Siga-nos

Você viu?

188

Tempo estimado para a leitura: 4minuto(s) e 12segundo(s).

Aplicativo ajuda agricultores a identificar pragas na lavoura

Aplicativo desenvolvido pela Embrapa permite que agricultores identifiquem insetos danosos e benéficos à lavoura, facilitando o controle biológico das espécies prejudiciais à plantação

ubiie Redação

Publicado

em

Thiago Kaiser, da chácara Pé na Terra, localizada em Planaltina, aprovou a novidade: "O único problema é que ainda não existe a versão para iPhone"

São quase duas décadas no campo, mas, de vez em quando, Gisleângelo Teles Ferreira, proprietário da chácara Nossa Senhora Aparecida, no Núcleo Rural Betinho, em Brazlândia, se depara com algum inseto desconhecido. Na dúvida se o bichinho pode prejudicar a lavoura, o agricultor trata de exterminar o inseto sem piedade. Só que muitos desses insetos não são vilões. Ao contrário. São inimigos naturais das pragas que atacam as lavouras e devem ser conservados no meio ambiente para manter a força da agricultura. O problema é que muitos produtores não conseguem reconhecer quais insetos são benéficos. A situação começa a mudar com o Guia InNat, um aplicativo que ajuda a identificar os insetos que destroem as lavouras.

O aplicativo é gratuito e está disponível para download na loja de aplicativos Google Play. Ele foi desenvolvido por especialistas da unidade de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Apenas uma semana após o lançamento do produto, na semana passada, foram feitos 2 mil downloads. “O aplicativo vai ser muito útil para quem vive no campo conhecer melhor os insetos”, enfatiza Ferreira, que garante o sustento da família cultivando brócolis, tomate, abóbora Itália (abobrinha), pimentão, vagem, maxixe e morango nos seis hectares da propriedade.

A ferramenta funciona de maneira simples. Por meio de um smartphone, o produtor tem acesso ao banco de dados, com uma galeria de fotos e pequenos textos mostrando as características dos insetos e de que se alimentam, além de informações sobre cada grupo de inimigos naturais e suas funções na natureza. Há dados de 13 famílias de insetos predadores, além de parasitoides e aranhas.

Com o aplicativo, o agricultor também pode, usando a câmera do aparelho, fotografar insetos encontrados na plantação e comparar com as imagens da galeria. “Os agricultores não se dão conta de que boa parte dos insetos presentes na lavoura não causam danos. Na verdade, eles auxiliam no combate às pragas”, frisa Alessandra de Carvalho Silva, engenheira agrônoma da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), especialista em controle biológico de pragas.

Equilíbrio

“O aplicativo é muito interessante, mostra bem os insetos e traz informações importantes sobre cada um deles. O único problema é que ainda não existe a versão para iPhone”, diz Thiago Kaiser, da chácara Pé na Terra, localizada no Núcleo Rural Pipiripau, em Planaltina. Na propriedade, são cultivados cerca de 15 produtos, entre hortaliças e frutas, comercializados diretamente para 30 famílias que fazem parte da Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA). Por meio desse sistema, a comunidade apoia os produtores locais, compartilhando custos e prejuízos.


Na agricultura, o reconhecimento dos insetos é fundamental. Insetos que se alimentam de plantas, os fitófagos, somente são considerados pragas quando causam danos econômicos. O produtor tem que estar apto a distinguir aqueles que são benéficos à lavoura, mantendo o equilíbrio do ecossistema. O inseto conhecido por tesourinha, por exemplo, costuma assustar até agricultores mais experientes, por ter aparência semelhante à de um pequeno escorpião.

A existência do tesourinha na lavoura, no entanto, indica a presença de lagartas, que são pragas que se alimentam de folha e podem perfurar talos, flores e frutos, causando danos à plantação. O tesourinha é um agente de controle natural, sendo um predador de lagartas, moscas-brancas, ovos e pulgões. “As pinças que o inseto possui no final do abdômen lhe dão uma aparência agressiva. Ele pode ser morto se a pessoa não souber o quanto ele pode contribuir para a redução de lagartas nas lavouras, uma vez que se alimenta dos ovos das mariposas”, explica Alessandra, da Embrapa.

Os marimbondos são uma tristeza na cidade, principalmente para quem tem sensibilidade à picada, que costuma doer muito. No campo, esses insetos são uma benção. Afinal, alimentam-se de lagartas, gafanhotos, mosquitos, formigas e cupins, ou seja, pragas que são combatidas na lavoura. Os marimbondos são fundamentais no combate ao bicho mineiro (leucoptera coffeella), uma praga que ataca somente lavouras de café. O Brasil é o principal produtor mundial, sendo responsável por 34% do café comercializado no mundo.

O bicho mineiro se instala nas folhas dos cafeeiros, deixando um buraco e uma cor de ferrugem na superfície. Um ataque desse inseto causa uma considerável perda de folhas, que ficam desidratadas, secas e fracas, trazendo enormes prejuízos para os cafeicultores. Estudos comprovaram que a capacidade produtiva do cafeeiro pode ser reduzida em até 80%, conforme a região, a época e a intensidade da ação do inseto. “Essa é uma praga importante nos cafezais, contra a qual os marimbondos desempenham um papel fundamental no controle natural”, explica a pesquisadora da Embrapa.

Desafio

O controle biológico de pragas é considerado mais eficiente e econômico do que o controle químico, com defensivos agrícolas, que não têm ação seletiva e podem causar desequilíbrio ambiental, já que resíduos podem permanecer em plantas, solo, lagos e rios. O pesquisador José Roberto Parra, do Departamento de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), acredita que é grande o desafio para que o controle biológico seja adotado em larga escala no Brasil. “A cultura do agricultor brasileiro é voltada para os químicos. É difícil mudar a cabeça do produtor, mas é um aprendizado.”

0
0
Clique para comentar
Publicidade

Você viu?

Nova esfinge antiga é descoberta no Egito (FOTOS)

ubiie Redação

Publicado

em

Arqueólogos egípcios que trabalham no projeto de contenção das águas subterrâneas no templo de Kom Ombo, em Assuã, descobriram uma esfinge de arenito, informou o Ministério de Antiguidades do Egito neste domingo (16).

Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, explicou que a peça provavelmente data da época da dinastia ptolemaica, que governou entre 305 a.C. e 30 a.C., pois foi encontrada na parte sudeste do templo de Kom Ombo, o mesmo lugar onde há dois meses foram descobertos dois relevos de arenito do rei Ptolemeu V”.


Esfinge de arenito encontrada no templo de Kom Ombo em Assuã, Egito

A missão arqueológica continuará a estudar a figura do ser mítico com corpo de animal e cabeça humana para obter mais dados sobre a sua origem.


Esfinge de arenito encontrada no templo de Kom Ombo em Assuã, Egito

No Egito estão sendo descobertos cada vez mais artefatos da cultura antiga. Não há muito tempo, cientistas identificaram fragmentos de uma estátua do faraó Ramsés II, um dos governantes mais famosos do Egito antigo, assim como um busto do imperador romano Marco Aurélio. Em agosto, durante trabalhos de reparação de uma estrada na cidade egípcia de Luxor, trabalhadores encontraram outra esfinge debaixo da terra.

O país espera que os achados venham a incentivar o turismo.

0
0
Continuar lendo

Você viu?

Revista Time é vendida por US$ 190 milhões a bilionário de tecnologia

Após adquirir a Time Inc., grupo americano de mídia repassa revista a Marc Benioff, presidente da empresa de tecnologia Salesforce

ubiie Redação

Publicado

em

A revista Time, uma das publicações mais tradicionais dos Estados Unidos, tem um novo dono: neste domingo, 16, o grupo de mídia Meredith anunciou, por meio de comunicado de imprensa, a venda da publicação ao casal Marc e Lynne Benioff por US$ 190 milhões.

Fundador e presidente executivo da empresa de tecnologia Salesforce, Marc Benioff não se envolverá com o cotidiano da publicação ou decisões jornalísticas, que serão lideradas pelo time executivo que já está na revista. A compra também não vai unir a Time à Salesforce – trata-se de uma aquisição individual, não da empresa.

“Estamos honrados em cuidar de uma das principais empresas de mídia do mundo”, declarou o casal, no comunicado enviado à imprensa americana na noite deste domingo. Hoje, a Time tem mais de 100 milhões de leitores em suas versões impressa e digital – 50 milhões deles também acessam o site da revista, que tem 40 milhões de seguidores em suas redes sociais. Espera-se que a venda seja concluída em 30 dias.

Conhecido por revistas femininas, a Meredith comprou a Time Inc., grupo que também continha veículos como Fortune e Sports Illustrated, por US$ 2,8 bilhões, em novembro de 2017. O negócio foi apoiado pelos bilionários irmãos Koch, conhecidos por seu posicionamento político conservador. Agora, começa a se desfazer de parte das publicações que adquiriu na transação – atualmente, busca compradores para as outras revistas.

Exemplo

Com fortuna avaliada em US$ 4,9 bilhões, Marc Benioff agora segue os passos de outro bilionário do ramo da tecnologia que se envolveu com a mídia: Jeff Bezos, fundador e presidente executivo da Amazon. Em 2013, ele comprou o jornal The Washington Post por US$ 250 milhões.

O investimento modernizou o veículo, colocando jornalistas e programadores de código trabalhando lado a lado. Além da área de mídia, a empresa se tornou também fornecedora de software para concorrentes, numa virada que lhe rendeu o título de uma das mais inovadoras do mundo, segundo a revista Fast Company.

0
0
Continuar lendo

Você viu?

O que seria de nós sem cerveja? Arqueólogos elogiam bebida que mudou rumo da humanidade

ubiie Redação

Publicado

em

Os antigos humanos costumavam elaborar esta bebida para saboreá-la em rituais, honrando a memória dos antepassados.

Por sua vez, a elaboração de cerveja estimulou o cultivo de cereais, dando início à própria agricultura.

Arqueólogos da Universidade de Stanford, EUA, descobriram o costume ao estudar uma gruta perto de Haifa, Israel. Encontrando morteiros de pedra, próprios da cultura natufiana de 12.500 a 9.500 a.C., que continham restos fossilizados de plantas que foram utilizadas para preparar cerveja. Os antepassados cultivavam os grãos na água, secando e triturando a malta. Depois, esquentavam a mistura e deixavam fermentar.

A descoberta levou à conclusão de que nossos antepassados costumavam produzi-la para rituais, bebendo a cerveja em um gesto de honrar a memória dos antepassados. Além disso, os arqueólogos encontraram uma antiga sepultura na gruta, permitindo associar a bebida aos rituais de luto.

Sendo assim, é possível afirmar que a produção de cerveja passou a ser um estímulo para cultivar cereais e, consequentemente, deu início à própria agricultura. Além disso, os pesquisadores consideram que, originalmente, a humanidade começou a cultivar cereais para elaborar a cerveja e não para fazer pão.

0
0
Continuar lendo
Publicidade
1USD
United States Dollar. USA
=
112,37
JPY +0,07%
4,16
BRL 0,00%
1EUR
Euro. European Union
=
131,50
JPY +0,29%
4,87
BRL +0,22%
1BTC
Bitcoin. Crypto-currency
=
712.489,78
JPY +0,08%
26.379,07
BRL +0,01%

Tokyo
23°
Partly Cloudy
WedThuFri
min 19°C
24/18°C
22/21°C

São Paulo
19°
Partly Cloudy
WedThuFri
29/18°C
26/18°C
24/17°C

Arquivos

Facebook

Publicidade

Mais vistas da semana