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Governo investiga atuação de coiotes que levam brasileiros para os EUA

Criminosos cobram até R$ 30 mil para ajudar brasileiros a atravessarem a fronteira do México com os EUA ilegalmente

ubiie Redação

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O governo brasileiro vai investigar a atuação no país de redes de “coiotes” que levam famílias ilegalmente para os EUA. O Itamaraty quer encontrar criminosos que aliciam clientes no Brasil para contrabandistas de imigrantes baseados no México.

O ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores) pediu que órgãos de inteligência e segurança do país analisem o caso. O tema foi levantado nos últimos dias, depois que o chanceler visitou nos EUA crianças separadas de pais que entraram ilegalmente em território americano.

Integrantes do Itamaraty afirmam que há indícios da ação de redes criminosas em cidades brasileiras. Segundo eles, as famílias que pretendem atravessar ilegalmente a fronteira entre o México e os EUA fazem contato com representantes dos “coiotes” antes de deixar o Brasil.

O governo quer descobrir como atuam os grupos que fazem essa “ponte” com os contrabandistas. O custo total do serviço até a entrada no território americano pode chegar a R$ 30 mil, segundo integrantes da diplomacia brasileira.

O chanceler já levou o assunto ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional), responsável por órgãos como a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Ele também vai pedir a atuação da Polícia Federal para investigar esses grupos.

A PF já prendeu integrantes de organizações de “coiotes” nos últimos anos. Em 2015, agentes descobriram um esquema que intermediava a compra de documentos falsos para facilitar a entrada de imigrantes nos EUA.

A preocupação do governo brasileiro aumentou depois que o presidente americano, Donald Trump, ampliou o rigor contra a imigração ilegal em seu país. A política de tolerância zero provocou a separação de dezenas de famílias brasileiras, uma vez que crianças que acompanham os pais não podem ficar detidas.

Aloysio não quis comentar o pedido de investigação da rede de “coiotes”. À reportagem ele criticou os pais que submetem seus filhos aos riscos da imigração ilegal.

“Há uma enorme e cavalar irresponsabilidade desses pais. É evidente que o pai que empreende uma aventura dessas sabe que haverá um risco, que será arcado principalmente pela criança, a mais vulnerável”, declarou.

O chanceler brasileiro considera cruel a política de Trump que provocou a separação de pais e filhos. Ele disse que o Itamaraty monitora a situação das famílias brasileiras nos EUA e que, “embora haja certo conforto”, as crianças passam por uma “situação angustiante”.

Em abril, o governo dos EUA passou a enviar para prisões federais os estrangeiros que atravessavam suas fronteiras de modo irregular.

A prática foi revertida na semana passada, quando a Casa Branca começou a liberar esses imigrantes. Os adultos devem usar tornozeleiras eletrônicas e se apresentar periodicamente às autoridades até a conclusão de seus processos.

Segundo os cálculos do Itamaraty, 40 crianças brasileiras estão em abrigos nos EUA, separadas dos pais que foram detidos. Ao longo da última semana, 15 meninos e meninas voltaram para suas famílias.

O governo teme que o aparente abrandamento desse aspecto da política migratória volte a estimular a ação de “coiotes” no Brasil.

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Brasil

Após massacre, escola Raul Brasil volta a receber alunos nesta terça

Não foi definida uma programação específica e horários para o recebimento dos alunos durante os próximos dias

ubiie Redação

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Seis dias após o ataque que deixou oito mortos e 11 feridos na escola Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, a unidade volta a receber alunos nesta terça (19). Assim como ocorreu com funcionários e professores nesta segunda (18), a participação dos estudantes será facultativa.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, ainda não há uma data definida para o retorno oficial das aulas. Enquanto isso, quem quiser comparecer à escola poderá receber apoio psicológico e participar de ações individuais e coletivas com a presença de equipes especializadas.

Nesta segunda compareceram ao colégio profissionais de várias instituições, entre elas, da Universidade de São Paulo (USP), dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) da Prefeitura de Suzano, e de secretarias do governo paulista.

No primeiro dia de abertura da escola após o massacre da semana passada, cerca de 30 professores e dez funcionários foram até o local. O grupo foi recebido com flores e teve o apoio de uma equipe multidisciplinar.

“O objetivo é criar entre os profissionais uma rede de apoio e cuidado mútuo, e ajudar os envolvidos a lidar com a dor da perda”, informou a secretaria da Educação em nota.

Alguns alunos também passaram pela unidade nesta segunda para buscar materiais e outros pertences que foram deixados para trás durante a fuga no dia do ataque.

Não foi definida uma programação específica e horários para o recebimento dos alunos durante os próximos dias. Segundo o governo, os profissionais estarão à disposição e tudo vai depender da quantidade de alunos, professores e funcionários presentes. O clima do momento também será levado em consideração para a escolha das atividades.

Além do trabalho das instituições públicas e de voluntários, alunos e profissionais de outras escolas estaduais também estão promovendo atos para auxiliar os jovens da Raul Brasil. Um grupo da escola estadual Jandyra Vieira Cunha Barra, localizada no Jardim Sapopemba, em São Paulo, preparou cartazes com desenhos e cartas com mensagens de paz, amor e esperança, que serão entregues aos colegas de Suzano.

