Siga-nos

Brasil

282

Tempo estimado para a leitura: 2minuto(s) e 39segundo(s).

Policial trans e gay defende PM flagrado beijando homem no Metrô de SP

Paulo Vaz diz que decidiu apoiar colega para combater o preconceito e estimular as pessoas a assumirem a sua sexualidade: ‘Minha ideia é levantar a bandeira’

ubiie Redação

Publicado

em

O policial civil Paulo Vaz, de 33 anos, é um dos agentes que utilizaram as redes sociais para demonstrar apoio ao militar Leandro Prior, vítima de ameaças após publicação de vídeo beijando outro homem no Metrô de São Paulo.

Homem transexual e gay, Vaz é investigador da Policial Civil de São Paulo, lotado na Delegacia de Ibiúna, no interior do estado, desde abril deste ano. Ele conta que foi bem recebido na instituição.

“Eu achava que encontraria muitas barreiras, mas fiquei bastante feliz e surpreso com a recepção dos meus colegas desde o começo. Eu já sabia que há diferença entre as instituições de Polícia Militar e Polícia Civil, mas eu fiquei bastante surpreso”, contou em entrevista ao G1.

Sobre a repercussão do vídeo do PM Leandro Prior, Vaz defende que, se ele realmente infringiu alguma regra, precisa ser punido, mas pondera que a medida deveria valer para todos. “Tem casal hétero que beija o namorado publicamente enquanto usa farda e nunca causou toda essa repercussão”, disse.

O policial conta que decidiu apoiar Prior para combater o preconceito, além de estimular as pessoas a assumirem a sua sexualidade: “Minha ideia é levantar a bandeira”.

“A sociedade ainda tem muita homofobia e machismo enraizado e para isso a gente tem de botar a cara e aparecer mesmo, falar sobre o assunto para as pessoas perceberem que esse preconceito não precisa existir. Todo mundo aqui dentro da Segurança Pública pode inspirar outras pessoas. Quero mostrar que, se eu estou ali na polícia, qualquer um pode.”

Veja post do policial civil em rede social apoiando o colega:

View this post on Instagram

Eu, como investigador da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Homem Trans e Gay, gostaria de demonstrar o meu apoio não apenas ao PM Leandro, mas todos os LGBTs que estão nas corporações policiais: vocês não estão sozinhos. Vendo seu depoimento e a falta de apoio mesmo com tantos colegas de profissão que vivem a mesma situação mas nada dizem pelo mesmo medo que atinge todos nós, pensei muito e cheguei a conclusão de que não posso me calar ou me omitir. Não quero. Porque se fosse comigo (ou qualquer outro), eu também me sentiria ajudado e fortalecido com esta demonstração. Infelizmente ainda vivemos em uma sociedade onde a homofobia e transfobia predominam, estão enraizadas. Mas não é pra isso que estamos aqui? Para servir e ajudar o mundo a evoluir? Me orgulho de ser quem sou e de cada um de vocês que ajudam a quebrar as barreiras do preconceito. Não desistam dos seus ideais, não desistam dos seus sonhos. Estamos aqui. Juntos, existimos e resistimos, e com nossos esforços, tempos melhores virão. Tempos em que a orientação sexual, a etnia, a classe social, a religião, a cor, a identidade de gênero não vai importar, mas sim o caráter, a capacidade, coração e índole de cada um, não só na Polícia mas na sociedade como um todo. Gostaria de aproveitar e agradecer à Polícia Civil do Estado de São Paulo e a Acadepol por sempre ter sido bem recebido e tratado com respeito, principalmente por colegas de profissão e professores, todos até hoje, e que assim continue sendo. Eu mesmo me surpreendi algumas vezes quando achei que seria muito mais difícil pela minha condição, e acabei encontrando dentro da corporação muitas pessoas boas, bem intencionadas e que exercem respeito e tolerância, a maioria ao contrário do que acaba parecendo quando algum preconceituoso se exalta e acaba afetando a imagem de toda uma corporação. Como todos juramos ao escolher esta profissão, acima de tudo, estamos aqui pra defender a vida. Muito obrigado. #trans #paulovaz #transman #homemtrans #policia #lgbt #ftm #gay #transguy

A post shared by Paulo Vaz (@popo_vaz) on

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Brasil

PM de folga é morto na Grande SP após tentativa de roubo

O crime ocorreu após o soldado ser abordado por um homem na saída de casa

ubiie Redação

Publicado

em

O policial militar Jailson Matos Batista, 38, foi morto durante sua folga após uma tentativa de assalto na segunda-feira (15), em Embu das Artes (Grande São Paulo).

Ele deixa a esposa, que estava grávida. O crime ocorreu após o soldado ser abordado por um homem na saída de casa. O PM, que voltava de um caixa eletrônico, tentou desarmar o criminoso, mas foi baleado no tórax e nos braços e não resistiu aos ferimentos.

Até as 20h desta quarta (17), os suspeitos ainda não haviam sido identificados.

0
0
Continuar lendo

Política

Lula é condenado por prestar informações falsas à Justiça

Ex-presidente terá de pagar indenização de R$ 1 mil

ubiie Redação

Publicado

em

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por prestar informações falsas à Justiça, de acordo com entendimento do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, José Carlos de França Carvalho Neto, no processo sobre a construção de uma chácara em São Bernardo do Campo (SP).

O petista terá de pagar R$ 1 mil por litigância de má-fé, de acordo com informações do portal G1. Ele alegava ter havido abuso de autoridade, cometido pela prefeitura do município, que mandou embargar a construção de sua “unidade residencial para lazer”.

“O imóvel está localizado em zona urbana; é imperiosa a necessidade do alvará de obras e compete ao município o licenciamento ambiental. Requer a denegação da segurança, juntando documentos”, diz a sentença.

O juiz ainda argumentou que Lula “assegurara” em seu projeto que as obras não demandariam movimentação de terra, “o que não correspondeu à verdade”. A defesa do ex-presidente nega a acusação e diz que vai recorrer.

0
0
Continuar lendo

Política

Witzel quer criar clubes de tiro; Paes o chama de ‘genérico de Moro’

Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro participaram de um debate nesta quarta

ubiie Redação

Publicado

em

O candidato do DEM ao governo do Estado do Rio, Eduardo Paes, disse nesta quarta-feira, 17, em debate com o candidato Wilson Witzel (PSC), que ele é um “genérico” dos juízes federais Sérgio Moro e Marcelo Bretas, da Lava Jato, e o acusou de explorar vinculação com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) para angariar votos. Witzel respondeu reafirmando seu alinhamento a Bolsonaro e disse que tem como proposta criar mais clubes de tiro no Rio.

“Em quem você vota para presidente? Eu voto em Jair Bolsonaro”, provocou o candidato do PSC. “Não importa se Jair Bolsonaro está neutro (na eleição estadual) ou não. Estamos alinhados. Vamos trabalhar para ter mais clubes de tiros para apoiar a revisão do Estatuto do Desarmamento, e vamos ter mais escolas militares”, afirmou Witzel, depois de instar Paes a declarar seu voto para presidente. Paes repetiu que entre Bolsonaro e o petista Fernando Haddad, se coloca neutro. Mais adiante, em outra pergunta, afirmou estar mais próximo do candidato do PSL em termos de programas de governo, no tocante à segurança e à economia.

“O Bolsonaro todo mundo conhece. Você ninguém conhece. Um candidato a governador do Estado do Rio que tem sua grande proposta para se equiparar ao Bolsonaro é ter clube de tiro… Isso não é a proposta principal do Bolsonaro. Essa escada que você usa, esse guarda-chuva do Bolsonaro, é muito perigosa. Você é um genérico do Bretas e do Moro. Fica o tempo todo se protegendo. Não é o Bolsonaro que vai segurar a caneta no Rio no dia 1º de janeiro de 2019. Eu me dou muito bem com ele. E outro dia o Bolsonaro não sabia nem quem era você”, criticou o ex-prefeito da capital.

No debate, organizado pelos jornais O Globo e Extra e pela Federação de Comércio do Rio, Witzel explorou as relações do passado entre Paes e o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos presos pela Lava Jato. “Não tenho presidiário de estimação; você tem dois, o Cabral e o Lula. Eu não tenho relação com crime organizado. Eu tenho milhares de sentenças criminais condenando gente pelo crime organizado. É só olhar meu histórico. Você amarelou quando teve oportunidade de armar a Guarda Municipal”, atacou Witzel. Falando de segurança, ele disse que sempre achou que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), hoje em declínio, não seriam um projeto bem-sucedido.

O candidato do DEM, por sua vez, relembrou a vinculação de Witzel com o advogado Luiz Carlos Azenha, que defendeu o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, e o escondeu na mala do carro em 2011, ajudando-o a fugir da polícia, e também do empresário Mário Peixoto, ligado ao deputado Jorge Picciani (MDB), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio acusado de corrupção.

Ele também trouxe ao debate questões relacionadas a Witzel que considera “imorais”, “maracutaias”, como a falta de pagamento de IPTU de sua residência, o recebimento de auxílio-moradia tendo imóvel e a não-declaração de duas empresas de sua propriedade.

“Eu não tenho folha de antecedentes, tenho currículo. Tenho vida limpa. Meus problemas estão todos sendo resolvidos. Não se preocupe. Os seus podem dar prisão, cadeia. São inquéritos policiais por corrupção. Você está disputando eleição sob liminar. Eu sou o candidato novo, você é o candidato de novo”, afirmou Witzel.

Paes foi questionado por uma jornalista sobre os sinais exteriores de riqueza de Cabral durante seu governo. Ele respondeu que a relação entre eles era institucional, que “não acompanhava esses gastos” e que não era seu papel como prefeito atentar para isso. Ele se colocou favorável à devolução aos cofres públicos dos valores que tenham sido desviados pelo ex-governador.

Paes também disse que o atual prefeito da capital, Marcelo Crivella (PRB), seu sucessor no município, cuja gestão tem alta impopularidade, apoia Witzel, e que a “mistura de inexperiência com insensibilidade” de Crivella iria se repetir no Estado num eventual governo Witzel.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
112,36
JPY +0,15%
3,72
BRL +0,02%
1EUR
Euro. European Union
=
128,79
JPY +0,22%
4,27
BRL +0,09%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
720.343,69
JPY –0,01%
23.857,79
BRL –0,14%

Tokyo
16°
Mostly Cloudy
FriSatSun
min 14°C
20/13°C
21/12°C

São Paulo
20°
Partly Cloudy
FriSatSun
22/14°C
18/12°C
20/12°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana