Siga-nos

Brasil

96

Tempo estimado para a leitura: 2minuto(s) e 8segundo(s).

Em crise, Fies tem 60% de inadimplência e sobram vagas

De acordo com especialistas, mudanças nas regras assustaram os estudantes

ubiie Redação

Publicado

em

Após vivenciar grande crescimento, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) enfrenta uma crise e não atrai mais tantos candidatos como no passado. Além de ofertas de vagas sem interessados, a inadimplência do programa atinge mais da metade dos contratos em fase de amortização.

De acordo com dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), publicados no domingo (15) pelo O Globo, dos 613.962 contratos em amortização neste ano – que estão sendo pagos por estudantes já formados -, 59% estão inadimplentes, o que corresponde a 364.063 contratos com pelo menos um dia de atraso no pagamento.

Para comparação, no auge do programa, em 2014, 732.674 contratos estavam em amortização, com um percentual de inadimplência de 38%, que já é considerado alto por especialistas.

Soma-se à falta de pagamento o desinteresse dos estudantes pelo financiamento. A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) calcula que apenas 30 mil das 80 mil vagas oferecidas para o primeiro período letivo foram preenchidas, ficando com uma ociosidade de 62,5%.

Consultado pelo O Globo, o vice-presidente da Abmes, Celso Niskier,disse que o problema do Fies se explica pelo desinteresse dos estudantes e pelos erros na formulação das regras.

A redução no número de ingressantes verificada nos últimos anos é, na verdade, resultado das alterações promovidas no programa pelo governo federal, que iniciaram em 2015 e foram concluídas no final de 2017. Foram mudanças que retiraram o caráter social do programa, conferindo a ele o caráter eminentemente fiscal e financeiro, tornando-o inacessível para uma parcela significativa dos estudantes que necessitam do suporte do poder público para conseguir acessar a educação superior.”

De acordo com a Doutora em Educação pela PUC- Rio, Andrea Ramal, “o Fies ficou menos atraente”. Isto porque o prazo de carência foi reduzido: antes, o estudante começava a devolver os recursos apenas 18 meses após o término do curso, mas com as novas regras, ele precisa começar a pagar assim que se forma. Além disso, uma parte do Fies foi delegada a bancos privados, com juros regulados pelas próprias instituições.

A crise econômica e os altos índices de desemprego, somados à burocracia para aderir ao programa e aos critérios mais rigorosos para receber o benefício, também justificam a redução do número de interessados, segundo os profissionais.

Inscrições abertas

As inscrições do segundo semestre para obter o financiamento estudantil foram abertas nessa segunda-feira (16). De acordo com o Ministério da Educação (MEC), são 155 mil vagas a serem preenchidas por estudantes que participaram do Enem a partir da edição de 2010 e obtiveram média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, além de nota na redação superior a 0. Conheça os pré-requisitos e saiba como se inscrever.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Brasil

PM de folga é morto na Grande SP após tentativa de roubo

O crime ocorreu após o soldado ser abordado por um homem na saída de casa

ubiie Redação

Publicado

em

O policial militar Jailson Matos Batista, 38, foi morto durante sua folga após uma tentativa de assalto na segunda-feira (15), em Embu das Artes (Grande São Paulo).

Ele deixa a esposa, que estava grávida. O crime ocorreu após o soldado ser abordado por um homem na saída de casa. O PM, que voltava de um caixa eletrônico, tentou desarmar o criminoso, mas foi baleado no tórax e nos braços e não resistiu aos ferimentos.

Até as 20h desta quarta (17), os suspeitos ainda não haviam sido identificados.

0
0
Continuar lendo

Política

Lula é condenado por prestar informações falsas à Justiça

Ex-presidente terá de pagar indenização de R$ 1 mil

ubiie Redação

Publicado

em

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por prestar informações falsas à Justiça, de acordo com entendimento do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, José Carlos de França Carvalho Neto, no processo sobre a construção de uma chácara em São Bernardo do Campo (SP).

O petista terá de pagar R$ 1 mil por litigância de má-fé, de acordo com informações do portal G1. Ele alegava ter havido abuso de autoridade, cometido pela prefeitura do município, que mandou embargar a construção de sua “unidade residencial para lazer”.

“O imóvel está localizado em zona urbana; é imperiosa a necessidade do alvará de obras e compete ao município o licenciamento ambiental. Requer a denegação da segurança, juntando documentos”, diz a sentença.

O juiz ainda argumentou que Lula “assegurara” em seu projeto que as obras não demandariam movimentação de terra, “o que não correspondeu à verdade”. A defesa do ex-presidente nega a acusação e diz que vai recorrer.

0
0
Continuar lendo

Política

Witzel quer criar clubes de tiro; Paes o chama de ‘genérico de Moro’

Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro participaram de um debate nesta quarta

ubiie Redação

Publicado

em

O candidato do DEM ao governo do Estado do Rio, Eduardo Paes, disse nesta quarta-feira, 17, em debate com o candidato Wilson Witzel (PSC), que ele é um “genérico” dos juízes federais Sérgio Moro e Marcelo Bretas, da Lava Jato, e o acusou de explorar vinculação com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) para angariar votos. Witzel respondeu reafirmando seu alinhamento a Bolsonaro e disse que tem como proposta criar mais clubes de tiro no Rio.

“Em quem você vota para presidente? Eu voto em Jair Bolsonaro”, provocou o candidato do PSC. “Não importa se Jair Bolsonaro está neutro (na eleição estadual) ou não. Estamos alinhados. Vamos trabalhar para ter mais clubes de tiros para apoiar a revisão do Estatuto do Desarmamento, e vamos ter mais escolas militares”, afirmou Witzel, depois de instar Paes a declarar seu voto para presidente. Paes repetiu que entre Bolsonaro e o petista Fernando Haddad, se coloca neutro. Mais adiante, em outra pergunta, afirmou estar mais próximo do candidato do PSL em termos de programas de governo, no tocante à segurança e à economia.

“O Bolsonaro todo mundo conhece. Você ninguém conhece. Um candidato a governador do Estado do Rio que tem sua grande proposta para se equiparar ao Bolsonaro é ter clube de tiro… Isso não é a proposta principal do Bolsonaro. Essa escada que você usa, esse guarda-chuva do Bolsonaro, é muito perigosa. Você é um genérico do Bretas e do Moro. Fica o tempo todo se protegendo. Não é o Bolsonaro que vai segurar a caneta no Rio no dia 1º de janeiro de 2019. Eu me dou muito bem com ele. E outro dia o Bolsonaro não sabia nem quem era você”, criticou o ex-prefeito da capital.

No debate, organizado pelos jornais O Globo e Extra e pela Federação de Comércio do Rio, Witzel explorou as relações do passado entre Paes e o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos presos pela Lava Jato. “Não tenho presidiário de estimação; você tem dois, o Cabral e o Lula. Eu não tenho relação com crime organizado. Eu tenho milhares de sentenças criminais condenando gente pelo crime organizado. É só olhar meu histórico. Você amarelou quando teve oportunidade de armar a Guarda Municipal”, atacou Witzel. Falando de segurança, ele disse que sempre achou que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), hoje em declínio, não seriam um projeto bem-sucedido.

O candidato do DEM, por sua vez, relembrou a vinculação de Witzel com o advogado Luiz Carlos Azenha, que defendeu o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, e o escondeu na mala do carro em 2011, ajudando-o a fugir da polícia, e também do empresário Mário Peixoto, ligado ao deputado Jorge Picciani (MDB), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio acusado de corrupção.

Ele também trouxe ao debate questões relacionadas a Witzel que considera “imorais”, “maracutaias”, como a falta de pagamento de IPTU de sua residência, o recebimento de auxílio-moradia tendo imóvel e a não-declaração de duas empresas de sua propriedade.

“Eu não tenho folha de antecedentes, tenho currículo. Tenho vida limpa. Meus problemas estão todos sendo resolvidos. Não se preocupe. Os seus podem dar prisão, cadeia. São inquéritos policiais por corrupção. Você está disputando eleição sob liminar. Eu sou o candidato novo, você é o candidato de novo”, afirmou Witzel.

Paes foi questionado por uma jornalista sobre os sinais exteriores de riqueza de Cabral durante seu governo. Ele respondeu que a relação entre eles era institucional, que “não acompanhava esses gastos” e que não era seu papel como prefeito atentar para isso. Ele se colocou favorável à devolução aos cofres públicos dos valores que tenham sido desviados pelo ex-governador.

Paes também disse que o atual prefeito da capital, Marcelo Crivella (PRB), seu sucessor no município, cuja gestão tem alta impopularidade, apoia Witzel, e que a “mistura de inexperiência com insensibilidade” de Crivella iria se repetir no Estado num eventual governo Witzel.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
112,36
JPY +0,15%
3,72
BRL +0,02%
1EUR
Euro. European Union
=
128,79
JPY +0,22%
4,27
BRL +0,09%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
720.343,69
JPY –0,01%
23.857,79
BRL –0,14%

Tokyo
16°
Mostly Cloudy
FriSatSun
min 14°C
21/13°C
21/12°C

São Paulo
20°
Mostly Cloudy
FriSatSun
22/14°C
18/12°C
20/12°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana