Siga-nos

Política

141

Tempo estimado para a leitura: 2minuto(s) e 9segundo(s).

Apesar de contrariar pautas evangélicas, Marina mantém ponte com igreja

Presidenciável cumpre diversos compromissos ligados a evangélicos, mas garante ‘não fazer do palanque um púlpito nem do púlpito um palanque’

ubiie Redação

Publicado

em

A ex-senadora e missionária da Assembleia de Deus Marina Silva (Rede) é a única evangélica entre os principais pré-candidatos à Presidência. De forma discreta, ela mantem os seus vínculos com a igreja, mas continua firme no seu propósito de “não fazer do palanque um púlpito nem do púlpito um palanque”.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, a presidenciável tem 18% das intenções de voto entre seus pares. No cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela é a segunda colocada, com 15% dos votos.

Já Jair Bolsonaro (PSL) lidera. Ele tem 19% das intenções de voto e chega a 22% entre evangélicos. Mesmo sendo católico, o pré-candidato ganhou o público mais conservador com as suas opiniões e propostas.

Ainda de acordo com o Datafolha, evangélicos são 32% da população brasileira, atrás apenas dos católicos (52%).

Marina foi a pelo menos duas igrejas durante viagem a São Paulo no mês de junho. Os compromissos, no entanto, não estavam na agenda. A assessoria da ex-parlamentar informou à Folha de S. Paulo que não se tratava de compromissos políticos.

Após Marina dar um testemunho para mulheres em Igreja Presbiteriana de Pinheiros (Zona Oeste), o templo foi extremamente criticado por apoiar uma candidata comunista e “abortista”, segundo fiéis.

Apesar de afirmar que os compromissos não são políticos, a líder da Rede estava acompanhada de integrantes da coordenação de sua campanha e lideranças do partido.

“Quero agradecer aos irmãos que estão orando e pedir para aqueles que ainda não começaram poder começar a partir de hoje. Temos uma grande jornada”, disse ela em discurso, fazendo alusão à eleição.

Procurado pelo jornal, Arival Casimiro, pastor que convidou Marina para discursar, não quis falar sobre as reações negativas do evento.

Marina também tem participado de culto dominical na Igreja Batista de Água Branca, na Barra Funda (Zona Oeste), liderada pelo pastor Ed René Kivitz, amigo dela e cabo eleitoral em 2010 e 2014.

Segundo a equipe da pré-candidata, o diálogo com evangélicos é frequente e deve se intensificar no período eleitoral.

Em Brasília, onde mora, Marina frequenta a Assembleia de Deus do Plano Piloto.

De acordo com pessoas próximas à ex-senadora, ela era aconselhada a não associar a sua imagem à igreja para evitar ser tachada como fundamentalista por opositores. Em público, Marina defende o estado laico e afirma que as suas crenças não vão interferir no governo.

Marina é criticada pelo seu eleitorado evangélico ao defender plebiscitos para que a população decida sobre a liberação do aborto e das drogas, apesar de ser posicionar pessoalmente contra. Sobre união do mesmo sexo, ela defende direitos igualitários, também gerando discórdia com os fiéis.

A pré-candidata participará de um debate sobre reforma política, nesta sexta-feira (13), a convite da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Política

Governo Bolsonaro terá mais ministros militares do que em 1964

Comparado aos outros governos que sucederam o general, o do presidente eleito está no mesmo patamar da gestão do general Emílio Garrastazu Médici

ubiie Redação

Publicado

em

O governo de Jair Bolsonaro terá mais ministros com formação militar no primeiro escalão do que no governo do general Castelo Branco (1964-1967), que inaugurou o ciclo de militares no poder após o golpe de 1964. Comparado aos outros governos que sucederam o general, o do presidente eleito está no mesmo patamar da gestão do general Emílio Garrastazu Médici, que tinha sete ministros militares, mas numericamente abaixo dos ministérios de Ernesto Geisel (10 ministros militares), Artur da Costa e Silva e João Baptista Figueiredo, ambos com nove.

O que diferencia o primeiro escalão de Bolsonaro dos presidentes militares e de parte dos civis após a redemocratização é a redução dos ministérios propriamente militares desde 1999. Primeiro, a antiga Casa Militar e o Serviço Nacional de Informações (SNI) foram extintos. No lugar deles nasceu o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Depois, os ministérios do Exército, da Marinha e da Aeronáutica se fundiram no Ministério da Defesa, que incorporou ainda o Estado-Maior das Forças Armadas (Emfa).

Se a configuração atual fosse aplicada aos governos do passado, somente o de Costa e Silva teria o mesmo número de militares que Bolsonaro. E, se este tivesse um ministério com a antiga configuração, seu governo teria 10 ministros militares, mais do que qualquer um na história.

Analistas ouvidos pelo Estado avaliam que esse fenômeno pode ser explicado por uma simples razão: eles fazem parte do universo do presidente eleito. Para eles, isso não necessariamente significa um risco de autoritarismo, mas pode indicar dificuldade nas negociações.

O partido do presidente eleito, PSL, existe desde 1994, mas despontou no cenário político apenas neste ano. Em 2014, elegeu um parlamentar. Quatro anos depois, a bancada saltou para 52. O próprio presidente, ressalta Carlos Melo, professor do Insper, não teve uma atuação técnica em mais de duas décadas de Câmara, ou interlocução com setores da economia, do meio ambiente, etc.

“FHC, no governo, levou vários intelectuais. Lula, sindicalistas. Surpresa seria se ele (Bolsonaro) convidasse um intelectual da Sorbonne. Não é a sua visão de mundo”, disse Melo.

A explicação para os militares no primeiro escalão, segundo Frank McCann, historiador da Universidade de New Hampshire, especialista no Exército brasileiro, leva em conta a própria passagem apagada do presidente eleito nas Forças Armadas. “Bolsonaro está tentando dar ao seu governo a imagem de severo, com base na popularidade da imagem das Forças Armadas. Ele quer que o prestígio dos generais reflita numa melhora de sua imagem. Em outras palavras, o papel deles no governo é prover uma estatura que o próprio presidente não tem”.

Bolsonaro é o terceiro presidente eleito por voto direto que veio das Forças Armadas. O primeiro foi Hermes da Fonseca, em 1910, tendo 2 militares entre seus 7 ministros, e Eurico Gaspar Dutra, que em 1946, colocou 4 militares entre seus 10 ministros.

Em sua gestão, não apenas Bolsonaro indicou um número expressivo de militares, mas também para quase todas as vagas ligadas a infraestrutura, o que também ocorreu durante o regime militar. A questão, na avaliação dos analistas, é como pretendem dialogar, principalmente com o Congresso. Para José Álvaro Moisés, por exemplo, há uma preocupação “de esses segmentos adotarem um modo de funcionar que é próprio da instituição militar, ethos militar”, segundo disse, mais hierárquico e rígido.

0
0
Continuar lendo

Política

Bolsonaro desautoriza filho e diz que pena de morte não será discutida

A declaração veio após a publicação de uma entrevista que seu filho

ubiie Redação

Publicado

em

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse na manhã deste domingo (16) que a adoção da pena de morte no Brasil não será motivo de debate no seu governo.

“Além de tratar-se de cláusula pétrea da Constituição, não fez parte da minha campanha”, afirmou em sua conta do Twitter.

A declaração veio após a publicação de uma entrevista que seu filho, o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), concedeu ao jornal O Globo.

Na entrevista, o deputado defende a realização de um plebiscito ou referendo para implantar pena de morte em casos de crimes hediondos e tráfico de drogas. “Se o povo aprovar, já vira lei”, disse.

Ele usa como exemplo o sistema penal da Indonésia, que inclui pena de morte para traficantes e, em 2015, executou dois brasileiros: Marco Archer e Rodrigo Gularte.

“É uma política que dá certo por lá [na Indonésia]. Você anda por lá e não vê a pessoa nem fumando maconha, que é tida como uma droga mais leve”, afirmou Eduardo Bolsonaro ao jornal O Globo.

A pena poderia se estender a políticos que desviam dinheiro da saúde, segundo ele.

“Sei que é uma cláusula pétrea da Constituição, artigo 5º etc. Porém, existem exceções. Uma das exceções é para o desertor em caso de guerra. Por que não colocar outra exceção para crimes hediondos?”, continuou.

Em janeiro deste ano, pesquisa Datafolha mostrou que o apoio à aplicação da pena de morte no Brasil cresceu em nove anos.

Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados se disseram favoráveis à adoção da penalidade na capital paulista –em 2008, quando foi feita a última pesquisa sobre o tema, esse índice era de 47%.

De acordo com o instituto, esse é o recorde numérico desde que a questão passou a ser aplicada, em 1991.

A pena de morte não é aplicada no país, embora esteja prevista no inciso 47 do artigo 5º da Constituição em período de guerra declarada.

A última execução de um homem livre condenado à morte pela Justiça Civil aconteceu em 1861, na província de Santa Luzia, que deu origem à cidade de Luziânia, no entorno do Distrito Federal.

0
0
Continuar lendo

Política

Lula vira réu por lavagem de dinheiro em negócio com Guiné Equatorial

Denúncia apresentada em novembro pela Operação Lava Jato em São Paulo foi aceita pela Justiça Federal nesta sexta-feira (14)

ubiie Redação

Publicado

em

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou réu novamente nesta sexta-feira (14) pelo crime de lavagem de dinheiro. Denúncia do Ministério Público Federal (MPF) afirma que o petista intermediou discussões entre o governo de Guiné Equatorial e o grupo brasileiro ARG para a instalação da empresa no país. Em contrapartida, ele teria recebido R$ 1 milhão.

A denúncia foi apresentada em novembro pela Operação Lava Jato em São Paulo e foi aceita pela Justiça Federal nesta sexta, segundo o ‘G1’.

De acordo com a denúncia, o ex-presidente recebeu a quantia em forma de uma doação da empresa ao Instituto Lula. A transação teria ocorrido entre setembro de 2011 e junho de 2012.

À época em que a denúncia foi feita, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse em nota tratar-se de “mais um duro golpe no Estado de Direito porque subverte a lei e os fatos para fabricar uma acusação e dar continuidade a uma perseguição política sem precedentes pela via judicial”.

Já a assessoria de imprensa do Instituto Lula garantiu que todas as doações recebidas “são legais, declaradas, registradas, pagaram os impostos devidos”, além de terem sido “usadas nas atividades fim do Instituto e nunca tiveram nenhum tipo de contrapartida”.

Além de Lula, o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, também foi denunciado. Ele responderá pelos crimes de influência em transação comercial internacional e lavagem de dinheiro. No caso de Lula, como tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência prescreveu.

Segundo as investigações, as negociações começaram entre setembro e outubro de 2011. Geo teria pedido a Lula para que interviesse junto ao presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, para que o governo continuasse realizando transações comerciais com a ARG.

Na denúncia, o MPF afirma ter conseguido comprovar a transação por meio de e-mails encontrados em computadores no Instituto Lula, apreendidos em março de 2016 na Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
112,80
JPY –0,54%
3,89
BRL –0,73%
1EUR
Euro. European Union
=
128,04
JPY –0,12%
4,41
BRL –0,32%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
389.813,42
JPY +6,65%
13.439,37
BRL +6,47%

Tokyo
Partly Cloudy
TueWedThu
11/3°C
13/4°C
12/4°C

São Paulo
32°
Fair
MonTueWed
min 22°C
34/22°C
32/23°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana