRB, PP, DEM e Solidariedade) foram citadas por Doria. “Não conseguiram construir uma aliança como a nossa em São Paulo nem no Brasil. Nada contra alianças, mas quem advoga contra elas é porque não conseguiu fazer.” Eram 15h quando ele foi anunciado como o candidato tucano ao governo.

Ruptura

A tradição tucana nas eleições estaduais só pôde ser quebrada depois que Serra desistiu de disputar o governo pela segunda vez, em janeiro. A saída do senador do páreo e a carência de quadros competitivos abriram caminho para Doria tentar repetir o feito de dois anos atrás na capital, quando se elegeu prefeito após acabar com um rodízio de candidaturas municipais entre Serra e Alckmin desde 1996. No período, foram cinco eleições e só uma vitória – Serra, em 2004.

“Era cobrado do PSDB que fizesse uma renovação. Mas Doria não é mais novidade”, disse o cientista político Humberto Dantas, pesquisador da FGV.

“Nenhum partido fez renovação. O Doria foi uma escolha da nossa militância”, afirmou o deputado estadual Pedro Tobias, presidente do diretório estadual do PSDB.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Política

‘Sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda’

Frase foi dita por Bolsonaro na abertura do jantar oferecido a ele, no domingo, em Washington

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente Jair Bolsonaro fez um breve discurso no início do jantar oferecido a ele, na noite de domingo (17), na embaixada do Brasil em Washington.

Ele começou dizendo que há quatro anos, quando decidiu se candidatar à Presidência da República, não foi levado a sério nem pela esposa. Exaltou o escritor Olavo de Carvalho, “um dos grandes inspiradores meus e o inspirador de muitos jovens no Brasil, a quem devemos a evolução que estamos vivendo”, e fez um ataque à esquerda.

“Sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda. (…) O Brasil não é um terreiro aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos que desconstruir muita coisa, desfazer muita coisa, para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que pelo menos eu possa ser um ponto de inflexão já estou muito feliz. O nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo.”

Confira o discurso:

1
0
Continuar lendo

Política

Campanha ‘Lula Livre’ é relançada em ato com Haddad e Boulos em SP

A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural

ubiie Redação

Publicado

em

A campanha “Lula Livre”, pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou uma nova fase neste sábado (16). No sindicato dos metroviários, em São Paulo, o “Encontro Nacional Lula Livre” relançou a campanha e reuniu, segundo a organização, cerca de 1.500 participantes.

té então, o Comitê Nacional Lula Livre reunia líderes de partidos e de movimentos de esquerda numa grande assembleia, mas sem capacidade organizativa e com ações pontuais. A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural.

Segundo o petista Fernando Haddad, derrotado por Jair Bolsonaro (PSL) nas últimas eleições, o comitê está repensando a estratégia de comunicação “uma vez que nós estamos muito seguros que a Lava Jato não conseguiu demonstrar no que o presidente Lula contrariou o interesse do país”.

“Nós queremos lembrar a sociedade brasileira de que uma injustiça foi cometida e que nós vamos continuar na luta por justiça”, disse no evento.

Guilherme Boulos (PSOL), que também esteve no evento com Haddad e Manuela Dávila (PCdoB), disse que atos nas ruas e um “trabalho de diálogo e de convencimento da população” são importantes para fortalecer o movimento.

“Nesse momento onde as contradições da Lava Jato começam a vir à tona de outras maneiras, é importante reforçar que o Lula é um preso político e de fazer a luta pela sua libertação”, disse o candidato do PSOL à presidência na última disputa.

Enquanto as mesas discutiram as novas diretrizes do movimento e abriam o microfone para recolher ideias dos participantes para a campanha, na frente do sindicato dos metroviários, cartazes, broches e camisetas com o slogan da campanha eram vendidos.

Em contraste com os materiais da campanha que levam um tom mais sóbrio, a nova arte da campanha, exibida nas paredes do ginásio, apresenta tons coloridos.

