Siga-nos

Economia

97

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 24segundo(s).

Feirão de emprego em São Paulo tem fila quilométrica

Uma multidão se reuniu desde cedo, nesta segunda-feira (16), nas imediações do Sindicato dos Comerciários, em busca de uma das 1.800 vagas formais

ubiie Redação

Publicado

em

O Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, amanheceu mais movimentado do que de costume nesta segunda-feira (16).

Uma multidão se reunia desde cedo nas imediações do Sindicato dos Comerciários de São Paulo em busca de uma das 1.800 vagas formais oferecidas em um mutirão realizado pela entidade em parceria com empresas.

O volume de interessados pegou a organização de surpresa. Segundo o sindicato, os primeiros candidatos chegaram já no fim da noite de domingo (15).

Letícia dos Santos Silva, 33, e o marido, Welligton, 35, entraram na fila às 5 horas.

Eles estão desempregados há cerca de dois meses e têm quatro filhos.

“Estamos aqui porque temos aluguel para pagar”, disse Letícia. Ela mirava vagas de operadora de caixa, e ele, de estoquista.

Foram distribuídas 5.000 senhas para os candidatos, mas, diante da fila que se formava em caracol por todo o vale, o sindicato decidiu limitar o atendimento do dia a 1.600 pessoas.

O restante será atendido em grupos de 800 ao longo da semana.

A mudança na dinâmica do processo deixou os candidatos perdidos e retrata o desespero daqueles que procuram por emprego. Uma funcionária do sindicato relatou casos de pessoas vendendo senhas.

Muitos se aglomeravam na porta da entidade para tirar dúvidas e reclamavam que, com a comunicação confusa, haviam saído da fila por engano.

Insistiam para garantir que seriam atendidos, gritavam se alguém ameaçava furar a ordem de chegada e se abraçavam quando o colega que conheceram ali, na fila, também conseguia pegar uma senha.

Outros que não chegaram a tempo de se inscrever entregavam seus currículos a funcionários na porta do sindicato ao longo de toda a tarde.

Dentro do prédio, candidatos iam de um andar ao outro, participando em sequência de vários processos seletivos.

Segundo Ricardo Patah, presidente do sindicato e da UGT (União Geral dos Trabalhadores), a maioria das vagas disponíveis tem salário médio de R$ 1.300.

Há postos como de operador de caixa e vendedor em grandes redes de farmácias, materiais de construção e supermercados, entre outros.

Na fila do desemprego, não há regras para formação, idade ou origem.

Vivian Donato, 42, é professora e está desempregada há três anos. Enquanto espera a abertura de concurso para a rede pública, ela se candidatou para vagas no mutirão.

“Fui me virando, vendendo artesanato, trabalhando em feiras e eventos”, disse.

Ana Carolina Toneo, 30, é graduada em marketing e está sem emprego com carteira assinada há dois anos.

“Só fiz bicos, estou aceitando a vaga que vier. É muita gente desempregada”, afirmou Toneo.Ícaro de Oliveira, 18, chegou às 6 horas à fila em busca do primeiro emprego. “Já está na hora de procurar.”

Já o viúvo Arnaldo José Correra, 60, que trabalhou como taxista por 16 anos e está desempregado desde novembro, conta que faltam apenas dois anos para se aposentar.

Os haitianos Louis Pierre, 38, Oska Bellevue, 41, e Jean Alix Joseph, 54, estão no Brasil há cerca dois anos.

Tiveram empregos diversos, como de pedreiro e ajudante de cozinha.

“Não queremos problema, só queremos trabalhar”, disse Bellevue, que fez curso de auxiliar de produção no Senai.

Além de fazer frente à situação do desemprego no país, a iniciativa do sindicato é uma tentativa de atrair filiados, após a reforma trabalhis- ta tornar o imposto sindical facultativo.

“É uma resposta pela valorização do movimento sindical e um caminho para aperfeiçoarmos a relação com as empresas”, disse Patah.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Economia

Mutirão para destravar acordo da poupança começa dia 22

O local de atendimento será o Cejusc central de São Paulo, que é o estado com a maior parte dos poupadores que serão reparados

ubiie Redação

Publicado

em

O mutirão para adesão de poupadores ao acordo para receber perdas ocorridas nas cadernetas na implantação dos planos econômicos Bresser, Verão e Collor 2 será realizado em São Paulo, do dia 22 de outubro até 17 de dezembro. A informação foi divulgada pela AGU (Advocacia-Geral da União), após reunião com representantes de instituições financeiras e dos poupadores.

O local de atendimento será o Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) central de São Paulo, que é o estado com a maior parte dos poupadores que serão reparados.

A AGU informou que se trata de um calendário inicial, cujo objetivo é facilitar e agilizar os pagamentos devidos aos aplicadores. O poupador poderá receber o dinheiro em até 15 dias, segundo a AGU.

O órgão também informou que os representantes dos bancos se comprometeram a disponibilizar para o mutirão funcionários que ficarão responsáveis por conferir a documentação apresentada pelo poupador para solicitar o pagamento. De acordo com nota divulgada à imprensa, a ideia é realizar audiências de 20 em 20 minutos.

A partir de novembro, outras cidades além de São Paulo devem receber os mutirões. O calendário ainda será divulgado.

A opção de adesão pelo site pagamentodapoupanca.com.br continuará disponível. A plataforma tem apresentado falhas técnicas, como dificuldade para reconhecer documentos inseridos no sistema pelos usuários e para confirmar, por email, a adesão do poupador ao acordo.

De acordo com a Febraban, 89.532 pessoas haviam se cadastrado na plataforma referente ao acordo dos planos econômicos até a manhã de terça-feira (9).

A entidade informou, ainda, que também foram discutidas melhorias feitas na plataforma digital de adesão ao acordo que incluem a possibilidade de utilizar uma conta de pessoa jurídica para a realização do cadastro e recebimento dos honorários advocatícios.

0
0
Continuar lendo

Economia

Orçamento de 2019 prevê redução de R$ 23 bilhões nos subsídios

O Orçamento do próximo ano prevê R$ 69,8 bilhões em subsídios, valor cerca de R$ 23 bilhões inferior ao previsto para 2018

ubiie Redação

Publicado

em

Uma das poucas margens de gastos em que o próximo governo poderá fazer cortes em 2019 está se reduzindo. O Orçamento do próximo ano prevê R$ 69,8 bilhões em subsídios, valor cerca de R$ 23 bilhões inferior ao previsto para 2018.

Os valores constam de estimativa enviada pela equipe econômica ao Congresso como complemento do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2019. Originalmente, o orçamento deste ano previa R$ 83,38 bilhões, mas o valor foi acrescido em R$ 9,5 bilhões por causa do subsídio ao preço do diesel que entrou em vigor após a greve dos caminhoneiros, totalizando R$ 92,88 bilhões.

Em subsídios explícitos, que consomem recursos diretos do Orçamento, o governo prevê gastar R$ 37,78 bilhões no próximo ano. A maior parte do total (R$ 13,75 bilhões) corresponde ao Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS), fundo criado na década de 1960 para garantir a amortização da dívida de financiamentos habitacionais e que também assume os direitos e as obrigações do Seguro Habitacional.

Em segundo lugar entre os subsídios explícitos, está a subvenção à energia elétrica para a população de baixa renda, que consumirá R$ 4,58 bilhões. Em terceiro, vem o Minha Casa, Minha Vida, principal programa habitacional do governo federal, com dotação de R$ 3,47 bilhões. Sem financiar novos projetos desde 2016, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gastará R$ 3,36 bilhões.

Os subsídios implícitos, em que o Tesouro emite títulos da dívida pública para cobrir os juros mais baixos cobrados dos mutuários e a taxa Selic (juros básicos da economia), somarão R$ 32,02 bilhões em 2019. Os maiores montantes serão destinados aos Fundos Constitucionais do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste (R$ 10,31 bilhões), ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (R$ 7,81 bilhões) e ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (R$ 4,79 bilhões).

O Orçamento do próximo ano também prevê redução dos gastos tributários, quando o governo abre mão de tributos para estimular determinados setores da economia. Em 2019, a equipe econômica estima que deixará de arrecadar R$ 306,398 bilhões por causa dos incentivos fiscais. Os setores mais beneficiados serão comércio e serviços (R$ 86,93 bilhões), trabalho (R$ 42,28 bilhões) e saúde (R$ 41,32 bilhões).

