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Brasileiros em guerra contra a Ucrânia nem pensam em retornar ao país

Entre 10 e 15 cidadãos brasileiros cruzaram o Atlântico e boa parte da Europa para lutar contra o Exército ucraniano

ubiie Redação

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Preso na Ucrânia desde o fim de 2016, o brasileiro Rafael Lusvarghi é o único estrangeiro detido por Kiev sob a acusação de terrorismo por ter lutado ao lado dos rebeldes separatistas apoiados pela Rússia no leste do país.

Lusvarghi alistou-se como voluntário poucos meses após o início dos conflitos, em setembro de 2014. Rapidamente se tornou um combatente conhecido das forças que declararam independência da Ucrânia nas províncias de Lugansk e Donetsk, já na fronteira com a Rússia.

Apesar de ser o mais famoso, ele não foi e não é o único brasileiro a pegar em armas ao lado dos rebeldes apoiados pela Rússia. Como ele, entre 10 e 15 cidadãos brasileiros cruzaram o Atlântico e boa parte da Europa para lutar contra o Exército ucraniano. Hoje, ao menos dois deles permanecem nas províncias rebeldes e seguem atuando com as forças de segurança da República Popular de Donetsk.

Eles saíram de todas as regiões do Brasil e tinham objetivos muito diferentes entre si. Alguns buscavam apenas aventura, outros, treinamento militar, e há ainda aqueles que foram para as trincheiras acreditando estar diante da última batalha da Guerra Fria.

Entre os combatentes que saíram do Brasil, havia um estudante de comunicação, um ex-boxeador frustrado, um policial militar e até mesmo um militante de um partido de extrema esquerda que levou seu filho de 17 anos para experimentar a vida no que acreditava ser uma guerra contra o imperialismo americano.

O ponto em comum entre todos eles é Rafael Lusvarghi. O ex-PM paulista se tornou uma espécie de garoto-propaganda dos rebeldes e, com apoio de um grupo organizado em Moscou, fazia parte de uma estrutura que auxiliava os brasileiros a chegarem ao leste da Ucrânia viajando de ônibus pelo interior da Rússia.

A narrativa de que esta é uma guerra entre neocomunistas e nazifascistas levou milhares de estrangeiros para os campos de batalha da Ucrânia. Os maiores contingentes foram os de franceses e espanhóis. Mas gente de todo o mundo, com os mais diferentes objetivos, desembarcou no leste do país no segundo semestre de 2014 para lutar. Entre os latino-americanos, os brasileiros formaram o maior contingente.

Rodolfo Cunha Cordeiro, 30, um ex-segurança particular de Presidente Prudente (SP), chegou em novembro de 2014, seguindo a rota estabelecida pelos recrutadores. Comprou um voo até Moscou e lá foi recebido por um grupo de russos, que o colocaram em um ônibus até Lugansk.

Ali ele foi integrado a um batalhão internacional que recebia gente de todo o mundo, a maior parte dela sem nenhum tipo de treinamento militar.

“Logo no começo nos colocaram em batalhas pesadíssimas, no front mesmo”, afirma ele. “Eu servi lá com dois brasileiros. Os dois acabaram feridos perto de Mariupol [cidade no sul da Ucrânia hoje sob controle de Kiev], conta o paulista, que permanece vivendo em Donetsk, assim como um dos brasileiros feridos.

Rodolfo gosta de ser chamado de Magayver –assim mesmo, com a grafia aportuguesada do personagem da série de televisão. Gosta também de dizer que decidiu abandonar a vida em Presidente Prudente para ajudar as pessoas do leste da Ucrânia contra as ameaças fascistas que sofriam.

Rodolfo, no entanto, admite que nem sabia exatamente onde ficava Donetsk e não entendia exatamente do que se tratava a guerra a qual estava indo lutar.

“Preciso admitir que havia uma dose grande de aventura, eu sempre gostei da vida militar”, diz ele, que recusa a pecha de mercenário. “Nunca ganhei dinheiro aqui, o que nos pagam mal dá pra viver”, diz.

Hoje mora em um pequeno quarto sem banheiro em um edifício destinado a estudantes, no centro de Donestk. Tem uma vida espartana. Recebe o equivalente a cerca de R$ 700 por mês e trabalha nas forças de segurança do Ministério do Interior da República Popular de Donetsk, no que ele chama de uma “espécie de Polícia Federal”.

“Ainda vou pro front, mas em geral fico na retaguarda”, afirma ele, que deixou o Exército após romper os ligamentos do joelho.

Rodolfo serviu com Rafael Lusvarghi e outros brasileiros por vários meses. Estiveram juntos em diferentes batalhas e, assim como o paulista preso, também é considerado um terrorista pela Ucrânia.

Ele agora é cidadão da República Popular de Donetsk. Carrega orgulhoso o passaporte que não é reconhecido por nenhum país do mundo, mas que lhe dá direito a entrar e sair da Rússia quando bem entender.

Quando está de folga, sempre caminha pelas ruas de Donetsk com as quase dez medalhas que recebeu por seus serviços em batalha. No coldre, carrega uma pistola soviética Makarov. “Foi prêmio de guerra, peguei de um soldado ucraniano que morreu em batalha”, diz.

Ele tem pouco contato com o outro brasileiro que vive em Donetsk. O rapaz de 28 anos foi ferido duas vezes em combate, caminha com dificuldade e não quer se identificar.

O jovem, assim como Rodolfo, pretende seguir vivendo na província rebelde. Os dois vêm de famílias de classe média baixa e afirmam não ter oportunidade no Brasil. Preferem seguir a vida distantes de casa. Aqui conquistaram um reconhecimento que dificilmente teriam como segurança privado ou motoboy.

“Minha vida é aqui agora, tenho um bom currículo como militar, não tenho nada para fazer no Brasil”, diz Rodolfo, enquanto mostra a coleção de documentos que comprovam as autenticidade de suas medalhas. Um delas, concedida a ele por rebeldes cossacos, carrega o rosto do presidente russo, Vladimir Putin.

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EUA estão à beira da falência devido a gastos militares, diz mídia

O complexo militar-industrial dos EUA, junto com um governo corrupto e funcionários pouco competentes, faz o país mergulhar cada vez mais no buraco da dívida, escreve a edição CounterPunch.

ubiie Redação

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Segundo a edição, os crescentes gastos militares estão levando os EUA à falência. O governo e altos funcionários enganam a população, exigindo cada vez mais dinheiro para o Exército.

Na qualidade de exemplo a CounterPunch cita os resultados da investigação da organização Open the Government, segundo a qual os militares estadunidenses gastam somas enormes com compras não ligadas ao serviço militar, em particular, uma poltrona por 9.241 dólares (R$ 35.200), talheres de porcelana por 53 mil dólares (R$ 202 mil), bebidas alcoólicas por 308 mil dólares (R$ 1,2 milhões), bem como mariscos de luxo por 4,6 milhões de dólares (R$ 17,5 milhões).

Além disso, o governo norte-americano gasta muito mais do que recebe dos impostos e, por isso, é obrigado a pedir emprestado a outros países. Esse dinheiro é usado para financiamento das instituições estatais e guerras incessantes por todo o mundo, enquanto a educação, a saúde pública e a infraestrutura se encontram em decadência, ressaltou a edição.

“Finalmente, os impérios militares inevitavelmente colapsam, ao se expandirem e gastarem tudo até ao último cêntimo. O mesmo aconteceu com Roma e agora se repete de novo. O império americano já está se destruindo. Estamos nos aproximando da massa crítica”, afirma a CounterPunch.

Os EUA se atolam cada vez mais em dívidas, sendo todas as decisões ligadas ao financiamento tomadas pelo complexo militar-industrial do país. Segundo a edição, desde 2001 os EUA gastaram 4,7 trilhões de dólares com as guerras no exterior. A dívida pública aumenta 32 milhões de dólares por hora, mas o governo gasta a cada cinco segundos no Iraque mais de que um americano médio recebe em um ano inteiro.

No entanto, Washington não tornou o mundo mais seguro. De acordo com as avaliações de investigadores, os militares estadunidenses lançam bombas a cada 12 minutos em algum ponto do mundo, mas desde 2001 a morte de 500 mil pessoas está ligada às ações dos EUA.

A edição concluiu que os EUA estão caminhando para a falência total e no país já estão visíveis vestígios da falência da sociedade praticamente em todas as esferas, mas o governo americano está pronto a reprimir quaisquer manifestações de descontentamento.

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Norte-americana processa cemitério por ter sido ‘engolida’ pela cova dos pais

Uma moradora de Long Island, ilha no sul do estado americano de Nova York, processou cemitério local por ter caído na cova dos pais, relata New York Post.

ubiie Redação

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De acordo com o processo, Joanne Cullen, de 64 anos de idade, se inclinou para ajeitar uma fita na coroa de flores e o chão cedeu, fazendo com que ela caísse e batesse com a cabeça na lápide.

Mas o trauma não acabou por aí. A norte-americana continuou descendo ao encontro dos pais mortos. Para não chegar até os caixões, Joanne se segurou nas bordas da cova. Ela começou a gritar por ajuda, mas ninguém a ouviu.

“Ser sugado pela cova dos pais enquanto você vai visitá-los em uma tarde fria de dezembro, quando o sol já se ponto […] é aterrorizante e traumatizante”, afirmou o advogado de Joanne, Joseph Perrini. Ele espera que a mulher seja indenizada com US$ 5 milhões (R$ 19 milhões).

De acordo com Joanne Cullen, a “experiência traumatizante” ocorreu no dia 19 de dezembro de 2016 e até hoje ela tem pesadelos, que a impedem de visitar o túmulo dos entes queridos.

O advogado acredita que os coveiros tenham deixado uma cavidade subterrânea na cova que “engoliu” Callen. “É algo terrível que não deveria acontecer com ninguém. Queremos que o cemitério e os funcionários aprendam a lição e que isso não aconteça com mais ninguém”, concluiu o advogado.

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Sobe para 50 o número de mortos de ataque a mesquitas na Nova Zelândia

Há ainda duas pessoas em estado grave

ubiie Redação

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O número de mortos resultante do ataque a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, aumentou para 50. A informação foi confirmada pelas autoridades neozelandesas.

O massacre foi transmitido ao vivo pelo atirador na internet, que publicou um manifesto após o ataque, no qual chamou imigrantes de “invasores”.

Há ainda duas pessoas em estado grave.

Testemunhas afirmaram que por volta das 13h40 local (21h40 de quinta no horário de Brasília) de sexta-feira (15) um homem branco vestido com trajes militares invadiu a mesquita Al Noor, no centro da cidade, e começou a atirar.

Pessoas que estavam no local afirmaram que tiveram que sair correndo para escapar dos ataques, muitos descalços -é costume tirar os sapatos dentro da mesquita.

As testemunhas descreveram ao jornal local New Zealand Herald um cenário com muito sangue e com diversos corpos espalhados pelo chão.

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