Os participantes sugeriram ações capilarizadas e citaram a vigília que tem sido feita em Curitiba desde que o ex-presidente foi preso como parte importante do movimento–a carta enviada neste sábado (16) por Lula ao comitê também os agradece.

A primeira iniciativa após a reunião será a Jornada Lula Livre, de 7 a 10 de abril. Para marcar um ano da prisão do petista e também o julgamento de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prisão em segunda instância, a campanha prevê atos, seminários e shows pelo país.

Como mostrou reportagem da Folha, o relançamento da campanha ocorre na esteira da frustração com a não participação de Lula nas eleições e com a derrota do PT nas urnas, o que, considerando a visão da esquerda de que o petista é um preso político, poderia ter sido suficiente para sua soltura.

Ao contrário, as eleições consolidaram no poder a direita antipetista representada por Jair Bolsonaro, que tem como ministro o algoz de Lula, o ex-juiz Sergio Moro.

A partir da reunião deste sábado (16), a ideia é criar comitês pelo país para espalhar a narrativa de que democracia e direitos estão em risco e, assim, criar um novo ambiente político que pressione pela revisão da prisão pelo Judiciário.

PRISÃO DE LULA

Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril de 2018 após condenação em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do tríplex de Guarujá (SP), da Operação Lava Jato.

Em fevereiro, Lula foi condenado novamente a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em outra ação, a do sítio em Atibaia (SP). Caso a soma das duas penas de Lula seja mantida em 25 anos, ele, que tem 73 anos, poderia ir para o semiaberto após, no mínimo, quatro anos de prisão.

O petista recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Também tem dois habeas corpus pendentes no STF, mas não há prazo para esses três julgamentos. Em 10 de abril, serão julgadas as ações que discutem a prisão em segunda instância e podem beneficiá-lo.

Após as eleições, foram criados uma comissão executiva de 29 membros e um secretariado de sete pessoas para colocar de pé as iniciativas. No grupo, que se reúne ao menos mensalmente, estão integrantes do MST, MTST, CUT, UNE, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, além de dirigentes do PT, PSOL, PC do B e PCO.

0
0
Continuar lendo

Política

Eduardo Bolsonaro diz que brasileiros ilegais são ‘vergonha nossa’

Deputado disse que os EUA precisam exigir vistos para evitar que brasileiros se passem por turistas para emigrar

ubiie Redação

Publicado

em

O deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou na noite deste sábado (16), em Washington, que os brasileiros que estão em situação migratória irregular fora do país são “vergonha nossa”.

Segundo o jornal “O Globo”, a declaração foi feita quando o deputado comentava a possibilidade de o governo isentar americanos da exigência de vistos para entrar no Brasil, sem a contrapartida do governo americano para liberação de vistos para brasileiros.

“Quantos americanos vão vir morar ilegalmente no Brasil, aproveitar essa brecha para entrar aqui como turista e passar a viver ilegalmente? Agora vamos fazer a pergunta contrária: se os EUA permitirem que o brasileiro entre lá sem visto, quantos brasileiros vão para os Estados Unidos se passando por turistas e vão passar a viver ilegalmente aqui?”, afirmou à imprensa que estava no local.

O deputado, que na quinta-feira foi eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, falou sobre o governo se preocupar com a situação dos brasileiros que entram de maneira irregular nos EUA: “Um brasileiro ilegalmente fora do país é problema do Brasil, isso é vergonha nossa, para a gente. Uma pessoa, um brasileiro que vai para o exterior e comete qualquer tipo de delito, eu me sinto envergonhado. Por exemplo, quando foram para a Indonésia e condenados à morte aqueles traficantes, eu fiquei com vergonha, poxa.”

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
111,40
JPY +0,01%
3,79
BRL –0,06%
1EUR
Euro. European Union
=
126,44
JPY +0,14%
4,30
BRL +0,07%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
446.262,11
JPY +0,47%
15.179,87
BRL +0,40%

Tokyo
11°
Sunny
WedThuFri
20/12°C
19/13°C
21/7°C

São Paulo
22°
Cloudy
TueWedThu
min 20°C
26/19°C
21/17°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana