Siga-nos

Tecnologia

457

Tempo estimado para a leitura: 3minuto(s) e 46segundo(s).

Alunos brasileiros se apresentam à Nasa e enviam experimento ao espaço

Estudantes têm entre 13 e 15 anos

ubiie Redação

Publicado

em

ESTELITA HASS CARAZZAI – Em meio a sisudos estudantes americanos vestindo jaleco, camisa xadrez, gravata borboleta e até terno, um grupo de cinco brasileiros se remexia de ansiedade nas cadeiras de um auditório em Washington, nesta quinta-feira (28).

Os alunos, que têm entre 13 e 15 anos, estavam a poucos minutos de serem os primeiros brasileiros a apresentarem um experimento para ser enviado à Estação Espacial Internacional (ISS), numa ação anual do governo americano em parceria com a Nasa (agência espacial dos EUA).

“Acho que foram os cinco passos mais difíceis da minha vida”, contou à Folha o estudante Otto Gerbaka, 13, sobre o percurso que fez até o palco, debaixo de réplicas de foguetes, satélites e uma imagem da Lua.

É a primeira vez que um grupo de alunos do Brasil, dos colégios Dante Alighieri, Projeto Âncora e Escola Municipal Perimetral, em São Paulo, participa do evento. A competição estudantil, chamada de Programa de Experimentos Espaciais para Estudantes, é realizada há 12 anos. Nunca antes um país de fora da América do Norte havia participado da iniciativa.

“É uma honra ter vocês aqui; isso vai servir como modelo para a nação inteira”, afirmou o coordenador do programa, Jeff Goldstein, que puxou aplausos à equipe.

Em inglês, os brasileiros se revezaram para contar como funciona o experimento, que irá enviar ao espaço uma ampola de um composto feito de cimento e pó de plástico verde. Caso esse composto resista de maneira satisfatória à microgravidade, ele pode ser uma alternativa para a construção de colônias humanas fora da Terra.

O lançamento será nesta sexta-feira (29), às 6h41, no horário de Brasília. É possível acompanhar ao vivo pela internet, neste site.

Nesta quinta, foram pouco menos de dez minutos de apresentação. Mas, ao final, professores, pais e alunos se abraçavam, muitos às lágrimas.

“É como se a gente subisse junto. Em cima do palco, tem mais de um ano de trabalho”, afirmou, com olhos marejados, a professora Miriam Brito Guimarães, coordenadora do colégio Dante Alighieri. “Isso aqui é uma pontinha de uma grande montanha que estamos construindo.”

Guimarães segurava uma bandeira do Brasil, no fundo da plateia. Outros professores sacavam o celular e gravavam o momento histórico. Um dos alunos, Natan Cardoso, 15, colocou até borrachinha verde-e-amarela no aparelho que usa nos dentes.

“Não foi para a Copa, não; foi para mostrar aqui na Nasa”, disse ele, que estuda na Escola Municipal Perimetral e faz sua primeira viagem internacional.

Foram meses de preparação e estudos. A equipe vencedora saiu de uma disputa realizada no ano passado entre 72 grupos de brasileiros, formados por alunos de 12 a 14 anos. Três projetos foram enviados à Nasa, e apenas um foi selecionado.

“Nós estamos num momento em que precisamos escolher se o Brasil vai ser um ator ou um espectador do acesso ao espaço. É esse o meu trabalho: transformar o Brasil num ator”, afirmou à reportagem o engenheiro espacial Lucas Fonseca, coordenador da Missão Garatéa, que desenvolveu o projeto em parceria com os colégios.

Depois de escolhido o experimento, em dezembro do ano passado, os alunos passaram a se organizar para a viagem. Alguns reforçaram as aulas de inglês. Outros fizeram vaquinha com os colegas para pagar as passagens.

“Eu vendi muito brigadeiro para conseguir vir”, contou Sofia Palma, 13, aluna do 8º ano do Projeto Âncora, em Cotia. “Sempre gostei muito de ler sobre Ciência, mas nunca pensei que estaria em um projeto desse porte.”

A possibilidade de criar novos engenheiros espaciais é real entre o grupo. “Eu nunca tinha pensado em trabalhar com o espaço. Com esse projeto, eu acho que é uma possibilidade”, disse Laura D’Amaro, 13, aluna do Dante Alighieri. “Eu sempre quis ser engenheiro. Depois desse projeto, mais ainda”, afirmou Guilherme Funck, 13, de quem partiu a ideia de trabalhar com cimento.

No dia anterior, eles haviam praticado a apresentação durante três horas a fio – mesmo com jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Para os professores, os reflexos da pesquisa já são sentidos em sala de aula. “A perspectiva é outra: eles começam a elaborar perguntas, fazer hipóteses, trabalhar com variáveis. É uma alfabetização científica”, diz Tiago Bodê, professor de Ciências do colégio Dante Alighieri.

Em julho, o Garatéa irá abrir um edital nacional para a próxima edição do concurso. Podem participar colégios de todo o país.

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Espaço

Adeus a tudo que sabemos sobre Lua? Nova descoberta chinesa pode mudar hipótese existente

Mais cedo, a revista Nature comunicou que o rover chinês Yutu 2 descobriu no lado oculto da Lua dois novos tipos de rochas do manto. Destaca-se que é a primeira vez que estas rochas são obtidas e que foram tiradas do fundo da cratera Aitken, na Bacia do Polo Sul-Aitken.

ubiie Redação

Publicado

em

Até agora, nem as sondas soviéticas nem as espaçonaves da missão norte-americana Apollo tinham recolhido amostras do manto lunar. Os cientistas dizem que seu estudo ajudará a lançar luz sobre os enigmas da origem da Terra e da Lua.

Nessa conexão, o pesquisador do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Nathan Eismont, indicou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que a descoberta recém-feita pode mudar completamente a hipótese aceita sobre a formação da Lua.
“Na verdade, essa descoberta poderia mudar visivelmente nossa compreensão de como a Lua foi formada”, declarou.

“Agora, a hipótese mais aceita sugere que a Lua foi formada em resultado da colisão da Terra antiga com algum corpo celeste, que arrancou um pedaço da Terra e o que saiu desse pedaço é a Lua”, lembrou.

“Hoje, essa hipótese é a mais aceita entre os pesquisadores, embora existam inconsistências, contradições. E é possível que a descoberta do rover lunar chinês dê alguma explicação, ajude a encontrar uma solução para essas contradições que existem na teoria da evolução do Sistema Solar em geral e na teoria que explica a origem da Terra e da Lua. Para fazer isso, é preciso realizar uma investigação profunda do que foi obtido pelo rover lunar chinês”, indicou Eismont.

A sonda Chang’e-4 foi lançada por meio do foguete Longa Marcha 3B no dia 8 de dezembro e pousou com sucesso no dia 3 de janeiro na face oculta da Lua.

Tanto a sonda como o rover estão realizando medições e coletando rochas que podem vir a revelar novos detalhes sobre esta área inexplorada do satélite natural da Terra.

0
0
Continuar lendo

Espaço

Missão espacial chinesa desvenda segredos do lado oculto da Lua

Especula-se que a origem da Lua esteja relacionada com a colisão da Terra com um corpo celeste

ubiie Redação

Publicado

em

A missão chinesa Chang’e-4 foi a primeira a chegar ao lado mais afastado da Lua, assim como a primeira a descobrir a presença de olivina. A sonda tem investigado a composição do manto lunar, de forma a explicar a evolução e formação da Lua. Com as recentes descobertas, especula-se que a origem da Lua esteja relacionada com a colisão da Terra com um corpo celeste.

A sonda Chang’e-4 pousou na cratera lunar Vón Kármán no dia 3 de janeiro, e instalou o rover Yutu-2 para explorar a Bacia do Polo-Sul-Aitken, a maior e mais velha cratera do lado oculto da Lua. O rover colecionou algumas amostras e as suas descobertas foram divulgadas no Jornal Nature, nessa quarta-feira (16).As amostras revelaram vestígios de olivina, o que levou os investigadores a especular que o manto poderá conter olivina e piroxena em iguais quantidades, ao invés do domínio de um desses minerais. A olivina é um dos principais componentes do manto terrestre, o que poderá confirmar a teoria de que a Lua se formou com algum material que a Terra perdeu apos o choque com um corpo celeste. Os minerais encontrados são, por sua vez, distintos das amostras da superfície lunar.Uma vez que as caraterísticas e composição do subsolo permanecem desconhecidas, esta descoberta é considerada importante.

De acordo com a hipótese mais aceite, quando a Terra sofreu o impacto da colisão com um corpo celeste, Theia, algum material terá se desprendido, aglomerando-se e formando a Lua. Os elementos mais leves ficaram na superfície, mas os minerais mais densos, como é o caso da olivina, caíram no manto lunar.Desde então, a origem e estrutura da Lua têm sido temas de debate entre a comunidade científica. Dessa forma, a investigação chinesa poderá conduzir a um maior conhecimento acerca da evolução lunar e à confirmação da existência de um oceano de magma, teoria que ainda não foi confirmada.A missão espacial faz ainda parte da ambição da China no espaço, iniciada nos anos 70.O rover continuará a explorar o local e retirará mais material do solo, e, em 2020, a China planeia enviar a sonda Chang’e 5, com o objetivo de regressar à Terra com as amostras recolhidas na Lua.

0
0
Continuar lendo

Tecnologia

Trump poderá banir a Huawei dos Estados Unidos

A empresa chinesa continua sendo alvo de suspeitas de espionagem

ubiie Redação

Publicado

em

Nesta terça-feira (14), repercutiu na imprensa de todo mundo, um artigo da Agência Reuters que revelou que o Presidente dos EUA, Donald Trump, assinará uma ordem executiva que proibirá as empresas do país de usarem equipamento da Huawei.

A ordem será assinada baseada em uma lei federal que autoriza o presidente a regular o mercado, isto face a uma ameaça extraordinária aos EUA que o obriga a declarar o estado de emergência nacional.

A proximidade da Huawei ao governo chinês tem sido motivo de desconfiança das autoridades federais dos EUA, onde se incluem o FBI, a CIA e a NSA. Os EUA alega que o governo chinês recorre à Huawei para, através dos seus smartphones, equipamentos e software, espiar outros países.

No entanto, a Huawei já se posicionou sobre o assunto e criticou a medida que possa vir a ser tomada pelos EUA.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
110,20
JPY +0,11%
4,10
BRL –0,01%
1EUR
Euro. European Union
=
122,94
JPY +0,04%
4,57
BRL –0,08%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
880.660,36
JPY +9,16%
32.754,16
BRL +9,05%

Tokyo
18°
Cloudy
MonTueWed
23/19°C
22/16°C
24/17°C

São Paulo
20°
Showers in the Vicinity
SunMonTue
min 16°C
25/15°C
27/14°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana