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Venezuela movimenta tropas, 10 países repreendem e Brasil é último a saber

Com Brasil de fora, declaração dos governos de Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, parte do Grupo de Lima, condenou movimentação de tropas venezuelanas na fronteira com a Colômbia. A Sputnik Brasil ouviu o especialista em políticas latino-americanas da USP, Rafael Villa, sobre o assunto.

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A declaração foi recebida com surpresa no Itamaraty, que a classificou como resultado de “claríssimos açodamento e precipitação”, segundo coluna do jornal O Globo, visto que não foi consultado mesmo fazendo parte do grupo criado em 2017. O governo brasileiro teria demosntrado desapontamento, pois considera ter relações estreitas com a Colômbia na área da Defesa e esperava ser consultado sobre uma pauta como essa.

Por fim, o governo brasileiro preferiu não se associar às afirmações do Grupo de Lima na declaração conjunta, divulgada pela chancelaria chilena na terça-feira (17).

Em entrevista à Sputnik Brasil, o especialista em políticas latino-americanas, Rafael Villa, professor de Relações Internacionais da USP afirmou que essa situação demonstra dissonância entre os países do grupo em relação ao Brasil.

“Isso pode estar mostrando que o Brasil teve algum dissenso substantivo em relação aos outros países do Grupo de Lima. Porque não é por acaso que um dos países que mais tem criticado, questionado o governo Maduro nos últimos tempos, como é o governo de Temer e seu chanceler, tenha sido deixado de fora”, afirmou Villa.

Para o professor, a declaração do Itamaraty, que abriu desafeto com a nota conjunto do Grupo de Lima, é uma prova de que o governo brasileiro não estava de acordo com o conteúdo dela.

O especialista ainda especula sobre o que pode ter causado a discordância brasileira e afirma que o assédio norte-americano pode ter causado o distanciamento do país em relação à atitude do grupo.

“O Brasil também pode ter percebido alguma interferência do governo norte-americano nessa nota e quer manter uma condição de mais autonomia em relação a um comunicado que vai diretamente a um assunto muito delicado como é a movimentação na fronteira”, ressalta o professor Rafael Villa.

Ação militar contra Maduro?

Um dos temores que rondam as relações diplomáticas do continente é a possibilidade de alguma ação militar contra a Venezuela. A ideia não é nova e está ameaça o regime chavista há anos, tendo sido aquecida com as recentes mudanças de governo da região e o alinhamento de países como o Brasil, Argentina e Colômbia às críticas e medidas contra a Venezeula.

O professor, porém, acredita que isso não passa de retórica, e que as condições necessárias a uma ação de tom bélico contra o governo de Maduro ainda não estão postas.
“Em princípio não acredito que isso seja possível, porque não há ações mais sólidas que dêem indícios de que isso poderia estar acontecendo. Eu acho que se os Estados Unidos, em qualquer caso, decidam usar sua força, a Venezuela pouco teria a fazer, devido a um poder militar tão grande como o dos Estados Unidos”, afirma Rafael Villa.

Ele relembra que as movimentações de tropas venezuelanas na fronteira com a Colômbia não são novas e que a tensão diplomática entre os países é uma constante do chavismo.

“Essas movimentações de tropas na fronteira com a Colômbia acontecem desde a época de Chávez. Para justificar uma possível invasão à Venezuela se utilizando das bases militares que os Estados Unidos possuem na Colômbia, países como a Colômbia teriam que declarar que sua segurança nacional esteja ameaçada pela Venezuela. E que isso, por sua vez, ameace a segurança dos Estado Unidos, o que cria uma situação de risco, ameaça, para os países da região”, aponta.

Mensagem ao novo presidente colombiano?

Para o professor, existe a possibilidade de que essa movimentação, apesar de não representar uma novidade, seja uma mensagem de Nicolás Maduro ao presidente eleito colombiano, Iván Duque, próximo de Álvaro Uribe, antigo desafeto dos venezuelanos.

“Em princípio, acho mais que o argumento da invasão cabe mais ser utilizado pelo governo venezuelano como uma maneira defensiva, como uma maneira de levantar os brios de seu público interno”, acredita o professor.
Ele lembra, no entanto, que à época do presidente Chávez, os dois países viveram quase 8 anos em uma constante “guerra fria”, que se caracterizou por declarações diplomáticas “muito fortes” e chamadas de embaixadores.

Por isso, em meio à crescente tensão sobre seu governo, não estaria descartada a possibilidade de que Maduro esteja tentando demonstrar ao novo presidente colombiano, Ivan Duque, que ele não terá vida fácil com o vizinho.

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Máscara hidratante ‘nuclear’ com retrato de Kim Jong-un está sumindo das prateleiras

Na véspera da falada visita do líder norte-coreano a Seul, que deverá marcar um avanço nas difíceis relações intercoreanas, Kim não está apenas nos pensamentos das pessoas, algumas delas o colocam literalmente em seus rostos.

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Um novo cosmético, que tem Kim como seu embaixador, promete aos beautiholics melhorar as imperfeições da pele. A “máscara hidratante nuclear”, lançada por um fabricante local, chegou nas prateleiras da Coreia do Sul, conhecida por sua desenvolvida indústria de produtos de beleza — informa o South China Morning Post.

A mídia, citando a empresa sul-coreana, relata que os varejistas venderam mais de 25 mil embalagens da nova máscara, que custa US$ 3,5 (R$ 13.7) por unidade.

O cosmético popular, chamado de “máscara nuclear”, apresenta um retrato de Kim Jong-un com um pano branco no rosto junto com slogans de estilo autoritário, como “vida longa para a hidratação da pele de todas as mulheres do Norte e do Sul!” e “água mineral da Montanha Baekdu torna a pele forte!”.

Diz-se que o produto contém água de nascente da Montanha Baekdu, que fica na fronteira entre a China e a Coreia do Norte, onde Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in realizaram uma cúpula em setembro e posaram para uma foto histórica.

Estas máscaras com o retrato de Kim Jong-un estão sumindo das prateleiras na Coreia do Sul. Chamadas de “máscaras nucleares”, permitem aliviar a tensão da pele, hidratando-a com água mineral da Montanha Baekdu, informa o fabricante

Muitos compradores satisfeitos dizem que Kim Jong-un, muitas vezes chamado de ditador e tirano, está engraçado na imagem da embalagem. Curiosamente, “incitar ou propagar atividades de organizações antigovernamentais” ou elogiar o governo da Coreia do Norte é proibido na Coreia do Sul.

Segundo a imprensa local, durante a cúpula dos chefes de Estado realizada em setembro, Kim Jong-un prometeu visitar a Coreia do Sul “o mais breve possível”. Mais tarde, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, declarou que a viagem anunciada do líder norte-coreano poderia ser realizada ainda este ano.

O encontro de setembro foi o terceiro encontro entre Kim e Moon. As duas partes assinaram um acordo militar para terminar os exercícios de artilharia em larga escala e os voos militares perto da zona desmilitarizada na fronteira entre as duas Coreias.

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1 tonelada de chocolate invade ruas de cidade alemã

Um “rio” de chocolate invadiu as ruas de Werl, na Alemanha, após mau funcionamento em uma fábrica local. Cerca de uma tonelada de chocolate teve que ser limpa das ruas da cidade. Foi necessário o trabalho de 25 pessoas e mais de duas horas para resolver o problema.

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“Nós recolhemos tudo isso com pás”, explicou à agência DPA, nesta terça-feira (11), Karsten Korte, chefe do corpo voluntário de bombeiros.

Segundo a agência DPA, as razões do vazamento na fábrica não estão claras, porém é provével que tenha havido alguma falha técnica nos equipamentos.
Para remover o chocolate que grudou no asfalto os bombeiros usaram água quente e maçaricos. A medida foi para que a rua não ficasse escorregadia para os carros.

Todo o chocolate foi jogado fora e nada foi consumido pelos voluntários, segundo assegurou Karsten Korte à mídia alemã.

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‘Cansado de comer carne humana’: corte sul-africana prende para sempre 2 canibais

Dois sul-africanos acusados de canibalismo foram sentenciados à prisão perpétua por assassinato na quarta-feira (12). De acordo com o juiz, os dois cidadãos são culpados pelo “crime mais hediondo”, comunica The Guardian.

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O juiz Peter Olsen sentenciou Nino Mbatha, de 33 anos, e Lungisani Magubane, de 32 anos, à prisão perpétua pelo assassinato de Zanele Hlatshwayo no ano passado, de acordo com a edição.

O curandeiro Mbatha decidiu se entregar à polícia de Estcourt, cidade na província de KwaZulu-Natal, segundando um saco com uma perna e uma mão humanas. O curandeiro confessou aos policiais estar “cansado de comer carne humana”.

Os policiais não acreditaram na história até visitarem a casa do curandeiro, onde havia mais partes humanas. A corte descobriu que Hlatshwayo, de 24 anos de idade, foi morta para ser comida, de acordo com mídia local.

Residentes furiosos se reuniram do lado de fora da corte para protestar contra o terrível assassinato. A África do Sul não possui lei direta contra o canibalismo, mas mutilação de cadáveres e possessão de tecido humano são ofensas criminais.

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