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Política

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Alckmin tem números ruins no Sudeste

Cadidatura do presidenciável tucano enfrenta dificuldade a nível regional e nacional, avaliam especialistas

ubiie Redação

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O presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, tem o pior desempenho entre os principais pré-candidatos ao Palácio do Planalto quando se avalia as intenções de voto de cada um na sua região de origem, segundo o mais recente levantamento CNI/Ibope.

Ex-governador de São Paulo, Estado que comandou por mais de 13 anos, Alckmin registrou 8 pontos porcentuais na região Sudeste, contra 12 pontos, por exemplo, de Alvaro Dias (Podemos) no Sul e 17 de Marina (Rede) no Norte/Centro-Oeste.

Para especialistas ouvidos pelo Estado, esse resultado ajuda a explicar porque a candidatura do tucano enfrenta resistências também nacionalmente.

Nos cálculos do cientista político Murilo Aragão, da consultoria Arko Advice, Alckmin chegaria a 10% ou 12% nas pesquisas nacionais de intenção de voto (e não o intervalo atual, de 4% a 6%) caso registrasse o mesmo patamar alcançado pelo pré-candidato tucano João Doria nos levantamentos para governo do Estado (cerca de 25%).

“Isso mudaria a situação dele, faria com que sua candidatura fosse menos questionada. Mas Alckmin não fez a lição de casa e agora o sinal de alerta está aceso. É só lembrar que Aécio Neves perdeu a eleição em 2014 justamente em Minas Gerais, seu berço político”, disse.

Divulgada na quinta (29), a pesquisa confirma a percepção da própria campanha tucana de que Jair Bolsonaro (PSL) é o maior “ladrão” dos votos do PSDB no Sudeste. Enquanto Alckmin tem 8%, o deputado – que é paulista, mas fez carreira política no Rio -, chega a 19%, mais que o dobro. Não é à toa que os perfis do pré-candidato tucano nas redes sociais atacam diretamente o parlamentar.

A situação confortável de Bolsonaro e Álvaro Dias, no Sul, também preocupa. Diferentemente do Sudeste, que tradicionalmente se divide entre PT e PSDB, os eleitores de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul sempre dão vitória aos tucanos quando o embate é direto. Nestas eleições, no entanto, com a pulverização de candidaturas à Presidência, Bolsonaro tem 21% no Sul e Alckmin, 4%.

“Se você não está bem em casa, como vai pedir apoio para o vizinho?”, questionou Dias, que é senador pelo Paraná e ex-governador do Estado. Para o presidenciável do Podemos, todo político deve cuidar do quintal de casa. “Sempre fiz essa reflexão.”

Para a professora de ciências políticas da PUC-SP Vera Chaia, as dificuldades de Alckmin passam pela indefinição dele em relação ao palanque estadual paulista. “Quem é seu candidato, afinal? É Doria ou o atual governador, Márcio França, que lhe sucedeu? Pode não parecer, mas essa divisão complica sua situação no Estado”, afirmou. Vera Chaia cita ainda que tanto Alckmin quanto o PSDB sofrem com o “desgaste” de o partido ter governado o Estado por 24 anos. Coordenador do programa de governo do tucano, Luiz Felipe d’Avila disse que os dados não preocupam neste momento. “Estamos focados na elaboração de propostas e na construção de alianças com outros partidos. Esses sim são fatores que serão decisivos para crescer nas pesquisas quando a eleição começar em agosto.”

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Política

‘Sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda’

Frase foi dita por Bolsonaro na abertura do jantar oferecido a ele, no domingo, em Washington

ubiie Redação

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O presidente Jair Bolsonaro fez um breve discurso no início do jantar oferecido a ele, na noite de domingo (17), na embaixada do Brasil em Washington.

Ele começou dizendo que há quatro anos, quando decidiu se candidatar à Presidência da República, não foi levado a sério nem pela esposa. Exaltou o escritor Olavo de Carvalho, “um dos grandes inspiradores meus e o inspirador de muitos jovens no Brasil, a quem devemos a evolução que estamos vivendo”, e fez um ataque à esquerda.

“Sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda. (…) O Brasil não é um terreiro aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos que desconstruir muita coisa, desfazer muita coisa, para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que pelo menos eu possa ser um ponto de inflexão já estou muito feliz. O nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo.”

Confira o discurso:

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Política

Campanha ‘Lula Livre’ é relançada em ato com Haddad e Boulos em SP

A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural

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A campanha “Lula Livre”, pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou uma nova fase neste sábado (16). No sindicato dos metroviários, em São Paulo, o “Encontro Nacional Lula Livre” relançou a campanha e reuniu, segundo a organização, cerca de 1.500 participantes.

té então, o Comitê Nacional Lula Livre reunia líderes de partidos e de movimentos de esquerda numa grande assembleia, mas sem capacidade organizativa e com ações pontuais. A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural.

Segundo o petista Fernando Haddad, derrotado por Jair Bolsonaro (PSL) nas últimas eleições, o comitê está repensando a estratégia de comunicação “uma vez que nós estamos muito seguros que a Lava Jato não conseguiu demonstrar no que o presidente Lula contrariou o interesse do país”.

“Nós queremos lembrar a sociedade brasileira de que uma injustiça foi cometida e que nós vamos continuar na luta por justiça”, disse no evento.

Guilherme Boulos (PSOL), que também esteve no evento com Haddad e Manuela Dávila (PCdoB), disse que atos nas ruas e um “trabalho de diálogo e de convencimento da população” são importantes para fortalecer o movimento.

“Nesse momento onde as contradições da Lava Jato começam a vir à tona de outras maneiras, é importante reforçar que o Lula é um preso político e de fazer a luta pela sua libertação”, disse o candidato do PSOL à presidência na última disputa.

Enquanto as mesas discutiram as novas diretrizes do movimento e abriam o microfone para recolher ideias dos participantes para a campanha, na frente do sindicato dos metroviários, cartazes, broches e camisetas com o slogan da campanha eram vendidos.

Em contraste com os materiais da campanha que levam um tom mais sóbrio, a nova arte da campanha, exibida nas paredes do ginásio, apresenta tons coloridos.

Os participantes sugeriram ações capilarizadas e citaram a vigília que tem sido feita em Curitiba desde que o ex-presidente foi preso como parte importante do movimento–a carta enviada neste sábado (16) por Lula ao comitê também os agradece.

A primeira iniciativa após a reunião será a Jornada Lula Livre, de 7 a 10 de abril. Para marcar um ano da prisão do petista e também o julgamento de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prisão em segunda instância, a campanha prevê atos, seminários e shows pelo país.

Como mostrou reportagem da Folha, o relançamento da campanha ocorre na esteira da frustração com a não participação de Lula nas eleições e com a derrota do PT nas urnas, o que, considerando a visão da esquerda de que o petista é um preso político, poderia ter sido suficiente para sua soltura.

Ao contrário, as eleições consolidaram no poder a direita antipetista representada por Jair Bolsonaro, que tem como ministro o algoz de Lula, o ex-juiz Sergio Moro.

A partir da reunião deste sábado (16), a ideia é criar comitês pelo país para espalhar a narrativa de que democracia e direitos estão em risco e, assim, criar um novo ambiente político que pressione pela revisão da prisão pelo Judiciário.

PRISÃO DE LULA

Lula está preso em Curitiba desde 7 de abril de 2018 após condenação em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do tríplex de Guarujá (SP), da Operação Lava Jato.

Em fevereiro, Lula foi condenado novamente a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em outra ação, a do sítio em Atibaia (SP). Caso a soma das duas penas de Lula seja mantida em 25 anos, ele, que tem 73 anos, poderia ir para o semiaberto após, no mínimo, quatro anos de prisão.

O petista recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Também tem dois habeas corpus pendentes no STF, mas não há prazo para esses três julgamentos. Em 10 de abril, serão julgadas as ações que discutem a prisão em segunda instância e podem beneficiá-lo.

Após as eleições, foram criados uma comissão executiva de 29 membros e um secretariado de sete pessoas para colocar de pé as iniciativas. No grupo, que se reúne ao menos mensalmente, estão integrantes do MST, MTST, CUT, UNE, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, além de dirigentes do PT, PSOL, PC do B e PCO.

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Política

Eduardo Bolsonaro diz que brasileiros ilegais são ‘vergonha nossa’

Deputado disse que os EUA precisam exigir vistos para evitar que brasileiros se passem por turistas para emigrar

ubiie Redação

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou na noite deste sábado (16), em Washington, que os brasileiros que estão em situação migratória irregular fora do país são “vergonha nossa”.

Segundo o jornal “O Globo”, a declaração foi feita quando o deputado comentava a possibilidade de o governo isentar americanos da exigência de vistos para entrar no Brasil, sem a contrapartida do governo americano para liberação de vistos para brasileiros.

“Quantos americanos vão vir morar ilegalmente no Brasil, aproveitar essa brecha para entrar aqui como turista e passar a viver ilegalmente? Agora vamos fazer a pergunta contrária: se os EUA permitirem que o brasileiro entre lá sem visto, quantos brasileiros vão para os Estados Unidos se passando por turistas e vão passar a viver ilegalmente aqui?”, afirmou à imprensa que estava no local.

O deputado, que na quinta-feira foi eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, falou sobre o governo se preocupar com a situação dos brasileiros que entram de maneira irregular nos EUA: “Um brasileiro ilegalmente fora do país é problema do Brasil, isso é vergonha nossa, para a gente. Uma pessoa, um brasileiro que vai para o exterior e comete qualquer tipo de delito, eu me sinto envergonhado. Por exemplo, quando foram para a Indonésia e condenados à morte aqueles traficantes, eu fiquei com vergonha, poxa.”

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