Siga-nos

Mundo

246

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 43segundo(s).

Venezuela movimenta tropas, 10 países repreendem e Brasil é último a saber

Com Brasil de fora, declaração dos governos de Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, parte do Grupo de Lima, condenou movimentação de tropas venezuelanas na fronteira com a Colômbia. A Sputnik Brasil ouviu o especialista em políticas latino-americanas da USP, Rafael Villa, sobre o assunto.

ubiie Redação

Publicado

em

A declaração foi recebida com surpresa no Itamaraty, que a classificou como resultado de “claríssimos açodamento e precipitação”, segundo coluna do jornal O Globo, visto que não foi consultado mesmo fazendo parte do grupo criado em 2017. O governo brasileiro teria demosntrado desapontamento, pois considera ter relações estreitas com a Colômbia na área da Defesa e esperava ser consultado sobre uma pauta como essa.

Por fim, o governo brasileiro preferiu não se associar às afirmações do Grupo de Lima na declaração conjunta, divulgada pela chancelaria chilena na terça-feira (17).

Em entrevista à Sputnik Brasil, o especialista em políticas latino-americanas, Rafael Villa, professor de Relações Internacionais da USP afirmou que essa situação demonstra dissonância entre os países do grupo em relação ao Brasil.

“Isso pode estar mostrando que o Brasil teve algum dissenso substantivo em relação aos outros países do Grupo de Lima. Porque não é por acaso que um dos países que mais tem criticado, questionado o governo Maduro nos últimos tempos, como é o governo de Temer e seu chanceler, tenha sido deixado de fora”, afirmou Villa.

Para o professor, a declaração do Itamaraty, que abriu desafeto com a nota conjunto do Grupo de Lima, é uma prova de que o governo brasileiro não estava de acordo com o conteúdo dela.

O especialista ainda especula sobre o que pode ter causado a discordância brasileira e afirma que o assédio norte-americano pode ter causado o distanciamento do país em relação à atitude do grupo.

“O Brasil também pode ter percebido alguma interferência do governo norte-americano nessa nota e quer manter uma condição de mais autonomia em relação a um comunicado que vai diretamente a um assunto muito delicado como é a movimentação na fronteira”, ressalta o professor Rafael Villa.

Ação militar contra Maduro?

Um dos temores que rondam as relações diplomáticas do continente é a possibilidade de alguma ação militar contra a Venezuela. A ideia não é nova e está ameaça o regime chavista há anos, tendo sido aquecida com as recentes mudanças de governo da região e o alinhamento de países como o Brasil, Argentina e Colômbia às críticas e medidas contra a Venezeula.

O professor, porém, acredita que isso não passa de retórica, e que as condições necessárias a uma ação de tom bélico contra o governo de Maduro ainda não estão postas.
“Em princípio não acredito que isso seja possível, porque não há ações mais sólidas que dêem indícios de que isso poderia estar acontecendo. Eu acho que se os Estados Unidos, em qualquer caso, decidam usar sua força, a Venezuela pouco teria a fazer, devido a um poder militar tão grande como o dos Estados Unidos”, afirma Rafael Villa.

Ele relembra que as movimentações de tropas venezuelanas na fronteira com a Colômbia não são novas e que a tensão diplomática entre os países é uma constante do chavismo.

“Essas movimentações de tropas na fronteira com a Colômbia acontecem desde a época de Chávez. Para justificar uma possível invasão à Venezuela se utilizando das bases militares que os Estados Unidos possuem na Colômbia, países como a Colômbia teriam que declarar que sua segurança nacional esteja ameaçada pela Venezuela. E que isso, por sua vez, ameace a segurança dos Estado Unidos, o que cria uma situação de risco, ameaça, para os países da região”, aponta.

Mensagem ao novo presidente colombiano?

Para o professor, existe a possibilidade de que essa movimentação, apesar de não representar uma novidade, seja uma mensagem de Nicolás Maduro ao presidente eleito colombiano, Iván Duque, próximo de Álvaro Uribe, antigo desafeto dos venezuelanos.

“Em princípio, acho mais que o argumento da invasão cabe mais ser utilizado pelo governo venezuelano como uma maneira defensiva, como uma maneira de levantar os brios de seu público interno”, acredita o professor.
Ele lembra, no entanto, que à época do presidente Chávez, os dois países viveram quase 8 anos em uma constante “guerra fria”, que se caracterizou por declarações diplomáticas “muito fortes” e chamadas de embaixadores.

Por isso, em meio à crescente tensão sobre seu governo, não estaria descartada a possibilidade de que Maduro esteja tentando demonstrar ao novo presidente colombiano, Ivan Duque, que ele não terá vida fácil com o vizinho.

1
0
Clique para comentar
Publicidade

Mundo

Nova Zelândia proíbe armas semiautomáticas e fuzis de assalto

Governo neozelandês pretende instituir plano para devolução das armas já compradas

ubiie Redação

Publicado

em

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nesta quinta (21) a proibição da venda de armas semiautomáticas de estilo militar e fuzis de assalto no país. A premiê já havia adiantado que apresentaria uma legislação mais dura após o atentado cometido na semana passada contra duas mesquitas em Christchurch, em que 50 pessoas foram assassinadas.

“A Nova Zelândia vai proibir todas as armas semiautomáticas de estilo militar. Vamos também proibir as armas de assalto”, declarou Jacinda Ardern, detalhando que a nova legislação vai entrar em vigor já no próximo mês.

A primeira-ministra garantiu ainda que vão ser tomadas medidas provisórias para evitar uma corrida às armas antes da entrada em vigor da proibição de venda.

Jacinda Ardern anunciou também a proibição de venda de carregadores de alta capacidade.

O homem detido e acusado de ter perpetrado os ataques comprou as armas legalmente e reforçou a capacidade do armamento ao usar carregadores de 30 projéteis “através de uma simples compra ‘online'”, disse.

“Em resumo, todas as armas semiautomáticas usadas no ataque terrorista de sexta-feira serão proibidas neste país”, afirmou.

Brenton Tarrant, um australiano nacionalista branco de 28 anos, reivindicou a responsabilidade pelos ataques às mesquitas Al Noor e Linwood, que fizeram pelo menos 50 mortos e quase meia centena de feridos, na sexta-feira. Tarrant, que divulgou um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

O ex-preparador físico, que obteve uma licença de porte de arma em novembro de 2017, tinha cinco armas, incluindo duas semiautomáticas de estilo militar, com as quais terá perpetrado os ataques.

Na sequência do ataque, Ardern anunciou que o Governo ia apresentar um reforma à lei vigente, “que permitiu que o assassino comprasse legalmente o armamento usado no ataque”.

Christchurch é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país com cerca de 376.700 habitantes, localizada na costa leste da ilha e a norte da península de Banks. É a capital da região de Canterbury.

0
0
Continuar lendo

Mundo

Maduro acusa Trump e Bolsonaro de fazerem apologia da guerra

Líderes não descartaram uma intervenção militar na Venezuela

ubiie Redação

Publicado

em

O governo de Nicolás Maduro “rejeitou fortemente” as “perigosas declarações” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, e acusou os dois líderes de fazerem “apologia da guerra”.

Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores nesta quarta-feira (20), Caracas criticou a postura de Trump e Bolsonaro após ambos reafirmarem que “todas as opções continuam na mesa” para resolver a crise política e institucional no país latino. Para o regime de Maduro, os dois presidentes representam as ideias mais retrógradas para os povos dos dois países e são uma ameaça a paz e a segurança internacional.

“É grotesco ver dois chefes de Estado com grandes responsabilidades internacionais fazendo apologia da guerra sem qualquer cerimônia, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas”, diz o governo venezuelano em nota. Além disso, a “influência bélica dos Estados Unidos no Brasil e a tese da supremacia de Trump em Bolsonaro são particularmente preocupantes”.

“Nenhuma aliança neofascista vai conseguir derrubar a vontade independente e soberana do povo venezuelano e nem terá sucesso ao semear estratégias de ódio e belicistas entre os países do continente”, acrescenta o texto. Ontem (19), durante o primeiro encontro entre os dois líderes, Bolsonaro não descartou a hipótese de permitir a entrada no país de tropas dos Estados Unidos para uma eventual ação militar na Venezuela. Trump, por sua vez, reiterou que “todas as opções estão abertas” e que ainda pode aplicar sanções mais duras antes de tentar uma alternativa militar.

0
0
Continuar lendo

Mundo

Relação homossexual é crime em 70 países, diz relatório

Seis países preveem pena de morte; em dois anos, três países descriminalizaram homossexualidade

ubiie Redação

Publicado

em

O levantamento “Homofobia de Estado” mostra que relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo são consideradas um crime em 70 países. As informações são da “Folha de S. Paulo”.

A contagem inclui apenas nações membros da ONU —são 193, das quais 35% criminalizam a homossexualidade atualmente.

Dos 70 da lista, 68 têm leis explícitas contra a prática e outros dois, Iraque e Egito, fazem uso indireto de outras leis para perseguir e condenar pessoas por esses atos.

A maioria está na África: são 33 nesse continente, além de 22 na Ásia, 9 nas Américas e 6 na Oceania . Nenhum deles fica na Europa.

A pena para relações entre pessoas do mesmo sexo varia de multas e prisão (inclusive perpétua) até morte —caso de Irã, Arábia Saudita, Iêmen e Sudão a nível nacional e de Somália e Nigéria em algumas províncias. A prática, no entanto, foi descriminalizada na Índia e em Trinidad e Tobago, em 2018, e, mais recentemente, em 2019, em Angola.

Lançado nesta quarta (20), o principal relatório mundial sobre o tema é realizado pela ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexuais) junto com mais de mil organizações do mundo todo, e está em sua 13ª edição.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
109,93
JPY 0,00%
3,91
BRL 0,00%
1EUR
Euro. European Union
=
124,29
JPY 0,00%
4,42
BRL 0,00%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
439.150,69
JPY 0,00%
15.608,46
BRL 0,00%

Tokyo
Cloudy
SatSunMon
8/4°C
14/4°C
15/7°C

São Paulo
18°
Mostly Cloudy
FriSatSun
min 16°C
28/17°C
29/17°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana