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Você gostaria de ter seu salário pago em bitcoin?

ubiie Redação

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O bitcoin tem chamado a atenção do mundo pela hipervalorização. Mas poucas pessoas usam, de fato, a moeda virtual.

Agora, já pensou se o seu salário fosse pago em criptomoedas?

A partir do início do ano que vem, 4 mil funcionários da empresa japonesa de internet GMO Group vão ter a opção de receber parte dos salários em bitcoin.

Para os críticos, trata-se de uma jogada de marketing, anunciada no momento em que o interesse global pela tecnologia financeira está em alta.

Eles alertam também para os riscos relacionados à volatilidade da moeda, que despencou na semana passada, mas desde então se recuperou em mais de 50%.

Mas o que isso realmente significa para os empregadores e funcionários?

Como funciona

Os salários em bitcoin geralmente são pagos de acordo com o valor da moeda digital em data e hora previamente acordadas.

Por exemplo, se o preço do bitcoin for US$ 10 mil e um funcionário escolher receber US$ 1 mil em criptomoeda, ele ganharia 0,1 bitcoin.

Aqueles que optarem por vender a moeda virtual imediatamente receberiam a mesma quantia que teria sido paga em dinheiro (desde que tenham acertado a venda antecipadamente).

Já quem quiser guardar a criptomoeda – seja por um dia, uma semana ou um ano – verá seu valor subir ou descer. Os US$ 1 mil podem acabar valendo US$ 5 mil. Ou até mesmo nada.

Desta forma, especialistas argumentam que pagar salários em bitcoin estimula as pessoas a correrem risco.


Sorte ou azar: optar por receber salário em criptomoeda estimular as pessoas a correrem riscos, dizem os especialistas

“Se um empregado está recebendo seu salário em bitcoin, ele também poderia receber em bilhetes de loteria”, compara Massimo Massa, professor de finanças da Escola INSEAD de Negócios.

“Eles estão apenas participando de um jogo.”

Segundo ele, os funcionários devem ser informados de que “não há garantias de que o preço (da moeda) aumentará e que não há valor intrínseco porque não há nada para respaldá-lo.”

E acrescenta que esse tipo de transação nunca pode ser obrigatório.

Há interesse?

Apesar dos repetidos alertas de economistas e analistas financeiros de que a euforia em torno do bitcoin é uma bolha prestes a estourar, parece que as pessoas estão dispostas a assumir o risco.

A Bitwage, plataforma desenvolvida para converter salários em criptomoedas, ganhou milhares de novos usuários no ano passado, à medida que as pessoas foram atraídas pela rápida ascensão dos preços.

“Hoje em dia, muita gente quer ter parte e, às vezes, todo o salário pago em bitcoin”, afirma Jonathan Chester, fundador do Bitwage.

A empresa já processou neste ano US$ 30 milhões em salários de 20 mil usuários nos EUA, Europa, América Latina e Ásia, incluindo funcionários do Google, do Facebook, da GE, da Philips, da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Marinha norte-americana. Muitos trabalhadores se inscreveram no serviço por conta própria.

Para Chester, que diz converter 15% de seu próprio salário mensal, “é uma maneira de acumular bitcoin ou criptomoeda sem se preocupar se você está comprando no momento certo”.

Desta forma, as pessoas podem, teoricamente, reduzir os riscos da volatilidade porque “só compram pequenas quantidades ao longo do tempo”.

Como ficam os impostos?

É complicado generalizar, e parece inevitável que, à medida que a indústria se desenvolva, as regras fiscais também evoluam.

Em qualquer parte do mundo, os empregados estão sujeitos a pagar imposto sobre seus rendimentos em bitcoin, calculado sobre o valor no momento em que o salário é pago.

Mas, assim como acontece com a compra de ações, os funcionários podem precisar pagar imposto sobre ganho de capital, se o bitcoin aumentar de valor, dependendo da jurisdição fiscal.

O que significa para os empregadores?

Algumas empresas que trabalham na indústria de criptomoedas têm oferecido salários em bitcoin há anos.

Afinal de contas, se você chegou cedo e comprou quando o preço estava muito baixo, poderia ser uma jogada inteligente usá-la agora para pagar os salários.

Mas, para outras, é apenas uma estratégia de negócios.

O grupo japonês GMO, por exemplo, diz que quer levar a equipe a conhecer melhor o bitcoin.

A empresa expandiu recentemente sua atuação para negociação de moedas virtuais e mineração de criptomoedas.

E espera que, a partir da experiência pessoal direta com o bitcoin, os funcionários se familiarizem com o mercado de criptomoedas.

“É vital para o crescimento e expansão do nosso negócio de criptomoedas”, diz a empresa.


Contracheque, em inglês, de alguém que recebe parte do salário em bitcoin

Bitcoin é a única opção?

A indústria de pagamentos digitais está em expansão, com novas moedas digitais surgindo o tempo todo.

Na TenX, startup com sede em Cingapura, os funcionários geralmente têm o salário base pago em suas contas bancárias, mas o bônus mensal é pago em tokens Pay, moeda digital própria da empresa.

Os tokens, que podem ser negociados em operações digitais, foram emitidos em uma oferta inicial de moedas em junho, permitindo que a empresa levantasse US$ 80 milhões.

Julian Hosp, cofundador e presidente da TenX, afirma que não fazia sentido comprar bitcoin para pagar bônus quando a empresa já tinha sua própria moeda.

Segundo ele, pagar bônus em tokens pode incentivar os funcionários, uma vez que o valor do Pay aumenta de acordo com o sucesso da empresa.


Mike Ferrer (à direita) acredita que as criptomoedas são um investimento em longo prazo

O gerente de comunidades da TenX, Mike Ferrer, foi além e optou por receber também parte de seu salário base em Pay, além do bônus mensal.

Com 32 anos, ele investe em criptomoedas há algum tempo e admite que há grandes riscos. Mas afirma que só investe aquilo que pode pagar.

“Eu me imagino pegando uma pilha de dinheiro e vendo as notas queimarem na minha frente. Quando não me sentir confortável com isso, é porque já investi demais”, afirma Ferrer.

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Rússia, China, Irã e Venezuela usarão criptomoedas para desafiar EUA, diz relatório

Os adversários geopolíticos dos EUA estão implantando a tecnologia blockchain para combater o poder financeiro americano, afirma o novo relatório da Fundação Americana para Defesa da Democracia (FDD).

ubiie Redação

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Com a adoção de moedas digitais por todo o mundo, estão em andamento esforços para construir novos sistemas de transferência de dinheiro que funcionem fora da infraestrutura bancária convencional, escreveu a FDD em uma análise abrangente divulgada na quinta-feira (11).

O relatório ressalta que os governos da Rússia, China, Irã e Venezuela estão experimentando a tecnologia que sustenta o mercado de criptografia.

Esses países estão priorizando a tecnologia blockchain como “componente-chave de seus esforços para combater o poder financeiro dos EUA”.

“A Rússia, o Irã e a Venezuela iniciaram experimentos de tecnologia blockchain, que seus líderes encaram como ferramentas para compensar o poder coercitivo financeiro dos EUA e aumentar a resistência às sanções. A China também desconfia do poder financeiro dos EUA e da constante ameaça de sanções contra as autoridades chinesas”, diz-se o estudo.

Sistemas alternativos

De acordo com o documento, os esforços das quatro nações vão além da mera tentativa de contornar as sanções, pois “buscam reduzir o poder das sanções unilaterais e multilaterais através do desenvolvimento de sistemas alternativos de pagamento para o comércio global”.

Os autores do relatório observaram que a posição de influência dos EUA não é necessariamente permanente.

“A tecnologia criou um caminho potencial para sistemas alternativos de transferência de valores financeiros fora do controle dos EUA”, escreve-se no estudo.

“O calendário pode ser de duas a três décadas, mas esses atores estão desenvolvendo os elementos de construção agora. Eles imaginam um mundo em que a tecnologia das criptomoedas os ajude a ofuscar o poder financeiro dos EUA, da mesma forma que o dólar uma vez ofuscou a libra britânica”, finaliza a FDD.

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Facebook acaba de anunciar sua nova moeda virtual, a Libra

A nova moeda digital chamada Libra foi anunciada nesta terça-feira (18) pelo Facebook, a maior rede social virtual do mundo.

ubiie Redação

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Espera-se que a nova criptomoeda ajude bilhões de usuários a realizar transações internacionais.

Como o Facebook é atualmente usado por mais de dois bilhões de pessoas, estima-se que a nova moeda virtual possa se tornar uma importante fonte de renda para o gigante das mídias sociais, e pode potencialmente alterar seu modelo financeiro convencional, informou o The Guardian.

Assim como a maioria das criptomoedas, a Libra será operada e protegida por qualquer parte interessada que tenha acesso a um computador.

No entanto, a decisão da empresa no envolvimento no setor financeiro gerou ansiedade entre as autoridades britânicas e americanas.

Em maio, o Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado dos EUA dirigiu-se ao CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em uma carta solicitando respostas sobre privacidade e regulamentação financeira das mídias sociais.

“É importante entender como as grandes plataformas sociais disponibilizam dados que podem ser usados de maneiras com grandes implicações para a vida financeira dos consumidores […] Também é importante entender como as grandes plataformas sociais usam dados financeiros para traçar o perfil e atingir os consumidores”, diz a carta.

Rumores de que o gigante das redes sociais, proprietário do Instagram e do WhatsApp, planeja criar sua própria moeda digital, têm circulado desde 2018.

O anúncio do Facebook vem depois que a vice-presidente da empresa americana para a Europa, Nicola Mendelsohn, disse no início deste mês que a empresa criará mais 500 empregos em tecnologia em Londres, incluindo cem oportunidades de trabalho em inteligência artificial. Londres é o maior centro de engenharia do Facebook fora dos Estados Unidos.

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Facebook pretende lançar criptomoeda, diz mídia

Facebook teria passado um ano trabalhando secretamente no projeto de sua criptomoeda.

ubiie Redação

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Vale ressaltar que o Facebook tentou obter uma moeda virtual há uma década, mas acabou falhando, entretanto, na época, a empresa não contava com uma base de dois bilhões de usuários.

Os executivos da rede social se encontraram com a equipe de criptomoeda para discutir o anúncio de seu próprio sistema de pagamento digital, segundo o The Financial Times.

O Facebook planeja lançar sua própria ferramenta de criptomoeda, GlobalCoin, no primeiro trimestre de 2020, porém pode ser testada no final de 2019, afirma a BBC.

Uma equipe secreta teria trabalhado por mais de um ano no projeto do GlobalCoin, com isso, espera-se que a criptomoeda do Facebook não permita apenas que seus usuários comprem coisas e enviem dinheiro por meio das plataformas da empresa, como também façam pagamentos fora delas.

Anteriormente, a mídia social já havia demonstrado intenções relacionadas aos sistemas de pagamento digital.

“Eu acredito que deva ser tão fácil enviar dinheiro para alguém como enviar uma foto”, afirmou Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

Segundo relatos, a empresa também esteve envolvida em negociações com instituições financeiras, comerciantes on-line, empresas e bolsas de criptomoedas que podem converter o dinheiro digital em outras moedas virtuais ou impressas, incluindo o dólar.

Além disso, Mark Zuckerberg discutiu a ideia com o presidente do Banco do Reino Unido, Mark Carney, e autoridades do Tesouro norte-americano, acrescenta a BBC.

A Western Union, empresa de transferência de dinheiro, também foi envolvida nas negociações.

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