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Alunos brasileiros se apresentam à Nasa e enviam experimento ao espaço

Estudantes têm entre 13 e 15 anos

ubiie Redação

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ESTELITA HASS CARAZZAI – Em meio a sisudos estudantes americanos vestindo jaleco, camisa xadrez, gravata borboleta e até terno, um grupo de cinco brasileiros se remexia de ansiedade nas cadeiras de um auditório em Washington, nesta quinta-feira (28).

Os alunos, que têm entre 13 e 15 anos, estavam a poucos minutos de serem os primeiros brasileiros a apresentarem um experimento para ser enviado à Estação Espacial Internacional (ISS), numa ação anual do governo americano em parceria com a Nasa (agência espacial dos EUA).

“Acho que foram os cinco passos mais difíceis da minha vida”, contou à Folha o estudante Otto Gerbaka, 13, sobre o percurso que fez até o palco, debaixo de réplicas de foguetes, satélites e uma imagem da Lua.

É a primeira vez que um grupo de alunos do Brasil, dos colégios Dante Alighieri, Projeto Âncora e Escola Municipal Perimetral, em São Paulo, participa do evento. A competição estudantil, chamada de Programa de Experimentos Espaciais para Estudantes, é realizada há 12 anos. Nunca antes um país de fora da América do Norte havia participado da iniciativa.

“É uma honra ter vocês aqui; isso vai servir como modelo para a nação inteira”, afirmou o coordenador do programa, Jeff Goldstein, que puxou aplausos à equipe.

Em inglês, os brasileiros se revezaram para contar como funciona o experimento, que irá enviar ao espaço uma ampola de um composto feito de cimento e pó de plástico verde. Caso esse composto resista de maneira satisfatória à microgravidade, ele pode ser uma alternativa para a construção de colônias humanas fora da Terra.

O lançamento será nesta sexta-feira (29), às 6h41, no horário de Brasília. É possível acompanhar ao vivo pela internet, neste site.

Nesta quinta, foram pouco menos de dez minutos de apresentação. Mas, ao final, professores, pais e alunos se abraçavam, muitos às lágrimas.

“É como se a gente subisse junto. Em cima do palco, tem mais de um ano de trabalho”, afirmou, com olhos marejados, a professora Miriam Brito Guimarães, coordenadora do colégio Dante Alighieri. “Isso aqui é uma pontinha de uma grande montanha que estamos construindo.”

Guimarães segurava uma bandeira do Brasil, no fundo da plateia. Outros professores sacavam o celular e gravavam o momento histórico. Um dos alunos, Natan Cardoso, 15, colocou até borrachinha verde-e-amarela no aparelho que usa nos dentes.

“Não foi para a Copa, não; foi para mostrar aqui na Nasa”, disse ele, que estuda na Escola Municipal Perimetral e faz sua primeira viagem internacional.

Foram meses de preparação e estudos. A equipe vencedora saiu de uma disputa realizada no ano passado entre 72 grupos de brasileiros, formados por alunos de 12 a 14 anos. Três projetos foram enviados à Nasa, e apenas um foi selecionado.

“Nós estamos num momento em que precisamos escolher se o Brasil vai ser um ator ou um espectador do acesso ao espaço. É esse o meu trabalho: transformar o Brasil num ator”, afirmou à reportagem o engenheiro espacial Lucas Fonseca, coordenador da Missão Garatéa, que desenvolveu o projeto em parceria com os colégios.

Depois de escolhido o experimento, em dezembro do ano passado, os alunos passaram a se organizar para a viagem. Alguns reforçaram as aulas de inglês. Outros fizeram vaquinha com os colegas para pagar as passagens.

“Eu vendi muito brigadeiro para conseguir vir”, contou Sofia Palma, 13, aluna do 8º ano do Projeto Âncora, em Cotia. “Sempre gostei muito de ler sobre Ciência, mas nunca pensei que estaria em um projeto desse porte.”

A possibilidade de criar novos engenheiros espaciais é real entre o grupo. “Eu nunca tinha pensado em trabalhar com o espaço. Com esse projeto, eu acho que é uma possibilidade”, disse Laura D’Amaro, 13, aluna do Dante Alighieri. “Eu sempre quis ser engenheiro. Depois desse projeto, mais ainda”, afirmou Guilherme Funck, 13, de quem partiu a ideia de trabalhar com cimento.

No dia anterior, eles haviam praticado a apresentação durante três horas a fio – mesmo com jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Para os professores, os reflexos da pesquisa já são sentidos em sala de aula. “A perspectiva é outra: eles começam a elaborar perguntas, fazer hipóteses, trabalhar com variáveis. É uma alfabetização científica”, diz Tiago Bodê, professor de Ciências do colégio Dante Alighieri.

Em julho, o Garatéa irá abrir um edital nacional para a próxima edição do concurso. Podem participar colégios de todo o país.

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Espaço

Europeus e japoneses lançam espaçonave para missão de 7 anos a Mercúrio

Um foguete modelo Ariane 5 está programado para colocar a nave BepiColombo em órbita ainda nesta sexta

ubiie Redação

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Os últimos preparativos para o lançamento de uma missão conjunta de agências espaciais europeias e japonesas para enviar duas sondas a Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, estão sendo realizados nesta sexta-feira, dia 19.

Um foguete modelo Ariane 5 está programado para colocar a nave BepiColombo em órbita ainda nesta sexta, partindo da Guiana Francesa. Depois disso, a nave iniciará sua jornada de sete anos até o planeta mais misterioso do Sistema Solar.

A Agência Espacial Europeia disse que a missão da BepiColombo, avaliada em cerca de US$ 1,5 bilhão, é uma das mais desafiadoras da História. As temperaturas extremas de Mercúrio, a intensa atração gravitacional do Sol e a radiação solar contribuem para condições infernais.

A espaçonave terá de seguir um caminho elíptico que envolve um sobrevoo da Terra, dois de Vênus e seis do próprio Mercúrio, de modo que ela possa desacelerar o suficiente antes de chegar ao seu destino em dezembro de 2025.

Os propulsores de íons elétricos recentemente desenvolvidos ajudarão a empurrar a espaçonave, que recebeu o nome em homenagem ao cientista italiano Giuseppe “Bepi” Colombo, para a órbita certa.

Quando chegar, a BepiColombo lançará duas sondas – Bepi e Mio – que investigarão de maneira independente a superfície e o campo magnético de Mercúrio. Elas estão equipadas com isolamento especial para lidar com as variações de temperatura – de 430ºC no lado de frente para o Sol e de -180ºC na sombra do planeta.

Cientistas esperam aprimorar as informações obtidas pela sonda Messenger da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa), que encerrou sua missão em 2015 depois de ficar quatro anos na órbita de Mercúrio. A primeira espaçonave a visitar o planeta foi a Mariner 10, da Nasa, que voou pelo planeta em meados da década de 1970.

Mercúrio, que é ligeiramente maior que a Lua da Terra, tem um núcleo de ferro maciço sobre o qual pouco se conhece. Pesquisadores esperam também aprender mais sobre a formação do Sistema Solar a partir dos dados obtidos pela BepiColombo.

Esta é a segunda cooperação mais recente entre europeus e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa). Recentemente, a sonda Hayabusa2, da Jaxa, lançou um robô alemão-francês sobre o asteroide Ryugu.

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Tecnologia

eBay acusa Amazon de prática ilegal para recrutar vendedores

Concorrente teria usado sistema interno de mensagens do eBay

ubiie Redação

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O site de vendas eBay acusou nesta quarta-feira (18) a concorrente Amazon de tentar recrutar vendedores para sua plataforma por meio de seu sistema interno de mensagens. “Descobrimos um esquema ilegal e perturbador da Amazon que pede aos vendedores do eBay para migrarem para a plataforma da Amazon”, disse a empresa, em comunicado.

