Siga-nos

Brasil

143

Tempo estimado para a leitura: 5minuto(s) e 39segundo(s).

Publicidade se espalha em painéis de LED e põe em alerta prefeitura

Desde a implantação da lei Cidade Limpa, em 2007, que restringiu a publicidade na capital, paulistanos não conviviam mais com anúncios pagos nas ruas da cidade

ubiie Redação

Publicado

em

A luminosidade dos anúncios na avenida Paulista faz saltar à vista nomes como Coca-Cola, cerveja Heinekein e perfume Jequiti. No viaduto do Chá, o painel de LED reveza logomarcas da Lacoste, do McDonald’s e também um número de telefone para quem quiser anunciar ali.

Desde a implantação da lei Cidade Limpa, em 2007, que restringiu a publicidade em São Paulo, os paulistanos não conviviam mais com anúncios pagos nas ruas da cidade.

Agora, nomes e logotipos das marcas voltaram a brilhar em vários pontos especialmente da região central.

Usando brechas na lei, algumas peças publicitárias passaram a tomar fachadas inteiras de imóveis, ao custo de dezenas de milhares de reais pagos aos anunciantes.

A intensidade da proliferação de painéis de LED acendeu um alerta na CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana), órgão que regula o assunto na capital paulista, formado por representantes da gestão Bruno Covas (PSDB) e da sociedade civil.

Os painéis de LED não são proibidos, desde que fiquem dentro da loja, a partir de um metro da fachada. Em tese, as lojas poderiam anunciar produtos e promoções por meio dos luminosos no interior da vitrine -a ideia é que o pedestre só visse quando estivesse próximo do estabelecimento.

Os equipamentos, no entanto, tornaram-se cada vez maiores e mais luminosos. Nos últimos anos, ganharam espaço de destaque nas fachadas em bairros nobres de São Paulo.

Estabelecimentos passaram a desenvolver uma arquitetura voltada a fazer com que os equipamentos se tornassem os substitutos dos outdoors, que foram barrados na cidade pela lei Cidade Limpa.

Em alguns casos, por exemplo, uma fachada de vidro no primeiro andar garante a visibilidade da marca a distância.

Um anúncio em uma dessas plataformas no centro de SP, de 3 metros de largura por 1,5 m de largura, custa cerca de R$ 25 mil por mês. Dependendo do ponto e do tamanho, o preço pode ser muito maior.

Especializada em painéis, a empresa LED 10 afirmou à reportagem ter notado crescimento do setor. Em seu portfólio, mostra postos de gasolina, lojas de automóveis, joalherias e grifes de roupa. “Sempre respeitando o Cidade Limpa”, salientou a empresa, por email.

A arquiteta Regina Monteiro, presidente da CPPU e idealizadora da lei Cidade Limpa, explica as regras para este tipo de painel: “Se a loja está fazendo anúncio dos descontos dela, das atividades específicas daquela edificação, ok. Agora, vender publicidade dentro da edificação para você ver da rua, além de ser má-fé, é um golpe na lei e é completamente irregular”, afirma.

Regina diz que o aumento do número de painéis de LED será discutido na próxima reunião da CPPU, em agosto. Além disso, o assunto também será contemplado no futuro Plano Diretor da paisagem, que definirá regras mais amplas para a cidade.

Um dos pontos onde esse tipo de propaganda mais chama a atenção da comissão é a avenida Paulista. Próximo ao Masp, há um painel de aproximadamente 50 metros de largura, onde são divulgadas diversas marcas de bebidas. A reportagem não localizou o proprietário desse painel.

Também na avenida, há um um painel de 7,5 m por 3,3 m, na fachada do Top Center. Entre uma marca e outra, aparece o nome da empresa LedChannel, com o telefone para quem quiser anunciar ali.

O perfil da empresa em rede social também mostra painéis menores na entrada dos shoppings Center 3 e Light, ambos no centro. Em um dos posts, é anunciado o início de uma campanha nos painéis externos da avenida Paulista.

Rubens Nigro, sócio diretor da LedChannel, afirma que a empresa segue rigorosamente a lei Cidade Limpa. “Se [alguma marca] está no painel [externo], tem alguma ação junto dentro [do estabelecimento]. Às vezes um quiosque remoto, uma questão de panfletagem”, afirmou.

O Shopping Center 3 afirmou que “segue todas as exigências e normas estipuladas pela lei”. Já os shoppings Light e Top Center, do grupo Gazit Brasil, afirmaram que cumprem a legislação e não foram notificados de nenhuma irregularidade –o grupo afirma que o contrato que tem com a LedChannel prevê que a empresa obedeça a legislação.

As multas por irregularidades envolvendo publicidade nas ruas da capital paulista subiram neste ano. De acordo com a gestão Covas, no primeiro semestre houve 590 autuações por infrações à lei Cidade Limpa, mais que o dobro do aplicado no mesmo período do ano passado (289).

O saldo de multas está acima dos últimos anos, mas nem se compara aos primeiros tempos da lei. Em 2011, por exemplo, chegaram a ser aplicadas 4.591 autuações.

A multa tem valores a partir de R$ 10 mil, que aumenta dependendo da metragem da propaganda irregular.

Atualmente, a publicidade nas ruas da cidade de São Paulo é regulada por um modelo que exige contrapartida das empresas. Por exemplo, a iniciativa privada instala abrigos de ônibus e relógios de rua e pode explorar publicidade nesses locais.

Questionada sobre a proliferação de novos tipos de anúncio pela cidade, a Otima, responsável pelos abrigos, classificou a lei Cidade Limpa como uma “conquista”e afirma que “prevalecerão os formatos que trazem benefícios reais ao cotidiano das pessoas”.

A ampliação desse modelo é uma aposta da prefeitura para criar banheiros públicos.

A gestão Covas aumentou as facilidades para as possíveis empresas interessadas em instalar banheiros públicos na cidade de São Paulo, tentando viabilizar mais interesse no mercado.

Pelo projeto original, elaborado pela gestão João Doria (PSDB), empresas poderiam explorar publicitariamente as laterais de banheiros públicos que instalassem e cuidassem.

Por meio de decreto, Covas determinou que os painéis publicitários poderão ser instalados em um raio de até cinco metros das cabines, ampliando assim a área de propaganda e buscando atrair mais parceiros da iniciativa privada.

A gestão tucana já havia tentado flexibilizar a lei Cidade Limpa, para permitir anúncios nas marginais paulistanas, o que não ocorreu.

A própria prefeitura também cometeu diversas infrações, instalando anúncios de parceiros comerciais do município em locais proibidos.

Agora, a gestão Covas trabalha para formatar a lei do Plano Diretor da paisagem. Os painéis de LED estarão entre os assuntos discutidos nessa etapa, incluindo questões que vão do tamanho à intensidade dos equipamentos.

“O pessoal fica inventando jeito de dar golpe na lei”, afirma Regina Monteiro, que cita mudanças arquitetônicas nas lojas como exemplo. “Estão fazendo uma distorção do desenho da fachada [dos comércios]. Estão usando de má fé tremenda [para colocar os painéis]”, afirma a urbanista que idealizou o Cidade Limpa na gestão Kassab.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Brasil

Investigação: delegada usa lancha da polícia e dança funk em gabinete

Corregedoria da Polícia Civil apura o caso, registrado na cidades de Chaves (PA)

ubiie Redação

Publicado

em

A Corregedoria da Polícia Civil do Pará investiga uma delegada lotada no município de Chaves, na Ilha de Marajó, depois que fotos dela usando a lancha da corporação foram para nas redes sociais.

Nas imagens, a delegada parece estar em momento de lazer, na companhia de mais duas pessoas. Os três usam trajes de banho. Segundo a polícia, a embarcação só deve ser usada durante operações.

Para piorar, a mesma delegada postou um vídeo em suas redes sociais em que aparece dançando funk. Nada de errado se ela não estivesse no seu gabinete, supostamente em horário de trabalho. Para ilustrar o vídeo, ela escreveu a palavra “ociosidade” (veja abaixo).

Segundo informações do portal G1, a Corregedoria da Polícia Civil está investigando o caso. A delegada já prestou esclarecimentos à Diretoria de Polícia do Interior (DPI), mas não comentou a apuração.

O Ministério Público do Pará (MPPA) reforçou o pedido para a abertura de procedimento administrativo disciplinar, e cobrou que um relatório seja enviado ao órgão após a conclusão da investigação.

0
0
Continuar lendo

Política

Bolsonaro vai a SP para fazer avaliação médica e tentar adiar cirurgia

Procedimento para a retirada da bolsa de colostomia seria 19 de janeiro, mas presidente eleito quer mudar data para ir ao Fórum Econômico Mundial de Davos

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, segue hoje (13) de Brasília para São Paulo para nova avaliação médica. A cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia está marcada para 19 de janeiro. Mas ele disse que pretende adiar a operação para poder participar do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, de 22 a 25 de janeiro de 2019.

“Eu vou quinta-feira (13) a São Paulo e devo remarcar a cirurgia [para retirada da bolsa de colostomia], que seria 19 de janeiro. Tenho Davos [Fórum Econômico Mundial] dia 21 e pretendo ir para lá. Quero estudar com o hospital uma nova data, porque a minha vida é complicada e eles também têm uma agenda lá bastante extensa. Não pode chegar lá e ser atendido só porque sou presidente. Temos que ter um calendário”, disse o presidente eleito há dois dias.

Bolsonaro passa a manhã desta quinta-feira em São Paulo. Depois, por volta das 14h30, embarca para o Rio de Janeiro, onde deve permanecer o restante da semana.

Os exames pré-operatórios precedem a realização da terceira cirurgia a que Bolsonaro será submetido desde que foi esfaqueado no abdômen por Adélio Bispo, durante ato político em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro.

O presidente eleito fez uma cirurgia inicial, de grande porte, na Santa Casa de Juiz de Fora, depois uma segunda, já no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para corrigir uma aderência. A estimativa é que o período de recuperação dessa terceira cirurgia seja de 10 a 15 dias.

Bolsonaro comentou que “não gostaria de ficar parado em janeiro”, quando está marcada a terceira cirurgia. Inicialmente, teria sido realizada ontem (12), mas foi adiada após uma série de exames feita no dia 23 de novembro por médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

0
0
Continuar lendo

Brasil

Operação: PF mira desvio de R$ 13 mi no Ministério do Trabalho

Registro Espúrio foi desencadeada com o objetivo de desarticular organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais

ubiie Redação

Publicado

em

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a quinta fase da Operação Registro Espúrio, que apura suposto esquema de desvio de recursos no Ministério do Trabalho.

Na nova etapa, os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Goiânia, Anápolis e Londrina.

Os agentes recolhem material na sede do ministério, em Brasília. Um dos alvos da operação é a advogada Julianna Machado Arantes Moretto, sobrinha do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) e irmã do ex-secretário da pasta Leonardo Arantes. Os dois já são investigados na Registro Espúrio.

Investiga-de o desvio de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES) para sindicatos e federações, por meio de pedidos fraudulentos de restituição de contribuição sindical.

O consultor jurídico do ministério, Ricardo Santos Silva Leite, suspeito de envolvimento nos crimes em apuração, foi afastado do cargo pelo Supremo.

Outro alvo das buscas é o ex-superintendente da pasta no Distrito Federal Maurício Moreira da Costa Júnior.

Outros investigados são advogados, servidores públicos e pessoas ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Distribuição de Cerveja, Sucos e Bebidas no Estado de Goiás (Sindibebidas-GO).

Segundo a PF, após análise e cruzamento de dados, constatou-se que a “organização criminosa desviou pelo menos R$ 12,9 milhões da conta”.

O inquérito sobre o caso diz que o grupo investigado arregimentava entidades interessadas na obtenção fraudulenta de restituições de contribuição sindical supostamente recolhidas indevidamente ou a maior na conta.

Os pedidos, então, seriam manipulados, com o reconhecimento indevido do direito ao crédito.

Os valores, sustenta a PF, eram transferidos da para a conta da entidade interessada, com posterior repasse de um percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

Os crimes sob investigação são de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público.

Em outras fases, a Registro Espúrio mirou o envolvimento de políticos ligados ao PTB e ao Solidariedade em corrupção no ministério.

A reportagem ainda não conseguiu contato com os investigados ou seus representantes.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
113,52
JPY –0,04%
3,89
BRL –0,01%
1EUR
Euro. European Union
=
128,20
JPY –0,66%
4,39
BRL –0,63%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
371.542,81
JPY –0,18%
12.735,62
BRL –0,15%

Tokyo
Mostly Cloudy
FriSatSun
min 3°C
9/1°C
11/5°C

São Paulo
25°
Fair
FriSatSun
33/20°C
32/21°C
31/21°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana