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Horror na Bielorrússia: milhões de moscas invadem cidade (VÍDEO)

ubiie Redação

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Os moradores da cidade bielorrussa de Vitebsk filmaram milhões de insetos que invadiram as ruas da cidade e cobriram tudo o que conseguiram atingir.

De acordo com os residentes, a invasão de moscas ocorre todos os verões. No entanto, a quantidade de insetos neste ano é sem precedentes. Os insetos se concentram perto de fontes de luz e se espalham por toda a cidade.

Um vídeo gravado por um habitante mostra como vários lugares de Vitebsk agora se parecem com paisagens de Natal cobertas de neve, mas esse “nevoeiro” é na verdade constituído por milhões de insetos.

Os cientistas explicam que as moscas migram do rio Duína Ocidental durante a época de acasalamento.

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Parapentista se acidenta sobrevoando Alpes suíços e grava tragédia em VÍDEO

No vídeo é possível ver o momento em que o profissional perde o controle do parapente, devido a fortes ventos, e se choca contra as rochas.

ubiie Redação

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O experiente parapentista americano Greg Overton divulgou nas redes sociais imagens que mostram o terrível acidente que sofreu no dia 10 de julho ao sobrevoar o vale de Lauterbrunnen, a cerca de 66 km da capital suíça de Berna.

Overton perdeu o controle do parapente quando estava a 500 metros de altitude, apenas dez minutos depois de decolar.

Inesperadamente, a vela começou a fazer uma série de voltas e o atleta foi atirado contra um penhasco, empurrado por uma forte rajada de vento.

O piloto do parapente levou quase um minuto para recuperar o controle da asa e felizmente aterrissou no vale.

Praticamente todo o equipamento esportivo, incluindo o capacete e a lente da câmera quebraram com o impacto.

O profissional conta que teve de andar cinco quilômetros até uma estação de trem antes de chegar ao hospital, onde foi diagnosticado com uma fratura em uma vértebra lombar, múltiplas contusões e golpes em ambos os joelhos, cotovelos e queixo.

Apesar de ter recebido alta com dor severa e proibição de atividade física por duas semanas, Overton voltou a voar três dias depois do acidente.

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Cientista: ciborgues irão dominar Terra até final do século XXI, mas não vão eliminar humanos

A ideia de que as máquinas com inteligência artificial irão coexistir, dominar ou até mesmo destruir a humanidade tem ganhado destaque na ficção científica.

ubiie Redação

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Esta ideia está presente e tem ganhado grande popularidade como, por exemplo, nos filmes de ficção científica tais como o Exterminador Implacável, Blade Runner, entre outros. No entanto, o criador da hipótese de Gaia, James Lovelock, destaca uma coisa que em muitas destas obras foi mal entendida.

As máquinas do futuro, altamente inteligentes com inteligência artificial, não irão necessariamente se tornar rebeldes e destruir a humanidade, opina o Dr. James Lovelock, um dos cientistas e futuristas mais respeitados do Reino Unido.

Lovelock é coautor da famosa hipótese de Gaia, de acordo com a qual os organismos vivos e os criados artificialmente irão interagir uns com outros, criando uma espécie de sistema autorregulado e integrado que ajudará a perpetuar vida na Terra.

Ele está convencido de que os organismos cibernéticos irão governar o planeta até ao século XXI, graças ao seu enorme potencial de inteligência.

“Eles [os organismos artificiais] serão capazes de transmitir a informação entre si muito mais rápido, e a evolução deles irá ser também muito mais rápida”, acrescentou Lovelock, citado pelo Daily Mail

De acordo com o cientista, em vez de se revoltar contra os humanos, os robôs com inteligência artificial irão coexistir conosco, mas irão nos tratar de forma semelhante como nós tratamos as plantas.

“Os ciborgues serão muito mais que nossos filhos, porque são totalmente diferentes de nós, têm suas próprias origens. Mas a ideia de que eles nos vão substituir é uma tolice. Nós vamos coexistir com eles da maneira como coexistimos com as plantas. Eles vão nos ver do mesmo jeito que nós vemos as plantas – como seres mais lentos. Entretanto eles podem muito bem achar certos aspetos de nós interessantes, da mesma forma que nós podemos ir ao [jardim botânico real] Kew Gardens”, disse cientista.

Esta nova forma de vida será não só consciente, mas até “mais consciente que nós”, graças a sua enorme vantagem em velocidade de computação, comparado com o cérebro humano.

De acordo com James Lovelock, a humanidade deverá estar contente e não aterrorizada, pela revolta das máquinas, porque, graças ao seu enorme potencial de inteligência e capacidade de processamento de informação, poderão nos ajudar a evitar catástrofes e extinções em massa, como aquela que matou todos os dinossauros.

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Brasileiros em Portugal não pensam em voltar

O número de brasileiros vivendo em Portugal cresceu 29,7% no último ano

ubiie Redação

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São megainvestidores milionários, estudantes, empresários, escultores de areia, motoristas de aplicativo, artistas, desempregados. São brasileiros, em Portugal. Números e relatos obtidos pelo Estado mostram “zucas” (como se tratam e são chamados pelos lusitanos) de todas as idades e classes sociais, fazendo a rota oposta da invasão à América – repetindo as desigualdades sociais e os desafios do outro lado do Atlântico. Mas sem pensar em voltar.

O Serviço de Imigração e Fronteiras (SEF) registrou em 2018 acréscimo da população estrangeira residente, que chegou a 480.300, maior número da série iniciada em 1976. Só que os “zucas” já são um em cada cinco: 105.423. Dois anos antes, eram 81.251, um avanço de 29,7%.

Dados solicitados pela reportagem ao SEF mostram que os brasileiros residentes em Portugal têm um perfil bem mais feminino e no auge da idade, quando se fala em capacidade produtiva, entre 30 e 44 anos. No total, registraram-se 42.848 homens e 62.575 mulheres. Desse grupo, 43.396 (41,16%) estão nessa faixa etária.

O advogado Luiz Ugeda, do escritório Porto Advogados, explica que o país europeu, com uma população envelhecida, precisa de mão de obra qualificada. Já do ponto de vista do Brasil, “há um desconforto de certas camadas da população brasileira com a crise que o País vive”. “Não só a econômica e política, mas a de valores mesmo. Tem muita gente qualificada, dos meios acadêmicos, profissionais liberais e empresários.”

Dessa forma, os que chegam têm um perfil diferente de fluxos migratórios anteriores – em 2012, havia praticamente o mesmo número de residentes “zucas” (105.622). “Você continua tendo profissionais que se submetem a subempregos, que buscam qualquer meio de sobrevivência, mas há também os qualificados.”

Só o Aeroporto de Lisboa, a capital, recebe diariamente 12 ligações aéreas provenientes do Brasil. Entre quem não está a turismo, grande parte já fica por ali mesmo. Na sua maioria, esses cidadãos passam a residir nos distritos de Lisboa (42.847), Porto (12.994) e Setúbal (10.728), onde há mais oferta de empregos. Os brasileiros já estão entre os estrangeiros que mais investem na antiga “metrópole” europeia. Em 2017, responderam por 19% dos investimentos (atrás só dos franceses, com 29%).

Mercado imobiliário

E a chegada de estrangeiros procurando residência sobretudo em Lisboa já é apontada como um dos fatores que colabora para a “crise” do mercado imobiliário (falta de moradias). Além disso, a alta do turismo está transformando diversos imóveis em locais de estadia temporária (como o Airbnb). Muita procura e pouca oferta fazem os preços dos aluguéis dispararem.

“Está difícil encontrar casas a preços acessíveis. Além disso, para brasileiros, muitas vezes os locadores exigem 12 aluguéis adiantados”, alerta Cyntia de Paula, presidente da associação Casa do Brasil, que dá orientações aos recém-chegados. Entre 2013 e 2018, os preços dos imóveis cresceram 46%, de acordo com o grupo Confidencial Imobiliário.

Danilo Bethon, de 29 anos, produtor cultural, adotou Portugal como novo lar há dois anos e diz ter sido sempre tratado com muita cortesia. Contudo, teve dificuldade em alugar um apartamento por ser “zuca”. “Só de falar pelo telefone pedindo informação, percebiam o meu sotaque e diziam que o lugar já tinha sido alugado”, lembra. “Teve a dona de uma casa que, no dia de assinar o contrato, quando viu que eu era brasileiro, pediu seis alugueis adiantados de caução, em vez de dois. Não tinha todo esse dinheiro e não fizemos negócio.”

