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Política

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MBL: ‘Campanha de Lula é situação similar a de estelionato’

ubiie Redação

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A manutenção de Lula como pré-candidato à presidência causa instabilidade jurídica e configura estelionato. Esta é a opinião do coordenador do Movimento Brasil Livre, Rubens Nunes Filho, que ingressou com uma tutela de evidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela ilegibilidade do ex-presidente.

A tutela de evidência é um instrumento do Novo Código de Processo Civil que permite a tomada antecipada de uma decisão quando fica provado que o réu abusa do seu direto de defesa ou utiliza mecanismos legais com propósitos de atrasar a sentença. A decisão do MBL foi motivada pela tentativa de habeas corpus da defesa do ex-presidente no último dia 8, em plantão do desembargador Rogério Favreto.

“A manutenção do Lula como pré-candidato tem causado enorme insegurança jurídica no país como um todo. Ele está captando recursos em doação de campanha antecipada, se colocando em situação similar até a estelionato porque a lei eleitoral é pragmática quanto a candidatos ficha-suja, caso do Lula, um bandido condenado que não pode se candidatar”, alega Nunes Filho em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

Para o advogado, ao se colocar como candidato, o ex-presidente “fere o princípio democrático, induzindo os eleitores a erro, criando insegurança no pleito eletivo”. “Com essa tutela, nós pedimos de ofício que seja declarada a inlegibilidade do Lula numa tese propagada pelo próprio ministro [do Tribunal Superior Eleitoral] Admar Gonzaga, uma vez que é fato público e notório que ele se coloca como pré-candidato e que não tem as condições adequadas para tal em funções legais”, argumenta.

Nunes Filho também criticou a atitude da equipe de advogados de Lula, a quem acusa de “pirotecnia processual com propósito midiático”. “Produziram peça anti-ética que fere o dever de urbanidade e que (…) tinha como objetivo apenas nos atacar, em nenhum momento trouxe elementos jurídicos [para fundamentar a defesa]”.

Para PT, MBL demonstra desespero

Contrapondo o posicionando de Rubens, o deputado federal pelo Paraná Enio Verri (PT) acusa o MBL de “desespero” e diz que o grupo representa “uma elite que não tem respaldo popular”.

“O ex-presidente Lula hoje tem quase 30% [de intenção de voto], o que em votos válidos garantiriam com certeza a vitória dele no 1º turno. Como a elite não tem respaldo popular, não tem peso na sociedade a não ser entre os banqueiros e com o grande capital internacional, vai usar todas as artimanhas possíveis para dificultar a candidatura do ex-presidente Lula” contra-ataca o petista em conversa com a Sputnik.

Para Verri, a tese de segurança jurídica do grupo não se sustenta, já que, no seu entendimento, a ação é parcial. “Por que a presença de Lula causa insegurança jurídica e econômica ao país? Temer e seus asseclas estão entregando o Brasil, entregando a soberania nacional e eu não vejo o MBL tomar nenhuma ação sobre isso (…). O presidente Lula não tem uma prova sequer contra ele, se tivesse 5% de intenção de voto para presidente da República, ele estaria na praia jogando bola”, defende o deputado.

Verri também revelou que está marcado para o dia 04/08, à partir das 9h em local a ser decidido em São Paulo, a oficialização da candidatura de Lula a presidente. De acordo com o congressista, o ex-presidente já deixou programas de TV gravados e o partido adianta a produção de “santinhos” para distribuição à partir do início da campanha oficial marcado para setembro.

Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Ele cumpre pena desde o dia 4 de abril na sede da Polícia Federal em Curitiba.

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Política

Bolsonaro e filhos reagem às denúncias de fake news nas redes sociais

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários

ubiie Redação

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou nesta sexta(19) para os filhos Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, e Carlos, deputado federal eleito por São Paulo, as reações às denúncias de disseminação de fake news anti-PT nas redes sociais e aplicativo. Somente no começo da tarde o candidato respondeu às suspeitas com acusações.

“Apoio às ditaduras venezuelana e cubana; ex-presidente, tesoureiros, ministros, parlamentares, marqueteiros, presos e investigados por corrupção… quem precisa de fake news quando se tem esses fatos?.”‬

O candidato passou mais um dia em casa com correligionários. A novidade é que o condomínio onde Bolsonaro mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, amanheceu hoje com grades cercando a portaria principal. Não houve explicações. Suspeita-se que a medida foi tomada em decorrência da presença constante de jornalistas e simpatizantes no local.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo nome aparece como futuro ministro da Casa Civil, visitou Bolsonaro. Ao chegar, ele não concedeu entrevistas. Apoiadores e cabos eleitorais do candidato ao governo do Rio Wilsoin Witzel (PSC) também estão em frente ao condomínio.

No final da manhã, Flávio Bolsonaro movimentou as redes sociais ao informar que sua conta no WhatsApp tinha sido bloqueada. Ele postou mensagens de alerta e queixas, afirmando que havia sido banido sem explicações, inclusive afetando sua participação em “milhares de grupos”.

No começo da tarde, o senador eleito informou que o seu aplicativo havia sido desbloqueado. Não detalhou o que ocorreu. “Agora já foi desbloqueado, mas ainda sem explicação clara sobre o por quê da censura.”

Ontem (18) durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que ele e seus correlegionários não precisavam “fazer fake news para combater o Haddad” e desafiou para que apresentassem provas.

Advogados de Bolsonaro prometem notificar empresas e processar o adversário petista Fernando Haddad. Em contrapartida, o PT ingressou nesta quinta-feira (18) com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a candidatura de Jair Bolsonaro seja investigada em razão das suspeitas de uso de sistemas de envio de mensagens em massa na plataforma WhatsApp custeados por empresas de apoiadores do candidato.

No dia em que ativistas fizeram um protesto em Brasília com críticas às suas propostas sobre meio ambiente, o candidato optou por destacar que as nações “subdesenvolvidas crescem sua economia com a exploração turística”.

“A falta de infraestrutura, a visão geral que o Brasil tem devido à violência e o desinteresse pela especialização da língua inglesa são outros problemas”, lamentou Bolsonaro nas redes sociais.

O candidato criticou ainda os valores cobrados para o turismo no Brasil. “Você sabia que atracar um navio, como os de cruzeiro, num porto brasileiro custa cerca de 20 vezes mais que em qualquer lugar do mundo, fora o problema da violência que desencadeia todo um processo de desconfiança e esvaziamento turístico?”

Para Bolsonaro, as soluções estão ligadas à desburocratização, ao combate ao crime e às indicações técnicas sem o viés meramente político. “Não há mágicas. Precisamos principalmente de um governo sério e comprometido com quem realmente interessa.”

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Política

Haddad acusa Bolsonaro de organização criminosa e vai à Polícia Federal

Declaração se refere à suposta campanha contratada por apoiadores do candidato do PSL, no WhatsApp, contra o PT

ubiie Redação

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O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, publicou uma sequência de tuítes repercutindo a manchete da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18), que informa que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno.

A Folha de S.Paulo apurou que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan, cujo o dono, Luciano Hang, é amigo e apoiador de Jair Bolsonaro (PSL). Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens. Questionado, Hang disse que não sabe “o que é isso”.

As empresas apoiando Bolsonaro compram um serviço chamado “disparo em massa”, usando a base de usuários do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Isso também é ilegal, pois a legislação eleitoral proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato (números cedidos de forma voluntária).

“A Folha hoje comprova que o deputado Bolsonaro criou uma verdadeira organização criminosa com empresários que, mediante caixa 2, dinheiro sujo, estão patrocinando disparos de mensagens mentirosas no WhatsApp. Meu adversário está usando crime eleitoral para obter vantagem. Ele, que dizia que faz a campanha mais pobre, foi desmentido hoje. Ele faz a campanha mais rica do país com dinheiro sujo”, afirma Haddad.

O candidato diz ainda que a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral serão acionadas para “impedir o deputado Bolsonaro de agredir violentamente a democracia como ele tem feito. Fazer conluio com dinheiro de caixa 2 pra violar a vontade popular é crime. Ele que foge dos debates, não vai poder fugir da Justiça.”

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Maioria defende participação de Bolsonaro em debates no segundo turno

Apenas 23% dos entrevistados defendem que o candidato não se submeta a esse tipo de confronto com Fernando Haddad (PT)

ubiie Redação

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A participação do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em debates na TV ou outras mídias é defendida por 73% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha publicada nesta quinta (18).

Em contraposição, 23% dos entrevistados defendem que o candidato não se submeta a esse tipo de confronto com Fernando Haddad (PT), seu adversário na corrida presidencial. Quatro por cento não souberam responder.

A questão foi levantada pela pesquisa após as ausências de Bolsonaro em cinco dos sete debates realizados no primeiro turno, justificadas pela condição médica do candidato, que fora esfaqueado durante ato público no início de setembro.

Mesmo liberado por seus médicos, Bolsonaro diz que não irá a nenhum programa ao lado de Haddad também agora no segundo turno.

Entre os entrevistados pela pesquisa, 67% acham que é muito importante que sejam realizados debates, 13% dizem que é um pouco importante, 19% não veem importância na realização dos programas, e 2% não souberam responder a questão.

O número dos que acham muito importantes os debates entre os candidatos no segundo turno cai entre aqueles que pretendem votar em Bolsonaro -para 53%. Já entre os eleitores de Haddad, 86% avaliam que o confronto público entre eles, bem como a apresentação de seus programas é muito importante.

Quando questionados se há chance de mudança de voto por causa de debates, 76% dos eleitores dizem que não, 8%, que essa chance é pequena, 8%, que é média, e 6%, que é grande.

Para os que declaram voto em Bolsonaro, 84% não veem chance de mudar o voto após um confronto público de ideias. Diante da mesma questão, 76% dos que declaram voto em Haddad dizem que não considerariam o conteúdo do debate para mudar o voto.

Para 35% dos entrevistados que declaram voto no candidato do PSL, ele não deveria ir a debates, mas 62% que acham que sim -e 4% não sabem. Para 86% dos que votam em Haddad, Bolsonaro deveria ir a debates; 11% acham que ele não deveria ir, e 3% responderam que não sabem.

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