A estrutura interna da Raul Brasil está sendo revitalizada pela secretaria estadual com o apoio da comunidade local. O órgão já havia dito que revisará a segurança nas escolas.

Três vítimas do massacre receberam alta do hospital no sábado (16). Quatro adolescentes continuam internados no Hospital das Clínicas e no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. Os assassinos morreram no atentado.

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Política

‘Sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda’

Frase foi dita por Bolsonaro na abertura do jantar oferecido a ele, no domingo, em Washington

ubiie Redação

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O presidente Jair Bolsonaro fez um breve discurso no início do jantar oferecido a ele, na noite de domingo (17), na embaixada do Brasil em Washington.

Ele começou dizendo que há quatro anos, quando decidiu se candidatar à Presidência da República, não foi levado a sério nem pela esposa. Exaltou o escritor Olavo de Carvalho, “um dos grandes inspiradores meus e o inspirador de muitos jovens no Brasil, a quem devemos a evolução que estamos vivendo”, e fez um ataque à esquerda.

“Sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda. (…) O Brasil não é um terreiro aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos que desconstruir muita coisa, desfazer muita coisa, para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que pelo menos eu possa ser um ponto de inflexão já estou muito feliz. O nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo.”

Confira o discurso:

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Política

Campanha ‘Lula Livre’ é relançada em ato com Haddad e Boulos em SP

A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural

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A campanha “Lula Livre”, pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou uma nova fase neste sábado (16). No sindicato dos metroviários, em São Paulo, o “Encontro Nacional Lula Livre” relançou a campanha e reuniu, segundo a organização, cerca de 1.500 participantes.

té então, o Comitê Nacional Lula Livre reunia líderes de partidos e de movimentos de esquerda numa grande assembleia, mas sem capacidade organizativa e com ações pontuais. A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural.

Segundo o petista Fernando Haddad, derrotado por Jair Bolsonaro (PSL) nas últimas eleições, o comitê está repensando a estratégia de comunicação “uma vez que nós estamos muito seguros que a Lava Jato não conseguiu demonstrar no que o presidente Lula contrariou o interesse do país”.

“Nós queremos lembrar a sociedade brasileira de que uma injustiça foi cometida e que nós vamos continuar na luta por justiça”, disse no evento.

Guilherme Boulos (PSOL), que também esteve no evento com Haddad e Manuela Dávila (PCdoB), disse que atos nas ruas e um “trabalho de diálogo e de convencimento da população” são importantes para fortalecer o movimento.

“Nesse momento onde as contradições da Lava Jato começam a vir à tona de outras maneiras, é importante reforçar que o Lula é um preso político e de fazer a luta pela sua libertação”, disse o candidato do PSOL à presidência na última disputa.

Enquanto as mesas discutiram as novas diretrizes do movimento e abriam o microfone para recolher ideias dos participantes para a campanha, na frente do sindicato dos metroviários, cartazes, broches e camisetas com o slogan da campanha eram vendidos.

Em contraste com os materiais da campanha que levam um tom mais sóbrio, a nova arte da campanha, exibida nas paredes do ginásio, apresenta tons coloridos.

Os participantes sugeriram ações capilarizadas e citaram a vigília que tem sido feita em Curitiba desde que o ex-presidente foi preso como parte importante do movimento–a carta enviada neste sábado (16) por Lula ao comitê também os agradece.

A primeira iniciativa após a reunião será a Jornada Lula Livre, de 7 a 10 de abril. Para marcar um ano da prisão do petista e também o julgamento de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prisão em segunda instância, a campanha prevê atos, seminários e shows pelo país.

Como mostrou reportagem da Folha, o relançamento da campanha ocorre na esteira da frustração com a não participação de Lula nas eleições e com a derrota do PT nas urnas, o que, considerando a visão da esquerda de que o petista é um preso político, poderia ter sido suficiente para sua soltura.

Ao contrário, as eleições consolidaram no poder a direita antipetista representada por Jair Bolsonaro, que tem como ministro o algoz de Lula, o ex-juiz Sergio Moro.

A partir da reunião deste sábado (16), a ideia é criar comitês pelo país para espalhar a narrativa de que democracia e direitos estão em risco e, assim, criar um novo ambiente político que pressione pela revisão da prisão pelo Judiciário.

PRISÃO DE LULA

Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril de 2018 após condenação em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do tríplex de Guarujá (SP), da Operação Lava Jato.

Em fevereiro, Lula foi condenado novamente a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em outra ação, a do sítio em Atibaia (SP). Caso a soma das duas penas de Lula seja mantida em 25 anos, ele, que tem 73 anos, poderia ir para o semiaberto após, no mínimo, quatro anos de prisão.

O petista recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Também tem dois habeas corpus pendentes no STF, mas não há prazo para esses três julgamentos. Em 10 de abril, serão julgadas as ações que discutem a prisão em segunda instância e podem beneficiá-lo.

Após as eleições, foram criados uma comissão executiva de 29 membros e um secretariado de sete pessoas para colocar de pé as iniciativas. No grupo, que se reúne ao menos mensalmente, estão integrantes do MST, MTST, CUT, UNE, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, além de dirigentes do PT, PSOL, PC do B e PCO.

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