As principais razões invocadas para a concessão de novos títulos foram reagrupamento familiar – quando a mulher, ou muitas vezes o marido, vai na frente para a Europa e depois traz os demais – para trabalho e estudo. Além da alta de pedidos de residência, muitos brasileiros têm buscado a nacionalidade portuguesa, por casamento, por ter antepassados lusitanos, ou por autorização de residência antiga no país. Em 2018, 11.586 obtiveram o documento; no ano anterior, haviam sido 10.805.

E há um empoderamento feminino. “A imigração costuma ser associada ao homem, mas na verdade muitas mulheres buscam a mudança de país de forma autônoma”, afirma Cyntia. Segundo ela, contribui o fato de serem mais pobres e ganharem menos. “Elas imigram para buscar melhor qualidade de vida, de trabalho e de estudo.” Ugeda levanta ainda a hipótese de o fator segurança sensibilizar mais as mulheres. “Isso faz com que busquem Portugal como projeto de vida e tenham porcentual maior de regularização.”

Bem-estar, mais que ocupação

A queda no desemprego (de 17,3% há seis anos para 6,6% agora) é sempre citada como atrativo para Portugal. Mas há quem não se preocupe com isso. “Nossa família levava uma vida confortável: morávamos numa boa casa e as minhas filhas, de 10 e 14 anos, estudavam em colégio particular, tínhamos uma vida social movimentada”, afirma Nelson Pires da Costa, de 43 anos, que deixou o Rio no ano passado e seguiu para Cascais. Hoje, ele ainda não tem ocupação fixa – trabalhava com reboques no Brasil – e cogita partir para o Uber, mas não pensa em voltar. “Minha filha mais velha, que no Rio não andava nem um quarteirão por medo, agora vai sozinha para a escola.”

Gilda Pereira, sócia da Ei! Assessoria Migratória, conta que seus clientes sempre citam a segurança, as escolas e a saúde pública de qualidade como fatores que pesam. “Tive um cliente que teve câncer depois de chegar e se surpreendeu com a qualidade do atendimento no sistema público.”

Mesmo com o melhor mercado de empregos, não é fácil a colocação para um “zuca” – e em certas áreas o idioma ajuda menos do que se poderia esperar. “Tenho conseguido bons trabalhos em Portugal, mas sei que minhas possibilidades são limitadas porque o português que falo é o do Brasil. As duas personagens de novela que fiz eram brasileiras”, conta a atriz Thaiane Anjos, de 30 anos, que trocou o Rio por Lisboa há quatro anos. No País, atuou nas novelas Flor do Caribe, Além do Horizonte e Malhação, da Rede Globo.

Outro problema é a burocracia, como explica a publicitária Aline Camargo, de 34 anos, que foi para Lisboa há quatro anos e meio. Inicialmente, ela e o marido entraram na Europa como turistas, mas depois decidiram ficar e buscar trabalho remunerado. “Para conseguir a residência, há um processo que chegava a levar dois anos esperando a marcação da entrevista”, diz. Foi depois de ter filha em Portugal que ela correu atrás de regularizar a situação. “Consegui minha residência só este ano.”

Preconceitos

O fator discriminação também influencia, de algum modo, a comunidade de imigrantes. Segundo o Relatório Anual sobre a situação da Igualdade e Não Discriminação Racial e Étnica em Portugal, a nacionalidade brasileira, enquanto fator de discriminação na origem, surge na terceira posição, referida em 45 queixas, que representam 13% do total – no ano anterior, foram 18 casos. Em abril, teve repercussão internacional uma montagem feita na Universidade de Lisboa que “oferecia” pedras para atirar em “zucas”.

Só que até nesse ponto o fluxo migratório traz contradições bem brasileiras. É o caso da professora de circo Glaucia Manzzaneira, de 36 anos, que trocou São Paulo pelo Porto há sete meses. “A partir de 2016 comecei a sentir uma mudança no Brasil, uma liberação do discurso de ódio contra a comunidade LGBT.” Ela e a mulher passaram a ser alvo de xingamentos, brincadeiras e ameaças nas ruas. “Aqui (em Portugal) pode até haver algum preconceito, noto alguns olhares, mas ninguém ousa nos abordar nas ruas”, diz ela, que também foi vítima da crise econômica e teve de fechar a escola de circo que tinha. “Portugal foi um lugar que nos pareceu seguro e fácil para emigrar.”

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