O valor representa aumento de R$ 22,95 bilhões em relação aos R$ 283,446 bilhões de gastos tributários previstos para este ano. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 dá a opção para que o próximo governante encaminhe para o Congresso Nacional, até o fim do próximo ano, um plano para reduzir, nos próximos 10 anos, os gastos tributários de 4% para 2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país).O Palácio do Planalto, no entanto, vetou o artigo que obrigava o envio do plano até 31 de março de 2019.

0
0
Continuar lendo

Economia

Governo gasta 20% do Orçamento com pessoal

As despesas com pessoal chegaram a R$ 297,6 bilhões em 12 meses até julho deste ano

ubiie Redação

Publicado

em

Os gastos com a folha de pagamento da União mais que dobraram nas últimas duas décadas. As despesas com pessoal chegaram a R$ 297,6 bilhões em 12 meses até julho deste ano. Em 1997, esse gasto era de R$ 143,7 bilhões, segundo valor já atualizado pela inflação do período. Aumentos reais de salários, criação de novas vagas no serviço público e avanço das aposentadorias estão por trás desse crescimento, que levou a folha a ocupar o posto de segunda maior despesa do Orçamento federal.

No ano que vem, os gastos com pessoal devem somar R$ 325,9 bilhões. Isso significa que a cada R$ 5 aplicados pelo governo federal, R$ 1 vai para salários e benefícios. Como mostrou o Estadão/Broadcast, apenas aumentos e reajustes já aprovados pelo Congresso Nacional levarão a um crescimento de R$ 15 bilhões nessa fatura.

Os dados do governo mostram que os órgãos com as maiores parcelas de orçamento comprometidas com pessoal são o Tribunal de Contas da União, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.

No Executivo, órgãos como os Ministérios da Justiça, Agricultura, Fazenda, Transportes e Indústria e Comércio Exterior registraram crescimento significativo na fatia de gastos com pessoal entre 2008 e 2017. Na contramão, alguns órgãos registraram queda na participação das despesas com pessoal, já que o orçamento total cresceu num ritmo mais veloz do que os gastos com a folha. São os casos do Poder Judiciário como um todo e do Ministério Público da União. Mesmo assim, a avaliação dentro do governo é de que o nível de comprometimento segue elevado e deixa os órgãos sem liberdade para investir.

Além disso, os técnicos chamam a atenção para os dados do Supremo Tribunal Federal (STF), que destinava 56,9% de seu orçamento à folha de pessoal em 2008 e elevou essa fatia para 67,6% em 2017. Os ministros do STF aprovaram este ano a inclusão de um reajuste de 16,38% nos próprios salários na proposta orçamentária para 2019. O aumento ainda precisa do aval do Congresso Nacional para começar a valer.

Com o Orçamento cada vez mais amarrado pelas despesas obrigatórias, o governo avalia que terá um espaço cada vez menor para contratar novos servidores e repor aqueles que estão se aposentando. É por isso que a equipe econômica tem buscado medidas para gerenciar melhor a mão de obra.

O governo federal desenvolve, por exemplo, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), um sistema para mapear a real necessidade dos órgãos por servidores de acordo com o serviço prestado à população. A ideia é ter um “dimensionamento” da força de trabalho e identificar onde há excesso ou déficit de pessoal, para que os funcionários possam ser redistribuídos conforme a necessidade.

O “piloto” está sendo executado em cinco órgãos do Poder Executivo, mas a iniciativa já despertou interesse no Legislativo e no Judiciário. Os resultados serão usados inclusive para balizar decisões sobre novos concursos.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
112,29
JPY +0,40%
3,73
BRL –0,28%
1EUR
Euro. European Union
=
129,95
JPY +0,31%
4,31
BRL –0,37%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
728.836,45
JPY +0,68%
24.178,35
BRL 0,00%

Tokyo
16°
Mostly Cloudy
WedThuFri
22/14°C
19/13°C
18/13°C

São Paulo
20°
Fair
TueWedThu
min 18°C
27/19°C
27/19°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana