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Neymar se irrita com críticas, e Globo nega distinção entre jogadores

Não é a primeira vez que o craque entra em conflito com Galvão Bueno

ubiie Redação

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O atacante Neymar entrou em rota de colisão com a Globo em meio à disputa da Copa. O estopim foram as críticas, principalmente do narrador Galvão Bueno, após os dois primeiros jogos, o que levaram até o pai do jogador a tentar colocar panos quentes.

Em nota, a assessoria da Globo afirmou que “narradores e comentaristas têm liberdade para citar ou comentar qualquer lance do jogo”. Em nota, completou: “As análises, assim como toda a cobertura da Globo, são feitas de maneira imparcial e sem distinção entre os jogadores”. Procurado, Neymar não respondeu às perguntas da reportagem.

Não é a primeira vez que Neymar entra em conflito com o principal profissional da Globo durante a disputa de um torneio importante.

Em 2016, depois de dois empates na Olimpíada do Rio, o atleta se irritou com Galvão e parou de falar com a imprensa. Deu a volta por cima e levou o ouro, desabafando no fim: “Vocês vão ter que me engolir”, disse o jogador, após vencer a Alemanha nos pênaltis, no Maracanã, na final.

A posição é idêntica à adotada agora, na Rússia. Depois de fazer o segundo gol contra a Costa Rica, Neymar deixou a arena calado. “Hoje, não”, respondeu, ao receber pedido de entrevista no estádio.

Ao mesmo tempo, postou em rede social um desabafo, onde menciona que “falar, até papagaio fala”. O jogador é fã do piloto brasileiro Ayrton Senna, que se referia ao narrador Galvão Bueno como “papagaio” -eles mantinham relação de amizade.

Neste Mundial, o profissional da Globo disparou críticas ao camisa 10, assim como o comentarista Casagrande.

O ex-jogador Juninho Pernambucano entrou na polêmica. Ex-comentarista do Sportv, ele notou como Galvão não parava de falar de Neymar durante a partida.

“O cara passa o jogo criticando o Neymar, culpando até pelo pênalti sofrido. Agora quer elogiar. Galvão não para, é intocável. Faz todo mundo detonar o cara, depois do gol quer mudar. Isso sempre foi assim. Neymar é monstro e não é obrigado a arrebentar sempre”, disse Juninho, em uma rede social.

Ao longo da partida, Galvão criticou o que viu como um “gesto artístico” de Neymar durante pênalti que foi marcado pelo árbitro, mas acabou anulado com ajuda do vídeo.

Casagrande também falou sobre Neymar durante a partida. E o ex-jogador possui rixa antiga com o estafe do atual camisa 10. Há alguns meses, ele chamou Neymar de “mimado” e irritou o pai do jogador. “Abutre”, respondeu o empresário nas redes sociais.

Na época, Casagrande recebeu um recado de um superior da emissora: foi avisado que tinha respaldo para falar o que bem entendesse. Mas o “aviso” foi entendido internamente de forma contrária, como uma ameaça velada, já que ninguém antes havia dito ao ex-atacante nada parecido sobre seus comentários.

Em paralelo à rusga de Casagrande e Neymar pai, uma reaproximação com a emissora vinha sendo costurada. O principal contato do empresário com o jornalismo da Globo é um produtor com quem tem boa relação desde o começo da carreira do filho.

Em 2014, quando mantinha exclusividade com a emissora, em contrato revelado pela Folha de S.Paulo no começo do ano, era esse produtor que Neymar pai mandava seus assessores procurarem para reclamar, ou sugerir, sobre pautas da TV Globo. Algumas vezes, o produtor avisava, inclusive, que não tinha patente para atender alguns desses pedidos.

O jogador e seus representantes viveram período conturbado com a Globo por mais de um ano, após a Olimpíada. Nesse meio tempo, foram diversas visitas ou iniciativas junto aos principais concorrentes da emissora, como Record, SBT e Fox. A proximidade da Copa fez o pai do jogador e a TV conseguirem uma trégua, e o camisa 10 voltou a ser figura assídua na tela. Desta vez, sem nenhum acordo formalizado no papel.

Desde então, Neymar participou de especiais de Copa da Globo, como do apresentador Luciano Huck e o Esporte Espetacular, além de entrevistas. A reaproximação foi vista internamente como uma vitória, mas teve um preço: Casagrande teve que se policiar sobre as críticas ao jogador.

Mas o clima de paz durou 180 minutos de futebol ruim de Neymar, que foi criticado pela imprensa nacional e se irritou. O atacante desabafou em rede social, assim como seus amigos que o acompanham no Mundial, os chamados “parças”. Gil Cebola, Joclécio e outros atacaram o que chamaram de “antis” em suas postagens no Instagram, logo após a vitória contra a Costa Rica. Um deles, inclusive, marcou Galvão Bueno nas postagens.

Neymar pai não viu com bons olhos o desabafo do filho e dos amigos. A avaliação é que não é o momento para isso, pois o jogador precisa do apoio popular, e não criar um novo “nós, contra eles”, como foi na época da Olimpíada.

Preocupado, o pai do jogador procurou a Globo neste último fim de semana.

A atitude de Neymar pai foi uma forma de propor a trégua entre o filho, os amigos e o Grupo Globo. O empresário está no mesmo hotel que a seleção brasileira em Sochi e vem tentando blindar o filho das críticas exteriores, que chega a ele por meio dos amigos e das redes sociais.

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Contra a Argentina, Tite faz esboço da seleção para Copa América

O duelo é chamado de Superclássico das Américas. Em caso de empate, haverá disputa de pênaltis para definir o vencedor, que receberá troféu

ubiie Redação

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A seleção brasileira terá o primeiro grande teste no ciclo para a Copa do Mundo-2022 nesta terça (16), às 15h, quando enfrenta a Argentina no estádio King Abdullah, em Jeddah, Arábia Saudita.

Pelo menos é assim que o amistoso contra os rivais é visto por Tite, que atualmente tem como objetivo principal a montagem do time para a Copa América que será realizada no Brasil, em junho de 2019.

Tanto é que pela primeira vez desde agosto de 2016, quando assumiu o comando da seleção, o treinador não divulgou de forma antecipada a escalação da equipe.

“Eu vou deixar esse componente [mistério]. Não me sinto tão confortável, mas farei isso desta vez. Não quero, se não tenho os atletas definidos, dar ao adversário a oportunidade de conhecer a escalação. Estamos testando novos nomes, novo esquema, então vamos deixar o adversário sem saber disso”, disse Tite.

O duelo é chamado de Superclássico das Américas. Em caso de empate, haverá disputa de pênaltis para definir o vencedor, que receberá troféu.

“Brasil e Argentina não tem friendly game [jogo amigável] nunca. [O amistoso] Tem uma característica de rivalidade, mas não pode transcender. São equipes que estão se reformulando, mas a Argentina seguramente não vai abrir mão de seus principais atletas, tampouco nós”, completou.

Apesar de fazer mistério, Tite escalará o que hoje é sua formação considerada principal. Ele definiu a equipe após três vitórias em ritmo de treino em amistosos contra seleções de baixo nível técnico (Estados Unidos, 2 a 0, El Salvador, 5 a 0, e Arábia Saudita, 2 a 0) e mais de 28 jogadores utilizados neste novo ciclo.

A base da equipe será a que disputou a Copa do Mundo.

Dos 23 convocados para o Mundial, 9 não estão na Arábia Saudita: o zagueiro Pedro Geromel, os meios-campistas Paulinho e Fernandinho, o goleiro Cássio e o atacante Taison, que ainda não foram chamados desde a eliminação na Copa, além do zagueiro Thiago Silva, dos laterais Fagner e Marcelo e dos atacantes Willian e Douglas Costa.

Fagner não foi convocado porque o Corinthians está na final da Copa do Brasil, e Marcelo foi cortado por lesão.

Thiago Silva, Willian e Douglas Costa foram chamados para os dois primeiros amistosos, mas ficaram fora dos confrontos na Ásia. O último não foi convocado por indisciplina, após cuspir em um adversário em jogo da Juventus (ITA) e receber suspensão.

Como não deverá fazer experiências, já que não vê o jogo como um simples amistoso, Tite usará a formação tática do duelo contra a Arábia Saudita. Assim, escalará um trio de jogadores com características de marcação e outro ofensivo. O quarteto de atacantes, utilizado na Copa, por ora fica em segundo plano.

Desta vez, o meio de campo deverá ter Casemiro, Renato Augusto e Arthur, o único do setor que não esteve no Mundial da Rússia. O jogador do Barcelona deve substituir Fred, que foi titular contra a Arábia Saudita, quando Tite aproveitou para fazer testes.

“Essa questão de entrosamento nós pegamos pouco a pouco nos treinos. Tenho um pouco mais com o Coutinho pela convivência no dia a dia [pelo Barcelona]”, disse Arthur sobre o amistoso.

Já o setor ofensivo deverá ter Coutinho aberto pela direita, Neymar do lado esquerdo e Firmino centralizado. O atacante do Liverpool entraria na vaga de Gabriel Jesus, que começou diante dos sauditas e marcou gol que encerrou jejum de cinco jogos na seleção.

O sistema defensivo também terá como base o time da Copa. Na direita, a dúvida é entre Danilo, que só fez um jogo como titular na atual temporada europeia após a lesão no tornozelo esquerdo sofrida durante o Mundial, e Fabinho. A linha de quatro ainda terá Marquinhos, Miranda e Filipe Luís, convocado para o lugar de Marcelo.

Dupla titular em boa parte das eliminatórias, quando o Brasil emplacou nove vitórias consecutivas, Marquinhos e Miranda voltam a iniciar uma partida após 11 meses. O zagueiro do Paris Saint-Germain perdeu a posição para Thiago Silva, companheiro de clube, às vésperas da Copa

BRASILAlisson; Danilo, Marquinhos, Miranda, Filipe Luís; Casemiro; Arthur (Fred), Renato Augusto, Philippe Coutinho; Roberto Firmino, Neymar. T.: Tite

ARGENTINARomero; Saravia, Otamendi, Pezzella, Tagliagico; Battaglia, Paredes, Lo Celso, Dybala; Icardi, Lautaro Martínez. T.: Lionel ScaloniEstádio: King Abdullah, em Jeddah (Arábia Saudita)

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Seleção se reúne para o primeiro grande desafio após a Copa do Mundo

Depois de enfrentar nos amistosos de setembro duas seleções fracas, o Brasil jogará agora contra o seu maior rival e um adversário frágil, mas que ao menos participou do Mundial

ubiie Redação

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Tite e os demais integrantes da comissão técnica da seleção brasileira chegam neste domingo a Londres, onde a equipe treinará de segunda até quarta-feira, antes da viagem à Arábia Saudita para os amistosos contra os donos da casa e a Argentina. O time ficará no CT do Tottenham, mesmo local escolhido por Tite para o período de treinamentos antes da Copa da Rússia.

Depois de enfrentar nos amistosos de setembro duas seleções fracas, que não estiveram no Mundial (Estados Unidos e El Salvador), o Brasil jogará agora contra o seu maior rival e um adversário frágil, mas que ao menos participou da Copa na Rússia. Em novembro, o time jogará mais duas vezes e a tendência é existe a intenção da comissão de que os amistosos sejam contra rivais da Europa.

Para os dois jogos na Arábia Saudita, o treinador não convocou nenhum atleta dos quatro clubes que estavam na semifinal da Copa do Brasil (Flamengo, Corinthians, Cruzeiro e Palmeiras). O único clube do País que teve jogador chamado por Tite foi o Grêmio: o goleiro Phelipe e o atacante Everton. A diretoria gaúcha chegou a tentar que a CBF liberasse Everton dos amistosos para que o jogador atuasse na partida do próximo domingo contra o Palmeiras, pela 29.ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas a entidade negou o pedido, o que acabou gerando protestos do clube.

Tite terá uma baixa em relação à lista de convocados no último dia 21. O lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid, foi cortado após sofrer lesão na panturrilha direita. Para a vaga do jogador, Tite chamou Filipe Luís, do Atlético de Madrid, na última quinta-feira.

Após três dias de treinos em Londres, a seleção chegará à Riad, capital saudita, na madrugada de quinta-feira. No dia seguinte, às 15 horas (de Brasília), o Brasil enfrenta a Arábia Saudita no estádio da Universidade King Saud.

Após a partida, a delegação embarca para Jeddah. Na terça-feira seguinte, a seleção joga contra a Argentina, também às 15h, no estádio King Abdullah Sports City.

A Argentina, ainda em processo de reformulação depois da eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo e com o técnico interino Lionel Scaloni no comando, não terá Lionel Messi. O craque do Barcelona, inclusive, só deve voltar a ser convocado no próximo ano.

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Corinthians bate o Paraná e volta a vencer no Campeonato Brasileiro

Timão não vencia havia quatro jogos; lanterna, Tricolor paranaense agora acumula sete partidas

ubiie Redação

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O Corinthians bateu o lanterna Paraná, na noite deste sábado (25), e voltou a vencer em jogos pelo Campeonato Brasileiro. A equipe do Itaquerão, que ganhou pelo placar de 1 a 0, interrompeu a série de três derrotas na competição.

O zagueiro Henrique, de cabeça, fez o único gol do jogo para o Corinthians.Na próxima rodada, sábado (9), o Corinthians vai enfrentar o Atlético-MG, em casa. O Paraná vai visitar o Sport, domingo (10), no Recife.

A atuação do time de Osmar Loss, no entanto, foi aquém do esperado pela torcida. Nos primeiros minutos, houve até uma boa pressão. Jadson chegou a acertar uma bola na trave, após ótima defesa do goleiro Richard. Mas o ímpeto parou por aí.

O Paraná não só equilibrou o jogo, como conseguiu dominar uma boa parte do primeiro tempo. Cássio fez uma grande defesa e evitou que o placar fosse inaugurado.Com a bola rolando, o time alvinegro tinha enorme dificuldade para chegar à área rival. Pelo menos conseguiu descolar uma sequência de três escanteios. E foi justamente na última cobrança que Jadson colocou a bola na cabeça de Henrique.

Aos 35 min, o zagueiro corintiano subiu sozinho na grande área e testou firme. A bola ainda bateu no travessão antes de morrer na rede.

A comemoração da Fiel, porém, se dividiu com a preocupação com Cássio. Minutos antes do gol alvinegro, o arqueiro começou a sentir dores no quadril após uma defesa e, apesar de tentar continuar em campo, teve de ser substituído por Walter.

Com a vantagem no placar, o Corinthians passou a reequilibrar a partida e, enfim, armou uma boa jogada para chegar à meta adversária. No último lance antes do intervalo, Jadson enfiou a bola para Roger entre os zagueiros o atacante finalizou na trave.

Mesmo sofrendo ainda com erros de passes, a equipe corintiana voltou para a etapa final disposta a matar o jogo. Tanto que pressionou durante 15 minutos e criou algumas boas chances.O Paraná já não tinha mais o mesmo ímpeto da etapa inicial e pouco subia ao ataque. E ficou mais enfraquecido quando Leandro Vilela acabou expulso após levar o segundo cartão amarelo.

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