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Análise: Como halo abre possibilidades aerodinâmicas na F1

Para as equipes, o halo pode ser um desafio sob o ponto de vista estrutural, mas a introdução do dispositivo de segurança também abriu novas áreas para o desenvolvimento aerodinâmico

ubiie Redação

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Como parte do pacote de regras que veio com o uso obrigatório do sistema de proteção do cockpit, o halo, as equipes receberam algum espaço para adicionar pequenos dispositivos aerodinâmicos, algo que já vimos nos testes.

Os designers da F1 podem criar áreas de até 20 mm da estrutura de titânio, desde que não se enquadrem no “modelo de capacete” onde poderiam atingir os pilotos em caso de batida.

Essa abertura na regra levou a um pensamento divergente, à medida que as equipes se propuseram a usar as mudanças na estrutura do fluxo de ar sobre o carro.


Photo by: Giorgio Piola

Após o teste de pós-temporada de Abu Dhabi no ano passado, ficou claro que, ao invés de se limitar a uma carroceria que agilizasse a estrutura interna, as equipes criariam carenagens com asas mais complexas para o halo.

A McLaren exibiu um bumerangue de três elementos em cima do seu halo durante o teste para o projeto de 2018. Cada um desses elementos termina ao lado do halo e, sem dúvida, libertará um efeito aerodinâmico muito específico para melhorar o fluxo.


Esteban Ocon, Sahara Force India VJM11

É sutilmente diferente em sua abordagem, mas a Force India também testou uma asa de estilo bumerangue de três elementos, pois procura melhorar a trajetória do fluxo para a caixa de ar e asa traseira.


Toro Rosso STR13

A Toro Rosso também nos deu uma prévia da sua parte aerodinâmica nos testes de Abu Dhabi, utilizando apenas um único boomerang no topo.

No entanto, durante o recente teste de Barcelona, o time acrescentou outra asa, como a imagem mostra.


Toro Rosso STR13, detail

A Toro Rosso tem uma solução bastante elegante quando se trata também dos pontos de montagem da traseira, à medida que a carroceria é emparelhada com outra alavanca para melhorar o fluxo.


Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18

Embora a maioria dos times tenham chegado à conclusão de que as asas são o caminho a percorrer, parece que a Haas tem outras ideias, no topo do halo do VF18, encontramos uma série de pequenos geradores de vórtices.

Uma configuração semelhante estava presente nos testes de pós-temporada e foi construído sobre uma linha de geradores de vórtices afixados ao lado da área de trás, perto do capacete.

Também vale a pena notar que a Haas optou por implantar uma espécie de para-brisas serrilhado.

O objetivo disso seria ajudar a alterar a interação do fluxo de ar com o capacete do piloto, que foi impactado pela introdução do halo.


Sergey Sirotkin, Williams FW41

Tanto a Williams, quanto a Renault, empregaram o uso de asas na borda do chassi (seta vermelha), alterando o fluxo de ar na borda do cockpit, pois atende o ponto de conexão traseiro do halo.


Nico Hulkenberg, Renault Sport F1 Team RS18

A Renault também usou outra asa no quarto dia de testes, localizado logo abaixo da caixa de ar (seta branca) que ajuda a controlar o fluxo que é derramado do capacete do piloto, melhorando a entrada da caixa de ar.

Algumas equipes ainda estão para mostrar novidades quando se trata de carenagem aerodinâmica, com a Ferrari e Sauber também optando por apenas um boomerang único em cima do halo nesta fase.

No entanto, espera-se que a Mercedes, Red Bull e Renault apresentem soluções no próximo teste para que estejam prontas para a primeira corrida na Austrália.

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Fórmula Indy já sabe calendário para a temporada 2019; conheça

A programação para 2019 foi divulgada nessa terça-feira e possuirá 17 corridas, assim como ocorre em 2018

ubiie Redação

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Ainda faltando uma prova para o encerramento do campeonato de 2018, a Fórmula Indy já conhece o seu calendário para a temporada 2019. E ele possui duas grandes novidades: a categoria terá pela primeira vez uma prova no Circuito das Américas, no Texas. E Laguna Seca, na Califórnia, voltará a receber uma corrida.

A programação para 2019 foi divulgada nessa terça-feira e possuirá 17 corridas, assim como ocorre em 2018. Assim, duas provas deixarão o calendário: o circuito oval de Phoenix e a pista de Sonoma, na Califórnia. Já as provas do Circuito das Américas e Laguna ocorrerão em pistas permanentes.

“A IndyCar trabalhou para oferecer consistência e cadência ao cronograma e isso se reflete novamente em 2019”, disse Mark Miles, presidente e CEO da Hulman & Co., que é proprietária da IndyCar e do circuito de Indianápolis.

“Nós adicionamos corridas em pistas que sabem como fazer eventos fantásticos, enquanto retornamos para onde a Indy tem relacionamentos de longa data. A diversidade do cronograma do próximo ano continuará a fazer o que acreditamos ser o campeonato mais desafiador e competitivo dos esportes a motor”, acrescentou.

O Circuito das Américas substituirá Phoenix em março como a segunda corrida do calendário, ocorrendo duas semanas após a abertura em São Petersburgo, na Califórnia, marcada para 10 de março. A pista foi inaugurada em 2011 e, com 3,4 milhas, será o segundo circuito mais longo na programação da Indy, atrás de Road America, no Wisconsin. Além disso, a pista costuma ser palco de provas da Fórmula 1 e da MotoGP.

Laguna Seca recebeu 22 corridas da Indy até 2004. O circuito foi palco da última prova do campeonato em 1996 e repetirá essa condição na próxima temporada, em substituição a Sonoma, no dia 22 de setembro.

Confira o calendário da temporada 2019 da Fórmula Indy:

10/3 – São Petersburgo

24/3 – Austin

7/4 – Birmingham

14/4 – Long Beach

11/5 – Indianápolis

26/5 500 Milhas de Indianápolis

1/6 – Detroit 1

2/6 – Detroit 2

8/6 – Texas

23/6 – Road America

14/7 – Toronto

20/7 – Iowa

28/7 – Mid-Ohio

18/8 – Pocono

24/8- Gateway

1/9 – Portland

22/9 – Laguna Seca

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Ex-chefe da F-1 paga R$ 18 mi em McLaren usada por Senna em 1993

Bernie Ecclestone levou para casa modelo utilizada no GP de Mônaco

ubiie Redação

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O antigo executivo chefe da F-1 Bernie Ecclestone arrematou nesta sexta-feira (11) em Monte Carlo um modelo da McLaren usado por Ayrton Senna em sua vitória no GP de Mônaco de 1993. O empresário inglês desembolsou 4.197.500 de euros para vencer o leilão, em cifra que se aproxima dos R$ 18 milhões.

Casado com a brasileira Fabiana Flosi, Ecclestone é um conhecido colecionador de carros históricos da Fórmula 1, com destaques para modelos antigos da equipe Brabham, em que foi chefe também.

Durante a semana, a Bonhams Monaco, casa responsável pelo leilão, afirmou que a expectativa era alcançar um pagamento de 5 milhões de euros pelo carro. Depois daquela prova, Senna voltaria a vencer apenas as corridas no Japão e na Austrália que fecharam a temporada de 1993.

“Este é um carro verdadeiramente especial. Ele conecta Senna e Mônaco, e seu sucesso na Fórmula 1 é único, fazendo deste um dos carros da categoria mais empolgantes já leiloados”, afirmou Mark Osborne, diretor do departamento de automobilismo da Bonhams.

O carro faz parte de um lote de carros de corrida leiloados pela Bonhams chamado “Les Grandes Marques à Monaco”.

A vitória em 1993 foi a sexta de Senna em Mônaco, onde também já havia vencido em 1987, 1989, 1990, 1991 e 1992. Antes do brasileiro, o recorde de vitórias no principado era do britânico Graham Hill, que venceu as edições de 1963, 1964, 1965, 1968 e 1969.

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McLaren chega ao Brasil com carros de até R$ 8 milhões

No segmento de carros de luxo, a McLaren se classifica dentro dos itens exclusivíssimos

ubiie Redação

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Na primeira loja de automóveis da McLaren no Brasil, inaugurada na última terça-feira, 8, em São Paulo, escolher o acabamento do carro requer cuidado. Dependendo da seleção, a diferença de preço do veículo pode chegar a R$ 1 milhão. “O acabamento em fibra de vidro acrescenta £200 mil ao preço (ou quase R$ 1 milhão)”, exemplifica Bruno Senna, sobrinho de Ayrton Senna e embaixador da McLaren.

No segmento de carros de luxo, a McLaren se classifica dentro dos itens exclusivíssimos. Por aqui, os modelos começam a R$ 1,9 milhão. O maior preço, de R$ 8 milhões, é o modelo do McLaren Senna (foto acima), batizado em homenagem ao piloto brasileiro.

Segundo Henry Visconde, diretor da Eurobike, representante oficial da marca no Brasil, o superesportivo tem edição limitada a 500 unidades em todo o mundo. Para o Brasil, estão disponíveis apenas duas unidades, com entrega previstas somente para o ano que vem. No entanto, ambas foram vendidas antes mesmo da inauguração da loja da marca.

Segundo Visconde, a McLaren é uma das poucas montadoras importantes de superesportivos que não estavam no Brasil. O País já tem revendas oficiais de Ferrari, Maserati e Lamborghini (todas são representadas pelo grupo Via Italia).

Enquanto a McLaren aporta por aqui, a Aston Martin e a Bentley deixaram de ter representações oficiais no Brasil. Com a crise que atingiu todos os segmentos de carros nos últimos três anos, as duas montadoras britânicas fecharam as operações que mantinham no País.

Embora a economia ainda esteja crescendo pouco, o executivo da McLaren diz que a negociação com a marca se estendeu por vários anos – e os investidores locais não queriam perder a oportunidade de oferecer o produto, que antes chegava só por importações independentes. “Sabemos que o momento não é bom, por causa da queda do mercado e a alta do câmbio”, explica Visconde.

Mercado

O mercado de carros de luxo, que teve forte retração em 2016 e 2017, começa a dar sinais de recuperação. Nos quatro primeiros meses de 2018, os segmentos premium e de alto luxo venderam 15.153 unidades, 21,7% a mais ante igual período de 2017, ano em que esses produtos tiveram o pior desempenho em vendas desde 2012, com 47,3 mil unidades. Estão nessa conta marcas como Audi, BMW, Ferrari, Jaguar, Lamborghini, Land Rover, Lexus, Maserati, Mercedes-Benz, Porsche, Rolls Royce e Volvo.

O crescimento dos modelos de luxo, segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), se equipara ao do mercado total de automóveis e comerciais leves, com alta de 20,4%, somando 738,5 mil unidades.

Nos primeiros anos da crise, em 2013, 2014 e 2015, as vendas totais de automóveis e comerciais leves caíram 0,9%, 7,1% e 26,6%, respectivamente, enquanto as de modelos premium cresceram 38,4%, 18,2% e 16,4%. Foi nesse período que Audi, BMW, Mercedes-Benz e Land Rover abriram fábricas no País.

Já em 2016, quando o mercado total caiu 20%, os modelos de luxo despencaram 26,5%. No ano passado as vendas em geral começaram a se recuperar, com expansão de 9,2%, enquanto os luxuosos ainda caíram 2,8%.

Análise

Para a economista Cristina Helena Pinto de Mello, pró-reitora de Pesquisa da ESPM, enquanto grupos estabelecidos da classe alta continuaram a trocar seus carros de luxo anualmente, a classe emergente, que não tem renda estável, manteve o carro antigo na crise. “Esse grupo caracteriza a lentidão desse segmento.”

Empresa quer trazer modelo de pista ao Brasil

Durante a inauguração da concessionária da McLaren foi mostrado o modelo Senna GTR, versão de pista do modelo que terá apenas 75 unidades produzidas. “Temos um interessado no Brasil, mas, por enquanto, não conseguimos trazer nenhum exemplar”, disse Henry Visconde, diretor da Eurobike.

Os demais modelos da McLaren à venda são o Sport Series 570S Coupé, 570S Spider e 570S GT, que custam entre R$ 1,9 milhão e R$ 2,1 milhões. Da linha Super Series há o 720S, que varia de R$ 2,7 milhões a R$ 3,1 milhões.

A concessionária da McLaren é a terceira representação da marca na América Latina, após México e Chile. A expectativa é vender 20 modelos no País em 2018.

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