De acordo com o processo judicial apresentado no Supremo Tribunal da Califórnia, o eBay afirma que atividade ilegal é praticada pelo menos desde 2015.

No documento, a Amazon é acusada de “infiltrar e explorar o sistema integrado de mensagens do eBay”, na Espanha, França, Reino Unido, Itália, Austrália, Singapura e Estados Unidos, com o objetivo de desviar os funcionários e aumentar os números na sua plataforma online.

“Solicitamos que a Amazon encerre suas atividades ilegais e iremos tomar as medidas apropriadas, conforme necessário, para proteger o eBay”, acrescentou a nota. Segundo um artigo do Wall Street Journal, cerca de 50 vendedores da Amazon fizeram contato com funcionários da rival. Pelo menos mil mensagens foram encaminhadas pelo sistema.

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TSE desenvolve aplicativo para mesários comunicarem problemas com urnas

Jungmann anunciou que o TSE está desenvolvendo um aplicativo

ubiie Redação

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O ministro Raul Jungmann (Segurança Pública), disse nesta segunda (15) que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) está desenvolvendo um aplicativo para os mesários conseguirem se comunicar em tempo real com a Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições, marcado para 28 de outubro.

Segundo ele, o objetivo é fazer com que “toda e qualquer denúncia contra as urnas possam ser comunicadas ao juiz eleitoral e também aos órgãos de segurança para que, se for necessário, abram investigação”.

Pelo aplicativo, o mesário vai conseguir se comunicar imediatamente com a Justiça Eleitoral e com os órgãos de segurança.

“É uma forma de responder com velocidade a toda e qualquer denúncia que venha a ser feita e que possa ser rapidamente apurada”, afirmou. “É preciso ter a velocidade necessária para tirar qualquer tipo de dúvida”, acrescentou.

A iniciativa ocorre depois de o TSE ter sido inúmeras vezes criticado por eleitores, que levantaram suspeitas sobre a segurança da urna eletrônica durante a votação do primeiro turno, em 7 de outubro.

Ele disse que a preocupação das autoridades é tirar qualquer tipo de dúvida do eleitor e apurar todas as denúncias de fraude, assim como resolver problemas mecânicos das urnas.

Assim, destacou, a meta é “ter o máximo de atendimento e a máxima resposta a todo e qualquer eleitor que, ao sentir que teve um problema ou entender que houve fraude, que a gente possa apurar e resolver”.Jungmann ressaltou que a proliferação de fake news é uma realidade com a qual a sociedade precisa lidar, mas que se torna um problema quando a notícia falsa induz e simula uma fraude que não existe.

“Se a fraude existe, deve ser denunciada. Agora, o que não pode ser aceitável é criar fake news para induzir a fraude”, afirmou.

Na noite desta segunda, Jungmann participou de uma reunião organizada pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, com o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, e o secretário nacional de Segurança Pública, Brigadeiro João Tadeu Fiorentini, além de técnicos do TSE.

Os ministros pretendem anunciar uma orientação conjunta para auxiliar os mesários sobre como proceder em caso de denúncia contra urnas eletrônicas no dia da votação.

“É a integração da Justiça Eleitoral com os órgãos de segurança”, destacou Jungmann.

Durante o segundo turno, o TSE vai disponibilizar servidores da área técnica aos dois centros que monitoram a segurança das eleições para ajudar a identificar com maior rapidez informações falsas e permitir que o tribunal as desminta publicamente com celeridade.

“Toda e qualquer decisão será tomada com maior velocidade”, afirmou.

Antes de se reunir com Jungmann, Rosa Weber fez uma videoconferência com presidentes dos TRE (tribunais regionais eleitorais) para fazer um balanço do primeiro turno das eleições.

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